Água potável chega a aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas: conheça o Cisterna

21 de novembro de 2018 por Samela Bonfim

Programa desenvolvido através da chamada pública do governo federal por meio do Ministério do Desenvolvimento Social do Programa Nacional ‘Cisterna’ de apoio a captação de água da chuva e outras tecnologias sociais de aceso a água é coordenado pelo Projeto Saúde e Alegria em Santarém e executado pela Asproc, Sapopema e Somec

Em pouco tempo mais de 600 famílias receberão as tecnologias nas regiões da Flona, Várzea e Lago Grande. Desde maio de 2018, quando foi feita a assinatura do programa os moradores das áreas beneficiadas pelo projeto vivem a expectativa de dias melhores com a instalação de sistemas de captação da água e construção de sistema de saneamento.

Os serviços são executados por três instituições contratadas para atuar em diferentes regiões: Nas aldeias Taquara e Bragança e Comunidades Pini, Marae e Acaratinga – localizadas na Flona a responsabilidade é da Asproc que já começou a entregar as primeiras tecnologias em uma cerimônia simbólica neste sábado (17).

Na várzea os serviços são feitos pela Sociedade Para Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente – Sapopema – que desenvolve nas comunidades Urucurituba, Aramanai, Igarapé do costa e Correio do Tapará as construções de um Sistema Pluvial Multiuso Comunitário para implantação de redes de abastecimento de água em comunidades rurais e o Sistema Pluvial Autônomo que vai atender famílias isoladas.

Na região do Lago Grande as construções de sistemas de abastecimento de água com calha e caixa d’agua de mil litros em cada residência estão na fase inicial e é de responsabilidade da Somec.

Segundo o coordenador do Programa de Saneamento Comunitário do Projeto Saúde e Alegria Carlos Dombroski as unidades já começaram a ser entregues e em pouco tempo todos os beneficiados terão em casa acesso à água limpa de maneira prática: “É de extrema importância porque são comunidades isoladas, principalmente na várzea. A gente sabe do liquido que essas famílias consomem. Mediante essa implantação vamos estar levando uma água pura para essas famílias” – explica.

Em algumas comunidades, a falta de saneamento é tão grave que já resultou na morte de moradores. “ – Por exemplo, a Aldeia de Taquara, perdeu nesses últimos três anos doze pessoas. E tem a suspeita de que algumas dessas [mortes]  foi em função do consumo da água, porque eles consumiam direto do rio, igarapé e poços rasos. E o sistema de água agora é moderno, com água em todas as casas, tecnologia de captação e energia solar”.

As comunidades e aldeias contempladas são isoladas dos centros urbanos. Na várzea a constante dinâmica de cheia e baixa da água influencia na qualidade do liquido. Em Igarapé do Costa, comunidade da várzea a dificuldade começa na coleta da água no verão, quando o rio fica distante das residências. Para o pescador Waldir Rego os integrantes das famílias contempladas estão contando os dias para mudar a qualidade de vida. Com o sistema de captação da água da chuva, e instalação de banheiros, terão mais dignidade e um pouco menos de esforço físico no transporte de água: “a água a gente pega do rio, leva pra casa e coloca numa caixa que é puxada a mão e a gente ‘bota’ pra filtrar. Cada casa tem um biofiltro. Se viesse direto do rio não teria condição, é barrenta demais

” – destaca.

Esse processo de filtragem para diminuir a concentração de impurezas ocorre após um longo processo que começa com a coleta. O ribeirinho revela que leva 45 minutos para fazer o percurso de aproximadamente 250 metros. Com o sistema de encanamento da água coletada da chuva, os dias dedicados ao transporte do carote no ombro terão fim. “A gente vai ficar mais tranqüilo. Eu  com uma expectativa muito grande e vai ser muito bom para as famílias”.

Sobre o Programa Cisterna

Em maio de 2018 foi feita a assinatura do programa que faz parte da chamada publica do governo federal por meio do Ministério do Desenvolvimento Social do Programa Nacional ‘Cisterna’ de apoio a capacitação de água da chuva e outras tecnologias sociais de aceso à água.

