Encontro de Acolhimento, Cura e Empoderamento das Mulheres Indígenas do Baixo Tapajós marca Caravana das Encantadas

5 de novembro de 2018 por Samela Bonfim

Evento realizado nos dias 02, 03 e 04 contou com vasta programação que destacou direitos da Mulher, Direitos Indígenas, combate a violência e realização de oficinas

Organizado pelas Suraras do Tapajós, o encontro promovido em três dias reuniu jovens e mulheres indígenas da região do Tapajós/Arapiuns. O grupo é um coletivo de mulheres indígenas, sem fins lucrativos, que atua no Baixo Tapajós com a missão de combater a violência e racismo, e no empoderamento econômico e político de mulheres indígenas desse território.

Uma das reuniões definiu o conteúdo da Campanha de combate às violências contra a mulher indígena e definição da Estratégia de Adesão a Campanha 21 dias de ativismo: pelo fim da violência contra mulheres.

Dinâmicas criativas auxiliaram na condução das temáticas idealizadas para promover o conhecimento da representatividade das instituições jurídicas.

Além dos seminários, integrantes das discussões participaram de pinturas corporais, Oficinas de biojóias, de arco e flecha, cerâmicas, grafismo em cuias, confecção de instrumentos musicais
Oficina de garrafadas e banho de ervas (medicinais), Economia solidaria e criativa e Empreendedorismo Social.

O Encontro de Acolhimento, Cura e Empoderamento das Mulheres Indígenas do Baixo Tapajós é realizado com o apoio do Fundo Elas: Fale sem medo – Instituto Avon; Engajamundo; KAS – Fundação Konrad Adenauer.

Beiradão de oportunidades promove capacitação de empreendedorismo na Amazônia com jovens ribeirinhos

25 de outubro de 2018 por Samela Bonfim

Curso realizado pelo Projeto Saúde e Alegria propõe a capacitação de jovens para iniciativas criativas e empreendedoras a partir dos potenciais da própria região.

Ter o próprio negócio que gere renda, seja útil à comunidade e traga benefícios para o coletivo são propostas dos jovens que estão participando do Curso de Empreendedorismo Beiradão de Oportunidades promovido pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA) com apoio da Fundação Cáritas Suíça. Os participantes têm entre 18 e 21 anos e estão em busca de novos conhecimentos para aplicar em ideias de negócios que pretendem desenvolver a partir das capacitações que vem recebendo desde agosto deste ano.

Eles vêm de diversas comunidades da região dos Rios Tapajós e Arapiuns: Anumã, Curipatá, Maripa, Pedra Branca, Capixauã, Aldeia Solimões, Suruacá, Anã, Urucureá, São Francisco, Mentae, Camará, São Pedro, Jaguarari e Acaratinga.  A turma é formada por 30 jovens, que foram selecionados depois de um festival realizado no começo do ano, em que tiveram os primeiros contatos com a idéia de empreendedorismo, economia criativa e os chamados negócios sociais, que além de terem uma visão econômica, buscam também resolver problemas da comunidade.

“O curso é dividido em vários módulos e vai até o final do ano com a apresentação de uma proposta de negócio, o PITCH, onde devem ter clareza do que querem e como pretendem desenvolver a proposta. Passam por todo um processo que vai desde a identificação de um problema, até a busca de soluções para se chegar nessa ideia. Também recebem orientação para criar o nome, a marca e as estratégias de mercado”, explica uma das educadoras do curso, Luana Silva.

Abrindo o próprio negócio

 

Louriely Pereira da comunidade São Pedro da região do Rio Arapiuns está animada com a execução do próprio projeto. A jovem que está prestes a concluir o ensino médio disse que já se planejava para sair da comunidade: “pra vir procurar outras oportunidades em Santarém. Mas agora como já tenho um meio de ganhar o meu dinheiro, eu posso ficar lá” – diz entusiasmada.

A proposta dela é solucionar o problema da falta de hortaliça nas comunidades através do Projeto Hortagro – Horta Agrícola/Mão de obra. “Eu tinha o começo mas não tinha como continuar nem os recursos. Hoje já tenho os recursos de materiais e de como mobilizar no meu psicológico para ver como analisar e ter lucro” – finaliza Pereira.

