Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Belterra comemora 22 anos de existência

16 de novembro de 2018 por Samela Bonfim
Atuação da entidade em prol da defesa dos direitos dos associados foi celebrada em assembléia neste dia 15 de novembro, quando o Sindicato completa mais um ano de atividade
 
Entidades parceiras participaram da assembléia realizada no barracão do STTR em Belterra. Representando o Projeto Saúde e Alegria, o Coordenador do Programa de Saneamento Comunitário do PSA Carlos Dombroski compôs a mesa dos ex-presidentes do sindicato. Dombroski foi o primeiro presidente quando o Sindicato foi criado em 1996. 

 
Dombroski destacou que hoje é a instituição é a maior organização do município: “90% dos trabalhadores do município atuam na agricultura. Na assembléia fizemos o resgate de como foi esse período de luta para as comunidades e para as delegacias sindicais das três regiões; região da Bota – Belterra, BR 163 e Região da Flona do Tapajós. O sindicato hoje é a ferramenta principal para que os trabalhadores rurais busquem seus benefícios, apoio para melhorar a agricultura, e defender seus direitos na defesa da terra, abertura dos ramais e saúde” – conclui. 
 
Parabenizamos o STTR Belterra!
 
#Organização #Comunidades #Belterra #Agricultura #Familiar

Pesquisa identificará perfil dos jovens ribeirinhos

14 de novembro de 2018 por Samela Bonfim

Atividade em campo está sendo realizada nesta quarta (14) através da aplicação de questionário na comunidade Pedra Branca. Objetivo é ampliar o conhecimento sobre os principais problemas e perspectivas do jovem ribeirinho. O estudo pretende lançar um olhar científico sobre a realidade com foco à contribuição de políticas públicas.

Como é ser jovem e adolescente em comunidades ribeirinhas? Esse é um dos questionamentos da pesquisa que indicará respostas sob a ótica dos próprios moradores que contemplam a faixa etária juvenil. Além desse questionário, a família dos entrevistados também responderá a questões sociais.

A pesquisa busca aprimorar o trabalho do Projeto Saúde e Alegria perante as comunidades, destaca o coordenador de comunicação do PSA, Fábio Pena: “estamos necessitando desenvolver uma pesquisa participativa para levantar dados mais atualizados da realidade e contexto de como é a vida de adolescentes e jovens nas comunidades”.

A pesquisa busca: produzir, sistematizar e analisar os dados qualitativos e quantitativos que permitam traçar um perfil do jovem morador da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, denotando as condições sociais e perspectivas de vida desses indivíduos entre 15 e 24 anos de idade. Como metodologia da pesquisa teremos basicamente três instrumentos: i) aplicação de um questionário com as famílias coletando dados socioeconômicos; ii) aplicação de um questionário para o adolescente e o jovem; iii) dinâmicas e oficinas participativas para avaliar a percepção dos jovens sobre alguns temas. A pesquisa será útil para todos que atuam nas comunidades e tenham interesse em garantir políticas públicas mais adequadas para os adolescentes e jovens.

Sobre o Projeto

O Projeto Saúde e Alegria atuando nas comunidades da Resex Tapajós-Arapiuns e Flona Tapajós tem entre seus programas, ações que visam contribuir com a melhoria das condições de vida e o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens. O PSA atua mobilizando as comunidades em torno dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes, formando grupos e coletivos de jovens ativos, que tenham forte presença nos processos de desenvolvimento de seus territórios, para que possuam melhores oportunidades de formação para a construção de seus projetos de vida e sua inclusão social e econômica. São parte dessas ações, os Festivais Teia Cabocla, os editais para apoio a pequenos projetos juvenis, e os cursos para a formação em empreendedorismo.

| Por Ascom Saúde e Alegria

Produção de mel, mudas florestais, óleos, sementes e ecoturismo são apostas da Flona e Resex para 2019

12 de novembro de 2018 por Samela Bonfim

‘Seminário Floresta Ativa Tapajós’ realizado no dia 19 de novembro na comunidade Anumã reunirá representantes dos principais pólos para promover balanço das atividades e discutir perspectiva para o próximo ano

Incentivar a cadeia produtiva sustentável e promover geração de renda por meio do manejo de óleos e sementes, mel, mudas florestais e ecoturismo comunitário são propostas do Projeto Saúde e Alegria com o apoio do Fundo Amazônia na região. Investir no processamento da cadeia produtiva do mel, construção de infraestrutura adequada é uma demanda do negócio para organizar e otimizar as iniciativas comunitárias.

