Populações tradicionais comemoram 20 anos do decreto de criação da Reserva Extrativista (RESEX) Tapajós-Arapiuns

7 de novembro de 2018 por Samela Bonfim

Trajetória é marcada por grandes conquistas e desafios pela defesa do território, conservação do ecossistema e desenvolvimento sustentável

O Diploma legal de criação foi decretado em 06 de novembro de 1998 que definiu uma área de 647.610 hectares como pertencente a Reserva Extrativista (RESEX) Tapajós-Arapiuns. Atualmente formada por 4.168 famílias, 13 mil habitantes a região é composta por 75 comunidades das quais 26 são aldeias indígenas. É uma das RESEXs mais populosas do país.

A Resex foi a primeira unidade de conservação extrativista criada no Estado do Pará e é motivo de orgulho para os moradores que atuam na defesa do território. O presidente da Organização das Associações e Moradores da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns – Tapajoara, Dinael Cardoso, destacou a importância da comemoração das duas décadas: – “Foi uma luta bem grande dos moradores da Resex… E aqui agradecemos a todas as instituições que trabalham conosco”. 

Cardoso enfatizou a necessidade de agradecer as instituições parceiras que contribuíram para a criação da reserva e a elaboração de projetos que contribuem com a evolução das comunidades: “Dentro da unidade nós conquistamos várias coisas. Somos referência em projetos sustentáveis. São 20 anos voltados para o desenvolvimento econômico e social dos moradores da Resex” – comemora.

Desafios

O primeiro desafio das comunidades foi vencido após a conquista do território que vinha sendo ocupado por processos de exploração predatória da madeira e minérios, sem o consentimento das comunidades que viviam e manejavam historicamente o território, e sem que os benefícios das atividades econômicas chegassem para os moradores.

Após a demarcação da área, as comunidades passaram a ter amparo legal para nela, viver e produzir, respeitando seu modo de vida tradicional, mas também podendo manejar os recursos naturais de forma sustentável. E é neste quesito que está um dos maiores desafios, pois são muitos os recursos naturais disponíveis, mas ainda são poucas as alternativas de geração de renda e acesso à serviços básicos, por isso a população necessita de muitas melhorias para continuar a reprodução de sua cultura com melhor qualidade de vida.

Estudos para o manejo florestal madeireiro comunitário, previstos no Plano de Manejo da Unidade estão em andamento, mas ainda não se chegou aum consenso entre os moradores, que precisam de muitas discussões e organização. Outras iniciativas, como por exemplo as incentivadas Projeto Saúde e Alegria, já vem sendo realizados na Resex promovendo atividades econômicas sustentáveis  como o ecoturismo de base comunitária, a cadeia produtiva das mudas e sementes florestais e a meliponicultura.  

Entre outros desafios está o acesso à energia elétrica. Os moradores lutam pela chegada da energia através do Programa Luz Para Todos do Governo Federal. O acesso à energia é essencial para os moradores melhorarem sua qualidade de vida, bem como para que possam desenvolver atividades econômicas. Outra necessidade é quanto a resposta da publicação no Diário Oficial da União do Acordo de Pesca que regulamenta a pesca na região da Flona e Resex.

Sobre a reserva

Localizada nos Municípios de Santarém e Aveiro, ao oeste do Estado do Pará 34% dos 647.610 hectares de sua área, estão localizados no município de Aveiro/PA e 66% (453.327 ha), no município de Santarém/PA. A RESEX tem seus limites marcados pelos rios Arapiuns, Maró e Mentai; pelas glebas Mamuru e Nova Olinda e pelo Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande. Já o limite Leste é dado pelo rio Tapajós. O nome da Unidade de Conservação se deve a sua localização entre os rios Tapajós e Arapiuns. Na parte Norte da RESEX, esses dois rios se encontram na frente da cidade de Santarém. O acesso à reserva é realizado por via fluvial. Saindo da cidade de Santarém pelo rio Tapajós, o trajeto é de cerca de duas horas de lancha até a comunidade mais próxima (52 Km), a Vila Franca. Partindo da cidade de Itaituba, também pelo rio Tapajós, são cerca de quatro horas de lancha até a comunidade mais próxima, no extremo Sul da RESEX, a comunidade de Escrivão, a 112 Km.