O jovem José Solano Guimarães da comunidade Mentae – Rio Arapiuns também está feliz com a possibilidade de abrir o próprio negócio na região. “O nosso problema é a falta de ovos de galhinha caipira dentro da comunidade e nas redondezas. A demanda é grande, porém a gente não tem quantidade na comunidade. A gente precisa vir a Santarém e esperar um dois dias para chegar a mercadoria lá. Quem sofre são os comunitários” – explica sobre a empresa promissora na área da Avicultura para produção de ovos.

Para que o negócio atinja os objetivos propostos no projeto ele já sabe quais os primeiros desafios: “As nossas galinhas botam um dia sim um dia não. O que a gente aprendeu aqui é que a gente precisa de galinhas poedeiras. Todos os dias elas tem que botar e não são as raças que a gente tem.” – conclui.

Estratégia

O Beiradão de Oportunidades é um processo de formação de jovens empreendedores que engloba conceitos de negócios sociais e tecnologias, auxiliando os jovens na geração de ideias inovadoras que surgem para solucionar problemas que estão inseridos em algum contexto social. Esta é a 10ª turma do curso que realizamos, sendo que vários pequenos negócios já foram montados e estão em funcionamento nas comunidades, abrindo novas perspectivas de renda para o jovem do campo que não tem muitas oportunidades de emprego”, explica Paulo Lima, coordenador do programa de empreendedorismo do PSA

O curso faz parte de uma estratégia maior do Saúde e Alegria, que visa contribuir para uma melhoria das condições de vida e para um desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens de comunidades da Amazônia. “Isso inclui além de estratégias de mobilização social, a criação de oportunidades de trabalho e renda para que os jovens das comunidades possam ter a oportunidade de fazer escolhas, sair ou ficar da comunidade, mas com clareza para construir seus projetos de vida plenamente”, conclui Fábio Pena, da coordenação de educação do PSA.

O projeto organizado pelo Projeto Saúde & Alegria (PSA) conta atualmente com o apoio da Fundação Cáritas Suíça e colaboração da Fundação Konrad Adenauer.

Serviço

Quando? Quinta e sexta 25 e 26 de outubro, das 8h às 18h

Onde? Projeto Saúde e Alegria, Av. Mendonça Furtado, n° 3979, Bairro: Liberdade

| Ascom Saúde e Alegria

Extrativistas participam de seminário: ‘Iniciativas e desenvolvimento dos óleos na floresta’

24 de outubro de 2018 por Samela Bonfim

Promover iniciativas promissoras de extração do óleo na floresta, aproximar os povos tradicionais que sobrevivem da atividade sustentável de empresários e disseminar o conhecimento cientifico para os extrativistas são objetivos da oficina realizada na comunidade Carão, em Santarém

As atividades aconteceram no Centro Experimental Floresta Ativa (Cefa) instalado na comunidade Carão, Oeste do Pará. No espaço representantes de dezoito comunidades da Resex, Floresta Nacional do Tapajós e Lago Grande participaram da oficina que visa incentivar e melhorar a geração de renda e desenvolvimento sustentável dos moradores, com ênfase no aproveitamento econômico dos produtos extrativistas produzidos pelos comunitários.
A primeira edição do seminário destacou o potencial econômico dos óleos e sementes na região e de que maneira os extrativistas podem melhorar a produtividade sem esquecer o respeito ao meio ambiente.

Participantes trocaram experiência com os convidados que contribuíram para que a atividade atinja os objetivos propostos: Professor da Universidade Federal do Oeste do Pará – Dr. Lauro Barata, Arimar Feitosa da Cooperativa Mista da Flona Tapajós e Jose Neto da Natura.

O responsável pela atividade e coordenador do CEFA Steve Mcqueen enfatizou a proposta do primeiro seminário que será realizado anualmente: “Mostrar as iniciativas promissoras do óleo na floresta, aproximar empresas, difundir as pesquisas da universidade para o desenvolvimento sócio ambiental das comunidades que desenvolvem a pratica da extração de óleo na medicina, parte alimentar e cosmético. Com a nossa experiência percebemos que é necessário aproximar as empresas, institutos de pesquisa para construir meios de melhorar produção, beneficiamento e venda desses produtos” – finaliza.

