Indígenas recebem capacitação para monitorar qualidade da água com microscópio

17 de janeiro de 2019 por Samela Bonfim

Moradores da comunidade Aracampina no rio Amazonas e aldeia Solimões no rio Tapajós já monitoram o processo migratório de peixes na região. Agora estão recebendo capacitações para analisar a qualidade da água em pontos estratégicos

Entusiasmados, os jovens integrantes do Programa Ciência Cidadã na região oeste do Pará conheceram esta semana um novo instrumento de pesquisa: o microscópio de papel ultraacessível.

Portátil, durável e com qualidade ótica semelhante aos microscópios convencionais (ampliação de resolução de 140X e 2mícrons), o Foldscope possibilita aos estudantes o acesso à ciência, e incentiva a exploração científica, nesse caso à populações tradicionais da Amazônia.

Os jovens cientistas desenvolvem desde o ano passado, pesquisas com o uso de tecnologias. O aplicativo Ictio – desenvolvido para o monitoramento do processo migratório de peixe foi a primeira tecnologia usada por eles: “pra mim tem sido muito importante participar desse projeto. Conheci várias espécies de peixes que eu não conhecia” – destacou o estudante Gilvan Coelho, morador da comunidade Aracampina.

“Não é difícil. Eu aprendi bastante o que eu não sabia. E a gente está aprendendo a manusear uma nova tecnologia” – explicou Mariane franco da aldeia Solimões sobre o contato com o microscópio que analisa dentre outros microrganismos, a qualidade da água.

No encontro realizado nos dias 15 e 16 de janeiro, os professores responsáveis pelo projeto nas comunidades receberam o Kit Individual que Inclui ferramentas para coleta de amostras, preparação de slides e técnicas avançadas de microscopia, além do Kit de sala de aula ideal para educadores e projetos que procuram atender a grupos de exploradores.

“Uma inovação, principalmente nas comunidades ribeirinhas. É um equipamento diferente, de baixo custo que a comunidade pode medir índices que podem ser suspeitos à saúde dentro da sua própria comunidade” disse o gestor de tecnologia do Projeto Saúde e Alegria, Arivan Vinente.

A intenção é que amostras de água de rios e lagos sejam coletadas, principalmente nas áreas de pesca. Com isso, os moradores terão acesso a informação sobre a qualidade do liquido e dos ambientes onde vivem espécies especificas consumidas na região.

“Pela primeira vez estamos tendo acesso a uma ferramenta de inclusão cientifica. Acredito que na nossa região, somos privilegiados por sermos os primeiros a usar a ferramenta cientifica avançada”, afirmou o biólogo da Sapopema Fábio Sarmento.

Com capacitações, os estudantes das regiões indígenas e ribeirinhas estarão cada vez mais preparados para disseminar o conhecimento sobre ciência prática aos demais moradores. “Depois de sete meses de uso do aplicativo os jovens que participam diretamente têm hoje uma maior facilidade, porque aprenderam muito. Estão aprendendo as atualizações do programa  que acabam dialogando com os problemas da comunidade” – reforçou a professora da Ufopa, Socorro Pena. 

“Esses jovens ribeirinhos tem a possibilidade de ter o microscópio com uma função além do necessário da comunidade. Eles vão ser o diferencial. Com a inserção dessa nova tecnologia o professor vai ter o processo prático. Antes o professor tinha apenas o livro” – ressalta a arteeducadora do Projeto Saúde e Alegria, Elis lucien.

Projeto Ciência Cidadã Para Amazônia

Gerido pelo Wildlife Conservation Society (WCS) o projeto se propõe a apresentar solução para construir uma rede de organizações e pessoas que gerem informações sobre peixes e águas na escala da bacia, utilizando abordagem participativa e tecnologias inovadoras de baixo custo.

No Pará, as únicas comunidades integrantes da pesquisa são Aracampina e Solimões através da parceria entre Sapopema, Saúde e Alegria e WCS.

Uma das tecnologias utilizadas para o levantamento das informações é o aplicativo Ictio que permite monitorar a captura de peixes e ajudar a compreender os padrões de migração das espécies.