Os projetos já são realizados nas comunidades que precisam consolidar cada vez mais estratégias para aumentar a renda familiar de maneira organizada e sustentável. “Um dos grandes desafios da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns e da Floresta Nacional do Tapajós é a geração de renda para as comunidades. Elas tem um grande potencial de recursos naturais que são pouco aproveitados para gerar uma nova economia em bases sustentáveis” – Explicou o coordenador de comunicação do PSA, Fábio Pena.

Os resultados dos trabalhos já desenvolvidos com o apoio de diversos parceiros institucionais do Saúde e Alegria, como a Fundação Konrad Adenauer, Funbio, Avina, Mott Foudation, Caritas Suiça, serão analisados durante o Seminário, que também lançará o Fórum de Gestão Participativa do projeto, que reunirá representações das comunidades, federação da Flona, movimentos indígenas, ONG’s e outros movimentos ligados aos temas do projeto. 

Com a perspectiva de construir novas formas de proteger o território e promover renda, os moradores dessas regiões vivem a expectativa de fortalecer a cadeia produtiva das mudas florestais com foco ao replantio, a partir da instalação de viveiros de espécies nativas da região. Outro forte potencial se concentra na produção de óleos e sementes para suprir a alta demanda da indústria cosmética. Atualmente, o mel que também tem grande potencial na região, necessita de uma maior organização para ter fluxo de mercado adequado.

Alvo de igual atenção é o turismo. Atrair atenção de visitantes às belezas da região continua sendo uma importante área de atuação para os comunitários.  “- O ecoturismo de base comunitária é uma coisa que a gente vem apoiando há algum tempo, mas que tem um grande potencial pra crescer na comunidade” – destaca Pena.

SERVIÇO

 

Quando? Segunda – 19/11

Onde? Comunidade Anumã

Populações tradicionais comemoram 20 anos do decreto de criação da Reserva Extrativista (RESEX) Tapajós-Arapiuns

7 de novembro de 2018 por Samela Bonfim

Trajetória é marcada por grandes conquistas e desafios pela defesa do território, conservação do ecossistema e desenvolvimento sustentável

O Diploma legal de criação foi decretado em 06 de novembro de 1998 que definiu uma área de 647.610 hectares como pertencente a Reserva Extrativista (RESEX) Tapajós-Arapiuns. Atualmente formada por 4.168 famílias, 13 mil habitantes a região é composta por 75 comunidades das quais 26 são aldeias indígenas. É uma das RESEXs mais populosas do país.

A Resex foi a primeira unidade de conservação extrativista criada no Estado do Pará e é motivo de orgulho para os moradores que atuam na defesa do território. O presidente da Organização das Associações e Moradores da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns – Tapajoara, Dinael Cardoso, destacou a importância da comemoração das duas décadas: – “Foi uma luta bem grande dos moradores da Resex… E aqui agradecemos a todas as instituições que trabalham conosco”. 

Cardoso enfatizou a necessidade de agradecer as instituições parceiras que contribuíram para a criação da reserva e a elaboração de projetos que contribuem com a evolução das comunidades: “Dentro da unidade nós conquistamos várias coisas. Somos referência em projetos sustentáveis. São 20 anos voltados para o desenvolvimento econômico e social dos moradores da Resex” – comemora.

Desafios

O primeiro desafio das comunidades foi vencido após a conquista do território que vinha sendo ocupado por processos de exploração predatória da madeira e minérios, sem o consentimento das comunidades que viviam e manejavam historicamente o território, e sem que os benefícios das atividades econômicas chegassem para os moradores.

Após a demarcação da área, as comunidades passaram a ter amparo legal para nela, viver e produzir, respeitando seu modo de vida tradicional, mas também podendo manejar os recursos naturais de forma sustentável. E é neste quesito que está um dos maiores desafios, pois são muitos os recursos naturais disponíveis, mas ainda são poucas as alternativas de geração de renda e acesso à serviços básicos, por isso a população necessita de muitas melhorias para continuar a reprodução de sua cultura com melhor qualidade de vida.