O objetivo é realizar ações de captação de água e promover saneamento, uma vez que os moradores dessas áreas contempladas, não tem nenhum sistema de abastecimento. Em Santarém o programa é coordenado pelo Projeto Saúde e Alegria e executado pelas Organizações Não Governamentais Sapopema, Asproc e Somec.

Vagas para trabalhar no Projeto Saúde e Alegria

6 de setembro de 2018 por Fábio Pena

O Projeto Saúde e Alegria está contratando profissionais para atuar em seu novo projeto Floresta Ativa, que será apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, com recursos do Fundo Amazônia.

São três vagas:

1 Coordenador (a) do Programa Floresta Ativa;

1 Gestor (a) do Centro Experimental Floresta Ativa – CEFA;

1 Gestor (a) Executivo (a) do Programa Floresta Ativa

Veja os editais nos links abaixo:

Seleção Coordenador FA 2018

Seleção Gestor do CEFA 2018

Seleção Gestor Executivo floresta ativa 2018 (1)

 

Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia nas comunidades de Aracampina e Aldeia Solimões

24 de julho de 2018 por Elis Lucien

O Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia irá implementar um local piloto para testar a abordagem de ciência cidadã, utilizando o aplicativo Ictio envolvendo escolas de comunidades tradicionais, integradas em um programa de educação ambiental ou de ciência, em que professores e alunos monitorem a diversidade de peixes catalogados nessa etapa pelos pescadores e pescadoras selecionadas.

O projeto será realizado de Maio a Dezembro nas Bacias do Tapajós e Amazonas em parceria com alunos, professores, pescadores e pescadoras das comunidades de: Aracampina que fica localizada no Projeto de Assentamento Ituqui (PAE-Ituqui), às margens do rio Amazonas, com seus 260 habitantes, com 16 lagos e 3 igarapés e a Aldeia Solimões localizada na margem esquerda do Rio Tapajós afluente do rio Amazonas, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns que é uma das maiores Unidades de Conservação no Brasil.

A Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (SAPOPEMA), Projeto Saúde e Alegria (PSA) e outras Instituições convidadas durante seis meses irão incentivar o engajamento de jovens e moradores no monitoramento dos recursos pesqueiros da região e ajudar a formar uma nova geração de lideranças comunitárias comprometidas com a conservação dos recursos pesqueiros.

No último 20, o lançamento ocorreu em Aracampina na sala da Escola São Sebastião com a presença de lideranças, diretor, professores, alunos que falaram da importância desse projeto na área ambiental para aquela região, pois já havia algum tempo um projeto desse porte na área de várzea. Na aldeia Solimões o Cacique Lenoir deu as boas vindas a equipe no Barracão Comunitário falando da parceria com o Projeto Saúde e Alegria que já atua na região a 30 anos, trazendo projetos para desenvolvimento comunitário partindo da realidade local oportunizando as futuras gerações dentro de cada comunidade que atua.

 

 

Jovens debatem conflitos territoriais no Oeste do Pará

13 de junho de 2018 por Ana Costa

O Coletivo Jovem Rede Mocoronga (CJRM), é um grupo jovem multiplicador de informações que visa discutir as problemáticas associadas a temáticas sociais, como Clima e Território, uma iniciativa de vários coletivos jovens nacionais preocupados com o território ao qual estão inseridos. O CJRM conta com o apoio da ONG Projeto Saúde e Alegria (PSA), e realizou no ultimo dia 11, na sede do PSA, o I Debate Amazônias: Territórios e Conflitos Socioambientais do Oeste do Pará trazendo como subtema “Território: você conhece o seu?”.

O debate contou com a participação de jovens oriundos de comunidades tradicionais, em sua maioria acadêmicos, entre eles, Luana Kumaruara, 32, da Aldeia Solimões na Reserva Extrativista (RESEX) Tapajós-Arapiuns, que abordou a questão dos conflitos existentes para a garantia de seus direitos territoriais, ao que diz respeito à demarcação de terras indígenas. “Quando se fala de demarcação de terra é algo que sufoca a população indígena porque estão limitando o nosso território”, afirmou.