 

Evento organizado pelo Projeto Saúde & Alegria (PSA) com apoio da Fundação Konrad Adenauer (KAS) propõe capacitação continua aos moradores em técnicas e sistemas produtivos mais modernos e eficientes, que ao mesmo tempo preservem a floresta e garantam renda aos extrativistas.

 

Vagas para trabalhar no Projeto Saúde e Alegria

6 de setembro de 2018 por Fábio Pena

O Projeto Saúde e Alegria está contratando profissionais para atuar em seu novo projeto Floresta Ativa, que será apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, com recursos do Fundo Amazônia.

São três vagas:

1 Coordenador (a) do Programa Floresta Ativa;

1 Gestor (a) do Centro Experimental Floresta Ativa – CEFA;

1 Gestor (a) Executivo (a) do Programa Floresta Ativa

Veja os editais nos links abaixo:

Seleção Coordenador FA 2018

Seleção Gestor do CEFA 2018

Seleção Gestor Executivo floresta ativa 2018 (1)

 

Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia nas comunidades de Aracampina e Aldeia Solimões

24 de julho de 2018 por Elis Lucien

O Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia irá implementar um local piloto para testar a abordagem de ciência cidadã, utilizando o aplicativo Ictio envolvendo escolas de comunidades tradicionais, integradas em um programa de educação ambiental ou de ciência, em que professores e alunos monitorem a diversidade de peixes catalogados nessa etapa pelos pescadores e pescadoras selecionadas.

O projeto será realizado de Maio a Dezembro nas Bacias do Tapajós e Amazonas em parceria com alunos, professores, pescadores e pescadoras das comunidades de: Aracampina que fica localizada no Projeto de Assentamento Ituqui (PAE-Ituqui), às margens do rio Amazonas, com seus 260 habitantes, com 16 lagos e 3 igarapés e a Aldeia Solimões localizada na margem esquerda do Rio Tapajós afluente do rio Amazonas, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns que é uma das maiores Unidades de Conservação no Brasil.

A Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (SAPOPEMA), Projeto Saúde e Alegria (PSA) e outras Instituições convidadas durante seis meses irão incentivar o engajamento de jovens e moradores no monitoramento dos recursos pesqueiros da região e ajudar a formar uma nova geração de lideranças comunitárias comprometidas com a conservação dos recursos pesqueiros.

No último 20, o lançamento ocorreu em Aracampina na sala da Escola São Sebastião com a presença de lideranças, diretor, professores, alunos que falaram da importância desse projeto na área ambiental para aquela região, pois já havia algum tempo um projeto desse porte na área de várzea. Na aldeia Solimões o Cacique Lenoir deu as boas vindas a equipe no Barracão Comunitário falando da parceria com o Projeto Saúde e Alegria que já atua na região a 30 anos, trazendo projetos para desenvolvimento comunitário partindo da realidade local oportunizando as futuras gerações dentro de cada comunidade que atua.

 

 

Lá vem o Beiradão!

5 de abril de 2018 por Paulo Lima

Uma nova edição do Beiradão de Oportunidades vem aí!  Será de 2 a 5 de maio no Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA) na Comunidade do Carão, Resex Tapajós Arapiuns.

O Festival de Empreendedorismo Beiradão de Oportunidades é voltado para adolescentes e jovens entre 14 e 29 anos, que vivam nas comunidades. É um processo de formação de jovens empreendedores. Esse processo engloba conceitos de negócios sociais, gestão de negócios, tecnologias e administração, auxiliando os jovens na geração de ideias inovadoras para buscar alternativas no mundo do trabalho e geração de renda. Tais ideias surgem para solucionar problemas que estão inseridos em seu contexto social. É a fase I da formação, caraterizada por um grande festival de 4 dias totalizando 48 horas de atividades. É um momento de descoberta para os jovens, quando se deparam com novos conhecimentos e realidades. Trabalha-se a expansão do universo de possibilidades do jovem e seu repertório para análises de problemas e prototipagem de soluções.