A comunidade cientifica poderá usar a informação gerada para expandir o conhecimento existente sobre a ecologia dos peixes e dos sistemas aquáticos da Amazônia para ações de conservação, por meio da incidência em políticas públicas.

| Ascom Saúde e Alegria

Novos empreendedores intensificam negociações após Beiradão de Oportunidades

9 de janeiro de 2019 por Samela Bonfim

Cinco selecionados estão na fase de execução dos empreendimentos nas comunidades de origem. Em novo encontro, receberão assistência para dar continuidade aos projetos com o uso consciente do investimento do capital recebido como premiação

Ian Sousa Tavares da Aldeia Camará na região do Rio Arapiuns veio a Santarém para entregar mais uma remessa de encomenda. O jovem, um dos finalistas do Beiradão de Oportunidades destacou alegria em ver o negócio crescendo e gerando lucro: “Estamos já com encomendas e conseguimos já fazer algumas vendas. Pra mim está sendo um salto do projeto, porque já conseguimos bons resultados, gerar lucro. Nosso objetivo principal é gerar renda para nossa aldeia. E está sendo maravilhoso. Logo de início a gente não sabia como andar, como começar.” – explica.

Ele é um dos cinco selecionados no Festival de Empreendedorismo – Pitch. Produção de hortaliças, artesanato indígena, instrumento de colheita de mandioca, produção de ovos caipiras e escola de mandioca foram empreendimentos escolhidos dentre doze apresentados na última fase do Beiradão.

A nova etapa é de incubação quando os jovens recebem o suporte assistencial para o impulsionamento das vendas. A educadora do projeto juventude floresta ativa – Luana Silva destacou a preparação para a assessoria: “Vamos estar com eles e a disposição deles. É um grande encontro. Nós entramos como parceiros porque eles já deram o ponta pé no negócio e estão tendo a renda deles, firmar parceria e dar os retoques necessários”.

Para a equipe organizadora ver as atividades gerando frutos é satisfatório, explica o coordenador de Empreendedorismo Juvenil Projeto Saúde & Alegria, Paulo Lima: “Nós do Projeto Saúde & Alegria, com a ajuda de muitos parceiros, conduzimos esses seres inquietos e divertidos até aqui. Agora é hora de ver para onde eles vão e como seguirão seus futuros”.

Projetos premiados

Hortagro – Verduras saudáveis

Idealizado pela jovem Louriely Castro, a proposta do empreendimento que ganhou a primeira colocação no ranking é oferecer produtos naturais. A empresa HORTAGRO entrega verduras e hortaliças frescas, organicamente cultivadas sem uso de agrotóxico.

Arnaí – Artesanato natural indígena

O trio Alex Júnior Tavares, Ian Tavares e Eliandra Ferreira conquistou o segundo lugar no Picht com a intenção de comercializar artesanatos com traços indígenas para fins de decoração. O empreendimento produz, divulga e vende miniaturas de canoas, botes, remos entre outros produtos da etnia Arapiun resgatando e valorizando sua cultura, gerando renda para os artesãos da comunidade.

Mani – Escola da Mandioca

Decididos a inovar o cultivo da mandioca José Diego Miranda, Varley Cardoso e Varlison Cardoso criaram uma escola para mudar a realidade de muito trabalho, pouca produção e baixa valorização do mercado vivenciada pela maioria dos agricultores produtores da farinha de mandioca na Amazônia. A MANI propõe ensinar técnicas sustentáveis para o aumento na produção da maniva na etapa de plantio e colheita no roçado, com cursos, palestras e orientações ao produtor.

Caiporó – Galinhas e ovos

Devido a escassez de ovos caipira em muitas comunidades ribeirinhas Delton Miranda, José Solano Guimarães e Silvia Cardoso apostaram na aquisição de galinha poedeiras para venda de galinhas e ovos.

Volomaq – Colheira de mandioca

Daiana de Sousa e Ádria Tapajós criaram um negócio para facilitar a vida dos produtores de mandioca que sofrem com o esforço repetitivo na colheita da mandioca. A VELOMAQ é uma máquina para facilitar e agilizar a extração. Adaptável à altura do agricultor, possibilita  conforto, maior produtividade e melhora a renda.

Realização

O Beiradão de Oportunidades é um programa de formação de jovens para o empreendedorismo, que faz parte das estratégias do Saúde e Alegria com o Projeto Rede Juventude Floresta Ativa, que conta com o apoio da Cáritas Suíça. Tem por objetivo contribuir para uma melhoria das condições de vida e para um desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens de comunidades da Amazônia.

