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	<title>Rede Mocoronga</title>
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	<description>Just another  weblog</description>
	<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 21:21:13 +0000</pubDate>
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		<title>A ilha</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 21:21:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Lucien</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Jornal]]></category>

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		<description><![CDATA[Resgate da Lenda da Ilha, publicada no O Mocorongo em 1997.
A comunidade de Alto Aruã é banhada pelo rio Aruã. Suas águas caem no rio Arapiuns. Em frente a comunidade o rio forma um lago e no centro do mesmo tem uma ilha.
Quando os curandeiros ou pajés fazem pajerias eles contam que em baixo da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><sub>Resgate da Lenda da Ilha, publicada no O Mocorongo em 1997.</sub></p>
<p>A comunidade de Alto Aruã é banhada pelo rio Aruã. Suas águas caem no rio Arapiuns. Em frente a comunidade o rio forma um lago e no centro do mesmo tem uma ilha.</p>
<p>Quando os curandeiros ou pajés fazem pajerias eles contam que em baixo da ilha existe uma cidade muito linda. A beleza da cidade é tanta que nem mesmo sobre a terra existe uma igual. Além da cidade, embaixo da ilha existe uma fazenda. O dono da fazenda é o dono da cidade também. Ele tem a forma de um boi e os moradores costumam chamá-lo de Julião.</p>
<p>Quando o <em>boi Julião </em>fica bravo ele aparece e tira a sombra dos comunitários de cima da ilha. Para tirar o feitiço, só fazendo pajeria se não a pessoa morre e a alma dela vai morar na cidade bonita, embaixo da ilha. Essas almas também tomam conta da enorme fazenda.</p>
<p>Quando os pajés fazem pajerias para alguém, as que não se livram do feitiço incorporam no pajé. Aí elas podem conversar e perguntar como vão suas famílias.</p>
<p>Certamente, as pessoas comuns nunca viram essas coisas, pois isso é coisa de pajé.</p>
<p>Baseado nas estórias do povo de Alto Aruã - rio Arapiuns. Jandira Soares, filha da terra.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Blog Fatos e dados Petrobrás destaca Rede Mocoronga</title>
		<link>http://redemocoronga.org.br/2009/07/02/blog-fatos-e-dados-petrobras-destaca-rede-mocoronga/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 17:35:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Pena</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>

		<category><![CDATA[Comunicação comunitária]]></category>

		<category><![CDATA[Inclusão Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Protagonismo Juvenil]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Amazônia para o mundo
Julho 2, 2009 by Blog Fatos e Dados Petrobras
As vozes da Amazônia alcançam os mais diferentes lugares do mundo através da parceria da Petrobras com o projeto Rede Mocoronga de Comunicação Popular. 
Com internet via satélite no meio da floresta, jovens de 31 comunidades ribeirinhas  da Amazônia estão sendo capacitados em comunicação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a title="Link Permanente para Da Amazônia para o mundo" rel="bookmark" href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/07/02/da-amazonia-para-o-mundo/" target="_blank">Da Amazônia para o mundo</a></h2>
<p>Julho 2, 2009 by Blog Fatos e Dados Petrobras</p>
<p style="text-align: justify">As vozes da Amazônia alcançam os mais diferentes lugares do mundo através da parceria da Petrobras com o projeto <strong><a href="../" target="_blank">Rede Mocoronga de Comunicação Popular</a>. </strong></p>
<p style="text-align: justify">Com internet via satélite no meio da floresta, jovens de 31 comunidades ribeirinhas  da Amazônia estão sendo capacitados em comunicação e inclusão digital. Aprendem a produzir e difundir conteúdos audio-visuais, o que os permite afirmar sua cultura, idéias e interagir com outras formas de ver e pensar a própria floresta. Esse projeto está diretamente alinhado ao posicionamento da Petrobras de democratizar o acesso a novas tecnologias e viabilizar a produção de informações de forma plural e descentralizada. <strong>Porque informação e liberdade de expressão são direitos básicos e inalienáveis de todo o povo brasileiro.</strong></p>
<p style="text-align: justify">Veja<strong> </strong>o vídeo abaixo para conhecer mais o projeto:</p>
<p style="text-align: justify">
<div class="vvqbox vvqyoutube" style="width:425px;height:355px;">
<p id="vvq4a510c087babb"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ipJDiU24Gds">http://www.youtube.com/watch?v=ipJDiU24Gds</a></p>
</div>
<p><span style="color: #000000"><em>Ao contrário do sentido pejorativo que a palavra MOCORONGO possui em outras regiões do país, seu real significado é outro na Região Norte. Você sabe qual?</em></span> Comente!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A pomba está viva!</title>
		<link>http://redemocoronga.org.br/2009/06/30/a-pomba-esta-viva/</link>
		<comments>http://redemocoronga.org.br/2009/06/30/a-pomba-esta-viva/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 19:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Pena</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Meus senhores
Minhas senhoras
Antes de você pensar
Qualquer coisa nessa hora
A pomba que agora entra
É um passarinho
Que representa a paz
Não é nada daquilo
Que fica embaixo
Das pernas do rapaz
É assim que começou na noite de 29 de junho, dia de São Pedro, a música de abertura do Cardão de Pássaro A Pomba, na comunidade de Mararu, município de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://redemocoronga.org.br/files/2009/06/cordao-da-pomba.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1101" src="http://redemocoronga.org.br/files/2009/06/cordao-da-pomba.jpg" alt="" width="445" height="277" /></a>Meus senhores<br />
Minhas senhoras<br />
Antes de você pensar<br />
Qualquer coisa nessa hora</p>
<p>A pomba que agora entra<br />
É um passarinho<br />
Que representa a paz<br />
Não é nada daquilo<br />
Que fica embaixo<br />
Das pernas do rapaz</p>
<p>É assim que começou na noite de 29 de junho, dia de São Pedro, a música de abertura do Cardão de Pássaro A Pomba, na comunidade de Mararu, município de Santarém. O grupo folclórico conseguiu resgatar uma antiga tradição do folclore paraense, os Cordões. Cordão do Tangará, Cordão da Patativa, entre tantos outros que se perderam no tempo, mas não na memória dos amamantes da cultura popular. Os cordões sempre foram o que havia de mais especial e autêntico nas festas juninas em nossa região, com músicas próprias, roupas e fantasias feitas pelos próprios participantes  e o enredo mostrando personagens representativos da cultura tradicional que se envolvem na trama de cuidar e ressuscitar o pássaro após a morte por um caçador. Mais ou menos como no auto do bumba meu boi.<span id="more-1100"></span><br />
<a href="http://redemocoronga.org.br/files/2009/06/caaador.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1103" src="http://redemocoronga.org.br/files/2009/06/caaador.jpg" alt="" width="441" height="295" /></a><br />
Na comunidade de Mararú, as antigas e novas gerações se envolveram no resgate do Cordão da Pomba.</p>
<p><a href="http://redemocoronga.org.br/files/2009/06/grupo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1102" src="http://redemocoronga.org.br/files/2009/06/grupo.jpg" alt="" width="437" height="291" /></a></p>
<p>Um desafio a nós mesmos: realizar um projeto cultural de valorização dos cordões de pássaro, que ainda existem nas memórias dos mais velhos e se resgatadas pode ser um ótimo instrumento de engajamernto dos jovens com suas raízes culturais. Afinal, quando se trata de música e dança, a juventude participa!</p>
<p><a href="http://redemocoronga.org.br/files/2009/06/banda.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1104" src="http://redemocoronga.org.br/files/2009/06/banda.jpg" alt="" width="436" height="291" /></a></p>
<p>A Banda do Cordão da Pomba contou com a participação do saxofonista José Luiz Barbosa, o popular palhaço Pimentinha, que em tempos atrás com sua esposa Dona Ruth Rodrigues, a popular Sarita, mantinham o Cordão da Patativa.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Telecentro Cultural Comunitário de Nuquini</title>
		<link>http://redemocoronga.org.br/2009/06/30/telecentro-cultural-comunitario-de-nuqini/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 17:26:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Lucien</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Inclusão Digital]]></category>