Estudos para o manejo florestal madeireiro comunitário, previstos no Plano de Manejo da Unidade estão em andamento, mas ainda não se chegou aum consenso entre os moradores, que precisam de muitas discussões e organização. Outras iniciativas, como por exemplo as incentivadas Projeto Saúde e Alegria, já vem sendo realizados na Resex promovendo atividades econômicas sustentáveis  como o ecoturismo de base comunitária, a cadeia produtiva das mudas e sementes florestais e a meliponicultura.  

Entre outros desafios está o acesso à energia elétrica. Os moradores lutam pela chegada da energia através do Programa Luz Para Todos do Governo Federal. O acesso à energia é essencial para os moradores melhorarem sua qualidade de vida, bem como para que possam desenvolver atividades econômicas. Outra necessidade é quanto a resposta da publicação no Diário Oficial da União do Acordo de Pesca que regulamenta a pesca na região da Flona e Resex.

Sobre a reserva

Localizada nos Municípios de Santarém e Aveiro, ao oeste do Estado do Pará 34% dos 647.610 hectares de sua área, estão localizados no município de Aveiro/PA e 66% (453.327 ha), no município de Santarém/PA. A RESEX tem seus limites marcados pelos rios Arapiuns, Maró e Mentai; pelas glebas Mamuru e Nova Olinda e pelo Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande. Já o limite Leste é dado pelo rio Tapajós. O nome da Unidade de Conservação se deve a sua localização entre os rios Tapajós e Arapiuns. Na parte Norte da RESEX, esses dois rios se encontram na frente da cidade de Santarém. O acesso à reserva é realizado por via fluvial. Saindo da cidade de Santarém pelo rio Tapajós, o trajeto é de cerca de duas horas de lancha até a comunidade mais próxima (52 Km), a Vila Franca. Partindo da cidade de Itaituba, também pelo rio Tapajós, são cerca de quatro horas de lancha até a comunidade mais próxima, no extremo Sul da RESEX, a comunidade de Escrivão, a 112 Km.

Inserida na grande bacia amazônica contém 13 bacias principais, totalizando uma área de 6.760,6 km², e com 4.231 km de drenagem. Com o avanço do uso do solo, principalmente nas margens de rios e igarapés, algumas bacias da RESEX estão sofrendo mais interferência. Isso pode acarretar impactos nos corpos hídricos, tais como assoreamento e eutrofização (mudanças na qualidade da água). Até o ano de 2012, 513,61 km² da RESEX estavam antropizados (transformação que exerce o ser humano sobre o meio ambiente). Os principais rios da RESEX são os rios Tapajós, que banha toda porção Leste da Unidade, e o rio Arapiuns que perfaz a porção Norte da RESEX. Além desses, podemos citar: rio Maró, que limita a parte Noroeste da UC; rio Aruã, da bacia do rio Arapiuns, localizado no entorno da RESEX; rio Inambú; rio São Pedro; igarapés Amorim, Mentai e Nambu que também são importantes cursos d’água para navegação, fundamentais para deslocamento e acesso às comunidades. A região do rio Tapajós apresenta vários lagos, alguns acessíveis para embarcação apenas no período da cheia dos rios, de janeiro a agosto, outros acessíveis durante todo o ano. Os principais lagos na região são: Capixauã, Amorim, Uquena e Muratuba.

Aprofunde o conhecimento

Para detalhes e curiosidades sobre a trajetória dos moradores da Resex acesso ao almanaque da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns

 

Encontro de Acolhimento, Cura e Empoderamento das Mulheres Indígenas do Baixo Tapajós marca Caravana das Encantadas

5 de novembro de 2018 por Samela Bonfim

Evento realizado nos dias 02, 03 e 04 contou com vasta programação que destacou direitos da Mulher, Direitos Indígenas, combate a violência e realização de oficinas

Organizado pelas Suraras do Tapajós, o encontro promovido em três dias reuniu jovens e mulheres indígenas da região do Tapajós/Arapiuns. O grupo é um coletivo de mulheres indígenas, sem fins lucrativos, que atua no Baixo Tapajós com a missão de combater a violência e racismo, e no empoderamento econômico e político de mulheres indígenas desse território.

Uma das reuniões definiu o conteúdo da Campanha de combate às violências contra a mulher indígena e definição da Estratégia de Adesão a Campanha 21 dias de ativismo: pelo fim da violência contra mulheres.