As inscrições para participar do Beiradão iniciaram nesta quinta-feira (05/03/2018), e podem ser feitas na sede do Projeto Saúde e Alegria que fica na avenida Mendonça Furtado, 3979, Liberdade ou clicando aqui

Mais informações pelo email labmocorongo@saudeealegria.org.br ou pelo telefone (whatsapp) 93 99143-1091.

Não perca!

O Vale do Tapajós

20 de julho de 2017 por Fábio Pena
Festival “Beiradão de Oportunidades” mobiliza jovens da Amazônia para o empreendedorismo, inovação e tecnologia
 

Entre 6 e 8 de julho, o Festival reuniu jovens e lideranças locais para ampliarem seus conhecimentos sobre empreendedorismo e negócios sociais. Após o evento, os participantes poderão se inscrever em um curso para desenvolver seus próprios projetos que ajudem a melhorar o pé de meia sem precisar sair de onde moram. E também a comunidade onde vivem.

Um dos principais desafios da juventude é a construção de seus projetos de vida. Em um cenário com poucas oportunidades de inclusão produtiva no mercado formal, mas ao mesmo tempo com muitas possibilidades para inovar, criar novas formas de geração de renda, a região do Tapajós, município de Santarém — PA, é desafiadora.

Para contribuir com esse desafio, o Projeto Saúde e Alegria é executor de um projeto de formação de empreendedores que incentiva, capacita e empodera jovens para que gerem e implementem — inclusive com acesso às tecnologias — novas soluções e oportunidades para a transformação de suas vidas e do seu entorno comunitário. O projeto é realizado em parceria com a Fundação Telefônica Vivo desde 2014, através do Programa Pense Grande, uma metodologia criada de forma colaborativa com organizações de outras regiões do pais, adaptada a cada contexto.

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Centro Experimental Floresta Ativa é inaugurado na Resex Tapajós-Arapiuns

15 de julho de 2016 por Patrícia Kalil

Complexo sustentável funcionará como unidade demonstrativa e centro de treinamento em tecnologias produtivas, sociais e ambientais na Amazônia

Patrícia Kalil
— especial para Rede Mocoronga

 
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Auditório com capacidade para 300 pessoas com teto de palha e madeira certificada, construído por microempresas criadas por comunitários para atender ao projeto

“Vamos valorizar a sabedoria histórica dos povos da Amazônia, aliá-la ao conhecimento técnico do presente e, juntos, construir a ciência do futuro para o desenvolvimento pacífico, harmônico e alegre dos seres humanos uns com os outros e com o planeta” — Eugenio Scannavino.

Estabelecer no coração da Amazônia, dentro de uma das maiores reservas extrativistas do país, um pólo de referência para o desenvolvimento de projetos de tecnologias socioambientais replicáveis para toda a floresta. Com esse sonho, o Projeto Saúde e Alegria em parceria com a Tapajoara (organização concessionária que reúne lideranças de todas as associações das 74 comunidades da reserva) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiveridade — ICMBio inaugura o Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA), a principal estratégia do programa Floresta Ativa.

Há quatro anos o PSA me convidou para trabalhar aqui na reserva e ajudar no desenvolvimento de um modelo de produção que mantenha a floresta em pé. Ao contrário do sistema industrial que é baseado na obsolescência programada, ou seja, no produção de ‘coisas’ que são feitas para não durar, nós estamos trabalhando com elementos que tenham permanência, na lógica da permacultura, da sustentabilidade. No CEFA, vamos juntos criar maneiras de produzir alimentos e gerar renda, num processo de co-evolução com a floresta. — João Rockett / IPEP

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 Caeatano Scannavino (Projeto Saúde e Alegria) corta a faixa inaugural ao lado de Dinael Cardoso (Tapajoara), Maurício Mazzotti Santamaria (ICMBio), Raimunda Monteiro (UFOPA), Cristina Hoffman (cooperação alemã BMZ/LAZ) e convidados.

As instalações foram construídas usando técnicas de bioconstrução. Além de causar o menor impacto ambiental possível, todo o complexo foi concebido valorizando o conhecimento e savoir-vivre dos povos da floresta aqui há milhares de anos.