		<category><![CDATA[Jornal]]></category>

		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Jornal A voz de Nuquini
Repórter: Gessilene Rodrigues
O grupo de jovens junto com a comunidade de Nuquini rio Tapajós, estão na expectativa de receber o Telecentro de Inclusão Digital. Os trabalhos de restauração na escola Valeriano de Oliveira já começaram que servirá de sede do telecentro. Foram formados grupos de seis pessoas que trabalham de segunda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><sub>Jornal A voz de Nuquini</sub></p>
<p><sub>Repórter: Gessilene Rodrigues</sub></p>
<p>O grupo de jovens junto com a comunidade de Nuquini rio Tapajós, estão na expectativa de receber o Telecentro de Inclusão Digital. Os trabalhos de restauração na escola Valeriano de Oliveira já começaram que servirá de sede do telecentro. Foram formados grupos de seis pessoas que trabalham de segunda à sexta feira para a conclusão dos serviços para a futura instalação do mesmo.</p>
<p>Marcos Antônio, um dos jovens que está à frente do trabalho fala da alegria do grupo: &#8220;A alegria é muito grande para nós será um grande desenvolvimento, estamos trabalhando firmes, pois sabemos que com a chegada dos computadores, nós jovens, adultos vamos ter a chance de nos capacitar melhor&#8221;.</p>
<p>É leitor, mais um passo nessa rede do Protagonismo Juvenil.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Almanaque Brasil destaca trabalho do Projeto Saúde &#38; Alegria</title>
		<link>http://redemocoronga.org.br/2009/06/29/almanaque-brasil-destaca-trabalho-do-projeto-saude-alegria/</link>
		<comments>http://redemocoronga.org.br/2009/06/29/almanaque-brasil-destaca-trabalho-do-projeto-saude-alegria/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 18:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Pena</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[“Saúde, alegria e floresta em pé”
{junho de 2009}