Dinâmicas criativas auxiliaram na condução das temáticas idealizadas para promover o conhecimento da representatividade das instituições jurídicas.

Além dos seminários, integrantes das discussões participaram de pinturas corporais, Oficinas de biojóias, de arco e flecha, cerâmicas, grafismo em cuias, confecção de instrumentos musicais
Oficina de garrafadas e banho de ervas (medicinais), Economia solidaria e criativa e Empreendedorismo Social.

O Encontro de Acolhimento, Cura e Empoderamento das Mulheres Indígenas do Baixo Tapajós é realizado com o apoio do Fundo Elas: Fale sem medo – Instituto Avon; Engajamundo; KAS – Fundação Konrad Adenauer.

Seminário de Sementes destaca potencial econômico para povos tradicionais

29 de outubro de 2018 por Samela Bonfim

Objetivo do evento é Identificar as principais possibilidades de utilização das sementes nas comunidades da Flona Tapajós

Frutos de plantas típicas da região Amazônica como Andiroba, Cumaru, Açaí, Fava e Seringueira são visados pelas indústrias de cosméticos, setor culinário e artesanal. Porém apesar da grande apreciação do comercio nacional e internacional, é preciso incentivar a plantação das arvores dessas espécies e fomentar a produtividade sustentável.

O questionamento durante o seminário na comunidade Nazaré – Região de Belterra na Floresta Nacional do Tapajós será se existe quantidade suficiente para a produção de mudas – diz o responsável pela ativid

ade e coordenador do CEFA Steve Mcqueen: “ – faremos o levantamento do potencial das principais espécies de arvores da floresta para conhecer um pouco sobre as potencialidades da semente que cada comunidade possui para que o agricultor melhore sua renda melhorando a adequação ambiental com uso dessas sementes” – explica.

Cinco comunidades da região participam da oficina que visa incentivar e melhorar a geração de renda e desenvolvimento sustentável dos moradores, com ênfase no aproveitamento econômico dos produtos extrativistas produzidos pelos comunitários.

Os moradores dessas comunidades conhecerão técnicas de coleta para a venda das sementes e terão acesso a estratégias de conservação dos recursos da natureza como método de capacitação continua aos moradores em técnicas e sistemas produtivos mais modernos e eficientes, que ao mesmo tempo preservem a floresta e garantam renda aos extrativistas.

O Seminário que começa as 10h00 desta terça (30) e segue até às 15h00 do mesmo dia, é organizado

pelo Projeto Saúde & Alegria (PSA) com apoio da Fundação Konrad Adenauer (KAS) e parceria da Federação da Flona, ICMbio, Associações Comunitárias e Coomflona.

 

 

Serviço imprensa:

Quando? Terça (30)

Onde? Comunidade Nazaré – Região de Belterra na Floresta Nacional do Tapajós

Quem? Para detalhes de entrevistados contatar Ascom Saúde e Alegria

Beiradão de oportunidades promove capacitação de empreendedorismo na Amazônia com jovens ribeirinhos

25 de outubro de 2018 por Samela Bonfim

Curso realizado pelo Projeto Saúde e Alegria propõe a capacitação de jovens para iniciativas criativas e empreendedoras a partir dos potenciais da própria região.

Ter o próprio negócio que gere renda, seja útil à comunidade e traga benefícios para o coletivo são propostas dos jovens que estão participando do Curso de Empreendedorismo Beiradão de Oportunidades promovido pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA) com apoio da Fundação Cáritas Suíça. Os participantes têm entre 18 e 21 anos e estão em busca de novos conhecimentos para aplicar em ideias de negócios que pretendem desenvolver a partir das capacitações que vem recebendo desde agosto deste ano.

Eles vêm de diversas comunidades da região dos Rios Tapajós e Arapiuns: Anumã, Curipatá, Maripa, Pedra Branca, Capixauã, Aldeia Solimões, Suruacá, Anã, Urucureá, São Francisco, Mentae, Camará, São Pedro, Jaguarari e Acaratinga.  A turma é formada por 30 jovens, que foram selecionados depois de um festival realizado no começo do ano, em que tiveram os primeiros contatos com a idéia de empreendedorismo, economia criativa e os chamados negócios sociais, que além de terem uma visão econômica, buscam também resolver problemas da comunidade.