 

Oficina de capacitação para jornalistas reúne radialistas para discutir primeira infância nas ondas do rádio

19 de dezembro de 2018 por Samela Bonfim

Representando o Projeto Saúde e Alegria, o Chefe de produção do Programa Rede Mocoronga – Luan Rodrigues participou do evento realizado em Brasília.

Como os jornalistas atuam na comunicação quando o assunto é o marco legal da primeira infância? Com este questionamento a Andi – Comunicação e Direitos, secretaria executiva da Rede Nacional Primeira Infância – RNPI – promoveu o encontro que reuniu a participação de locutores e jornalistas de todo o país para refletir sobre a condução da prática profissional no dia a dia.

A oficina de capacitação para jornalistas e radialistas destacou o marco legal promulgado no dia 8 de março de 2016 que estabelece prioridade no desenvolvimento de programas e formulação políticas publicas a crianças de 0 a 6 anos de idade. O Brasil foi o primeiro pais na America latina a reconhecer a importância de valorizar a primeira fase da vida.

Rodrigues responsável pela produção do Programa de rádio Rede Mocoronga do Projeto Saúde e Alegria destacou a importância das oficinas: “Evento bastante produtivo. Fui convidado por ser cria do Rádio Pela Educação e ao mesmo tempo por estar atuando no PSA desde criança. Pra mim foi um momento de dividir aprendizado e que eu levo para o radio” – finaliza.

Carta de Repúdio do Projeto Saúde e Alegria

17 de dezembro de 2018 por Paulo Lima

Lago do Maicá | Foto: Nilson Vieira

 

À DECISÃO DOS VEREADORES PELO PORTO NO MAICÁ, um santuário ecológico, berçário natural de diversas espécies da fauna aquática e aves, polo de visitação turística e fonte de renda para mais de 1,5 mil famílias (VAZ, 2016) .

Ao voltar a autoriza-lo, a Câmara passou por cima da Plenária final de Revisão do Plano Diretor Participativo, que reprovou a ideia depois de meses de intensos debates entre os mais diversos setores da sociedade — empresariais, acadêmicos, entes públicos e organizações sociais.

A questão nem é ser contra novas zonas portuárias. Só que ao forçar a barra pra que seja no Maicá, a judicialização será inevitável, uma região que envolve áreas de proteção ambiental e terras quilombolas. E por aí Santarém não terá um porto tão cedo – isso numa cidade já traumatizada com o imbróglio do Loteamento Buriti.

Com apenas o terminal da Cargill na orla principal, é compreensível que os sojicultores pressionem por mais um porto pra que deixem de ser reféns de uma única empresa – há ainda o aumento da demanda, o asfaltamento da BR 163… Foi sob esse entendimento que o Plano revisado de 2017 encaminhou o mapa do caminho para uma nova área portuária. Seria definida num prazo de até 12 meses após estudo elaborado por grupo técnico multidisciplinar, formado por membros da sociedade civil e do poder público.

Se a Prefeitura tivesse sido mais ágil, se antecipado e instalado o Grupo, quem sabe já teríamos uma solução acordada e definitiva. Se alguns dizem Curuá-Una, outros Ituqui, o desafio está em buscar as alternativas menos impactantes e mais inteligentes, no sentido de se implementar a infraestrutura necessária de forma planejada, para que não tenha que depois ser refeito num caminho sem volta.

Sendo de preferência numa região periférica, seguiria a tendência mundial de deslocar as zonas portuárias para fora dos centros urbanos, evitando o caos, a violência, o transito… Nada mal que se aproveitasse a deixa e pensasse em incentivos pra mudar também o Terminal da Cargill para lá, revitalizando a área ocupada pelo porto atual, transformando-a em espaço público nobre para usufruto de todos santarenos, a exemplo do que vem acontecendo em outras cidades.

Já que no Tapajós o tal “progresso” demora mais para chegar, que se comece pelo futuro, pelo que se tem de melhor, mais updated, pelos acertos, e não pela repetição dos erros passados lá fora.

