Empreendedora Social de Santa Catarina visita Saúde e Alegria

26 de agosto de 2010 por Fabio Pena

No último 21 e 22 de agosto, as comunidades de Capixauã, Suruacá (Tapajós), Anã e Arimum (Arapiuns) receberam uma equipe de produção do documentário “A Saga dos Transformadores”, que está sendo elaborado pela Rede Ashoka de Empreendedores Socais e a Natura Cosméticos. A viagem teve o propósito de documentar o trabalho do Projeto Saúde e Alegria nas comunidades ribeirinhas, através de um intercâmbio em que uma representante de outro projeto social nos visitou: Thaise Guzzatti, fundadora do Projeto Acolhida na Colônia.

A Acolhida na Colônia foi criada em 1998 com a proposta de valorizar o modo de vida no campo através do agroturismo ecológico. Os agricultores familiares de Santa Catarina abrem suas casas para que turistas possam conviver no dia-a-dia do campo, gerando renda e valorizando a cultura local. São oferecidas hospedagens simples e aconchegantes com direito a conversas na beira do fogão a lenha, a tradicional fartura das mesas catarinenses e passeios pelo campo.
Foi com esse olhar para o turismo que Thaise conheceu as comunidades da amazônia e como é feito o trabalho do Saúde e Alegria. Em seu último dia nas terras mocorongas, Thaise concedeu esta entrevista para a Rede Mocoronga:

Fábio Pena: Como foi sua experiência de visitar as comunidades de uma região tão distante do seu estado?

Thaise: Foi uma experiência única, é uma realidade diferente e maravilhosa. Eu sei que tem uma série de dificuldades, mas quem está visitando não vê isso como mais importante. Nosso olho é para ver a maravilha que é, não só em termos de meio ambiente, mas especialmente as pessoas, o acolhimento, essa recepção calorosa. Realmente eu tô indo embora encantada e pensando como vou fazer pra voltar, porque realmente foi uma experiência única.

Fábio Pena: Thaise, conta pra gente como é feito seu projeto Acolhida na Colônia?

Thaise: Então, a gente trabalha com pequenos agricultores, agricultores familiares, que desenvolvem seu cultivo, sua plantação para o consumo próprio e vendem o excedente. Essas famílias tem uma série de dificuldades para terem uma renda extra para continuar nas suas terras. Então, agente desenvolveu um projeto onde o agricultor recebe pessoas dentro da sua propriedade nos finais de semana, nas férias. E convivendo com as famílias, o turista dorme na casa, come a comida que os agricultores oferecem com os produtos que eles mesmo produzem. Passeiam no mato, em trilhas, nos rios. Fazem todas as atividades que são típicas e estão relacionadas à vida do agricultor familiar.

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Trilha na Selva do Curupira

24 de agosto de 2010 por Elis Lucien

A trilha na selva do Curupira fica localizada na comunidade de São Domingos na flona Tapajós. Segundo a Lei SNUC (Sistema Nacional de Unidade  de Conservação da Natureza), sendo “uma área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas”. Portanto, todos os recursos devem ser utilizados de forma sustentável, ecológicos e de forma justa contribuindo para o bem estar das famílias e futuras gerações.

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Ecoturismo comunitário

18 de agosto de 2010 por Elis Lucien

Por: Ândrea Colares e Davide  Pompermaier

Comunidade de São Miguel

O programa de Turismo de Base Comunitária desenvolvido pelo Projeto Saúde e Alegria atende hoje 04 comunidades ribeirinhas em Santarém. São elas, Anã (RESEX Tapajós-Arapiuns), Atodi e Arimum, ambas no rio Arapiuns, e Vila Amazonas, no Rio Amazonas, estas três últimas localizadas dentro do PAE Lago Grande. Por meio de um projeto aprovado junto ao Ministério do Turismo em 2008, essas quatro comunidades estão participando de um processo de construção de uma experiência de ecoturismo comunitário.

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Encontro Rede Turisol

27 de abril de 2010 por Elis Lucien

Por Naiara Miranda

Hoje dia 27 a 30 de Abril,  estar acontecendo aqui em São Paulo mais um encontro da Rede Turisol. Esse encontro reunir sete Projetos que compõem a rede para a gravação de entrevistas que irão ser transcritas e transformadas em uma Série de metodologias do turismo Comunitário. O Projeto Saúde e Alegria estar sendo representado pela senhora Reginalva Godinho da comunidade de Anã rio Arapiuns e eu Nayara Miranda do núcleo Economia da Floresta do Projeto Saúde e Alegria.

O encontro é  no Museu da Pessoa, que tem como objetivo contruir uma rede de histórias de vida, que contribuísse para a transformação social. Na verdade serão uns livretos que falarão sobre o projeto de Ecoturismo que está sendo desenvolvido pelo PSA, o histórico, o contexto em que ele ocorre (nesse caso a Amazônia, mais especificamente a área ribeirinha do município de Santarém), a nossa metodologia desenvolvida, as conquistas e os desafios.