“O curso é dividido em vários módulos e vai até o final do ano com a apresentação de uma proposta de negócio, o PITCH, onde devem ter clareza do que querem e como pretendem desenvolver a proposta. Passam por todo um processo que vai desde a identificação de um problema, até a busca de soluções para se chegar nessa ideia. Também recebem orientação para criar o nome, a marca e as estratégias de mercado”, explica uma das educadoras do curso, Luana Silva.

Abrindo o próprio negócio

 

Louriely Pereira da comunidade São Pedro da região do Rio Arapiuns está animada com a execução do próprio projeto. A jovem que está prestes a concluir o ensino médio disse que já se planejava para sair da comunidade: “pra vir procurar outras oportunidades em Santarém. Mas agora como já tenho um meio de ganhar o meu dinheiro, eu posso ficar lá” – diz entusiasmada.

A proposta dela é solucionar o problema da falta de hortaliça nas comunidades através do Projeto Hortagro – Horta Agrícola/Mão de obra. “Eu tinha o começo mas não tinha como continuar nem os recursos. Hoje já tenho os recursos de materiais e de como mobilizar no meu psicológico para ver como analisar e ter lucro” – finaliza Pereira.

O jovem José Solano Guimarães da comunidade Mentae – Rio Arapiuns também está feliz com a possibilidade de abrir o próprio negócio na região. “O nosso problema é a falta de ovos de galhinha caipira dentro da comunidade e nas redondezas. A demanda é grande, porém a gente não tem quantidade na comunidade. A gente precisa vir a Santarém e esperar um dois dias para chegar a mercadoria lá. Quem sofre são os comunitários” – explica sobre a empresa promissora na área da Avicultura para produção de ovos.

Para que o negócio atinja os objetivos propostos no projeto ele já sabe quais os primeiros desafios: “As nossas galinhas botam um dia sim um dia não. O que a gente aprendeu aqui é que a gente precisa de galinhas poedeiras. Todos os dias elas tem que botar e não são as raças que a gente tem.” – conclui.

Estratégia

O Beiradão de Oportunidades é um processo de formação de jovens empreendedores que engloba conceitos de negócios sociais e tecnologias, auxiliando os jovens na geração de ideias inovadoras que surgem para solucionar problemas que estão inseridos em algum contexto social. Esta é a 10ª turma do curso que realizamos, sendo que vários pequenos negócios já foram montados e estão em funcionamento nas comunidades, abrindo novas perspectivas de renda para o jovem do campo que não tem muitas oportunidades de emprego”, explica Paulo Lima, coordenador do programa de empreendedorismo do PSA

O curso faz parte de uma estratégia maior do Saúde e Alegria, que visa contribuir para uma melhoria das condições de vida e para um desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens de comunidades da Amazônia. “Isso inclui além de estratégias de mobilização social, a criação de oportunidades de trabalho e renda para que os jovens das comunidades possam ter a oportunidade de fazer escolhas, sair ou ficar da comunidade, mas com clareza para construir seus projetos de vida plenamente”, conclui Fábio Pena, da coordenação de educação do PSA.

O projeto organizado pelo Projeto Saúde & Alegria (PSA) conta atualmente com o apoio da Fundação Cáritas Suíça e colaboração da Fundação Konrad Adenauer.

Serviço

Quando? Quinta e sexta 25 e 26 de outubro, das 8h às 18h

Onde? Projeto Saúde e Alegria, Av. Mendonça Furtado, n° 3979, Bairro: Liberdade

| Ascom Saúde e Alegria

Extrativistas participam de seminário: ‘Iniciativas e desenvolvimento dos óleos na floresta’

24 de outubro de 2018 por Samela Bonfim

Promover iniciativas promissoras de extração do óleo na floresta, aproximar os povos tradicionais que sobrevivem da atividade sustentável de empresários e disseminar o conhecimento cientifico para os extrativistas são objetivos da oficina realizada na comunidade Carão, em Santarém

As atividades aconteceram no Centro Experimental Floresta Ativa (Cefa) instalado na comunidade Carão, Oeste do Pará. No espaço representantes de dezoito comunidades da Resex, Floresta Nacional do Tapajós e Lago Grande participaram da oficina que visa incentivar e melhorar a geração de renda e desenvolvimento sustentável dos moradores, com ênfase no aproveitamento econômico dos produtos extrativistas produzidos pelos comunitários.
A primeira edição do seminário destacou o potencial econômico dos óleos e sementes na região e de que maneira os extrativistas podem melhorar a produtividade sem esquecer o respeito ao meio ambiente.

