“Enfraquecemos quando não cuidamos da nossa comunidade” – defende moradora da Floresta em defesa do Ecoturismo

21 de novembro de 2018 por Samela Bonfim

“Enfraquecemos quando não cuidamos da nossa comunidade” – defende moradora da Floresta em defesa do Ecoturismo

Em ‘Seminário Floresta Ativa Tapajós’ realizado no dia 19 na comunidade Carão participantes definiram as forças, oportunidades, fraquezas e ameaças dentro das comunidades

O que fazer para melhorar a vida de quem mora na Amazônia e extrai da natureza bens para a subsistência? C       om objetivo de responder ao questionamento de forma participativa, o Projeto Saúde e Alegria realizou um encontro no CEFA para promover balanço das atividades e discutir perspectiva para o próximo ano.

A Produção de mel, mudas florestais, óleos, sementes e ecoturismo são apostas da Flona e Resex para 2019. Os aproximadamente 200 representantes dos pólos que integraram as rodadas de discussões foram divididos em seis grupos para tratar das principais demandas ligadas a Água, Energia e Tecnologia, Cadeia Produtiva, Juventude e Empreendedorismo, Mulheres, Turismo e Artesanato, Saúde, Organização e Gestão. O principal intuito é encontrar maneiras de incentivar a organização comunitária com foco sustentável e produtivo de forma a suprir a renda familiar.

A maior parte das comunidades vive sem o mínimo de conforto com água limpa e energia. Maria Margareth Seade moradora da Comunidade São Pedro – Região do Arapiuns já contemplada com sistema de água por meio do projeto Saúde e Alegria contou como outras comunidades lidam com a falta do liquido: “A nossa vizinha que é a comunidade Nova Vista tem um plantio imenso de pimenta do reino, mas a dificuldade é a água. Algumas comunidades tem, mas outras ainda não. Daí a importância da parceria com os projetos no caso da Saúde e Alegria que tem se esforçado para suprir isso aí”.

Cadeia Produtiva

As famílias que sobrevivem da Meliponicultura tem encontrado inúmeros desafios p

ara promover o negócio devido ao alto índice de queimadas que impedem a atividade diz o produtor José de Aquino morador da Vila Franca: “Tendo a queimada, não tem reflorestamento e as abelhas não tem produção. Este ano caiu muito a produção do mel porque teve muita queimada e não teve florada. Nós investimos na produção de mudas, plantas medicinais que ajudaram na produção de mel” – finaliza.

Juventude e Empreendedorismo

O futuro das comunidades se concentra nas organizações comunitárias promovidas pelos jovens que planejam atividades que melhorem a vida nessas regiões. Solano Guimarães morador da comunidade Mentae no Rio Arapiuns enfatizou a falta de instrumentos básicos que impedem o empreendedorismo: “É um desafio grande com comunicação, investimento, infra-estrutura e acessibilidade tudo isso dificulta muito. A gente vai elaborar propostas estratégias concretas para trabalhar dentro das comunidades”.

Mulheres, Turismo e Artesanato

Pensando na geração de renda por meio da produção da mulher no artesanato e incentivo ao turismo de base comunitário os integrantes de um grupo de trabalho discutiram sobre o potencial da região. Maria Odila Godinho moradora da Comunidade Anã Turiarte e coordenadora da Cooperativa de Turismo e Artesanato na Floresta destacou a possibilidade de aumentar o faturamento das populações tradicionais: “nossa cultura, nossa própria natureza, as praias. Isso é uma grande fortaleza que nós temos. Mas enfraquecemos quando a gente não cuida da nossa comunidade com a limpeza, com o lixo. Isso é uma fraqueza. Precisamos conhecer o processo amplo: trabalho, serviços humanos, trabalhar com a natureza pra expor essa beleza para o turismo”.