Inserida na grande bacia amazônica contém 13 bacias principais, totalizando uma área de 6.760,6 km², e com 4.231 km de drenagem. Com o avanço do uso do solo, principalmente nas margens de rios e igarapés, algumas bacias da RESEX estão sofrendo mais interferência. Isso pode acarretar impactos nos corpos hídricos, tais como assoreamento e eutrofização (mudanças na qualidade da água). Até o ano de 2012, 513,61 km² da RESEX estavam antropizados (transformação que exerce o ser humano sobre o meio ambiente). Os principais rios da RESEX são os rios Tapajós, que banha toda porção Leste da Unidade, e o rio Arapiuns que perfaz a porção Norte da RESEX. Além desses, podemos citar: rio Maró, que limita a parte Noroeste da UC; rio Aruã, da bacia do rio Arapiuns, localizado no entorno da RESEX; rio Inambú; rio São Pedro; igarapés Amorim, Mentai e Nambu que também são importantes cursos d’água para navegação, fundamentais para deslocamento e acesso às comunidades. A região do rio Tapajós apresenta vários lagos, alguns acessíveis para embarcação apenas no período da cheia dos rios, de janeiro a agosto, outros acessíveis durante todo o ano. Os principais lagos na região são: Capixauã, Amorim, Uquena e Muratuba.

Aprofunde o conhecimento

Para detalhes e curiosidades sobre a trajetória dos moradores da Resex acesso ao almanaque da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns

 

Beiradão de oportunidades promove capacitação de empreendedorismo na Amazônia com jovens ribeirinhos

25 de outubro de 2018 por Samela Bonfim

Curso realizado pelo Projeto Saúde e Alegria propõe a capacitação de jovens para iniciativas criativas e empreendedoras a partir dos potenciais da própria região.

Ter o próprio negócio que gere renda, seja útil à comunidade e traga benefícios para o coletivo são propostas dos jovens que estão participando do Curso de Empreendedorismo Beiradão de Oportunidades promovido pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA) com apoio da Fundação Cáritas Suíça. Os participantes têm entre 18 e 21 anos e estão em busca de novos conhecimentos para aplicar em ideias de negócios que pretendem desenvolver a partir das capacitações que vem recebendo desde agosto deste ano.

Eles vêm de diversas comunidades da região dos Rios Tapajós e Arapiuns: Anumã, Curipatá, Maripa, Pedra Branca, Capixauã, Aldeia Solimões, Suruacá, Anã, Urucureá, São Francisco, Mentae, Camará, São Pedro, Jaguarari e Acaratinga.  A turma é formada por 30 jovens, que foram selecionados depois de um festival realizado no começo do ano, em que tiveram os primeiros contatos com a idéia de empreendedorismo, economia criativa e os chamados negócios sociais, que além de terem uma visão econômica, buscam também resolver problemas da comunidade.

“O curso é dividido em vários módulos e vai até o final do ano com a apresentação de uma proposta de negócio, o PITCH, onde devem ter clareza do que querem e como pretendem desenvolver a proposta. Passam por todo um processo que vai desde a identificação de um problema, até a busca de soluções para se chegar nessa ideia. Também recebem orientação para criar o nome, a marca e as estratégias de mercado”, explica uma das educadoras do curso, Luana Silva.

Abrindo o próprio negócio

 

Louriely Pereira da comunidade São Pedro da região do Rio Arapiuns está animada com a execução do próprio projeto. A jovem que está prestes a concluir o ensino médio disse que já se planejava para sair da comunidade: “pra vir procurar outras oportunidades em Santarém. Mas agora como já tenho um meio de ganhar o meu dinheiro, eu posso ficar lá” – diz entusiasmada.