Participantes trocaram experiência com os convidados que contribuíram para que a atividade atinja os objetivos propostos: Professor da Universidade Federal do Oeste do Pará – Dr. Lauro Barata, Arimar Feitosa da Cooperativa Mista da Flona Tapajós e Jose Neto da Natura.

O responsável pela atividade e coordenador do CEFA Steve Mcqueen enfatizou a proposta do primeiro seminário que será realizado anualmente: “Mostrar as iniciativas promissoras do óleo na floresta, aproximar empresas, difundir as pesquisas da universidade para o desenvolvimento sócio ambiental das comunidades que desenvolvem a pratica da extração de óleo na medicina, parte alimentar e cosmético. Com a nossa experiência percebemos que é necessário aproximar as empresas, institutos de pesquisa para construir meios de melhorar produção, beneficiamento e venda desses produtos” – finaliza.

 

Evento organizado pelo Projeto Saúde & Alegria (PSA) com apoio da Fundação Konrad Adenauer (KAS) propõe capacitação continua aos moradores em técnicas e sistemas produtivos mais modernos e eficientes, que ao mesmo tempo preservem a floresta e garantam renda aos extrativistas.

 

Jornada de formação para o ativismo juvenil reúne mais de 60 participantes na Floresta Ativa

22 de outubro de 2018 por Samela Bonfim

Por três dias jovens integraram rodada de discussões sobre problemas e ações necessárias na defesa de direito das populações tradicionais da região. No segundo ciclo, moradores da Resex Tapajós Arapiuns, Flona, Planalto e PAE Lago Grande se encontraram na Floresta Ativa Comunidade Carão – Resex Tapajós-Arapiuns

Lixo, território, agronegócio e pesca predatória estão entre os temas discutidos no encontro que visa formar jovens articuladores e defensores dos próprios direitos e territórios. Os participantes da jornada de ativismo juvenil são indígenas moradores de comunidades tradicionais que enfrentam desafios para manter a cultura local com acesso aos direitos garantidos por lei.

No encontro os jovens participaram de diversas atividades voltadas a formação crítica para identificar possíveis problemas que atingem as comunidades a qual fazem parte e sugestões de ações que possam reverter a situação atual. Divididos em grupos de temas específicos, foram estimulados a usar a metodologia do Mob Lab que aponta problemas, causas e efeito com foco ao mundo ideal nas esferas individual, coletivo e político.

Os indígenas consideram a comunicação como ferramenta essencial para avanço do ativismo na região, e por isso mapearam os tipos de comunicação existentes dentro da comunidade e o que precisam fazer para melhorá-la. Para o facilitador do encontro Walter Oliveira: “Com essas ferramentas a galera da Amazônia pode ser ouvida. É importante para as populações tradicionais planejar o futuro por meio dessas ações” – explica.

Oliveira destacou os tipos de manifestação ativista que desaprova a “baderneira e violenta. Usamos estratégias para atingir o alvo”. Por meio de teatro, banner humano, flash mob o facilitar mostrou aos participantes como a criatividade pode ser aliada na transformação da realidade por meio da ação prática.

A formação é uma parceria do Projeto Saúde e Alegria com a organização de liderança jovem Engajamundo, sem fins lucrativos que promove formações, mobilização e ações de ativismo, com foco ao empoderamento da juventude para reivindicar melhorias em diversas esferas de poder. Este foi o segundo ciclo da Jornada de formação para o ativismo juvenil de um total de cinco que devem ocorrer nas comunidades.

Vagas para trabalhar no Projeto Saúde e Alegria

6 de setembro de 2018 por Fábio Pena

O Projeto Saúde e Alegria está contratando profissionais para atuar em seu novo projeto Floresta Ativa, que será apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, com recursos do Fundo Amazônia.

São três vagas:

1 Coordenador (a) do Programa Floresta Ativa;

1 Gestor (a) do Centro Experimental Floresta Ativa – CEFA;

1 Gestor (a) Executivo (a) do Programa Floresta Ativa

Veja os editais nos links abaixo:

Seleção Coordenador FA 2018

Seleção Gestor do CEFA 2018

Seleção Gestor Executivo floresta ativa 2018 (1)