Em entrevista na sessão Papo Cabeça na edição do mês de junho da Revista Almanaque Brasil, os irmãos Caetano e Eugênio Scannavino falam sobre seu trabalho a frente do Projeto Saúde &#38; Alegria em Santarém e Belterra, na Amazônia. A revista que tem tiragem de 120 mil exemplares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>“Saúde, alegria e floresta em pé”</h1>
<div class="entry-data"><span class="chave-data">{</span><span class="data">junho de 2009</span><span class="chave-data">}</span></div>
<div class="entry-data">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">Em entrevista na sessão Papo Cabeça na edição do mês de junho da Revista Almanaque Brasil, os irmãos Caetano e Eugênio Scannavino falam sobre seu trabalho a frente do Projeto Saúde &amp; Alegria em Santarém e Belterra, na Amazônia. A revista que tem tiragem de 120 mil exemplares por mês, atinge um público estimado em 600 mil pessoas por edição e é distribuído nos vôos nacionais e internacionais da TAM. Na três páginas amarelas destacadas da revista, sob o título “Saúde, alegria e floresta em pé” Caetano e Eugênio comentam sobre questões sociais e ambientais da Amazônia, como é feito o trabalho do Saúde e Alegria e seus principais resultados.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">A matéria inicia assim:<a href="http://www.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2009/06/picture-34.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-24485" src="http://www.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2009/06/picture-34-300x299.png" alt="Fotos Edi Pereira" width="225" height="225" /></a></p>
</div>
<p><em>Em meados dos anos 1980, dois irmãos – um, médico; o outro, engenheiro – embrenharam-se nas matas da região de Santarém, na Amazônia, topando com gente que perdia filhos por desnutrição e nunca tinha visto um “doutor” de perto. Hoje, Eugênio e Caetano comandam o Projeto Saúde e Alegria, que envolve cerca de 30 mil pessoas em ações de saúde, educação, cultura e economia da floresta. “Há cinco anos atingimos as metas do milênio da ONU”, comemora Eugênio. “E não ficamos apenas no ideal”, completa Caetano. “Temos exemplos concretos de como melhorar a vida na floresta.” Para eles, a Amazônia é o fiel da balança no processo de desenvolvimento do País: “Se conseguirmos resolver as questões da região, vamos mostrar ao mundo que somos o futuro”. </em></p>
<p><span id="more-1098"></span></p>
<p><span style="color: #800000"><strong>O Brasil conhece a Amazônia?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Eugênio</span> – Acho que não. A Amazônia é 60% do Brasil. Um lugar incrível, de grandes contradições. Muita gente tem uma ideia fantástica sobre a Amazônia. Mas a realidade é muito mais fantástica do que a ideia fantástica que as pessoas têm sobre o local. Lá moram 23 milhões de pessoas, 70% em áreas urbanas. Há um importante parque industrial em Manaus. Existem cerca de 70 tribos de índios que nunca tiveram contato com os brancos. Há mais de 5 milhões de pessoas que sobrevivem por meio do extrativismo, povos da floresta como índios, seringueiros, pescadores, castanheiros, catadoras de cocos. Falam-se 120 línguas. É um universo enorme, dinâmico e complexo. Por outro lado, há um processo civilizatório chegando muito rapidamente, de destruição descontrolada. É verdade que a taxa de desmatamento caiu pela metade. Antes devastávamos uma Bélgica por ano. Atualmente, derrubamos “somente” meia Bélgica…</p>
<p><span style="color: #800000"><strong>Quais são os motivos de tamanha devastação?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Eugênio</span> – A pecuária ainda é o grande incentivador do desmatamento. Mais recentemente, a soja, além da extração ilegal de madeira. Essa pressão econômica expulsa as comunidades do local. A frente de ocupação e destruição começou a subir pelo Mato Grosso para Santarém há uns dez anos. Hoje, lá no Projeto Saúde e Alegria, estamos na fronteira da civilização. De um lado, a destruição dos plantios de soja; do outro, as comunidades tradicionais.</p>
<p><span style="color: #800000"><strong>As comunidades em que vocês atuam têm consciência da importância da preservação?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Caetano</span> – O recurso natural é questão essencial para a sobrevivência deles. Eles vivem numa situação de pouco dinheiro. O cara sai de manhã pra pescar o almoço, à tarde para caçar o jantar. Não há o discurso de que não se deve desmatar porque a árvore é bonitinha, os bichos são fofinhos. É não desmatar para permanecerem vivos. Eles vêm de uma cultura tradicional muito parecida com a que os índios isolados vivem hoje. Mas não estão numa reserva indígena, com recursos assegurados, políticas públicas próprias. Vivem o processo de degradação ambiental, de pressão sobre a terra, pecuária, latifúndio. Eles não conseguem mais ter a subsistência. Estão deixando de ser extrativistas puros para ser produtores. Precisam gerar renda.</p>
<p><span style="color: #800000"><strong>A questão social é tão importante quanto a ambiental na Amazônia?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Caetano</span> – O desafio social é mais importante do que o ambiental. O pessoal vive no meio da floresta, isolado, com difícil acesso a serviços públicos e num processo de esgotamento de recursos naturais. O foco do nosso trabalho é apoiar essa população a ter mais dignidade, mais qualidade de vida. Fixar a população é uma forma de salvaguardar a floresta. Se todos saírem de lá e migrarem para as cidades, aí sim a floresta poderá ser destruída. A melhor estratégia para salvar a Amazônia é uma estratégia social.</p>
<p><span style="color: #800000"><strong>Qual a perspectiva dos jovens das comunidades em que vocês trabalham?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Eugênio</span> – Muitos deles tinham o sonho de ir para a cidade, não trabalhar mais na roça. Só que acabavam em favelas, consumindo drogas e tendo filhos precocemente. Percebíamos que boa parte negava a cultura local, queriam ser modernos. Falamos pra eles: “Querem ser modernos? Então vamos fazer jornal, rádio, televisão”. E criamos uma rede de comunicação nas comunidades. Após os treinamentos, eles passavam a buscar pautas na própria cultura. Antes, achavam o trabalho comunitário chato. Atuando como jornalistas, fazendo matérias interessantes e divertidas, passaram a ser um dos mais importantes elementos da educação comunitária. Se engajaram. Depois montamos telecentros de internet em diversos pontos. Ao navegar na rede, começaram a perceber que o mundo exterior não é tão bom quanto imaginam. Que tem guerra, violência e, sobretudo, não há floresta. Eles passaram a valorizar o próprio ambiente.</p>
<p><span style="color: #800000"><strong>E como esses jovens trabalham, geram renda?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Eugênio</span> – O PSA montou um trabalho de microcrédito. Muitos se tornaram padeiros, manicures, cabeleireiros, técnicos em rádio, em mecânica. Há peixe permanentemente porque há manejo. A floresta produz matéria-prima para fazerem artesanato, bolsas. Passaram a vender, a exportar. Com opção de comunicação, entretenimento e renda, viram que eram privilegiados por morar numa comunidade linda, pacífica. Estavam em casa. Nunca esqueço de um jovem que me disse: “Doutor, tinha pensado em sair, mas agora está delicioso ficar na comunidade!”.<br />
<span style="color: #800000">Caetano</span> – Mas ainda há um considerável problema de educação. Há melhorias nos últimos anos, mas ainda são insuficientes. É fundamental para nós colocar a questão da juventude como uma das prioridades, porque esses meninos serão as futuras lideranças comunitárias.</p>
<p><span style="color: #800000"><strong>Quais são os desafios atuais do PSA?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Eugênio</span> – Nos últimos anos, atingimos 100% de saneamento e água tratada. Temos sistema de água por energia solar. 98% das crianças estão vacinadas. Atingimos há cinco anos as metas do milênio da ONU, com exceção da parte de educação. A gente chegou num modelo social de alta resolução e custos baixos. A eficiência é alta, multiplicável e reaplicável. O novo desafio é aplicar isso tudo em larga escala. Não adianta resolver o problema de 10 comunidades se não há escala. Um trabalho consistente em escala é o que pode salvar a Amazônia. Mas isso depende de políticas públicas. Nosso trabalho não é substituir o governo, mas gerar tecnologias que inspirem o governo a fazer o seu papel.<br />
<span style="color: #800000">Caetano</span> – E não ficamos apenas no ideal. Temos exemplos concretos para mostrar como melhorar a saúde, diminuir o desmatamento, manter a população no local.</p>