O jovem Benezildo Costa, 25, de São Pedro – RESEX Tapajós-Arapiuns, falou sobre as madeireiras, enfatizando a luta de muitos anos contra a extração ilegal dentro de sua região. Ele faz um apelo: “os jovens da Amazônia tem que ter uma causa para lutar (…), os projetos de empreendimentos afetam diretamente nossa gente, nossas culturas, nossos saberes e a biodiversidade”.

Outra convidada para o debate foi a jovem Delcilene Rocha, 21, vindo da comunidade de Santos da Boa Fé, no Planalto Santareno, contando sua experiência e luta contra a expansão da Soja e dos Agrotóxicos. Delcilene desabafa “infelizmente a gente acordou tarde demais na minha região, a quantidade de mata é mínima e é usada como máscara, só tem floresta na beira da estrada”.

A ideia do debate foi trazer à tona as violações dos direitos territoriais na Amazônia, ocasionados por grandes empreendimentos que ameaçam a biodiversidade dessa região. Para Walter Oliveira, 21, um dos jovens coordenadores do CJRM “a divulgação da informação através dos jovens locais, é um meio de abranger a população como um todo”.

Território: você conhece o seu?

Foto: Bob Barbosa

Jovens amazônicos promovem cineclube na floresta

7 de julho de 2015 por Adriane Gama

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 Há quatro horas de viagem de barco de Santarém, uma comunidade indígena pertencente à Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, chamada Aldeia Solimões está sendo palco para a realização de sessões cineclubistas na floresta, promovidas pelo Grupo de Teatro Solimões em Ação – GRUTESA, através de suas atividades socioeducativas do projeto juvenil “Cine Comunitário”, em parceria com a ONG Projeto Saúde e Alegria – PSA, com apoio da Fundacção Mapfre e Patrocínio da Petrobras, voltadas para temas que estão relacionados com os direitos das crianças e adolescentes.

A ideia surgiu a partir da necessidade dos jovens buscarem novas oportunidades de lazer, entretenimento e conhecimentos em seu próprio território. Eles já tiveram anteriormente experiências com oficinas de vídeo em celular e de Stop Motion, uma técnica de animação com uso de câmera fotográfica, além de exibições de curtas produzidos por eles, no Cine Mocorongo do PSA. Diante dessas vivências audiovisuais coletivas, os jovens mobilizaram-se e colocaram em prática as ações cineclubistas na Aldeia, como uma forma de envolver toda a comunidade, em especial, a juventude ribeirinha.

Os jovens de Solimões recentemente passaram por uma formação cineclubista do PSA, facilitada pelos cineclubistas Adriane Gama e Kenned Oliveira, e puderam se encantar e exercitar-se com a linguagem cinematográfica. Aprendizados que vão desde a origem e evolução do cinema mundial até como preparar a programação completa de um cineclube com sessão de filme e roda de conversa no final do evento, levando em consideração desde a divulgação, equipamentos técnicos, acervos fílmicos, curadoria, direitos autorais e pós-produção cineclubista. Para o vice-coordenador do GRUTESA, Edilson Ray, 17 anos, disse que o cineclube na aldeia, trouxe mais interesse para ele e outros jovens a buscar mais motivação em compartilhar novos conhecimentos através do cinema.

Nesta oficina foi realizado um Cine Experimental na área externa da escola. Foi uma realização educativa feita pelos cineclube_cine_solimoesjovens do projeto juntamente com a equipe do PSA, com direito a exibição e discussão do filme, dialogando sobre o longa-metragem, sua mensagem e elementos principais do filme, como fotografoa, trilha sonora e sua misé-èn-scene (encenação ativa). Na ocasião houve a entrega de um computador, lona de projeção de pano e pendrive para o grupo de jovens, orçados no projeto juvenil, com a finalidade de usá-los como ferramentas básicas para a realização das ações cineclubistas na Aldeia e em outras comunidades.