O que está em jogo não é o desenvolvimento, mas qual caminho seguir, se para muitos ou para poucos, se pra frente ou pra trás, se para passar ou para sempre…

17 de dezembro de 2018

PROJETO SAUDE E ALEGRIA

Cinco projetos do Beiradão de oportunidades são premiados em encerramento do programa

15 de dezembro de 2018 por Samela Bonfim

Produção de hortaliças, artesanato indígena, instrumento de colheita de mandioca, produção de ovos caipiras e escola de mandioca são empreendimentos selecionados dentre doze apresentados na última fase do Beiradão.

Jovens de comunidades ribeirinhas e indígenas fizeram a transição de fase nesta manhã de sábado. Ao apresentar o projeto eles oficializam a abertura de um empreendimento na própria comunidade e dão mais um passo rumo ao negócio inovador. “Essa juventude é muito criativa, e naquele momento da vida em que a gente está com muitas dúvidas sobre o futuro, é o momento apropriado para pensar os problemas que temos na nossa região na relação entre campo e mercado, e, pensar soluções de uma forma muito livre e criativa. Esses que serão os novos líderes das relações entre a produção do campo, da Resex e Flona” – ressalta o coordenador do programa de empreendedorismo do PSA – Paulo Lima.

O evento que marca o fim de uma capacitação intensa é também um momento de incentivar a continuidade pela busca de conhecimento. “conclusão de seis meses de muito esforço e muito trabalho. Alguns deles enfrentaram onze horas para chegar aqui de barco para apreender sobre criação de startups, logo, marca, modelo de negócio. A criação dos projetos é um incentivo da permanência deles na comunidade com geração de renda familiar” – explicou a- educadora do projeto juventude floresta ativa – Luana Silva.

Projetos selecionados

A 10ª turma do curso resultou na criação de 12 projetos de empreendimentos nas regiões de origem, onde se destacaram negócios inovadores nas áreas da meliponicultura, artesanato e agricultura. Os cinco melhores avaliados receberão apoio financeiro e assessoria para dar continuidade aos seus negócios. Foram selecionados: 

1º lugar: Hortagro – Verduras saudáveis.

2º lugar: Arnai – Artesanato Natural Indígena

3º lugar: Mani – Escola da mandioca

4º lugar: Caipiró – Galinhas e ovos

5º lugar: Velomaq- Colheita de mandioca

Para Ian Tavares empreendedor da Aldeia Camará a oportunidade marcou uma importante fase na consolidação da

valorização da cultura e de um espaço de geração de renda: “a gente projetou uma empresa de fabricação e venda de produtos artesanais indígenas. A intenção é disseminar a cultura dos povos tradicionais e gerar renda” – comentou o jovem que vai reunir toda a produção dos artesãos indígenas locais e vender na internet.

Daiana Pereira de São Pedro na região do Rio Arapiuns desenvolveu um instrumento de colheita de mandioca: “Ela é feita de madeira e assim vai ajudar o agricultor a extrair a mandioca sem ter problema na coluna. Eu sou uma colhedora e eu sofro com esse problema e não só eu como todos sofrem e eu fiz isso para minha comunidade e quem sabe expandir isso para o mundo” – encerra.

 

Damo Day em Belém reunirá projetos de empreendedorismo sustentável

13 de dezembro de 2018 por Samela Bonfim

Apresentações do “Amazônia Up” serão realizadas no auditório do Jornal O Liberal nesta sexta (14) e contemplam Ideias empreendedoras para o desenvolvimento sustentável da Amazônia

O objetivo do evento é destacar iniciativas inovadoras com foco à floresta e biodiversidade. Entre as cadeias produtivas prioritárias destacam-se: Açai, Cacau, Turismo, Gastronomia, Biotecnologia, Pesca, Sistemas Agroflorestais,Produtos florestais não-madeireiros, Sócio-biodiversidade, Pecuária Verde, Agricultura Sustentável e Economia Criativa. 

O programa se propõe a atingir estudantes e concluintes de escola técnica/ensino médio, universitários, graduados e integrantes das comunidades abrangidas pela atuação da Rede Jirau de Agroecologia.

Durante o Demo Day (Dia de Apresentações) os modelos de negócio e seus protótipos serão apresentados para um público representativo do ecossistema de negócios sustentáveis da Amazônia em um evento dinâmico e participativo. Ao final do evento, serão escolhidos até 4 ideias/negócios de destaque para serem premiados com mentorias e recursos para desenvolver suas idéias.