Saúde

Outra necessidade apontada pelos comunitários se refere a falta de políticas publicas na área da saúde. O Agente Comunitário de Saúde Djalma Moreira morador do Suruacá no Rio Tapajós contou como padece com a falta de estrutura nos atendimentos: “Eu como Agente de Saúde sofro muito porque sou chamado de mentiroso. É uma tristeza grande. Antes do Saúde e Alegria entrar em 1987 morria muita criança com diarréia, vomito coqueluche, sarampo, pneumonia. Hoje é difícil ver as crianças morrerem”.

Organização e Gestão

Promover o fortalecimento das culturas, da renda e possibilitar o acesso ao básico é um desafio diz o Presidente da Associação das Organizações Tapajoaras Dinael Cardoso: “Fazer gestão de um território como a Tapajós Arapiuns que são 690 mil hectares, onde habitam 75 comunidades, 13 mil moradores é diferente de fazer uma gestão de uma associação local. A gente tem que pensar no conjunto”.

Expansão e novos projetos

Dando continuidade aos projetos desenvolvidos e implementar novos para melhorar a vida das populações dessas regiões, foram feitas avaliações e anúncios no encontro: “Novos apoios para sistemas de água, tratamento de água, energia solar nas casas, como melhorar o pé de meia – a economia mantendo a floresta em pé, valorizando a cultura e uma das discussões aqui é a montagem de uma rede de coletores de sementes, reposição e restauração florestal, a questão do mel.” – divulgou.

Dentre os projetos estão: incentivo as Cadeias produtivas e expansão com foco na Flona, Saneamento e Água, Energias Renováveis, projetos com Crianças, Adolescentes e Jovens, foco à promoção da Saúde, Formação, Capacitação e Tecnologias Demonstrativas, Produção e processamento, Estocagem, escoamento e comercialização, criação de casa de artesanato, construção de novas Pousadas, Eletrificação Rural 2019/20, Ampliação Carão.

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Belterra comemora 22 anos de existência

16 de novembro de 2018 por Samela Bonfim
Atuação da entidade em prol da defesa dos direitos dos associados foi celebrada em assembléia neste dia 15 de novembro, quando o Sindicato completa mais um ano de atividade
 
Entidades parceiras participaram da assembléia realizada no barracão do STTR em Belterra. Representando o Projeto Saúde e Alegria, o Coordenador do Programa de Saneamento Comunitário do PSA Carlos Dombroski compôs a mesa dos ex-presidentes do sindicato. Dombroski foi o primeiro presidente quando o Sindicato foi criado em 1996. 

 
Dombroski destacou que hoje é a instituição é a maior organização do município: “90% dos trabalhadores do município atuam na agricultura. Na assembléia fizemos o resgate de como foi esse período de luta para as comunidades e para as delegacias sindicais das três regiões; região da Bota – Belterra, BR 163 e Região da Flona do Tapajós. O sindicato hoje é a ferramenta principal para que os trabalhadores rurais busquem seus benefícios, apoio para melhorar a agricultura, e defender seus direitos na defesa da terra, abertura dos ramais e saúde” – conclui. 
 
Parabenizamos o STTR Belterra!
 
#Organização #Comunidades #Belterra #Agricultura #Familiar

Pesquisa identificará perfil dos jovens ribeirinhos

14 de novembro de 2018 por Samela Bonfim

Atividade em campo está sendo realizada nesta quarta (14) através da aplicação de questionário na comunidade Pedra Branca. Objetivo é ampliar o conhecimento sobre os principais problemas e perspectivas do jovem ribeirinho. O estudo pretende lançar um olhar científico sobre a realidade com foco à contribuição de políticas públicas.

Como é ser jovem e adolescente em comunidades ribeirinhas? Esse é um dos questionamentos da pesquisa que indicará respostas sob a ótica dos próprios moradores que contemplam a faixa etária juvenil. Além desse questionário, a família dos entrevistados também responderá a questões sociais.

A pesquisa busca aprimorar o trabalho do Projeto Saúde e Alegria perante as comunidades, destaca o coordenador de comunicação do PSA, Fábio Pena: “estamos necessitando desenvolver uma pesquisa participativa para levantar dados mais atualizados da realidade e contexto de como é a vida de adolescentes e jovens nas comunidades”.