Neste mês de julho, com o apoio de lideranças locais e da escola Nossa Senhora das Graças, os cineclubistas ribeirinhos irão promover na escola, três grandes exibições de películas de acordo com o acervo cineclubista voltado para os direitos infanto-juvenis, como por exemplo, a cultura indígena. A essência principal dos encontros cineclubistas na comunidade é estimular jovens, crianças e adultos a ter um contato mais próximo com o universo lúdico da sétima arte, despertando uma reflexão crítica dando-lhes a possibilidade de conhecer, participar e fazer cinema coletivamente.

E esses jovens cumaruaras*, através de suas ações cineclubistas, já deixam rastros de propagação em transformar a sua realidade através do novo brilho no olhos das crianças ao assistir o cinema mudo de Charles Chaplin, bem como tocar com os sentimentos de alguém que tem muita experiência de vida, como é o caso da Pajé da Aldeia, a senhora Maria Suzete, de 78 anos ao ressaltar que o cineclube “são portas que se abrem na paixão pelo cinema. Eu nunca tinha visto um cineclube e agora tenho muita admiração. Espero que continue isso na Aldeia e vamos aproveitar.”

 *Etnia indígena que habitava a região do Rio Tapajós – margem esquerda

Transformando Jovens em Empreendedores de Negócios Sociais

25 de junho de 2015 por Lilian Campelo

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Alguns de tênis e boné, calça jeans e mochila. O que há dentro daquelas bolsas que eles trazem nas costas? Talvez cadernos, fone de ouvido de celular e muitos sonhos, incertezas e uma vontade enorme de apreender.

Cerca de 140 meninos e meninas entre 17 e 29 anos participaram ontem, 24, do II Beiradão de Oportunidades – Transformando Jovens em Empreendedores de Negócios Sociais. O evento temático irá até sábado, 27, e ocorre no auditório da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA.

A proposta do primeiro dia foi trabalhar com os jovens a identificação do perfil empreendedor e as oportunidades de negócios em Santarém. Muitos deles são alunos do SENAI, Instituto Federal do Pará (IFPA), campus Santarém, ou estão envolvidos em atividades do Grupo Sol e Pastoral do Menor.

Inicialmente foi feita uma palestra realizada por Fábio Brito, especialista em coach. De acordo com o Instituto Brasileiro de Coaching – IBC – a técnica tem com foco potencializar e maximizar o desempenho dos indivíduos, seja para a vida pessoal e profissional, fornecendo suporte para que uma pessoa possa mudar da maneira que deseja, para seguir na direção almejada e assim levar à mudança.

IMG_20150624_110103038Para tratar desses aspectos com os jovens, a palestra teve a apresentação de vídeos e depoimento do próprio palestrante, que narrou episódios de sua vida, uma forma de se aproximar dos jovens estabelecendo um dialogo de confiança.

Após a palestra iniciou-se outra atividade em forma de jogo de tabuleiro. Eram feitas perguntas, e ao passo que os jovens respondiam avançava-se uma casa. As questões tratavam de situações do dia a dia de um empreendedor. A proposta do jogo era identificar esse perfil no jovem, ideia essa que Lara Duarte, 17 anos achou interessante. “Eu gostei da proposta, é uma forma bem dinâmica de conhecer mais sobre esse perfil”.

O Beiradão de Oportunidades é uma iniciativa do Projeto Saúde & Alegria com apoio da Fundação Telefônica Brasil.

14º Edição da Teia Cabocla começa hoje

25 de março de 2015 por Lilian Campelo
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Foto de divulgação

Com o intuito de promover o encontro de várias iniciativas que estão sendo realizadas nas comunidades ribeirinhas pelos jovens com o apoio do Saúde e Alegria, de hoje até sábado ocorre a 14ª edição da Teia Cabocla. O evento será realizado na Chácara A&C no Mararú, na cidade de Santarém.

O Festival de Iniciativas Jovens da Floresta, assim denominado o tema deste ano, reunirá lideranças juvenis da Flona do Tapajós e Resex Tapajós-Arapiuns. A expectativa é que cerca de 80 jovens de 44 comunidades estejam participando da Teia.

