Juventude do Amorim

20 de fevereiro de 2011 por Elis Lucien

A fase da juventude na vida do ser humano é cheia de insegurança e agitação. Na Amazônia não é diferente mas, temos um diferencial nesse contexto: a participação na vida comunitária. Em Vila do Amorim, os jovens têm lugar e voz garantida nas reuniões, palestras e decisões que envolvem a vida de todos.

A comunidade da Vila do Amorim está localizada na região Oeste do Pará, município de Santarém e conta com o Grupo de Jovens Unidos em Cristo, que realizam bingos, rifas e vendas de iguarias como: bolo de macaxeira, sucos, biscoito. Arrecadação da venda é revestida para o aniversário em 10 de Abril. Além disso, essa turma é bastante organizada são em média de 25 jovens, com coordenação: Lucivaldo Vieira; Brenda Priscila a vice; Elioneide Farias a secretaria e Jane Milena dos Santos a tesoureira. Essa juventude é o presente agora.

Solimões na guerra contra a Dengue

16 de fevereiro de 2011 por Elis Lucien

Poesia feita na reunião da Caravana de Educação em Solimões comunidade na Resex Tapajós. O tema das Caravanas está sendo a  Dengue nas comunidades do município de Santarém.

Participaram dessa conversa crianças, jovens e adultos todos na luta contra a mosquita da Dengue.

Venham, venham, venham vê

O que fizemos pra você

A dengue entrou em ação

Não está de brincadeira não.

Evite água parada

Deixam as caixas bem tampadas

Precisamos nos prevenir

Para a dengue não existir.

Entrem, entrem em ação

Pra garantir sua saúde

É preciso está em prevenção.

Com a dengue não se brinca

você deve bem saber

Cuide bem da sua saúde

Para não adoecer.

Folha destaca lançamento do barco de saúde da família

14 de dezembro de 2010 por Fábio Pena

Na edição de hoje, 14/12, Jornal Folha de São Paulo destacou o lançamento da primeira equipe de saúde da família fluvial do Brasil. “Boa Notícia: Barco-hospital vira política pública em rios da Amazônia”, diz a chamada de capa.

DE SÃO PAULO

A população ribeirinha da região amazônica e do Mato Grosso do Sul ficará mais perto dos cuidados de saúde.

Uma portaria do Ministério da Saúde oficializou financiamento para que equipes do Programa de Saúde da Família viajem pelos rios da região, levando cuidados médicos e odontológicos.

O modelo é o da ONG Saúde e Alegria que, desde 2006, com o barco Abaré, atende 13 mil pessoas em Santarém, Aveiro e Belterra, no Pará. Até agora, o projeto era financiado pela ONG em parceira com as secretarias de saúde municipais. A partir de 2011, o atendimento médico do barco passa a ser responsabilidade do poder público.

“O que foi semeado na nossa região pode gerar frutos em toda a Amazônia”, diz Caetano Scannavino, 44, coordenador da ONG.

Veja aqui a reportagem: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd1412201003.htm

Santarém, Belterra e Aveiro recebem primeira equipe de Saúde da Família Fluvial do Brasil

11 de dezembro de 2010 por Fábio Pena

Fotos: Tamara Saré

As comunidades ribeirinhas dos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro receberam nesta última terça-feira, 07/12 em Santarém, a primeira Unidade de Saúde da Família Fluvial do Brasil, um projeto inédito no contexto das políticas de saúde no país, resultado da portaria ministerial 2.191 de 3 de agosto de 2010.

À bordo do navio Abaré, a cerimônia contou com a presença da Prefeita de Santarém, Maria do Carmo, do Secretário Municipal de Saúde de Santarém, José Antonio Rocha; o prefeito de Belterra, Geraldo Pastana; a presidente do Conselho Municipal de Saúde de Santarém, Maria das Dores Colares; o presidente da Camara de Vereadores de Santarém, José Maria Tapajós; o enfermeiro Marco Aurélio, representante da prefeitura de Aveiro; Eugênio Scanavino, fundador e coordenador geral do Projeto Saúde & Alegria; Critianne Haraki, representante nacional do Terre dês Hommens Holanda, e a médica Claunara Schillig Mendonça, diretora do Departamento da Atenção Básica (DAB) do Ministério da Saúde.

A iniciativa toma como referência o projeto demonstrativo do Barco-Hospital Abaré no Oeste do Pará desenvolvido pela ONG Saúde e Alegria em parceria com as Prefeituras de Santarém, Belterra e Aveiro e apoiado pelo Terre dês Hommes Holanda.