Coep convida para fórum online sobre associativismo

15 de abril de 2010 por Paulo Lima

Mobilizadores COEP debate associativismo em fórum online

De 22 a 30 de abril, a Rede Mobilizadores COEP – Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida vai debater com os internautas questões relativas ao associativismo. As discussões acontecerão em um fórum online, tendo como convidado Luiz Damião Barbosa, sócio-fundador da Associação dos Produtores Agroecológicos e Moradores das Comunidades do Imbé, Marrecos e Sítios Vizinhos, mais conhecida como Assim. A associação está localizada na comunidade de Marrecos, no município de Lagoa de Itaenga, em Pernambuco.

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Show e muitas premiações no encerramento da Feira Cultura Digital

10 de abril de 2010 por Juliane Oliveira

Muita festa na 3ª Noite Cultural da Feira Cultura Digital dos Bairros com a presença de músicos de Pernambuco, Altamira e talentos locais revelados no Show de Calouros e Festival de música realizados durante o evento. A noite também foi de premiações e entrega do computador sorteado entre os participantes da feira que apoiaram a moeda social e trouxeram garrafas pets para serem trocadas por Muiraquitãs.

Quem abriu a noite cultural foi o trio Quinho Caetes, Daniel Luis e Ronaldo Eli tocando o ritmo pernambucano Coco de umbigada com muito maracá e percussão, não deixando ninguém parado. Em seguida o grupo de teatro amador da Casa Brasil apresentou a peça ‘Deu a louca nos contos de fadas’ mostrando que toda história tem que ter um final feliz.

O evento ainda revelou mais talentos locais. Foi o casodo grupo de dança Flamenca e do desfile de moda produzido por moradores da grande area do Santarenzinho. E por falar em talentos. A noite ainda foi de grandes revelações.

Premiações

Quem saiu sorrindo da feira foram os vencedores do Show de Calouros e Festival de Música Milena Mota de Freitas de apenas 9 anos que conquistou nota máxima com os jurados no Show de Calouros e o Hugo Erlon que venceu o festival de música. Os dois, juntamente os outros candidatos que ficaram em 2º e 3º lugar vão gravar um CD. São eles

Festival de Musica
1º Lugar: Hugo Erlon (62 pontos)
2º Lugar: Hiller dos Santos (61 pontos)
3º Lugar: Anderson André de Souza (57 pontos)

Show de Calouros
1º Lugar: Milena de Freitass (30 pontos)
2º Lugar: Klebar Pagel (28 pontos)
3º Lugar: Rafaela de Souza (27 pontos)

Pela pontuação é possivel saber que não foi fácil para os jurados. A disputa pelo 1º lugar foi acirrada. O que mostra que temos muitos talentos guardados nos nossos bairros e que só precisam de uma forcinha para despertarem.

Sorteio do computador

Wallace Rabelo não cantou, mas saiu da feira com um super-prêmio. A mãe dele, Maria Lucivânia, ganhou o computador que foi doado pela Otica Xingú e que foi sorteado entre as pessoas que trocaram garrafas pets por moedas sociais durant a feira. A Otica Xingu é apoiadora da Feira e foi a 1ª empresa a acolher o uso da moeda social como forma de pagamento.

O Muiraquitã, representação maior da cultura tapajônica representa na moeda social lançada durante a Feira Cultura Digital dos Bairros, é a oportunidade para o fortalecimento da economia solidaria entre comunidades e entidades sociais. Maria Lucivânia (Rifa 2931) acreditou na moeda e trocou 70 garrafas pets e garantiu um computador e ainda o engrandecimento dessa inciativa.  Saiba mais sobre a moeda Muiraquitã.

Papo-Show

Subiu ao palco para finalizar a 3ª Noite Cultural e a I Feira Cultura Digital dos Bairros o grupo Companhia Papo-Show de Altamira (PA). Muito mais que diversão, a banda que mistura teatro e questões sociais levantou, com a letra de suas músicas, um convite para refletirmos sobre meio ambiente, cidadania, direitos e fortalecimento social.

Quase duas mil pessoas estiveram presentes na 3ª Noite Cultural, o que refletiu o sucesso da iniciativa, tanto da moeda social, como a de juntar em um único espaço artistas locais, economia-solidária, cultura digital e uma diversidade social e cultural de atividades através da presença de pontos de cultura e ativistas digitais de diversos estados do Brasil, como Pernambuco, Roraima, Amazonas e das cidades de Altamira, Rondon do Pará, Belém e Belterra (Pará). Além da presença dos moradores da grande área do Santarenzinho e vindos de outros bairros de Santarém.