<p><span style="color: #800000"><strong>Qual era o quadro quando vocês chegaram?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Caetano</span> – Antes, a mortalidade infantil era uma coisa aceitável, quase cultural. Um quadro inadmissível. Se é difícil aceitar a morte de uma criança por doenças graves, imagina por diarreia…<br />
<span style="color: #800000">Eugênio</span> – As pessoas morriam por coisas muito simples. Não existiam cuidados básicos de saúde. Era um absurdo o alto número de morte por desnutrição. Eu era o único médico no meio daquele mundão de gente. Tinha de resolver todos os problemas. No meio da floresta, com gente que nunca tinha visto um médico, eu não tinha direito de falar: “Desculpa, não posso te atender porque não é a minha especialidade”. Tinha que fazer de tudo.</p>
<p><span style="color: #800000"><strong>Como foi o começo do projeto?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Caetano</span> – Começamos a criar know-how numa escala menor, com apenas 16 comunidades. Só que, a cada pessoa que treinávamos para atuar conosco, ela acabava multiplicando o saber entre mais pessoas. Surgiam voluntários, que começavam a repassar o conhecimento para comunidades vizinhas. É o processo<br />
de multiplicação horizontal, pelo simples motivo que eles se identificaram e queriam o projeto. Hoje atendemos zonas rurais de quatro municípios: Belterra, Aveiro, Santarém e Juruti. São mais de 30 mil pessoas, que devem ser ampliadas para 40 mil em dois anos.<br />
<span style="color: #800000">Eugênio</span> – A população começou a confiar no projeto. O conhecimento técnico passou a se misturar ao saber popular deles. E dessa mescla foram surgindo os nossos métodos. Quando começamos, não havia modelos para nos inspirar. Nem sequer sabíamos que éramos uma ONG. Uma das ações é montar circos nas comunidades.<br />
<span style="color: #800000"><strong></strong></span></p>
<p><span style="color: #800000"><strong>Como funciona isso?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Eugênio</span> – O circo é uma forma de dar equidade, de mostrar que são todos iguais. Na hora da consulta com um médico, mesmo que involuntariamente, cria-se uma relação de poder.<br />
Já no picadeiro todos são iguais. É um processo de construção coletiva, construção multilateral de saber. O saber não tem dono, não tem verdade absoluta. A verdade é construída conjuntamente.<br />
<span style="color: #800000">Caetano</span> –  Os nossos grupos de educadores, professores, médicos e agentes de saúde chegam na comunidade durante o dia. Às vezes, já vestidos de palhaço. Cada um tem que desenvolver suas ações “sérias” durante o dia. Mas com um propósito: preparar alguma esquete para apresentar à noite no circo. Pode ser música, poesia, piadas, brincadeiras. É um circo-processo. E esse processo é tão importante quanto o produto final. Todo mundo é espectador e todo mundo<br />
é artista.</p>
<p><span style="color: #800000"><strong>A brincadeira é um remédio eficaz?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Eugênio</span> – Sim, e muito. Quase 80% dos casos atendidos em clínicas médicas são psicossomáticos. Ou seja, causados por fatores psicológicos. Imagina uma mulher para quem ninguém dá atenção, trabalha duro e não é reconhecida, não tem caRinho do marido. Só prestam atenção nela quando fica doente. Aí chega no consultório cheia de choramingos. Se percebo que o problema não é nada sério, receito: “Prepare uma esquete para o circo”. À noite ela está numa felicidade, cantando e dançando. A dor vai embora. É importante estimular o potencial criativo das pessoas. Saúde é alegria, é capacidade de criar, é vontade de interagir com o mundo.</p>
<p><a href="http://www.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2009/06/picture-35.png"><img class="alignright size-medium wp-image-24488" src="http://www.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2009/06/picture-35-300x225.png" alt="picture-35" width="252" height="189" /></a><br />
<span style="color: #800000"><strong>Como funciona o barco-hospital que percorre as comunidades?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Eugênio</span> – Ele está conosco há três anos. É um barco-hospital de alto nível. Possui tecnologia holandesa e é adaptado para a região. Dentro da embarcação há unidades semi-intensivas, odontológicas, laboratoriais, com médicos e estagiários de grandes universidades do País. Fazemos jornadas cirúrgicas. E não é aquele papo de atender a população e voltar meses e meses depois. Voltamos a cada 33 dias. O barco atende melhor que muito hospital de São Paulo.</p>
<p><span style="color: #800000"><strong>Quais são os custos do projeto?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Caetano</span> – Em média, o projeto custa 100 reais per capita por ano. Muito pouco. Boa parte do dinheiro é investimento direto das empresas para ações específicas. Há doadores que estão há muito tempo conosco. É, de certa forma, uma relação estável. Mas, em outros tempos, já falimos três vezes. A mais grave foi logo após o Plano Collor. Tivemos que usar a herança do nosso pai para manter o projeto em pé. Só sobrevivemos porque a população se mobilizou, se apropriou do PSA. Eles se identificaram com a gente. E teve outro lado bom: pelo trauma da falência, aprendemos a fazer ações de alto impacto e baixo custo. Hoje trabalhamos de maneira extremamente profissional. Há auditorias praticamente durante o ano inteiro.</p>
<p><span style="color: #800000"><strong>Outro destaque é a exposição itinerante sobre a Amazônia. Como ela surgiu?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Eugênio</span> – A exposição Amazônia Brasil surgiu quando participamos ativamente da formação do Grupo de Trabalho Amazônico, integrada por cerca de 600 ONGs e povos da floresta. Percebemos que os povos amazônicos precisavam se comunicar com o mundo exterior. Todo mundo fala de Amazônia, é uma pauta mundial, mas ninguém sabe exatamente como são as coisas por lá. Então, junto com o GTA, montamos a exposição. É uma exposição grande, com vilas amazônicas completas, maquetes, mapas interativos, cenas de queimadas. Montamos em Paris, Nova Iorque, São Paulo, Rio de Janeiro, China, Alemanha… O mundo precisa saber que ninguém vai salvar a Amazônia só com artesanato. Temos que salvar com tecnologia, design, mercado contemporâneo, tecnologias sustentáveis. A Amazônia é contemporânea, moderna, viável. Tem conceito e mercado. O que não tem é organização e incentivo da produção, capacitação dos produtores, sensibilidade do mercado. Queremos mostrar ao mundo que a Amazônia é viável ao universo contemporâneo.</p>
<p><span style="color: #800000"><strong>Pra terminar, o que é brasilidade para vocês?</strong></span><br />
<span style="color: #800000">Caetano</span> – Este país é muito alegre. Tanto faz se está numa comunidade amazônica, num bairro bonito do Rio ou na periferia de São Paulo. Um sujeito que ganha meio salário-mínimo, tem oito filhos para criar, pega três conduções para realizar um trabalho chato, ainda consegue voltar pra casa, olhar os filhos e ter a capacidade de sorrir. Viajo muito, e percebo que esta é uma característica brasileira. Não abrimos mão da felicidade. Continuo achando que este é o país do futuro. E esse futuro está começando a chegar.<br />
<span style="color: #800000">Eugênio</span> – O Brasil tem todos os elementos que o futuro vai precisar, como natureza, alegria, humildade. Temos tudo para dar certo. E a Amazônia, para mim, é o fiel da balança. Nenhum dos países que são apontados como as novas potências mundiais têm uma “agenda ecológica”. Nós somos os únicos. Se conseguirmos resolver as questões que se colocam na região, vamos mostrar ao mundo que somos o futuro.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">Leia a matéria completa no site da revista:</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm"><a href="http://www.almanaquebrasil.com.br/papo-cabeca/saude-alegria-e-floresta-em-pe/">http://www.almanaquebrasil.com.br/papo-cabeca/saude-alegria-e-floresta-em-pe/</a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">Há destaque também na edição de maior, para um dos projetos da ONG, a Rede Mocoronga:</p>
<p>&lt;!&#8211; 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	&#8211;&gt;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm"><a href="http://www.almanaquebrasil.com.br/o-brasil-em/projeto-cria-rede-de-comunicacao-entre-ribeirinhos/">http://www.almanaquebrasil.com.br/o-brasil-em/projeto-cria-rede-de-comunicacao-entre-ribeirinhos/</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Conferência Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente</title>
		<link>http://redemocoronga.org.br/2009/06/26/conferencia-municipal-dos-direitos-da-crianca-e-adolescente/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 17:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Lucien</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Jornal]]></category>