A pesquisa busca: produzir, sistematizar e analisar os dados qualitativos e quantitativos que permitam traçar um perfil do jovem morador da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, denotando as condições sociais e perspectivas de vida desses indivíduos entre 15 e 24 anos de idade. Como metodologia da pesquisa teremos basicamente três instrumentos: i) aplicação de um questionário com as famílias coletando dados socioeconômicos; ii) aplicação de um questionário para o adolescente e o jovem; iii) dinâmicas e oficinas participativas para avaliar a percepção dos jovens sobre alguns temas. A pesquisa será útil para todos que atuam nas comunidades e tenham interesse em garantir políticas públicas mais adequadas para os adolescentes e jovens.

Sobre o Projeto

O Projeto Saúde e Alegria atuando nas comunidades da Resex Tapajós-Arapiuns e Flona Tapajós tem entre seus programas, ações que visam contribuir com a melhoria das condições de vida e o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens. O PSA atua mobilizando as comunidades em torno dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes, formando grupos e coletivos de jovens ativos, que tenham forte presença nos processos de desenvolvimento de seus territórios, para que possuam melhores oportunidades de formação para a construção de seus projetos de vida e sua inclusão social e econômica. São parte dessas ações, os Festivais Teia Cabocla, os editais para apoio a pequenos projetos juvenis, e os cursos para a formação em empreendedorismo.

| Por Ascom Saúde e Alegria

Produção de mel, mudas florestais, óleos, sementes e ecoturismo são apostas da Flona e Resex para 2019

12 de novembro de 2018 por Samela Bonfim

‘Seminário Floresta Ativa Tapajós’ realizado no dia 19 de novembro na comunidade Anumã reunirá representantes dos principais pólos para promover balanço das atividades e discutir perspectiva para o próximo ano

Incentivar a cadeia produtiva sustentável e promover geração de renda por meio do manejo de óleos e sementes, mel, mudas florestais e ecoturismo comunitário são propostas do Projeto Saúde e Alegria com o apoio do Fundo Amazônia na região. Investir no processamento da cadeia produtiva do mel, construção de infraestrutura adequada é uma demanda do negócio para organizar e otimizar as iniciativas comunitárias.

Os projetos já são realizados nas comunidades que precisam consolidar cada vez mais estratégias para aumentar a renda familiar de maneira organizada e sustentável. “Um dos grandes desafios da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns e da Floresta Nacional do Tapajós é a geração de renda para as comunidades. Elas tem um grande potencial de recursos naturais que são pouco aproveitados para gerar uma nova economia em bases sustentáveis” – Explicou o coordenador de comunicação do PSA, Fábio Pena.

Os resultados dos trabalhos já desenvolvidos com o apoio de diversos parceiros institucionais do Saúde e Alegria, como a Fundação Konrad Adenauer, Funbio, Avina, Mott Foudation, Caritas Suiça, serão analisados durante o Seminário, que também lançará o Fórum de Gestão Participativa do projeto, que reunirá representações das comunidades, federação da Flona, movimentos indígenas, ONG’s e outros movimentos ligados aos temas do projeto. 

Com a perspectiva de construir novas formas de proteger o território e promover renda, os moradores dessas regiões vivem a expectativa de fortalecer a cadeia produtiva das mudas florestais com foco ao replantio, a partir da instalação de viveiros de espécies nativas da região. Outro forte potencial se concentra na produção de óleos e sementes para suprir a alta demanda da indústria cosmética. Atualmente, o mel que também tem grande potencial na região, necessita de uma maior organização para ter fluxo de mercado adequado.

Alvo de igual atenção é o turismo. Atrair atenção de visitantes às belezas da região continua sendo uma importante área de atuação para os comunitários.  “- O ecoturismo de base comunitária é uma coisa que a gente vem apoiando há algum tempo, mas que tem um grande potencial pra crescer na comunidade” – destaca Pena.