A proposta dela é solucionar o problema da falta de hortaliça nas comunidades através do Projeto Hortagro – Horta Agrícola/Mão de obra. “Eu tinha o começo mas não tinha como continuar nem os recursos. Hoje já tenho os recursos de materiais e de como mobilizar no meu psicológico para ver como analisar e ter lucro” – finaliza Pereira.

O jovem José Solano Guimarães da comunidade Mentae – Rio Arapiuns também está feliz com a possibilidade de abrir o próprio negócio na região. “O nosso problema é a falta de ovos de galhinha caipira dentro da comunidade e nas redondezas. A demanda é grande, porém a gente não tem quantidade na comunidade. A gente precisa vir a Santarém e esperar um dois dias para chegar a mercadoria lá. Quem sofre são os comunitários” – explica sobre a empresa promissora na área da Avicultura para produção de ovos.

Para que o negócio atinja os objetivos propostos no projeto ele já sabe quais os primeiros desafios: “As nossas galinhas botam um dia sim um dia não. O que a gente aprendeu aqui é que a gente precisa de galinhas poedeiras. Todos os dias elas tem que botar e não são as raças que a gente tem.” – conclui.

Estratégia

O Beiradão de Oportunidades é um processo de formação de jovens empreendedores que engloba conceitos de negócios sociais e tecnologias, auxiliando os jovens na geração de ideias inovadoras que surgem para solucionar problemas que estão inseridos em algum contexto social. Esta é a 10ª turma do curso que realizamos, sendo que vários pequenos negócios já foram montados e estão em funcionamento nas comunidades, abrindo novas perspectivas de renda para o jovem do campo que não tem muitas oportunidades de emprego”, explica Paulo Lima, coordenador do programa de empreendedorismo do PSA

O curso faz parte de uma estratégia maior do Saúde e Alegria, que visa contribuir para uma melhoria das condições de vida e para um desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens de comunidades da Amazônia. “Isso inclui além de estratégias de mobilização social, a criação de oportunidades de trabalho e renda para que os jovens das comunidades possam ter a oportunidade de fazer escolhas, sair ou ficar da comunidade, mas com clareza para construir seus projetos de vida plenamente”, conclui Fábio Pena, da coordenação de educação do PSA.

O projeto organizado pelo Projeto Saúde & Alegria (PSA) conta atualmente com o apoio da Fundação Cáritas Suíça e colaboração da Fundação Konrad Adenauer.

Serviço

Quando? Quinta e sexta 25 e 26 de outubro, das 8h às 18h

Onde? Projeto Saúde e Alegria, Av. Mendonça Furtado, n° 3979, Bairro: Liberdade

| Ascom Saúde e Alegria

Extrativistas participam de seminário: ‘Iniciativas e desenvolvimento dos óleos na floresta’

24 de outubro de 2018 por Samela Bonfim

Promover iniciativas promissoras de extração do óleo na floresta, aproximar os povos tradicionais que sobrevivem da atividade sustentável de empresários e disseminar o conhecimento cientifico para os extrativistas são objetivos da oficina realizada na comunidade Carão, em Santarém

As atividades aconteceram no Centro Experimental Floresta Ativa (Cefa) instalado na comunidade Carão, Oeste do Pará. No espaço representantes de dezoito comunidades da Resex, Floresta Nacional do Tapajós e Lago Grande participaram da oficina que visa incentivar e melhorar a geração de renda e desenvolvimento sustentável dos moradores, com ênfase no aproveitamento econômico dos produtos extrativistas produzidos pelos comunitários.
A primeira edição do seminário destacou o potencial econômico dos óleos e sementes na região e de que maneira os extrativistas podem melhorar a produtividade sem esquecer o respeito ao meio ambiente.

Participantes trocaram experiência com os convidados que contribuíram para que a atividade atinja os objetivos propostos: Professor da Universidade Federal do Oeste do Pará – Dr. Lauro Barata, Arimar Feitosa da Cooperativa Mista da Flona Tapajós e Jose Neto da Natura.