O evento irá agregar jovens que estão envolvidos nas diversas iniciativas empreendidas pelo Saúde e Alegria, além de grupos já existentes nas comunidades como os grupos de jovens e rádios comunitárias.

A proposta da Teia Cabocla, desde a primeira edição, é fortalecer os jovens das comunidades a partir do intercâmbio das experiências e o reconhecimento do seu território.

As dificuldades do Ensino Médio

8 de julho de 2014 por Elis Lucien

Jornal Comunitário Folha de Samaúma, Reportagem: Pedro Nunes

Por: Walter Oliveira

Os alunos da rede Estadual de Ensino ou Ensino Médio que estudam na comunidade de Cametá município de Aveiro, têm muitas dificuldades com relação ao transporte, merenda e principalmente a turma 3º ano que não tem sala de aula adequada, estuda em uma sala improvisada cercada com pedaços de ripas e lonas para evitar a desconcentração dos alunos nas aulas.

Para alguns alunos isso dificulta mais o aprendizado e outros preferem desistir dos seus estudos.

Capa do jornal Folha de Samaúma

Capa do jornal Folha de Samaúma

Para os alunos de Samaúma que estudam na escola Prof.ª Olgarice anexa ao Eduardo Angelim de Aveiro as dificuldades são ainda maiores porque eles tem que tá as 06:00hrs da manhã isso quando o barco vai levar e quando não a dificuldade é ainda maior pois eles tem que comprar gasolina para irem de bajara.

E aonde está a educação de qualidade, que o governo tanto promete é estudando de baixo de árvores?

Só lembrando, que o barco não é para levar o os alunos do Ensino Médio e sim do Fundamental.

Quem está quase com a mão na taça da Copa Floresta Ativa

23 de abril de 2014 por Maickson Bhoim

09Mosaico-Selecoes.redimensionadoA Copa Floresta Ativa está com a bola toda na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. A primeira semi-final foi realizada no dia 05 de abril de 2014 com sede na comunidade de Anumã, Rio Tapajós, da qual participaram nove seleções masculinas: Anumã, Maripá, Carão, Vila Franca, Solimões, Santi, Suruacá, Capixauã e Pedra Branca e três seleções femininas: Suruacá, Maripá e Anumã.

Vejam como foram os jogos:

Jogo 01 – Carão X Pedra Branca (Masculino)

Começou por volta das onze e meia da manhã. O primeiro jogo terminou empatado sem gols nos tempos de vinte minutos da partida (dez minutos em cada tempo). A seleção de Pedra Branca foi a vencedora da partida nos pênaltis.

Jogo 02 – Maripá X Anumã (Feminino)

As duas seleções se enfrentaram no segundo jogo do dia e também terminaram empatadas sem gols, decidindo nos pênaltis. As cinco cobranças da seleção de Anumã foram defendidas pela goleira Claudenice da seleção de Maripá. Dessa forma, a seleção de Maripá venceu o confronto.

Jogo 03 – Maripá X Anumã (Masculino)

O terceiro jogo do dia seguiu também para os pênaltis. Assim como no confronto anterior entre as seleções femininas, a seleção de Maripá passou para a próxima fase vencendo a seleção de Anumã.

Jogo 04 – Vila Franca X Santi (Masculino)

O quarto jogo do dia, ao contrário dos demais, foi decidido no tempo normal da partida. A seleção de Vila Franca se sobressaiu em campo, vencendo a partida por 4 a 0. Já nos primeiros dez minutos marcou três gols. O primeiro gol (inclusive o primeiro da Copa Floresta Ativa no tempo corrido) foi feito pelo astuto jovem Pedro Juan. Outro gol saiu dos pés do jogador Antônio Jefferson. O artilheiro da partida e também da Copa, até o momento, é o craque Estevão que fez os outros dois gols da partida. Um dos gols do artilheiro foi um belo chute de fora da grande área.