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		<description><![CDATA[A VI Conferência Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente, do município de Santarém - Pará está sendo realizada nas dependências do auditório da Universidade do Estado do Pará - UEPA foi convocada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente - COMDCA. Estão sendo dois dias (25 e 26 de junho) de palestras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A VI Conferência Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente, do município de Santarém - Pará está sendo realizada nas dependências do auditório da Universidade do Estado do Pará - UEPA foi convocada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente - COMDCA. Estão sendo dois dias (25 e 26 de junho) de palestras e grupos de trabalhos envolvendo delegados e convidados com objetivo de <em>analisar, definir e deliberar as diretrizes da Política Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente com vistas à elaboração do Plano Decenal.</em></p>
<p><span id="more-1096"></span></p>
<p>No dia 25 de junho houve a Conferência Magna com o tema &#8220;Construíndo diretrizes da política e do plano decenal&#8221; seguindo aprovação do Regimento da conferência com a exposição dos Eixos Orientadores que são:</p>
<p>- Promoção e Universalização de Direitos em um Contexto de Desigualdades.</p>
<p>- Proteção e Defesa no Enfrentamento das Viloção de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes.</p>
<p>- Fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos</p>
<p>- Participação de Crianças e Adolescentes em Espaços de Construção da Cidadania.</p>
<p>Gestão da Política.</p>
<p>Desta conferência, será escolhido sete delegados que darão andamento nas propostas eleitas nessa conferência.</p>
<p><em>Elis Lucien</em></p>
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		<title>Enchente 2009</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 17:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jéssica Alves</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo originalmente publicado no blog Suruacá em 2009-06-24 19:41:37