O responsável pela atividade e coordenador do CEFA Steve Mcqueen enfatizou a proposta do primeiro seminário que será realizado anualmente: “Mostrar as iniciativas promissoras do óleo na floresta, aproximar empresas, difundir as pesquisas da universidade para o desenvolvimento sócio ambiental das comunidades que desenvolvem a pratica da extração de óleo na medicina, parte alimentar e cosmético. Com a nossa experiência percebemos que é necessário aproximar as empresas, institutos de pesquisa para construir meios de melhorar produção, beneficiamento e venda desses produtos” – finaliza.

 

Evento organizado pelo Projeto Saúde & Alegria (PSA) com apoio da Fundação Konrad Adenauer (KAS) propõe capacitação continua aos moradores em técnicas e sistemas produtivos mais modernos e eficientes, que ao mesmo tempo preservem a floresta e garantam renda aos extrativistas.

 

Jornada de formação para o ativismo juvenil reúne mais de 60 participantes na Floresta Ativa

22 de outubro de 2018 por Samela Bonfim

Por três dias jovens integraram rodada de discussões sobre problemas e ações necessárias na defesa de direito das populações tradicionais da região. No segundo ciclo, moradores da Resex Tapajós Arapiuns, Flona, Planalto e PAE Lago Grande se encontraram na Floresta Ativa Comunidade Carão – Resex Tapajós-Arapiuns

Lixo, território, agronegócio e pesca predatória estão entre os temas discutidos no encontro que visa formar jovens articuladores e defensores dos próprios direitos e territórios. Os participantes da jornada de ativismo juvenil são indígenas moradores de comunidades tradicionais que enfrentam desafios para manter a cultura local com acesso aos direitos garantidos por lei.

No encontro os jovens participaram de diversas atividades voltadas a formação crítica para identificar possíveis problemas que atingem as comunidades a qual fazem parte e sugestões de ações que possam reverter a situação atual. Divididos em grupos de temas específicos, foram estimulados a usar a metodologia do Mob Lab que aponta problemas, causas e efeito com foco ao mundo ideal nas esferas individual, coletivo e político.

Os indígenas consideram a comunicação como ferramenta essencial para avanço do ativismo na região, e por isso mapearam os tipos de comunicação existentes dentro da comunidade e o que precisam fazer para melhorá-la. Para o facilitador do encontro Walter Oliveira: “Com essas ferramentas a galera da Amazônia pode ser ouvida. É importante para as populações tradicionais planejar o futuro por meio dessas ações” – explica.

Oliveira destacou os tipos de manifestação ativista que desaprova a “baderneira e violenta. Usamos estratégias para atingir o alvo”. Por meio de teatro, banner humano, flash mob o facilitar mostrou aos participantes como a criatividade pode ser aliada na transformação da realidade por meio da ação prática.

A formação é uma parceria do Projeto Saúde e Alegria com a organização de liderança jovem Engajamundo, sem fins lucrativos que promove formações, mobilização e ações de ativismo, com foco ao empoderamento da juventude para reivindicar melhorias em diversas esferas de poder. Este foi o segundo ciclo da Jornada de formação para o ativismo juvenil de um total de cinco que devem ocorrer nas comunidades.

Vagas para trabalhar no Projeto Saúde e Alegria

6 de setembro de 2018 por Fábio Pena

O Projeto Saúde e Alegria está contratando profissionais para atuar em seu novo projeto Floresta Ativa, que será apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, com recursos do Fundo Amazônia.

São três vagas:

1 Coordenador (a) do Programa Floresta Ativa;

1 Gestor (a) do Centro Experimental Floresta Ativa – CEFA;

1 Gestor (a) Executivo (a) do Programa Floresta Ativa

Veja os editais nos links abaixo:

Seleção Coordenador FA 2018

Seleção Gestor do CEFA 2018

Seleção Gestor Executivo floresta ativa 2018 (1)

 

Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia nas comunidades de Aracampina e Aldeia Solimões

24 de julho de 2018 por Elis Lucien

O Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia irá implementar um local piloto para testar a abordagem de ciência cidadã, utilizando o aplicativo Ictio envolvendo escolas de comunidades tradicionais, integradas em um programa de educação ambiental ou de ciência, em que professores e alunos monitorem a diversidade de peixes catalogados nessa etapa pelos pescadores e pescadoras selecionadas.