Jogo 05 – Capixauã X Suruacá (Masculino)

O último jogo antes do intervalo para o almoço das equipes. As seleções se confrontaram avivadamente, com muita garra, mas a seleção de Suruacá em uma jogada de sorte marcou o gol da partida que representava sua classificação para a próxima fase. O gol foi do jovem jogador Athirson.

Jogo 06 – Suruacá X Solimões (Masculino)

A Seleção de Suruacá que encerara a primeira etapa do torneio antes do intervalo de almoço agora iniciava a segunda etapa às quinze horas da tarde enfrentando a seleção de Solimões (seleção esta que faria no sexto jogo do dia a sua estreia na Copa Floresta Ativa). Logo nos primeiros dois minutos da partida em uma cobrança de falta o habilidoso Pedro Amorim (vulgo Júnior) fez o gol. A equipe de Suruacá sofreu durante o restando do jogo muita pressão do time adversário mas acabou vencendo mais uma.

Jogo 07 – Suruacá X Anumã ( Feminino)

O jogo foi bastante acirrado. Caso a seleção de Anumã perdesse o confronto estaria eliminada da Copa Floresta Ativa pois já tinha perdido o primeiro jogo. O jogo acabou sendo decidido nos pênaltis. Nas cobranças também houve uma disputa intensa, resultando na vitória da seleção de Suruacá.

Jogo 08 – Pedra Branca X Maripá (Masculino)

Jogo valendo classificação para a final da Copa Floresta Ativa que será realizada em agosto desse ano. As partidas entraram em campo sabendo da importância de vencer, além de ser um clássico na região. Com o apoio da torcida (inclusive a torcida de Maripá uma das mais aguerridas e intensa do torneio) os times saíram do tempo normal em empate sem gols. Nos pênaltis a seleção de Pedra Branca venceu o confronto sendo a primeira seleção classificada para a final da Copa Floresta Ativa.

Jogo 09 – Suruacá X Vila Franca (Masculino)

O outro jogo valendo vaga para a final da Copa Floresta Ativa. A seleção de Vila Franca que na primeira fase tinha vencido de goleada, viu na seleção de Suruacá uma equipe forte e com um bom goleiro, que para os repórteres e comentaristas da Rede Mocoronga foi o “bola cheia” do jogo. O jogo terminou em empate sem gols. Nos pênaltis a equipe de Suruacá garantiu o passaporte para a final da Copa Floresta Ativa vencendo o jogo.

Enfim, quem está quase com a mão na taça da Copa Floresta Ativa, classificadas para a grande Final:

Masculino – Pedra Branca e Suruacá.

Feminino – Suruacá e Maripá.

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A melhor Copa é a da Amazônia!

15 de abril de 2014 por Caetano Scannavino

Estádios prontos, que ficam no entorno de infraestruturas e serviços básicos implantados bem antes, como a água encanada, assistência em saúde da família fluvial, polos de acesso à internet para inclusão digital, projetos produtivos para geração de renda…

Uma Copa que tem como principais objetivos a educação e o meio ambiente. Que aproveita toda mobilização esportiva para fortalecer o exercício da cidadania por meio de eventos paralelos como seminários e oficinas, debatendo com a população caminhos para um futuro melhor.

Um grande evento que segue a tradição local, onde a competição esportiva se paga através dos próprios participantes, com a venda de inscrições, alimentação, bingo, ingressos para bailes dançantes,… tendo seu lucro revertido para uso em novas melhorias para população, essenciais porque ainda falta muito, apesar dos avanços.

É a Copa Floresta Ativa de Saúde & Alegria, que acontece na região do Baixo e Médio Amazonas, oeste paraense, envolvendo as 74 comunidades da Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns, área rural dos municípios de Santarém e Aveiro.

Copas que associam esporte com educação e cultura é uma tradição do Projeto Saúde e Alegria / PSA (www.saudeealegria.org.br), ONG que atua há quase 30 anos na Amazônia. Esta é a quinta edição, sempre com um tema central. Desta vez, a campanha é pelas florestas.