SERVIÇO

 

Quando? Segunda – 19/11

Onde? Comunidade Anumã

Extrativistas participam de seminário: ‘Iniciativas e desenvolvimento dos óleos na floresta’

24 de outubro de 2018 por Samela Bonfim

Promover iniciativas promissoras de extração do óleo na floresta, aproximar os povos tradicionais que sobrevivem da atividade sustentável de empresários e disseminar o conhecimento cientifico para os extrativistas são objetivos da oficina realizada na comunidade Carão, em Santarém

As atividades aconteceram no Centro Experimental Floresta Ativa (Cefa) instalado na comunidade Carão, Oeste do Pará. No espaço representantes de dezoito comunidades da Resex, Floresta Nacional do Tapajós e Lago Grande participaram da oficina que visa incentivar e melhorar a geração de renda e desenvolvimento sustentável dos moradores, com ênfase no aproveitamento econômico dos produtos extrativistas produzidos pelos comunitários.
A primeira edição do seminário destacou o potencial econômico dos óleos e sementes na região e de que maneira os extrativistas podem melhorar a produtividade sem esquecer o respeito ao meio ambiente.

Participantes trocaram experiência com os convidados que contribuíram para que a atividade atinja os objetivos propostos: Professor da Universidade Federal do Oeste do Pará – Dr. Lauro Barata, Arimar Feitosa da Cooperativa Mista da Flona Tapajós e Jose Neto da Natura.

O responsável pela atividade e coordenador do CEFA Steve Mcqueen enfatizou a proposta do primeiro seminário que será realizado anualmente: “Mostrar as iniciativas promissoras do óleo na floresta, aproximar empresas, difundir as pesquisas da universidade para o desenvolvimento sócio ambiental das comunidades que desenvolvem a pratica da extração de óleo na medicina, parte alimentar e cosmético. Com a nossa experiência percebemos que é necessário aproximar as empresas, institutos de pesquisa para construir meios de melhorar produção, beneficiamento e venda desses produtos” – finaliza.

 

Evento organizado pelo Projeto Saúde & Alegria (PSA) com apoio da Fundação Konrad Adenauer (KAS) propõe capacitação continua aos moradores em técnicas e sistemas produtivos mais modernos e eficientes, que ao mesmo tempo preservem a floresta e garantam renda aos extrativistas.

 

Vagas para trabalhar no Projeto Saúde e Alegria

6 de setembro de 2018 por Fábio Pena

O Projeto Saúde e Alegria está contratando profissionais para atuar em seu novo projeto Floresta Ativa, que será apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, com recursos do Fundo Amazônia.

São três vagas:

1 Coordenador (a) do Programa Floresta Ativa;

1 Gestor (a) do Centro Experimental Floresta Ativa – CEFA;

1 Gestor (a) Executivo (a) do Programa Floresta Ativa

Veja os editais nos links abaixo:

Seleção Coordenador FA 2018

Seleção Gestor do CEFA 2018

Seleção Gestor Executivo floresta ativa 2018 (1)

 

Teia Cabocla um Festival de Iniciativas Juvenis na Amazônia

16 de maio de 2018 por Elize Mayara

Aeee Pessoooal !!!

Acontece nos dias 01, 02 e 03 de junho a nossa TEIA CABOCLA 2018 no Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA), localizado na Comunidade Carão Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns. Esse encontro incentiva o engajamento social e o protagonismo juvenil, através da participação das novas gerações das comunidades ribeirinhas. A Teia Cabocla é um espaço de encontro, debates, reflexões e planejamentos participativos de iniciativas juvenis das regiões:

Resex Tapajós: Maripá, Anumã, Santi, Curipatá, Carão, Pedra Branca, Aldeia Solimões,  Aldeia Vista Alegre, Araçazal, Novo Progresso, Capixauã, Suruacá, Vila de Boim, Nuquini, São tomé, Parauá, Retiro, Mangal, Aldeia São Francisco, Aldeia Muratuba, Surucuá, Vila do Amorim, Samaúma.

Resex Arapiuns: Urucureá, Anã, São Pedro, Aldeia Camará, Pascoal, São Francisco, Mentae, Arapiranga.