REPORTER:   Em nossa comunidade de Suruacá que fica situada na margem esquerda do Rio Tapajós Resex a enchente não chegou até os moradores que estão situados na parte mas alta. Isso por causa do grande barranco, mas atingiu os lugares  próximos daqui, como: Santa Quitéria, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="postmetadata">Artigo originalmente publicado no blog <a href="http://suruaca.redemocoronga.org.br/2009/06/24/enchente-2009/">Suruacá</a> em 2009-06-24 19:41:37</span></p>
<p><a href="http://suruaca.redemocoronga.org.br/files/2009/06/jesus6.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-269" src="http://suruaca.redemocoronga.org.br/files/2009/06/jesus6-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">REPORTER:   Em nossa comunidade de Suruacá que fica situada na margem esquerda do Rio Tapajós Resex a enchente não chegou até os moradores que estão situados na parte mas alta. Isso por causa do grande barranco, mas atingiu os lugares  próximos daqui, como: Santa Quitéria, Bom Jardim e Varre-Vento. Alguns moradores tiveram que se mudar para a parte mas alta, pois foi impossível permanecer no local onde estavam, por causa da grande enchente do Rio Tapajós. Nós fomos até Santa-Quitéria, onde é um dos pontos turísticos daqui da comunidade de Suruacá. Andamos um pouco e vimos os prejuízos da invasão pelas águas, onde os bangalôs ainda estão totalmente submersos. A ponte está quase toda alagada e a situação dos alunos, fica meio complicada por que tem que atravessar todos os dias, com certeza correndo um grande perigo. Fomos até a casa do Sr. Raimundo Correa que é um dos moradores atingidos pela enchente, a sua casa de farinha e chiqueiro dos porcos estão alagados e a água está cada vez mais próxima da sua casa. Fizemos uma pequena entrevista com a                            família.  O Sr. Raimundo explica como está se sentindo neste momento nessa situação:</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">RAIMUNDO: - A gente se sente um pouco ameaçado pelas cobras, jacarés e ai a gente fica ser ter pra onde correr, a gente não pode fazer nada e o jeito que tem é ficar por aqui e esperar a água baixar pra ver se a vida continua, volta ao normal e a gente vem se esforçando o máximo pra não correr porque contra Deus a gente não pode e ai a gente fica aqui!, já temos fazendo farinha  lá pelo centro do pessoal, porque não tem outro jeito e a gente vai levando a vida devagar.<span id="more-1095"></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">REPORTER: E diz ainda que em todo esse tempo que eles moram no local nunca havia ocorrido uma enchente como essa de 2009:</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">RAIMUNDO: - Nunca tinha acontecido uma enchente parecida como essa, essa é a primeira. A outra de 2009 chegou um pouco mais ali, naquelas mangueiras, não veio no limite que esta aqui agora, essa aqui já passou dos limites, e realmente essa daqui é uma das maiores enchentes das que já ocorreram anteriores.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">REPORTER:- Sra. Ana Maria Santos, explica qual a maior preocupação ao conviver no lugar com sua família. E também faz um apelo as pessoas, porque estão passando por esse momento difícil.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">ANA MARIA:- A minha preocupação é por causa dos bichos. E que antigamente quando eu não morava aqui, a gente morava aqui abaixo, aqui na Ilha de Santa-Quitéria, só que com 20 anos atrás a gente se mudou&#8230;(pouco nervosa) e ai a gente se mudou pra cá para cima e&#8230; (chorando&#8230; chorando) eu nunca esperava de uma enchente dessa, chegar até o final da casa  de onde agente está morando, mais é isso mesmo&#8230; porque é Deus que está fazendo isso, e nós temos que aceitar porque é da vontade dele, mesmo assim eu fico preocupada com meus meninos na travessia daqui pro outro lado, porque as vezes a gente não está em casa, não só meus meninos como as outras pessoas que precisam da passagem para atravessar. Como eu falei e o meu marido falou sobre a enchente, e que esse ano, foi o ano que encheu mais do que esses outros anos passados, e ai eu também estou preocupada porque    agente está com dois meses sem ganhar um tostão (chorando&#8230;chorando) aqui né? que vocês sabem que a gente trabalha com a agricultura e ai eu queria também pedir ajuda  das pessoas, das famílias da minha comunidade ou de outros lugares, que tiverem a consciência de dar uma ajuda pra agente, eu não digo assim muita coisa, porque vocês sabem, aqui o ganho da gente é da mandioca e a nossa cozinha de forno está toda na água então eu peço, que aquele que tiver consciência, que quiser dar alguma coisa, eu agradeço mesmo de coração e que eu sei que Deus vai retribuir muito mais para as pessoas que nos ajudarem.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">REPORTER:-Fomos também até a direção da escola João Franco Sarmento para saber o que eles fizeram para solucionar o problema dos alunos que moram neste lugar(Santa-Quitéria) que todos os dias tem atravessar a ponte para ir à escola.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">E o diretor da escola José Maria Melo Imbiriba que nos disse o que foi feito para ajudar as crianças a não deixarem de freqüentar a escola:</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">DIRETOR:- Primeiramente o que nós observamos é que as crianças, com a dificuldade que estavam passando nesse momento com a enchente, nós observamos que precisava fazer uma coisa mais urgente, não esperar pela SEMED resolver o problema, até porque nós corremos atrás para isso, através da secretaria de educação e não fomos atendidos. E o que nós fizemos é ter primeiramente contato com as famílias se realmente teriam condições de dar esse transporte para as crianças e eles acabavam dizendo que não era possível. Nós acabamos tomando uma decisão junto com o nosso parceiro agente comunitário de saúde. E então, como tem uma canoa que foi doada pela secretaria de saúde para ele fazer as visitas domiciliares nas famílias e essa seria a única opção no momento. Ele doou a canoa para fazer o transporte das crianças durante esse período de enchente.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">E com a parceria que temos graças a Deus está dando certo. As crianças não estão deixando de freqüentar a escola, só estão chegando um pouco mais tarde por causa da travessia, mais estão freqüentando e no momento não temos nem um aluno fora da escola com o problema do transporte escolar.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">REPORTER:- Ele também explica que em todo esse tempo que  trabalha nas escolas nunca havia ocorrido uma enchente parecida como esta, que dificultou no estudo do aluno:</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">DIRETOR:- Aqui na comunidade ainda não, durante esse 3 anos que eu trabalho como diretor, no nosso pólo sim, já ocorreu, só dando exemplo da comunidade de Anumã que todos os anos ela enfrenta esse dificuldade. Graças ao nosso governo está investindo no transporte escolar, na educação e na melhoria para todos, que também já resolveu o problema de outra comunidades.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">Mais aqui nessa comunidade é a primeira vez que nós enfrentamos essa dificuldade com o transporte escolar, porque segundo as pessoas que são mais veteranas na região informaram para nós que foi uma das maiores enchentes da região.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">REPORTER:- Ele também disse como ele espera que seja daqui pra frente, e o que deseja para as pessoas tanto de nossa comunidade quanto as que moram em outros lugares, que estão passando por esse momento.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">DIRETOR:-O que eu desejo é que o poder neste momento deve está observando que durante todo esse tempo agente vê que essa enchente é a que mais dificultou para a região. Não só na comunidade de suruacá mais para todo o município, inclusive a varzia que está sendo mais atingida por essa enchente onde nossos colegas que trabalham por lá, informaram para nós que a dificuldade é tão enorme, tem muitas escolas tomadas de água sem condições de trabalhar. E com isso desejamos que as parcerias, poder público, outros órgãos que trabalham e que ajudam na educação de todos, possam está cada vez mais tendo esse esforço e se preparando por que de repente pode acontecer outras enchentes como esta ou pior a e agente deve está preparado para o momento.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="center">Jéssica Alves e Cristiane Santos</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Lembranças de São João</title>
		<link>http://redemocoronga.org.br/2009/06/24/lembrancas-de-sao-joao/</link>
		<comments>http://redemocoronga.org.br/2009/06/24/lembrancas-de-sao-joao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 21:57:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Lucien</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>