“Esse projeto é maravilhoso. Tudo aquilo que é bom para a Resex, nós indígenas vamos abraçar. — Raimundo Carvalho, representante do Conselho Indígena da Resex

A partir de um modelo sustentável de desenvolvimento da região, as construções tiveram como foco eficiência energética, tratamento adequado de resíduos, aproveitamento da luz do dia, da ventilação natural e reaproveitamento da água da chuva.

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Cisterna de 25 mil litros construída no centro com os comunitários

Na capacitação sobre reaproveitamento de água da chuva foi construída uma cisterna no centro como aula prática aos participantes e servir de modelo para ser replicado na reserva.

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Painéis fotovoltaicos transformam a luz do sol em energia elétrica e abastecem todo o complexo atualmente

Sem depender de diesel, toda a eletricidade do complexo hoje é gerada com o uso de painéis fotovoltaicos que convertem a luz do sol em energia elétrica. O bombeamento de água do poço é mantido com energia solar também.

Para este ano, com o crescimento das atividades no pólo, já está prevista a criação de um parque eólico com hélices aerogeradoras para aproveitar o forte vento do local, além da recuperação de uma minihidrelétrica abandonada.

Cozinha e refeitório do centro aproveita o máximo da iluminação natural e usa lâmpadas LED durante à noite
Refeitório ao lado da cozinha com capacidade para servir almoço para estudantes e convidados

As águas cinzas da cozinha, dos chuveiros, dos tanques e das pias são direcionadas para círculos de bananeiras onde o saneamento ecológicoacontece dentro de um sistema vivo.

Para as águas negras dos resíduos sanitários, um outro tanque impermeabilizado preenchido com diferentes camadas de substrato foi adotado. Todo o efluente sanitário é direcionada para o sistema. Lá, ele passa por processos naturais de tratamento, com a degradação da matéria orgânica e a absorção e evapotranspiração da água pelas plantas.

A autonomia do espaço é a chave dentro de todo o centro, para que o local não dependa de recursos de fora para manter suas próprias necessidades e nem para lidar com seus resíduos.

Instalações vivas

Além das construções básicas e receptivas inauguradas esse mês, que contam também com redários e alojamentos com capacidade para receber mais de 200 pessoas, desde o início estão em andamento treinamentos e oficinas para todos das comunidades. As instalações demonstrativas possibilitam a vivência prática dos cursos:

✔ viveiro central;
✔ sistemas de hortaliças orgânicas;
✔ criação de abelhas;
✔ bosque agroflorestal com diversas espécies nativas frutíferas;
✔ piscicultura.

“É um espaço de troca e construção de conhecimentos, um polo difusor de boas práticas, não só entre comunidades, mas também um centro que ajude a traduzir a Amazônia e a realidade dos seus povos para outras regiões, com oficinas que estão sendo pensadas para visitantes externos tendo os comunitários como mestres” — Caetano Scannavino, Projeto Saúde e Alegria

Viveiro central de mudas de espécies amazônicas. Na foto, Caeatano Scannavino (PSA) e João Rockett (IPEP)

Para esse ano, a meta é produzir 300 mil mudas de espécies nativas da Amazônia. No viveiro, já vemos mudas de caju, açaí, pupunha, cacau, madeiras nobres, entre outras.

Horta do centro com produção de diversos alimentos

A construção de um novo modelo de assistência está aqui e já está gerando frutos. Estar juntos nessa parceria é fundamental. — Ladilson Amaral, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém.

A horta orgânica já produz uma série de hortaliças para consumo local, entre eles couve, cenoura, tomate, quiabo, abóbora, pepino, cheiro verde, hortelã, manjericão. Entre um canteiro e outro, trepadeiras como maracujá já começam a dar frutos.