Flona Tapajós: Prainha I, Acaratinga, Jaguarari, Piquiatuba.

Sua comunidade não está na lista!? Entre em contato conosco na sede do Projeto Saúde e Alegria e participe da nossa Teia Cabocla 2018!

 

PSA contrata gestor de formação para o empreendedorismo

24 de abril de 2018 por Fábio Pena

O Projeto Saúde & Alegria  – PSA – é uma instituição civil sem fins lucrativos que atua em comunidades tradicionais da Amazônia desenvolvendo programas integrados na área de organização social, saúde, saneamento básico, direitos humanos, meio ambiente, geração de renda, educação, cultura e inclusão digital, visando melhorar a qualidade de vida e o exercício da cidadania.

O presente termo de referência diz respeito à contratação de um profissional para atuar em nossas ações de apoio e formação (especialmente de jovens) ao empreendedorismo que visam ampliar as oportunidades produtivas e de geração de renda das comunidades onde atuamos.

Alguns requisitos básicos:

– Formação superior completa;

– Experiências com gestão de formação em empreendedorismo, mentoria e incubação de iniciativas de negócios sociais e startups;

– Experiência com programas e projetos voltados ao empreendedorismo e geração de renda;

– Experiência com projetos de educação para o trabalho e juventude;

– Atuação em projetos e negócios envolvendo novas tecnologias e cadeias produtivas com produtos da sociobiodiversidade;

– Experiência em assistência técnica para negócios em comunidades tradicionais;

– Competências na elaboração de planos de negócios para pequenos e médios empreendimentos;

– Conhecimentos em gestão, administração, finanças

Algumas das atividades a desenvolver:

– Coordenar a preparação de conteúdos específicos no campo da gestão administrativa e nas tendências das ações empreendedoras;

– Apoiar a seleção de colaboradores, tutores e professores para o processo formativo;

–  Apoiar a criação, elaboração e realização dos festivais de empreendedorismo na Reserva Extrativista Tapajós – Arapiuns e na cidade de Santarém;

– Planejar e atuar juntamente com a equipe nos módulos de formação empreendedora para os participantes do Curso de Empreendedorismo;

– Coordenar e incentivar a prática de estudos que contribuam para a apropriação de conhecimentos da equipe realizadora no campo do empreendedorismo e das tecnologias;

– Apoiar a elaboração de planos de negócios das iniciativas de beneficiários e do Projeto Saúde & Alegria nas diversas cadeias produtivas das áreas de atuação da organização, especialmente na área de produtos da sociobiodiversidade;

– Orientar o trabalho de tutores, professores e colaboradores na elaboração, na execução e na avaliação do proposta pedagógica;

– Acompanhar e avaliar os resultados do rendimento dos alunos em conjunto com a equipe realizadora;

Condições:

– Salário compatível com a função;

– Regime de contratação CLT conforme legislação vigente

– Carga horária 44 horas semanais

– Contrato de experiência por 90 (noventa) dias.

 

Inscrições:

Os interessados devem enviar:

1) Curriculum Vitae e Carta de apresentação;

2) Contato de pelo menos um profissional que possam fornecer referências sobre o candidato é recomendável.

3) A documentação solicitada deverá ser enviada para o email:  psa@saudeealegria.org.br

indicando no assunto da mensagem “Vaga Empreendedorismo”;

4) Prazo: até 15 de maio 2018.

Baixar o termo de referência completo:

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A comunicação comunitária no cenário atual

6 de março de 2018 por Elis Lucien

Compreender a palavra no seu sentido original a comunicação foi o ponta pé inicial que reuniu um representativo grupo de comunicadores e comunicadoras comunitárias a entender e contextualizar a várias formas de fazer e levar comunicação. Esta palavra tão discutida vem do latim communicationem, significa “a ação de tornar comum”, sua raiz vem da palavra comum, communis, que significa “pertencente a todos ou a muitos”. Então, a Criar Brasil convidou os coletivos espalhados pelo Brasil à trazer um pouco de suas experiencias e expertises num contexto colaborativo e participativo.