A partir dessa experiência e como resposta a demanda antiga das comunidades amazônicas, o Ministério da Saúde lançou a portaria que instituiu critérios diferenciados para implantação, financiamento e manutenção da Estratégia de Saúde da Família para as populações que residem às margens dos rios através de Unidades de Saúde da Família Fluviais, que podem utilizar barcos e equipes de trabalho que necessitam se deslocar para atender comunidades em áreas remotas.

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Primeira equipe de Saúde da Família Fluvial do Brasil será lançada em Santarém

2 de dezembro de 2010 por Fábio Pena

Projeto demonstrativo do Barco-Hospital Abaré no Oeste do Pará desenvolvido pela ONG Saúde e Alegria em parceria com as Prefeituras de Santarém, Belterra e Aveiro, apoiado pelo Terre dês Hommes Holanda, se torna referência para políticas públicas de saúde básica no País. Através da portaria 2.191 de 3 de agosto de 2010, o Ministério da Saúde autoriza e financia Municípios de toda Amazônia e região do Pantanal interessados na implantação de Unidades de Saúde da Família Fluviais, permitindo o atendimento regular aos milhares de ribeirinhos com dificuldades de acesso aos serviços do SUS.

No dia 07 de dezembro de 2010, às 16:00h, acontecerá em Santarém a cerimônia de oficialização da primeira Unidade de Saúde da Família Fluvial do Brasil. O evento contará com a presença da diretora do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Claunara Schiling Mendonça, do Secretário Municipal de Saúde de Santarém, José Antonio Rocha, diretores do Projeto Saúde e Alegria, representantes dos Municípios de Belterra e Aveiro e Terre des Hommes Holanda. Trata-se de uma conquista de extrema importância para garantir o acesso aos serviços de saúde para populações ribeirinhas vivendo em comunidades distantes dos centros urbanos.

O Projeto Saúde e Alegria em parceria com as Prefeituras de Santarém, Belterra e Aveiro desenvolveram um modelo demonstrativo de atenção primária adaptado ao contexto das populações ribeirinhas da Amazônia que funciona nos moldes de um PSF (Programa Saúde da Família) itinerante. Com o apoio da Fundação Terre des Hommes Holanda, o atendimento básico de cerca de 70 comunidades do rio Tapajós, desde 2006, vem sendo feito através do Barco Hospital Abaré, beneficiando mais de 15 mil pessoas. Elas têm acesso regular à bordo do posto flutuante, de 40 em 40 dias, aos atendimentos médicos e odontológicos, vacinações, procedimentos laboratoriais, pequenas cirurgias, além exames preventivos como o pré-natal e o PCCU.

Ações de educação e prevenção complementam este modelo com a realização de Campanhas Educativas acompanhando as visitas do barco. Arte-educadores apresentam o Circo Mocorongo com teatros e brincadeiras, repassando conhecimentos de como evitar as doenças e promover saúde com alegria.

Os resultados podem ser vistos na melhoria dos indicadores de saúde da área atendida, entre os quais, podemos destacar: 96,5% das crianças estão vacinadas, indicador superior à média Estadual que é de apenas 83,3%;  apenas 2% das crianças menores de 2 anos estão desnutridas, enquanto nas comunidades não atendidas a taxa é de 5%;  90% das crianças de até 6 meses são alimentadas exclusivamente com o leite materno;  98% das mulheres grávidas fazem o pré-natal, sendo que apenas 73% o fazem no Estado.

Este tipo de atendimento, com regularidade e metodologia diferenciadas, permanecia como um desafio de ser ofertado junto a outros municípios da região, tendo em vista as dificuldades peculiares da Amazônia – grandes distancias e extensões, populações rurais dispersas e de difícil acesso,  carências de transporte e comunicação – somadas ainda à questão da interiorização da medicina e falta de recursos para manutenção desses serviços (tripulação e equipes de saúde embarcadas, combustíveis, insumos diversos, etc).

Com base nesta realidade, no direito a saúde dos ribeirinhos e na experiência demonstrada a partir do barco Abaré, o Ministério da Saúde publicou no dia 03 de agosto deste ano, no Diário Oficial da União, uma portaria que instituiu critérios diferenciados para implantação, financiamento e manutenção da Estratégia de Saúde da Família para as populações que residem às margens dos rios em toda Amazônia Legal e Mato Grosso do Sul. Esta regulamentação permite que os municípios implementem Unidades de Saúde da Família Fluviais – algo inédito no Brasil – viabilizando a acesso aos serviços de atenção básica em áreas remotas.

Assim, as Secretarias Municipais poderão receber recursos para subsidiar os custos operacionais da Saúde Fluvial, especialmente das equipes que necessitam enfrentar jornadas de mais de 15 dias de atendimento em viagens de barco, o que acaba acarretando custos mais elevados  do que aqueles que até então a política de saúde considerava como padrão do SUS.