		<category><![CDATA[Diversão]]></category>

		<category><![CDATA[Protagonismo Juvenil]]></category>

		<category><![CDATA[Santarém]]></category>

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		<description><![CDATA[O São João é um santo católico, primo de Jesus Cristo, filho de Santa Isabel, já dizia os mais velhos. Em outras épocas a criançada cedo pulava da rede e ia procurar restos de madeiras e troncos de árvores nos fundos dos quintais de suas casas para fazerem a fogueira de São João.
O movimento era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">O São João é um santo católico, primo de Jesus Cristo, filho de Santa Isabel, já dizia os mais velhos. Em outras épocas a criançada cedo pulava da rede e ia procurar restos de madeiras e troncos de árvores nos fundos dos quintais de suas casas para fazerem a fogueira de São João.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">O movimento era grande, pois havia o concurso da fogueira mais alta e mais bonita da rua. Algumas famílias faziam de dois à três pratos típicos das festas juninas para celebrar este Santo e dar para as crianças que iam de fogueira em fogueira para verem de perto e também sentir o calor que rodeava a fogueira visitada.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">Era um tempo bom, com quadrilhas inventadas na hora e muitas adivinhações ao redor da fogueira. Era uma festa!!!!!</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm"><em>Elis Lucien</em></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">
]]></content:encoded>
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		<title>Juventude participa do POP - Planejamento do Orçamento Participativo</title>
		<link>http://redemocoronga.org.br/2009/06/23/juventude-participa-do-pop-planejemento-do-orcamento-participativo/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 19:38:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mizael Santos</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Belterra]]></category>