O Encontro sobre Direitos e Segurança de Comunicador@s Populares, Livres e Comunitári@s” contou com representantes do Repórteres sem Fronteiras; Rede Mocoronga – Projeto Saúde e Alegria; Intervozes; Artigo 19;  Witness / Rádio Mutirão; Vedetas.org e Museu de Memes – coLab/UFF com a cooperação da UNESCO/IPDC  e parceiros.

Aconteceu no dia 28 de Fevereiro à 02 de Março no Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro.  Os participantes falaram de suas experiências comunitárias; os impactos da comunicação vivenciadas entre o comunicador e os ouvintes e o acesso a informação num contexto político social. A proposta do Encontro foi a construção um manual prático com dicas e orientações embasadas nessas falas e subsidiadas em Leis. A criação do Guia de Direitos e Segurança de Comunicador@s Populares, Livres e Comunitári@s terá a proposta que todos os comunicadores e comunicadoras tenham em mãos subsídios para continuar a levar a comunicação comunitária com autonomia em seus Territórios.

 

Poró Borari é preso em Santarém (PA) enquanto protestava por melhorias na saúde indígena

9 de agosto de 2016 por Fábio Pena

Povos indígenas, movimentos sociais, organizações, inclusive a FASE, exigem a libertação de Poró Borari, indígena preso durante ocupação da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) em Santarém, no Pará


Fonte: Ong Fase

O indígena Poró Borari acaba de ser preso pela Polícia Federal, em Santarém, no Pará. A prisão acontece justo no Dia Internacional dos Povos Indígenas, 9 de agosto. Poró estava junto a outras lideranças de diversos povos indígenas da região do Baixo Tapajós ocupando a sede Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). O grupo reivindica melhorias nos atendimentos de saúde. Poró foi levado sob a acusação de ter praticado crime de cárcere privado contra os funcionários do órgão.

9 de Agosto - Dia Internacional dos Povos Indígenas

Segundo os manifestantes, até o momento a Sesai não efetivou o cadastro dos indígenas junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), o que tem dificultado o acesso a esse direito. A ocupação teve início na manhã dessa terça-feira (9).  Na manifestação, cada povo levou suas pautas específicas, mas os problemas relacionados à saúde estão presentes  em  todos os territórios. Participam da ocupação 13 etnias, dentre elas: Munduruku, Cara Preta, Apiaká, Arapiuns, Borari e Tapajós. “É preciso apoiar o Poró e exigir sua libertação. Quem comete crime são os governos, que deixam os povos indígenas largados a própria sorte. A eles são negados direitos essenciais à dignidade humana, mesmo que esses estejam garantidos na Constituição Federal”, afirma Sara Pereira, do programa da FASE na Amazônia, que acompanha a luta indígena na região ao lado de outras organizações e movimentos sociais.

A luta de Poró Borari

Poró Borari é uma liderança que luta pela demarcação da Terra Indígena Maró. O conflito na sua região aumentou após a Justiça Federal em Santarém ter declarado, em 2014, que o local é formado por ribeirinhos, e não por indígenas. O juiz ordenou que a União e a Fundação Nacional do Índio (Funai) se abstivessem de adotar procedimentos para demarcar o território tradicional. Essa decisão contrariou um relatório produzido pela própria Funai, que identificou e delimitou uma área de 42 mil hectares, sob o fundamento de que ali vivem indígenas das etnias Arapium e Borari.

Crianças dos povos Arapium e Borari (Foto: Palestina Israel)
Crianças dos povos Arapium e Borari (Foto: Palestina Israel)

A resistência indígena no território ganhou mais força por meio da campanha “Somos Terra Indígena Maró”. Com apoio de movimentos sociais, organizações e outros povos tradicionais, foi possível reverter a situação e a sentença que dizia não existir indígenas no local foi anulada no início desse ano. Mas a mobilização em defesa do território, onde estão cerca de 250 famílias indígenas, continua. Os Arapium e Borari querem que a terra seja demarcada também como uma maneira de superarem diversos problemas, inclusive de acesso à saúde indígena.