Realizada pelo PSA em parceria com o ICMBio (gestor das Unidades de Conservação no País) e a Tapajoara (Federação intercomunitária que representa os moradores da Reserva), esta aliança está a frente de um programa maior – o Floresta Ativa, que dá nome a Copa – com o desafio de promover a inclusão social a partir da produção sustentável, um passo seguinte e que vai além de programas como o Bolsa-Família.

Para isso, diversas ações vem sendo implementadas, como  uma rede viveiros para reposição florestal e SAF’s; unidades para extração de óleos vegetais e essenciais; ecoturismo de base; artesanatos; Centro Experimental de Permacultura; entre outras medidas que ajudem na renda, na alimentação e na conservação do meio ambiente a partir dos próprios moradores da Reserva.

 Floresta Ativa e a Resex Tapajós-Arapiuns, onde vivem em torno de 22 mil pessoas.

A juventude ribeirinha tem papel fundamental. São oportunidades de empreendimentos que se abrem, a integração com outros projetos pedagógicos voltados para os direitos das crianças e adolescentes; e o encontro de gerações, onde lideranças antigas começam a preparar os mais novos para condução do futuro do Território.

Oficinas de Geração entre Gerações: lideranças mais antigas e jovens na criação de produtos educativos para as campanhas.

Aproveitando o ano esportivo e o jeito “saúde e alegria de ser”, a Copa Floresta Ativa está organizada em duas competições simultâneas e integradas: uma é o torneio de futebol (masculino e feminino), e a outra é o Festival de Artes, Cultura, Educação e Comunidades, com modalidades que incluem, por exemplo, os melhores produtos locais de teatro, música, paródia, cartaz, mascote, foto, vídeo e reportagem, inspirados no lema “Juventude e Comunidades juntas pela Floresta Ativa!”

 Abertura da Copa : hino nacional tocado em vitrola movida a corda (Anumã: 4-5/abr/14).

Entre abril e maio, ocorre a “Fase de Grupos”. São 4 eventos sub-regionais, um em cada comunidade-sede, onde participam as localidades do entorno que compõem a chave.

Disputas entre as comunidades do Grupo-sede Anumã, ocorrida dias 4 e 5 de abril. Próximas etapas: Surucuá  (25-26/Abr); São Pedro (9-10/Mai) e Boim (30-31/Mai). Finais em agosto.

Acontecem sempre nos finais de semana, iniciando nas sextas-feiras com seminários e oficinas, onde as atividades do Programa Floresta Ativa são avaliadas, os próximos passos são planejados, assim como são promovidos debates sobre o território, o acesso à politicas publicas, a luta dos povos tradicionais e caminhos para fortalecer suas Organizações.

Seminário “Floresta Ativa e o Desenvolvimento Territorial” (Anumã: 4-5/abr/14).

Os sábados são reservados para as competições, esportivas e educativas, com toda cobertura feita pelos repórteres e locutores esportivos da Rede Mocoronga(www.redemocoronga.org.br), uma plataforma intercomunitária de Educomunicação (radio, vídeo, blogs e impressos) implantada pelo PSA com os jovens ribeirinhos.

No inicio da noite, hora do Gran Circo Mocorongo de Saúde & Alegria, onde esquetes educativas e culturais são apresentadas, incluindo também as premiações dos classificados do Grupo (dois por modalidade). E depois, uma grande festa dançante animada pelas bandas locais madrugada adentro, que só termina quando acaba.

Circo Mocorongo: premiação das melhores paródias, músicas, cartazes e outros produtos educativos com os temas da Floresta Ativa  (Anumã: 4-5/abr/14).

Os classificados nas modalidades esportivas e educativas durante estes 4 eventos sub-regionais, além de troféus e medalhas,  ganham o passaporte para a grande final, prevista para agosto, durante o Encontro Geral de todas as comunidades de Resex.

À esquerda, as quatro seleções do Grupo Anumã classificadas para as finais: duas masculinas e duas femininas.

Enfim, uma grande mobilização das comunidades pela floresta em pé!

#TemCopaNaFloresta!

Caetano Scannavino – Projeto Saúde e Alegria

Fotos: Caetano Scannavino, Fabio Pena, Gabriel Abreu e Palestina