O projeto será realizado de Maio a Dezembro nas Bacias do Tapajós e Amazonas em parceria com alunos, professores, pescadores e pescadoras das comunidades de: Aracampina que fica localizada no Projeto de Assentamento Ituqui (PAE-Ituqui), às margens do rio Amazonas, com seus 260 habitantes, com 16 lagos e 3 igarapés e a Aldeia Solimões localizada na margem esquerda do Rio Tapajós afluente do rio Amazonas, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns que é uma das maiores Unidades de Conservação no Brasil.

A Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (SAPOPEMA), Projeto Saúde e Alegria (PSA) e outras Instituições convidadas durante seis meses irão incentivar o engajamento de jovens e moradores no monitoramento dos recursos pesqueiros da região e ajudar a formar uma nova geração de lideranças comunitárias comprometidas com a conservação dos recursos pesqueiros.

No último 20, o lançamento ocorreu em Aracampina na sala da Escola São Sebastião com a presença de lideranças, diretor, professores, alunos que falaram da importância desse projeto na área ambiental para aquela região, pois já havia algum tempo um projeto desse porte na área de várzea. Na aldeia Solimões o Cacique Lenoir deu as boas vindas a equipe no Barracão Comunitário falando da parceria com o Projeto Saúde e Alegria que já atua na região a 30 anos, trazendo projetos para desenvolvimento comunitário partindo da realidade local oportunizando as futuras gerações dentro de cada comunidade que atua.

 

 

Grupo de estudantes australianos visitam o CEFA

29 de junho de 2018 por Ana Costa

Um grupo de dezenove (19) estudantes da Universidade Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT) na Austrália esteve visitando o Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA).

Foto: Daniel Gutierrez

O grupo coordenado pelas professoras Melissa Neave, australiana, e Mirela Gavidia, brasileira, veio para Amazônia vivenciar o dia-a-dia das famílias agroextrativistas, principalmente, comunidades tradicionais em desenvolvimento. A escolha de vir para o Oeste do Pará se deu por conta da cultura paraense e pela relação de proximidade com o Meio Ambiente.

No CEFA, eles puderam conhecer mais sobre as unidades demonstrativas, o funcionamento do Biodigestor, as unidade de energia fotovoltaica, a meliponicultura, a criação de galinhas caipiras. Visitaram também a Aldeia de Vista Alegre do Capixauã, onde puderam experienciar a passagem do Barco Hospital Abaré. Na comunidade Carão, estiveram na residência do Sr. Dilson, acompanhando a produção de farinha. Além dessas atividades, os estudantes australianos conheceram o Carimbó, as fogueiras tradicionais do mês junino e tomaram banho de igarapé. Para Mirela “é muito importante para os alunos conhecerem a realidade daqui, até para poder participar das iniciativas e trazer um pouco mais de justiça social e sustentabilidade.”

A Expedição MELBOURNE ficou na Amazônia por duas semanas e permaneceu no CEFA por três dias, acompanhados pelo técnico em agropecuária do Projeto Saúde e Alegria Alexandre Godinho.

Reportagem: Walter Oliveira

Jovens debatem conflitos territoriais no Oeste do Pará

13 de junho de 2018 por Ana Costa

O Coletivo Jovem Rede Mocoronga (CJRM), é um grupo jovem multiplicador de informações que visa discutir as problemáticas associadas a temáticas sociais, como Clima e Território, uma iniciativa de vários coletivos jovens nacionais preocupados com o território ao qual estão inseridos. O CJRM conta com o apoio da ONG Projeto Saúde e Alegria (PSA), e realizou no ultimo dia 11, na sede do PSA, o I Debate Amazônias: Territórios e Conflitos Socioambientais do Oeste do Pará trazendo como subtema “Território: você conhece o seu?”.

