Economia da floresta, retorna com suas atividades nas comunidades ribeirinhas

15 de Janeiro de 2010 por Raquel Fernandes

Por: Ândrea Colares, Núcleo de Economia da Floresta

A equipe do Núcleo de Economia da Floresta, iniciará suas atividades de campo, entre os dias 17 a 20 de janeiro, com os trabalhos para o manejo da matéria-prima em duas comunidades, onde se desenvolve o Programa de “Artesanato Sustentável”. Trata-se das comunidades de Arimum e Vila Brasil, localizadas na margem esquerda do Rio Arapiuns, no Assentamento Agroextrativista Lago Grande.

Os técnicos ficarão dois dias em cada um desses lugares trabalhando nas áreas de manejo onde os Grupos de Artesanato irão manter sustentavelmente as espécies fontes de matéria-prima para os seus produtos. Em Arimum essa fonte é o tucumã (Astrocaryum vulgare) e em Vila Brasil é também o tucumã, além do arumã (Ischnosiphon sp.)

O manejo da matéria-prima é uma das etapas do “Artesanato Sustentável” e será desenvolvida nas demais comunidades componentes do Programa. Esse trabalho tem grande importância junto dos Grupos de Artesãos. A partir dela, definiremos em conjunto, formas sustentáveis da floresta oferecer o produto, respeitando a capacidade de regeneração natural , além de incentivar o manutenção da diversidade e dos ecossistemas que integram as áreas das comunidades.

Tucumarte: Tradição, Cultura e Arte

20 de Outubro de 2009 por Raquel Fernandes

A comunidade de Urucureá, no rio arapiuns é conhecida na região pela qualidade de seus artesanatos. O grupo formado atualmente por 32 pessoas é denominado Tucumarte, juntos trabalham na confecção de belíssimas peças artesanais. Os mesmos são encomendados para grandes centro urbanos, como Rio de Janeiro, São Paulo, Natal, Manaus, entre outros.

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Feira das ICAMIABAS

6 de Outubro de 2009 por Elis Lucien

A Feira das Icamiabas teve como objetivo fortalecer a produção feminina oriundas da região do Oeste do Pará, através da socialização de experiências organizativas, de produtos, contribuindo com a construção de uma nova perspectiva de inclusão, diversidade, igualdade, solidariedade e valorização das iniciativas de mulheres produtoras do Território.

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Arte em mãos comunitárias

3 de Setembro de 2009 por Elis Lucien

Tecer em cipó, palha, tala e tantos outros é uma arte para poucos. Trabalho bonito e árduo. Primeiro tem que tirar a palha, na maioria das vezes o local fica distante com mata fechada em algumas partes. Carregar palha é leve mas não é fácil não, algumas têm espinhos que precisam ser retirados antes de levar até o local de trabalho, precisam secar, cortar as tiras, tingir e esperar um tempo para poder começar a tecer a peça escolhida. É o lado do trabalho artesanal que fica escondido nos trançados feitos por mãos fortes e delicadas do artesanato local.

E para valorizar todo esse trabalho realizou-se um encontro de avaliação e planejamento das atividades desenvolvidas nos últimos dois anos de parceria entre as comunidades de Vila Amazonas, Urucureá, Arimum, Vila Brasil, São Miguel e Vila Gorethe e o núcleo de Economia da Floresta do Projeto Saúde e Alegria foi realizado no Centro de Treinamento Chico Roque no período de 30 de Agosto à 02 de  Setembro.


Vencedores do II Concurso Mocorongo

26 de Agosto de 2009 por Fabienne Simenel

Em resposta à convocação para participar do Concurso Mocorongo – TEMA ARTESANATO, recebemos várias entrevistas gravadas, matérias escritas, fotos e peças de artesanato dos nossos repórteres comunitários. Obrigado pela participação! Os vencedores do concurso são:

Mauro Artur da comunidade de Capixauã que fez uma entrevista com três pessoas que fazem uma grande variedade de artesanato na comunidade.

“Conversamos com o sr. Antônio Rodrigues que tece tala e palha fazendo paneiro, tipiti, esteira, peneira, esteira e abanos,  e as artesãs a senhora Marilene e a senhora Maria Gorete que tecem em palha de buruti e tucumã fazendo cesta, balaios, porta-garrafa, porta- jóias, porta- guardanapo e algumas roupas que tecido de palha para danças indígenas que acontecem nas comunidades.”

