Duas crianças Santarenas no filme Tainá

23 de Fevereiro de 2010 por Raquel Fernandes

Originalmente publicado  no blog do  Jeso Carneiro

Duas meninas de Santarém – Ana Luísa (à esq.) e Rosane Santos – foram selecionadas para fazer treinamento em Belém com propósito de protagonizar o filme Tainá 3.

Ana mora na cidade, enquanto que Rosane é aluna da escola indígena da comunidade de Muratuba, no rio Tapajós.

Elas participaram de uma pré-seleção realizada no ano passado em 4 estados (Pará, Amazonas, Rondônia e Amapá) que reuniu 3.700 crianças.

Dessas, 11 foram escolhidas para essa nova etapa, que vai durar 6 semanas em Belém. Ao final, duas serão selecionadas: uma para representar Tainá e a outra será uma das amigas da estrela principal da película brasileira.

No filme, Tainá é uma guerreira kirimbau, inteligente e determinada, capaz de se comunicar com os bichos. Tem 8 anos, é hábil no manejo do arco e flecha e da zarabatana, faz uso do conhecimento ancestral dos povos da floresta para defender o ambiente onde vive.

As duas meninas Santarenas embarcaram no sábado (20-02) em vôo comercial, para Belém. Todas acompanhadas por seus pais.

As gravações de Tainá 3 começam em junho, com tempo previsto de 3 meses de duração. Santarém será um das cidades Amazônicas onde será realizada locação.

Fotos: Ronaldo Ferreira

Seminário Municipal de Articulação da Rede de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil

22 de Fevereiro de 2010 por Elis Lucien

O “Seminário Municipal de Articulação da Rede de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil” é a quarta etapa das ações de inserção do Programa Guarani previstas para serem desenvolvidas nos 16 municípios atendidos: Ananindeua, Belém, Marituba, Breves, Portel, Salvaterra, Soure, Altamira, Marabá, Alenquer, Belterra, Santarém, Itaituba, Novo Progresso, Trairão e Rurópolis.

Hoje dia 22 e 23, 24 de Fevereiro de 2010, estarão reunidos no auditório da UEPA ( Universidade Estadual do Pará), representantes de movimentos sociais e religiosos, ONG’s, lideranças comunitárias,estudantes, população em geral, profissionais da área da saúde, educação e segurança pública, poder público municipal e poder judiciário. Todos com objetivo de elaborar um plano operativo local, ou seja, discutir e construir coletivamente as ações de articulação e fortalecimento de rede de enfrentamento à violência sexual em seus respectivos movimentos.

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Relatos de uma navegante

19 de Fevereiro de 2010 por Elis Lucien



Originalmente do blog:

http://sinaisdagente.com/blog

Postado por Vanessa Rodrigues em 18 de Fevereiro de 2010

Sinais, pegadas, oxigénio, rastos na areia e em igarapés, chapinhar as impressões digitais no rio, ouvir uma nuvem. Reinvenções diárias sem azimute, contra o tempo, seigarapém tempo: Sinais diários de SinaisDaGente.

24/10| Dia 68 Amanhecer em Santana do Ituqui, no rio Ituqui, afluente do Amazonas,no barco Netinho. A Secretaria Municipal de Saúde de Santarém dá assistência a estea comunidade ribeirinha com vacinas, testes de glicemia, odontologia, clínica-geral, ginecologia e pediatria. As crianças são quem mais precisam de assistência. Há muitas diarreias infantis. A comunidade tem acesso por terra, mas demora horas até Santarém. E depois, de barco, são pelo menos 6 horas de viagem nas melhores condições. Nas margens búfalos e jacarés…

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Comentário do Leitor

19 de Fevereiro de 2010 por Fabio Pena

Do repórter César Sousa sobre o Carnaval de Suruacá

Eu estive na 3ª edição do Carna Suruacá. Foi um exemplo de criatividade e alegria. Sem muito custo, sem violência, sem excesso de álcool e/ou velocidade. Não houve acidente de trânsito. Nenhuma vítima fatal, ninguém foi preso. Apenas muitos sorrisos, muita diversão. O povo todo na rua principal, sem preocupação com assalto aos seus lares.