O debate contou com a participação de jovens oriundos de comunidades tradicionais, em sua maioria acadêmicos, entre eles, Luana Kumaruara, 32, da Aldeia Solimões na Reserva Extrativista (RESEX) Tapajós-Arapiuns, que abordou a questão dos conflitos existentes para a garantia de seus direitos territoriais, ao que diz respeito à demarcação de terras indígenas. “Quando se fala de demarcação de terra é algo que sufoca a população indígena porque estão limitando o nosso território”, afirmou.

O jovem Benezildo Costa, 25, de São Pedro – RESEX Tapajós-Arapiuns, falou sobre as madeireiras, enfatizando a luta de muitos anos contra a extração ilegal dentro de sua região. Ele faz um apelo: “os jovens da Amazônia tem que ter uma causa para lutar (…), os projetos de empreendimentos afetam diretamente nossa gente, nossas culturas, nossos saberes e a biodiversidade”.

Outra convidada para o debate foi a jovem Delcilene Rocha, 21, vindo da comunidade de Santos da Boa Fé, no Planalto Santareno, contando sua experiência e luta contra a expansão da Soja e dos Agrotóxicos. Delcilene desabafa “infelizmente a gente acordou tarde demais na minha região, a quantidade de mata é mínima e é usada como máscara, só tem floresta na beira da estrada”.

A ideia do debate foi trazer à tona as violações dos direitos territoriais na Amazônia, ocasionados por grandes empreendimentos que ameaçam a biodiversidade dessa região. Para Walter Oliveira, 21, um dos jovens coordenadores do CJRM “a divulgação da informação através dos jovens locais, é um meio de abranger a população como um todo”.

Território: você conhece o seu?

Foto: Bob Barbosa

Funcionamento do Telecentro Comunitário de Nuquini.

4 de junho de 2018 por Rowdinely Oliveira

 O Telecentro Comunitário de Inclusão Digital da Comunidade, espaço que hoje a comunidade dispõe para acesso a inclusão digital, funciona semanalmente todas as segunda, quarta e sexta feira de 19:30 à 22:30 horas e no domingo de 13:30 à 16:30. Atualmente funciona com a energia de gerador a óleo diesil, e para mater toda a estrutura do predio e as outras despesas os usuarios contribuem com uma taxa semanalmente. No inicio do ano, a coordenação junto a comunidade realizaram um trabalho de pintura, restaurando assim o predio do Telecentro. Hoje atendemos usuarios de outras comunidades como Nova Vista, Tucumatuba e Boim.

Resultado final do Edital de Chamada Pública 01/2018

24 de maio de 2018 por Paulo Lima

RESULTADO FINAL DO EDITAL DE CHAMADA PÚBLICA 01/2018

O Centro de Estudos Avançados de Promoção Social e Ambiental torna público o RESULTADO FINAL do EDITAL DE CHAMADA PÚBLICA n° 01/2018 para a seleção e contratação de entidades privadas sem fins lucrativos, credenciadas pelo MDS, para a implantação de tecnologias sociais de acesso à água, no âmbito do Programa Cisternas, observadas as disposições legais do edital.

Lote 01, 02, 03, 04, 05, 06 e 08– 1ª classificada, Sociedade par Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente – SAPOPEMA.

Lote 07 – 1ª classificada, Sociedade, Meio Ambiente, Educação, Cidadania e Direitos Humanos – SOMECDH.

O resultado já foi publicado no DOU do dia 23 de maio de 2018, Nº 98, seção 3, página 172.

Não tendo recebido recursos no prazo estabelecido, o CEAPS convoca as entidades primeiras colocadas em cada lote para a assinatura dos contratos.

Cópia de toda a documentação apresentada e do quadro de resumo da avaliação estão disponíveis no SICONV e aqui: https://drive.google.com/drive/folders/1ioRM1lbsr5U7zmN4mUpVZ6R-YnzvtFl4?usp=sharing

Informações adicionais: adriana@saudeealegria.org.br Tel.: (93) 3067-8000

Santarém, Pará, 21 de maio de 2018

Rodrigo José de Sampaio Leite Filho
Presidente do Centro de Estudos Avançados de Promoção Social e Ambiental