Debaixo da floresta da gente tem gente

25 de março de 2010 por Elis Lucien

No dia 29 de março de 1010, segunda-feira, em São Paulo, acontecerá a exposição “Debaixo da floresta da gente tem gente”, organizada com base nas ações do Projeto Arapiuns em 2008 e 2009, coordenado pelo Núcleo de Economia da Floresta do Projeto Saúde e Alegria em Santarém, PA. Partindo do princípio de que a co-existência sustentável entre comunidades e florestas é possível, o projeto desenvolve ações nas áreas de Artesanato Sustentável, Ecoturismo de Base Comunitária, Agroecologia/Energias Renováveis, tendo a Organização Comunitária como pano de fundo para garantir a apropriação e a sustentabilidade destas iniciativas.

A mostra apresentará um vídeo retratando a realidade de comunidades ribeirinhas do Rio Arapiuns e sua interface com os diferentes componentes do projeto. O vídeo é um retrato do modo de vida de comunidades caboclas que lidam dia após dia com pressões decorrentes de um modelo de desenvolvimento predatório, que aponta para a concentração de benefícios e exaustão dos recursos naturais. Diante disso, grupos organizados procuram construir novos caminhos que utilizem, de maneira racional, estes mesmos recursos, visando o bem estar coletivo, oportunidades compartilhadas e que tenham na floresta sua fonte de vida e riqueza.  “Se a floresta acabar a nossa vida também acaba…”, afirma Maria Odila, da comunidade de Anã.

Diferentes olhares são apresentados, e temas de interesse global são abordados direta ou indiretamente tais como a questão fundiária na Amazônia e a visão de uma nova economia voltada à sustentabilidade socioambiental e a um novo conjunto de valores e princípios.

Serão apresentados artesanatos produzidos por grupos de artesãos das comunidades de Anã, Vila Amazonas, Arimum, São Miguel, Atodi e Urucureá.  Além de gerar renda complementar, a produção do artesanato valoriza práticas sustentáveis de uso dos recursos naturais, resgata saberes e habilidades tradicionais e valoriza a identidade cultural das comunidades envolvidas.

Os produtos estão à venda no site:  www.redetekoha.com.br

E no site: http://www.saudeealegria.org.br/artesanato

Data: 29 de março, segunda-feira

Local: Matilha Cultural – Rua Rego Freitas, 542 / Centro/ São Paulo

Horário: A partir das 19h: Coquetel, microfone aberto e exposição de artesanatos;

Das 20:00h às 21:00hs exposição de vídeo

Sementes florestais da Amazônia

1 de fevereiro de 2010 por Elis Lucien

Do dia 26 à 29 de Janeiro de 2010 foi realizado na Escola da Floresta um curso intensivo de teoria e prática de Colheita de Sementes e Produção de Mudas de Espécies Florestais, ministrado por: Eng. florestal Pesquisadora Amazônia Oriental Noemi Vianna Martins Leão; Assistente de Pesquisa da EMBRAPA/Belém Jorge de Almeida e o  Eng. Florestal da Estação Experiemental de Moji Guaçu Dirceu de Souza. “O Projeto Rede de Sementes da Amazônia objetiva reunir informações, pessoas e instituições de setor para subsidiar a implementação de politicas regionais de fomento, como alternativa para a redução dos problemas ambientais, sociais e econômicos, contribuindo dessa forma, para o desenvolvimento sustentável da região”.

Economia da floresta, retorna com suas atividades nas comunidades ribeirinhas

15 de janeiro de 2010 por Raquel Fernandes

Por: Ândrea Colares, Núcleo de Economia da Floresta

A equipe do Núcleo de Economia da Floresta, iniciará suas atividades de campo, entre os dias 17 a 20 de janeiro, com os trabalhos para o manejo da matéria-prima em duas comunidades, onde se desenvolve o Programa de “Artesanato Sustentável”. Trata-se das comunidades de Arimum e Vila Brasil, localizadas na margem esquerda do Rio Arapiuns, no Assentamento Agroextrativista Lago Grande.

Os técnicos ficarão dois dias em cada um desses lugares trabalhando nas áreas de manejo onde os Grupos de Artesanato irão manter sustentavelmente as espécies fontes de matéria-prima para os seus produtos. Em Arimum essa fonte é o tucumã (Astrocaryum vulgare) e em Vila Brasil é também o tucumã, além do arumã (Ischnosiphon sp.)

O manejo da matéria-prima é uma das etapas do “Artesanato Sustentável” e será desenvolvida nas demais comunidades componentes do Programa. Esse trabalho tem grande importância junto dos Grupos de Artesãos. A partir dela, definiremos em conjunto, formas sustentáveis da floresta oferecer o produto, respeitando a capacidade de regeneração natural , além de incentivar o manutenção da diversidade e dos ecossistemas que integram as áreas das comunidades.

Feira das ICAMIABAS

6 de outubro de 2009 por Elis Lucien

A Feira das Icamiabas teve como objetivo fortalecer a produção feminina oriundas da região do Oeste do Pará, através da socialização de experiências organizativas, de produtos, contribuindo com a construção de uma nova perspectiva de inclusão, diversidade, igualdade, solidariedade e valorização das iniciativas de mulheres produtoras do Território.

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