		<category><![CDATA[Organização comunitária]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo originalmente publicado no blog Belterra em 2009-06-22 18:47:50


Aconteceu no ultimo sábado, dia 20 de junho, na Sede do Recanto Paradise - Centro de Belterra, a abertura do POP 2009, Planejamento do Orçamento Participativo de Belterra. O primeiro Distrito de Belterra a realizar o POP foi o da Sede, que abrange toda a área urbana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="postmetadata">Artigo originalmente publicado no blog <a href="http://belterra.redemocoronga.org.br/2009/06/22/juventude-participa-do-pop-planejemento-do-orcamento-participativo/">Belterra</a> em 2009-06-22 18:47:50</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><!--[if gte mso 9]&amp;gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &amp;lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&amp;gt;                                                                                                                                            &amp;lt;![endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><a href="http://belterra.redemocoronga.org.br/files/2009/06/dsc07317.jpg"><img class="size-medium wp-image-776" style="vertical-align: top" src="http://belterra.redemocoronga.org.br/files/2009/06/dsc07317-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Aconteceu no ultimo sábado, dia 20 de junho, na Sede do Recanto Paradise - Centro de Belterra, a abertura do<strong> POP</strong> <strong>2009, Planejamento do Orçamento Participativo de Belterra</strong>. O primeiro Distrito de Belterra a realizar o POP foi o da Sede, que abrange toda a área urbana de Belterra.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Um fato que chamou atenção foi a participação da juventude organizada de Belterra, <span> </span>representado pelo <strong>MOJOB (Movimento Jovem de Belterra)</strong> e o <strong>Coletivo da Juventude</strong>, sendo o Coletivo membro do Conselho da Cidadania de Belterra, fazendo parte inclusive do Executiva do Conselho.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Entendo que estes <strong>j</strong>ovens que participaram das discussões estão em elevado nível de consciência política, porque vêm respondendo aos problemas da realidade atual de maneira que a mesma requer, estão buscando espaço para falar, e o que é mais importante, para propor. Os jovens que participaram do POP da SEDE se imbuíram de valores e convicções que contribuirão com políticas publicas que venham favorecer a juventude futuramente, contribuindo ainda para o conjunto de vários segmentos da sociedade.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span id="more-1093"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>O que é POP?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">É o Planejamento e Orçamento Participativo, é um instrumento de democratização do poder, pois nele qualquer pessoa pode discutir o Orçamento do Município. No POP serão levantadas as demandas através de discussões e definições da plenária.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>Por que a juventude deve participar?</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">A Juventude de Belterra não pode ficar apática à política, principalmente assuntos que envolvem o nosso futuro, como o Orçamento Municipal. A Juventude não deve ficar apenas preocupada com questões que não passam, necessariamente, pelos espaços de participação, decisão e transformação da realidade local. (Ex: Festa de Santo).</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O artesanato balançando a Rede Mocoronga</title>
		<link>http://redemocoronga.org.br/2009/06/18/o-artesanato-balancando-a-rede-mocoronga/</link>
		<comments>http://redemocoronga.org.br/2009/06/18/o-artesanato-balancando-a-rede-mocoronga/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 21:19:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elis Lucien</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>

		<category><![CDATA[Comunicação comunitária]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesses mais de 20 anos em que o Projeto Saúde e Alegria atua nas comunidades ribeirinhas dos rios Tapajós, Amazonas e Arapiuns colaboramos na divulgação da cultura local do povo ribeirinho. E, na certeza de descobrir novos talentos na arte do artesanato, lançamos um desafio aos repórteres comunitários  da Rede Mocoronga:

Novos talentos no Artesanato Comunitário, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesses mais de 20 anos em que o Projeto Saúde e Alegria atua nas comunidades ribeirinhas dos rios Tapajós, Amazonas e Arapiuns colaboramos na divulgação da cultura local do povo ribeirinho. E, na certeza de descobrir novos talentos na arte do artesanato, lançamos um desafio aos repórteres comunitários  da Rede Mocoronga:</p>
<p><a href="http://redemocoronga.org.br/files/2009/06/novaurucurea.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1092" src="http://redemocoronga.org.br/files/2009/06/novaurucurea.jpg" alt="" width="273" height="256" /></a></p>
<p>Novos talentos no <em><strong>Artesanato Comunitário</strong></em>, seja ele qual for. O repórter contará a história dessa artesã ou artesão  e como é feito o artesanato; que tipo, técnica e mostrar a habilidade dentro da reportagem. E os repórteres da Rádio Cabocla da comunidade de Urucureá, já mandaram suas representantes que são as senhoras: Alvina Ferreira e Zeneide Tapajós - artesãs em palha de tucumã.</p>
<p>O concurso vai até 1 de julho de 2009.  Participe!!!!!</p>
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