Estavam festejando, a sua maneira, uma celebração que começou na grécia antiga e que viajou ao longo dos séculos até chegar àquele ponto da Amazônia. Os blocos do Jacaré e do Juvenal apresentaram o que há de mais belo na festa carnavalesca: entusiasmo, solidariedade, cooperação, brilho, graciosidade…

A imagem de duas carroças de boi unidas para formar um carro alegórico… As meninas lindas dançando em cima, e os foliões (entre eles muitas crianças) se divertindo ao empurrar a alegoria foi demais. A arte do improviso, ao colocar um motor-gerador de energia embaixo de cada carro, mostra que a comunidade de Suruacá faz juz a sua estrela, que brilha como uma das comunidades mais organizadas do Rio Tapajós.

Parabéns a todos vocês. Que no próximo ano, a festa seja tão bonita quanto essa.

Carna Suruaca, Carnaval de blocos, folia total

18 de Fevereiro de 2010 por Jardson Melo



Na noite de Terça-feira, última noite de carnaval, deste de ano de 2010, aconteceu na comunidade de Suruacá, a terceira edição do animado ‘Carna Suruacá’, entre os blocos carnavalesco Jacaré e Juvenal. Neste ano o evento foi organizado pela comissão do Sistema de Abasatecimento de Água e Energia da comunidade. O carnaval de Suruacá é simples, porém, alegre, divertido sem violência ou algo do gênero. Não teve premiação para destacar o vencedor, os foliões se organizam para protagonizar a cultura popular brasileira, que faz alegria de milhões de brasuca e extrangeiros espalhados por todo esse planeta.

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Meio de Transporte Terrestre e marítimo aqui na Comunidade de Suruacá

18 de Fevereiro de 2010 por Jardson Melo



Suruacá é uma comunidade rural localizada na margem esquerda do rio Tapajós, região de terra firme. A comunidade não dispõem de transporte terrestre motorizado (carro, caminhão, girico…), que facilite a locomoção dum lugar para outro. A bicicleta é o meio de transporte mais utilizado na comunidade, as magrelas fazem tão sucesso que cada família tem uma, outras tem duas, três e assim o fluxo de bicicleta vai aumentando e facilitando a locomoção de pessoas e produtos cultivados na comunidade. Algumas famílias optam por carroça meio de transporte traçado por animais, porém, essa, prática é pouco utilizado.

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Expedicionários da Saúde montam centro cirúrgico no Haiti

18 de Fevereiro de 2010 por Fabio Pena

A organização não-governamental Expedicionários da Saúde, parceira do PSA na realização de jornadas cirúrgicas nas comunidades Amazônicas, está mobilizada para ajudar o povo do Haiti. Baseados em um pequeno hospital canadense, situado a 200 km de Porto Príncipe, os Expedicionários da Saúde vêm realizando cirurgias em vítimas do terremoto que, na segunda semana de 2010, deixou o Haiti em ruínas. Afim de ajudar a suprir a grande demanda por médicos após a catástrofe, a ONG enviou ao país uma equipe composta por ortopedistas, cirurgiões , anestesistas enfermeiros e profissionais de logística. Até o momento esta é a única organização civil médica brasileira a prestar socorro ao Haiti.

O planejamento da expedição começou imediatamente após o terremoto, numa campanha que levantou fundos para bancar a viagem. Sem o auxílio de órgãos públicos, o dinheiro veio de amigos e dos colaboradores usuais da organização, que também cederam materiais e equipamentos.

Os primeiros a desembarcar no Haiti foram o cirurgião ortopedista Ricardo Affonso Ferreira e o enfermeiro Hernane dos Santos. Chegaram a Porto Príncipe apenas cinco dias após os tremores. Alojados em condições precárias, dormindo em carros ou barracas e se alimentando de cereais trazidos do Brasil, tinham o objetivo de verificar a viabilidade da expedição, mas acabaram indo além.

Por indicação da OMS, conheceram o Brenda Strafford Institute, um pequeno hospital relativamente equipado, que carecia de mão de obra, mas tinha dois centros cirúrgicos à disposição. Desde os tremores, a cidade de Les Cayes, onde se situa o hospital, vem recebendo um grande fluxo de refugiados. Ao optar por utilizar a instituição, a missão diminuiu consideravelmente o volume de carga, pois pôde dispensar os centros cirúrgicos móveis, comumente usados nas expedições amazônicas (a cada três meses os Expedicionários realizam mutirões de cirurgia em povos indígenas).