“É diferente você manter um atendimento numa região urbana, com uma logística relativamente  fácil e onde os profissionais podem ir e voltar no mesmo dia para sua residência. Os custos são diferentes. Além do que precisamos ter uma abordagem diferenciada com as populações rurais em termos das prioridades encontradas no campo da medicina”, afirma o Dr. Fábio Tozzi, coordenador de Saúde Comunitária do Saúde & Alegria.

Na oportunidade será feito o marco inaugural da primeira “equipe de Saúde da Família para Populações Ribeirinhas”, que funcionará no próprio Barco Abaré, que a partir 2011 terá seu funcionamento sustentado pela política pública de saúde, capitaneado pela SEMSA de Santarém. O Projeto Saúde e Alegria continuará seu trabalho demonstrativo e responsável pelas ações de educação, prevenção e controle social do modelo.

O Secretário Municipal de Saúde de Santarém, José Antônio Rocha, comemora a conquista. “É um avanço muito grande a implantação do PSF fluvial em Santarém, sendo o primeiro do Brasil . Isso demonstra que a experiência desenvolvida pela SEMSA de Santarém e Municípios parceiros com o PSA ao longo desses anos, foi uma parceria forte, que deu resultados e que está tendo o reconhecimento do Ministério. E a partir de agora, está sendo levada para outros municípios da Amazônia”.

Para Cristianne Haraki, representante no Brasil da Terre des Hommes Holanda, um dos principais parceiros da iniciativa que resultou na portaria, “desde o início da parceria com o PSA buscamos proporcionar as populações do Rio Tapajós uma assistência de qualidade e alinhada com as políticas preconizadas pelo Ministério da Saúde. No entanto, faltava este reconhecimento. Como organização comprometida em melhorar da qualidade de vida principalmente de crianças e adolescentes, manifestamos nossa satisfação ao PSA, ao Ministério da Saúde, e as Prefeituras de Aveiro, Belterra e Santarém pela iniciativa de inserção da experiência do Barco Abaré a política de saúde do Brasil”, afirmou.

“Esta é uma uma vitória importante, pois representa um dos principais objetivos do Projeto Saúde e Alegria e seus parceiros, que é contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas na Amazônia, sobretudo junto às populações mais isoladas e que mais necessitam do acesso a este tipo de serviço. Além de ser um ótimo exemplo de parceria do terceiro setor com o poder público, o que se semeou a partir da experiência no Tapajós poderá gerar frutos para toda Amazônia, estendendo os benefícios a um numero muito maior de pessoas”, afirma o coordenador geral do Projeto Saúde e Alegria, Caetano Scannavino.

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Outras fontes de energia são possíveis

29 de novembro de 2010 por Fábio Pena

Outras fontes de energia são possíveis. O modelo energético brasileiro e o potencial da Amazônia para as fontes renováveis. Esse foi o tema de um seminário promovido no dia 26/11 pela Rede FAOR – Fórum da Amazônia Oriental, durante o Fórum Social Pan-Amazônico.

Uma das principais críticas ao modelo energético brasileiro, é de que as grandes hidroelétricas são construídas para abastecer a demanda do mercado e das grandes empresas, especialmente aquelas que exploram os recursos naturais da região, seja no campo da mineração, como em outras áreas. E  de que a energia gerada não serve ao  povo da Amazônia, que sofre diretamente os impactos dessas grandes obras, mas não se beneficia delas. Além dos impactos ambientais que afetam a vida da floresta e o modo de vida tradicional dos povos.

Por outro lado, está claro o potencial da Amazônia para a produção de energia, não apenas no modelo proposta atualmente com as grandes obras, mas principalmente em fontes alternativas. Entre essas alternativas, o biodiesel tem sido proposto amplamente pelo governo como alternativa para que o Brasil possa se tornar um grande produtor de um combustível menos poluente.

No entanto, entra em questão o modelo de produção dos óleos vegetais que podem ser usados na fabricação, como no caso do coco babaçu. No seminário, por exemplo, a Sra. Nazira Pereira da Silva, da coordenação interestadual do Movimento das Quebradeiras de Coco Babaçu, trouxe um sério problema que suas companheiras vêm enfrentado.

Com a chegada da proposta do biodiesel, as quebradeiras de côco que há dezenas de anos manejam, de forma sustentável, áreas com predominância do babaçu, estão sendo pressionadas por empresas interessadas em explorar esse recurso. Há denúncias de ameaças para a expulsão das áreas, pressão  para a compra dos territórios historicamente manejados, o que gera conflitos e prejuízos aos direitos dessas populações tradicionais. É urgente a necessidade de uma ampla discussão sobre esse modelo, em que ponto ele se torna também mais uma ameaça às comunidades amazônicas.