Para a realização do evento, a comissão organizadora conta com a parceria de instituições, como o Projeto Saúde e Alegria, representado no Demo Day pelo coordenador do programa de empreendedorismo do PSA – Paulo Lima.

Serviço

Onde? Auditório do Jornal O Liberal, em Belém (Av. Rômulo Maiorana 2473, atrás do Bosque Rodrigues Alves)

Quando?  13 de dezembro – sexta feira

Pesca predatória e mineração são temas discutidos no terceiro Ciclo coletivo do Engaja Mundo

13 de dezembro de 2018 por Samela Bonfim

A partir deste terceiro encontro, os jovens estarão preparados para os próximos cinco ciclos que marcam as ações dos ativistas por uma sociedade mais justa e igualitária

Mais uma jornada inicia nesta sexta feira (14) para as lideranças comunitárias jovens que discutirão por três dias na Escola da Floresta – em Alter do Chão – a importância de uma comunicação adequada na luta pelos próprios direitos.

Nesta etapa 29 jovens Indígenas moradores de aldeias localizadas no Açaizal , Itaquara, São Francisco e Maró vão repensar as ações que serão implementadas para buscar melhorias da pesca predatória , resíduos sólidos, madeireiras e mineração.

O público participante é diretamente impactado por problemas ocasionados por grandes obras, extração de minério e madeira, além do agronegócio. Para o integrante da coordenação do Ciclo de Formação, Walter Oliveira o momento é de reorganizar as ações que buscam apresentar soluções: “e decidir como as  lideranças da comunidade buscarão melhorias sobre essas questões” – explica.

A formação é uma parceria do Projeto Saúde e Alegria com a organização de liderança jovem Engajamundo, sem fins lucrativos que promove formações, mobilização e ações de ativismo, com foco ao empoderamento da juventude para reivindicar melhorias em diversas esferas de poder.

Serviço

Quando? Dias 14, 15 e 16 de dezembro – de sexta a domingo

Onde? Escola da Floresta, rodovia Everaldo Martins – Alter do Chão em Santarém

Lucratividade na comunidade: jovens empreendedores apresentam modelo de negócios neste sábado (15)

13 de dezembro de 2018 por Samela Bonfim

Durante o encerramento das atividades do Beiradão de Oportunidades do Projeto Saúde e alegria vinte e quatro jovens apresentarão 12 projetos de empreendimentos nas regiões de origem. Se destacam negócios inovadores nas áreas da meliponicultura, artesanato e agricultura

Para os jovens moradores de comunidades ribeirinhas localizadas geograficamente distantes dos grandes centros urbanos, o momento é de alegria e ansiedade. Neste próximo sábado eles apresentarão à comunidade o fruto de meses de dedicação à elaboração do negócio.

O encontro encerra as capacitações em empreendedorismo com jovens ribeirinhos na Amazônia e propõe iniciativas criativas e empreendedoras a partir dos potenciais da própria região. “Eles construíram um modelo de negócio na comunidade deles, baseado na cultura, nos costumes do lugar. E agora eles vem mostrar o negócio completo aqui. Os cinco melhores avaliados vão receber um apoio financeiro e também de assessoria para dar continuidade aos seus negócios. É o que a gente chama de incubação. A partir de agora todos são empreendedores, donos dos seus negócios.” – explicou a Educadora do Projeto Juventude Floresta Ativa, Luana Silva.

Serão expostos projetos de meliponicultura, colheita de macaxeira, fabricação de roupas de crochê, pimenta do reino, artesanato. Na comunidade São Pedro região do Rio Arapiuns as jovens Daiana Pereira e Adria dos Santos, decidiram criar um instrumento que facilite a colheita dos moradores e gere renda. “Vamos fazer uma maquina, a Velomaq que vai ser instrumento para facilitar a vida do agricultor. Essa maquina vai extrair mais rápido a mandioca do que manualmente” – contou Daiana.

Em Maripá no Rio Tapajós o mais novo empreendimento é um restaurante montando por um trio: Jessica Cardoso, Tiago Assunção e Fernanda Lima. Eles resolveram inaugurar o Restaurante Peixe e Cia  a primeira experiência com a venda de comidas dos empreendedores: “Vendemos pra comunidade, carne e frango, assado de panela e verduras no cardápio. Para os turistas, pratos bem regionais, com os produtos de tempo como farofa de caju com Curuá” – relatou Jéssica.