“Isso aqui é nosso! Durante esse período de construção do CEFA, já tivemos muitas oportunidades, foram muitas oficinas, muitas reuniões. É um privilégio ter uma estrutura dessa e muitas coisas que a gente não tinha antes. Vamos ver muita coisa boa ainda!” — Joelma Lopes, representante da comunidade de Carão

Área de meliponicultura com a criação racional de abelhas sem ferrão (Meliponíneos)

Durante a oficina para produção de mel com abelhas amazônicas, na parte prática, participantes construíram e instalaram caixas de abelha que ficam no centro e podem ser replicadas nas comunidades.

Próximos passos e avante!

 

“ Por que não implantar um pólo universitário aqui dentro? — Dinael Cardoso, presidente da Tapajoara

O CEFA tem como missão fortalecer as comunidades da reserva com o intercâmbio de conhecimentos, experimentações, melhoria das práticas produtivas e projetos de geração de renda das comunidades. A USP, Unicamp e universidades do Pará já desenvolvem trabalhos de pesquisa na reserva.

Hoje, já são mais de 200 estudantes, indígenas e não-indígenas, que deixam a reserva para estudar na Universidade Federal do Oeste do Pará/UFOPA na cidade de Santarém. A proposta de estabelecer um pólo universitário nas instalações do CEFA é amenizar o êxodo da juventude e fortalecer as comunidades.

Também presente no evento, a reitora da UFOPA, Raimunda Monteiro, sinalizou o interesse da universidade do fortalecimento da cooperação com a criação do CEFA:

“As turmas da engenharia florestal já estiveram aqui e abriram para nós a possibilidade de pensar na cooperação entre a universidade e as organizações. Nós hoje podemos afirmar que o CEFA será discutido de uma forma mais orgânica dentro da UFOPA como um espaço para o ensino, a pesquisa e a extensão. — Raimunda Monteiro, reitora da UFOPA

A reitora também citou as ações afirmativas da universidade para aperfeiçoar a inclusão e permanência indígena, quilombola e das populações tradicionais na universidade.

Perspectivas em médio e longo prazo

“O CEFA aposta na restauração das áreas degradadas com a introdução de técnicas sustentáveis de produção” — Maurício Santamaria, ICMBio Resex Tapajós-Arapiuns

Ao promover alternativas produtivas e de geração de renda para os 23 mil moradores da reserva, o centro tem como meta nos próximos anos:

✔ Aumentar produção agroflorestal da reserva, com áreas recuperadas e roçados permanentes (evitando abertura de mais áreas de floresta);
✔ Melhorar oferta de alimentos, de renda familiar e qualidade de vida dos moradores da reserva;
✔ Alavancar cadeias produtivas com escala e empreendimentos sustentáveis.

Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns

Se hoje a Amazônia conta com 75 reservas extrativistas, o que representa menos de 3% da floresta, essa conquista dos povos da floresta pela democracia é ainda recente.

A luta para a criação dessa reserva durou muitos anos, remando contra interesses de empresários locais, madeireiros e até dos poderes municipais e estaduais.

Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns
Com interesse ecológico e social, a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns foi decretada como Unidade de Conservação na Amazônia no fim de 1998. Seu objetivo é "garantir a exploração auto-sustentável e a conservação dos recursos naturais renováveis tradicionalmente utilizados" pelos 23 mil moradores distribuídos em 74 comunidades agroextrativistas originadas em aldeias indígenas e antigas vilas de missões religiosas.
PDF do Plano de Manejo Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns
Volume 1 - Diagnóstico
Volume 2 - Planejamento
Volume 3 - Anexos
Volume 4 - Madeiras

Lista de seleção para o Programa Jovens Empreendedores do Tapajós.

6 de agosto de 2015 por Lilian Campelo

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Saiu a lista dos jovens selecionados a participarem do Programa de Desenvolvimento de Empreendedores 2015, desenvolvido pelo Saúde e Alegria com o apoio da Fundação Telefônica.

O programa contempla o projeto por nome Jovens Empreendedores do Tapajós e que vem incentivando a geração de ideais com ênfase em negócios sociais.

Este ano serão duas turmas, uma para jovens que moram nas comunidades ribeirinhas, que este ano chega a sua terceira edição, e outra direcionada aqueles que são de comunidades, mas moram na cidade de Santarém.

A aula inaugural será no dia 13 e 14 na UFOPA campus Amazônia.