Gorete Zulair da comunidade de Urucureá entrevistou duas idosas da comunidade sobre o artesanato de palha de tucumã. A dona Zeneide Tapajós e a dona Alvina Ferreira fazem parte do grupo TucumArte. Gorete também colocou a “Música do paneiro”, cantada por Zeneide Tapajós e Alvina Ferreira:

Paneiro é coisa comum,
que em todo barraco tem
Não custa muito dinheiro,
nem custa fazer também
Mas quero levar comigo,
pra sempre no coração
A lição que o paneiro ensina,
como é bela a união
As talas estavam no mato ,
a ufa  sem serventia
As agora de mãos dadas todas tem força e valia

Wanderson Souza da comunidade de Pedreira falou com o jovem Elinei Souza, de 22 anos, sobre o artesanato que ele faz de madeira:

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Turismo na comunidade

18 de Agosto de 2009 por Elis Lucien

“A comunidade de Vista Alegre do Capixauã continua mobilizando-se para receber turista. Neste mês de Agosto irá receber três pessoas.

Com essas visitas os comunitários vendem seus artesanatos com isso gera renda familiar. Com a chegada dos mesmos, à noite apresentamos essas belíssimas danças tradicionais e pelo dia realizamos a trilha com canoas: do igarapé até a frente da comunidade”.

Jornal Floresta Nativa ed. julho

Repórter: Moacir Imbiriba

Terçumes

13 de Agosto de 2009 por Elis Lucien

Jornal O Diário - ed.Agosto/09
Repórter: Dailce Sousa/Comunidade de Pedreira

“Em nossa comunidade existem vários comunitários que sabem trabalhar com os terçumes (artesanato), como as talas e palhas do curaua. Eles fabricam peneiras, abanos, japá, esteiras, camarueiras e outros.
As talas de arumã são feitos: abanos, peneiras, paneirinhos e quibanas. Os tipitis são feitos com a tala bacabeira e jacitara. Com os cipós açu e titica são feitos os paneiros, jamanchim, cadeiras e outros. Com a palhas do tucumã são feitos os chapéus, abanos e outros. E com o caroço do tucumã são fabricados os pingentes para colares e anéis.
Antigamente existiam pessoas em nossa comunidade que fabricavam panelas, aguidá e forros de barros para torrar farinha, mas não é só isso, existem pessoas que trabalham com artesanato de escultura em madeiras como: porta jóia, porta caneta, canoas e botes. Essas pessoas não são valorizadas.
Nós ribeirinhos não sabemos só pescar e nem só comer. Sabemos trabalhar com os terçumes”.

Turismo Comunitário

10 de Agosto de 2009 por Raquel Fernandes

Geração de renda e emprego com turismo responsável
Nos dias 25 à 31 de julho foi realizada mais uma viagem de ecoturismo de base comunitária. O Projeto Saúde e Alegria, junto com o Projeto Bagagem, acompanhou 13 pessoas de países diferentes que queriam conhecer a vida ribeirinha da Amazônia.

Durante uma semana, houve passeios de canoa, produção de farinha, aprendizagens com artesãs comunitários, noites culturais e intercâmbios culturais entre os visitantes e comunitários. As comunidades visitadas foram: Jamaraquá, Anã, Urucureá, Bom Jesus e Atodi.

No programa de rádio Rede Mocoronga, que vai ao ar aos sábados e domingos na rádio rural, a responsável pelo programa de Ecoturismo de base comunitária Luciane Lima, falou sobre essa atividade.

Confira a entrevista com Luciane Lima:
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Prêmio Culturas Populares 2009 - Mestra Dona Izabel

20 de Julho de 2009 por Paulo Lima

Inscrições até 28 de agosto. Conheça o manual de orientação.

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Culturas Populares 2009 - Mestra Dona Izabel - Artesã Ceramista do Vale do Jequitinhonha, promovido pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC). Os interessados têm até o dia 28 de agosto para enviarem suas inscrições.

A seleção das propostas será feita por uma comissão de avaliação composta por artistas, pesquisadores, técnicos e/ou dirigentes do sistema MinC e de instituições parceiras, com atuação reconhecida no campo das expressões das culturas populares. Para cada um dos 195 candidatos escolhidos, será destinado o valor de R$ 10 mil, totalizando um investimento de cerca de R$ 1,9 milhões em projetos culturais, que serão distribuídos entre as seguintes categorias: Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres, e Grupos e Comunidades Tradicionais.

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