Beiradão

É um processo de formação de jovens empreendedores que engloba conceitos de negócios sociais e tecnologias, auxiliando os jovens na geração de ideias inovadoras que surgem para solucionar problemas que estão inseridos em algum contexto social.

“Esta é a 10ª turma do curso, sendo que vários pequenos negócios já foram montados e estão em funcionamento nas comunidades, abrindo novas perspectivas de renda para o jovem do campo que não tem muitas oportunidades de emprego”, explica Paulo Lima, coordenador do programa de empreendedorismo do PSA.

O curso faz parte de uma estratégia maior do Saúde e Alegria, que visa contribuir para uma melhoria das condições de vida e para um desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens de comunidades da Amazônia. “Isso inclui além de estratégias de mobilização social, a criação de oportunidades de trabalho e renda para que os jovens das comunidades possam ter a oportunidade de fazer escolhas, sair ou ficar da comunidade, mas com clareza para construir seus projetos de vida plenamente”, conclui Fábio Pena, da coordenação de educação do PSA.

O projeto organizado pelo Projeto Saúde & Alegria (PSA) conta atualmente com o apoio da Fundação Cáritas Suíça e colaboração da Fundação Konrad Adenauer.

Serviço

Quando? Sábado (15) de dezembro, às 08h00

Local? Auditório do IESPES, localizado na Rua Coaracy Nunes, 3315 – Caranazal

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Aviso de Errata nº 01 da Chamada Pública n° 01/2018

10 de dezembro de 2018 por Paulo Lima
O Centro de Estudos Avançados de Promoção Social e Ambiental torna pública a ERRATA Nº 01 DO EDITAL DE CHAMADA PÚBLICA n° 01/2018 para a seleção e contratação de entidades privadas sem fins lucrativos, credenciadas pelo MDS, para a implantação de tecnologias sociais de acesso à água, no âmbito do Programa Cisternas, observadas as disposições legais do edital.

Baixe aqui: http://bit.ly/2EaIQvn

A errata da chamada encontra-se disponível também no SICONV.

Davide Pompermaier

Acesso a Água / Saneamento / Energias Renováveis

Turismo de Base Comunitária / Artesanato da Floresta

Centro de Estudos Avançados de Promoção Social e Ambiental
PROJETO SAÚDE & ALEGRIA – Santarém, Pará, Amazônia

Natal antecipado na floresta tem circo e árvore de tarrafa

8 de dezembro de 2018 por Samela Bonfim

Crianças, jovens e adultos participaram um natal mágico adaptado à realidade dos moradores das comunidades do entorno Centro Experimental Floresta Ativa

A proposta do natal do Projeto Saúde e Alegria foi levar o circo para a comunidade e disseminar o bem através da diversão. “Foi cheio de magia” – disse a educadora e comunicadora Elis Lucien. 

O tradicional vermelho e branco do período natalino ganhou novas cores e os símbolos, novos formatos. A árvore de natal foi feita com uma tarrafa de pesca (rede usada na pescaria pelos moradores das comunidades tradicionais). Ela ganhou enfeites coloridos, fotos e pedidos. “Eu posso desejar coisas boas em qualquer momento, então as crianças desejaram o que querem para vida, para as pessoas, para o pai, mãe e amarraram os desejos na árvore de tarrafa. Dentro dela tinha o menino Jesus na manjedoura de palha” – contou Lucien.

A magia do circo, do colorido, do divertido, do mundo encantado da criança fez do natal um momento único para as crianças das comunidades Arapiranga, Pedra Branca, Anumã, Carão e Aldeia Solimões localizadas na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns.

No evento, além das brincadeiras, promoção à saúde e distribuição de brinquedos a todos os participantes, a coordenação desenvolveu um painel gigante onde os moradores marcaram as mãos pintadas de tinta a simbologia de ligar um natal ao outro, com a realização dos pedidos feitos ao Papai Noel na arvore de natal. A intenção é mandar boas vibrações para que no próximo período natalino, tenham seus desejos atendidos.

O natal para crianças da Amazônia é uma iniciativa que reúne as ações de todos os colaboradores do projeto Saúde e Alegria e parceiros que contribuem com doações de brinquedos, alimentos e transporte. Durante todo o ano atividades são desenvolvidas no Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA) para melhorar as condições de vida das populações tradicionais.