Confira a lista dos selecionados

3º Turma – jovens que moram nas comunidades

01) Adria Fernandes da Silva – Muratuba

02) Carlito Batista Sousa (Pilango) – Vista Alegre

03) Cid Duan – Vila de Boim

04) Cinara Vasconcelos Melo – Parauá

05) Daiane Farias Pereira – Vila Amorim

06) Dorenilson Colares Lima – Suruacá

07) Fabricio Almeida do Carmo – Muratuba

08) Francenilda dos Santos – São Francisco

09) Janaina Vasconcelos – Parauá

10) Jean Oliveira – Pedra Branca

11) Joane Bentes de Oliveira – Suruacá

12) Kessyane Yasmin Serique Melo – Vila Amorim

13) Leonara de Sousa Costa – Vista Alegre

14) Lucas Bentes – Suruacá

15) Pedro Nunes de Sousa – Samaúma

16) Raimunda Francisca – Novo Progresso

17) Rosilene Karina Castro Pinto – Vila Amorim

18) Simara Gomes Pedroso – Vila Amorim

 

1º Turma – Jovens que são de comunidades e moram na cidade

1) Aldo Kiusi Silva e Silva

2) Andria Gama Sousa

3) Caio Vinicius de Morais Coelho

4) Edmundo Rodolfo Silva Neto

5) Gabriel Lopes Esteves

6) Ingrid Ribeiro dos Santos

7) Iris Gabriele Sousa Costa

8) Jefté Reghine Souza

9) Juliane Daniela Albarado Mota

10) Lara Carvalho Duarte

11) Lizandra Gabriela Sousa Costa

12) Marcos Vinicius dos Anjos Sousa

13) Nálio Queiroz da Silva

14) Patrick José Macedo Vieira

15) Ranilton Marcos Garcia de Aquino

16) Ronilson Sandro Cardoso dos Reis

17) Saimo Yuri Vieira Ribeiro

18) Thaís Figueira Teles

Transformando Jovens em Empreendedores de Negócios Sociais

25 de junho de 2015 por Lilian Campelo

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Alguns de tênis e boné, calça jeans e mochila. O que há dentro daquelas bolsas que eles trazem nas costas? Talvez cadernos, fone de ouvido de celular e muitos sonhos, incertezas e uma vontade enorme de apreender.

Cerca de 140 meninos e meninas entre 17 e 29 anos participaram ontem, 24, do II Beiradão de Oportunidades – Transformando Jovens em Empreendedores de Negócios Sociais. O evento temático irá até sábado, 27, e ocorre no auditório da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA.

A proposta do primeiro dia foi trabalhar com os jovens a identificação do perfil empreendedor e as oportunidades de negócios em Santarém. Muitos deles são alunos do SENAI, Instituto Federal do Pará (IFPA), campus Santarém, ou estão envolvidos em atividades do Grupo Sol e Pastoral do Menor.

Inicialmente foi feita uma palestra realizada por Fábio Brito, especialista em coach. De acordo com o Instituto Brasileiro de Coaching – IBC – a técnica tem com foco potencializar e maximizar o desempenho dos indivíduos, seja para a vida pessoal e profissional, fornecendo suporte para que uma pessoa possa mudar da maneira que deseja, para seguir na direção almejada e assim levar à mudança.

IMG_20150624_110103038Para tratar desses aspectos com os jovens, a palestra teve a apresentação de vídeos e depoimento do próprio palestrante, que narrou episódios de sua vida, uma forma de se aproximar dos jovens estabelecendo um dialogo de confiança.

Após a palestra iniciou-se outra atividade em forma de jogo de tabuleiro. Eram feitas perguntas, e ao passo que os jovens respondiam avançava-se uma casa. As questões tratavam de situações do dia a dia de um empreendedor. A proposta do jogo era identificar esse perfil no jovem, ideia essa que Lara Duarte, 17 anos achou interessante. “Eu gostei da proposta, é uma forma bem dinâmica de conhecer mais sobre esse perfil”.

O Beiradão de Oportunidades é uma iniciativa do Projeto Saúde & Alegria com apoio da Fundação Telefônica Brasil.