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Medicina com alta tecnologia chega aos índios isolados Zo’é

18 de Fevereiro de 2010 por Fabio Pena

Uma equipe especializada de cirurgiões prestou atendimento ao povo indígena Zo’é em uma tarefa que foi muito além da medicina. Além de enfrentar o isolamento, o trabalho respeitou a cultura da tribo e deixou lições que os médicos nunca mais vão esquecer.

Um fato inédito ocorreu na Terra Indígena Zo’é, noroeste do Estado do Pará. Nos dias 14 e 15 de janeiro foram realizadas cirurgias por videolaparoscopia para a remoção de colecistopatia, mais popularmente conhecida como pedra na vesícula. Situada entre os rios Cuminapanema, Urucuriana e Erepecurú, noroeste do Estado do Pará, a Frente de Proteção Etno-Ambiental Cuminapanema trabalha com 251 indígenas da etnia Zo’é, divididos em 11 aldeias, habitantes de seu território de ocupação imemorial.

A necessidade cirúrgica foi inicialmente diagnosticada por ultrassonografias, feitas com equipamento portátil e na própria área indígena, o que indicou o problema em quatro mulheres Zo’é. O procedimento foi minimamente invasivo, o que permitiu um pós-operatório quase indolor e com pronto restabelecimento, possibilitando liberação dos pacientes em menos de 24 horas. Acredita-se que a alimentação dos Zo’É, rica em castanha-da-amazônia e gordura animal, favoreça o aparecimento das pedras, com mais frequência em mulheres. A doença, quando agravada, pode levar a óbito pela infecção na vesícula biliar ou obstrução da via biliar principal. Leia o resto desse post »

Bem vindos, ao trabalho!

17 de Fevereiro de 2010 por Elis Lucien

Para uma boa parte da sociedade o ano novo e suas atividades só começam depois do Carnaval. A outra parte, já começou desde do dia 01 de Janeiro de 2010 com a Confraternização Universal. O período antes do Carnaval fica destinado para os ajustes nos orçamentos, reuniões informais aqui e ali, relatórios e fechamento na contabilidade do ano passado. Agora, depois do Carnaval, trabalhadores e sociedade em geral precisam alcançar: metas, sonhos, perspectivas, ideais, objetivos e planos para serem cumpridos neste novo ano.

As nossas atividades da Rede Mocoronga já estão em pleno funcionamento. O programa de rádio estar no ar todos os sábados às dez horas da manhã e reprisa aos domingos às cinco da manhã com notícias dos núcleos de: Saúde Comunitária, Organização Comunitária, Economia da Floresta, Projeto Saúde e Alegria em eventos institucionais no decorrer do ano,  informações das comunidades oriundas dos repórteres comunitários, parceiros e o próprio núcleo de Educação, Cultura e Comunicação - Educom que alimentam não só o programa, mas, toda a nossa Rede (Jornal Mocorongo, TV Mocoronga, Blog da Rede Mocoronga,Programa de Rádio Rede Mocoronga).

Então, como foi dito o trabalho já começou com toda força. Todavia, vale ressaltar: Um feliz ano bom para todos os trabalhadores que buscam um mundo socialmente justo, ecologicamente equilibrado e economicamente viável.

A casa que vem da terra e modificações ao longo dos anos

12 de Fevereiro de 2010 por Jardson Melo

Desde seus princípios o modo de moradia da população Suruacaense, é tradicionalmente comum, como resgate e valorização da bioarquitetura local. As casas são construídas com: madeiras brutas ou pau-roliço na armação, na cobertura usa-se guia de palha aberta (babaçu), cipó  titica e outros tipos preferenciais. As paredes são formadas por; bambu, pau-a-pique, barro amarelo, tabatinga, madeira, e palha. O piso é chão batido compactado, em outras ocasiões é assoalhado com estivas de palmeiras nativas. Assim é o  modo de moradias  das populações tradicionais. A casa (barraco), tem custo financeiro zero, tanto na coleta da matéria-prima, quanto na mão-de-obra qualificada.

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