Durante o seminário. o coordenador de desenvolvimento territorial do Projeto Saúde e Alegria, Tibério Allogio, apresentou a experiência realizada na comunidade de Cachoeira do Aruã, no rio Arapiuns, através da implantação de uma mini-central hidroelétrica. O empreendimento foi ousado ao estabelecer as condições para que a própria comunidade pudesse se organizar e torna-se uma produtora independente de energia, por meio da criação de uma associação, a AMOPE, que gerencia a mini-hidroelétrica.

Instalada usando a queda d’água da bonita cachoeira ao lado da comunidade, o empreendimento gerou impacto ambiental praticamente zero, e beneficia diretamente as mais de 50 famílias que moram na comunidade, melhorando sua qualidade de vida e possibilitando incrementar a economia local, especialmente a voltada para o turismo comunitário.

“É claro que estamos falando de uma experiência piloto que não resolve o grande problema da geração de energia em grande escala para o desenvolvimento regional. Mas aqui está demonstrado na prática como é possível gerar energia de forma sustentável se o objetivo é beneficiar diretamente as comunidades locais”.

O modelo implantado em Cachoeira do Aruã, também teve inovações do ponto de vista tecnológico, a partir de experiência de uma empresa local, a ENDALMA, que já havia testado em outra localidade e pôde consolidar a experiência, que em seguida foi adotada por outros projetos, a exemplo das mini-hidroelétricas implantadas pelo INCRA em assentamento da reforma agrária na região.

Cenas do Fórum: índios em ritual pela proteção da mãe terra

26 de novembro de 2010 por Fábio Pena

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Cortejo inaugura V Fórum Social Pan-Amazônico

26 de novembro de 2010 por Fábio Pena

O dia 25 de novembro marcou os santarenos com a abertura do Fórum Social Pan-Amazônico que vai até o dia 29 com uma vasta programação reunindo representantes de povos da amazônia brasileira e da Bolívia, Colômbia, Venezuela, Suriname, Equador, Perú, Guiana, além da Guiana Francesa, que clamam pela defesa da floresta e consequentemente pela vida de seus habitantes e por mais justiça social.

Um animado cortejo saiu da concentração no Parque da Cidade, por volta das 16:30 h após um show de músicos regionais com o tradicional ritmo paraense, o carimbó, conduzido pelo movimento Roda de Carimbó de Alter do Chão.
Um ritual indígena organizado pelos índios Wai Wai juntou as demais etnias presentes no evento em uma celebração que demonstrou a espiritualidade e o respeito à natureza, alguns dos valores que embasam a luta desses povos.


Os movimentos de mulheres, aproveitando o mesmo dia de luta contra a violência contra as mulheres, também soltaram sua voz. Apesar do assunto sério, o protesto foi cheio de alegria. O Toré do movimento feminista entoava: “João, faz o teu feijão! Zeca, lava a tua cueca!  Hernestro, aprenda a fazer sexo! Zequinha, só com camisinha! Simone, bota a boca no trombone. Cristina, olha a tua vagina! Mulher, seja o que quiser!

A marcha foi tomando conta das ruas da cidade e por onde passavam, os participantes entoavam gritos de protestos e festejavam a diversidade cultural da Pan-Amazônia.

Entre faixas de protestos de indígenas, quilombolas, ribeirinhos, afetados por barragens e militantes de movimentos sociais, destacavam os protestos contra a construção das usinas hidroelétricas de Belo Monte, em Altamira e no rio Tapajós. “Águas para a vida e não para a morte”, ouvia-se entre os sons de tambores e músicas.

Os moradores das ruas onde o movimento passava, observavam e participavam de forma bastante receptiva, mesmo a maioria não entendendo muito do bem do que se tratava. “Não to entendendo nada, mas tô achando muito bonito. Amanhã vou no parque pra saber mais”, disse dona Eloiza Baltazar, na porta de sua casa.

Na chegada à orla de Santarém, o colorida do movimento se encontrou no mesmo ponto onde o rio Amazonas se encontra com o rio Tapajós, que banha Santarém. Lá a festa da mobilização social continuou com várias apresentações artísticas e rituais.

O grupo Roda de Carimbó, coordenador pelo cantor Chico Malta, se uniu ao tradicional grupo “espanta-cão” de alter do chão para continuar  Carimbó.

Uma voz forte e vibrante da Dona Ana Cleide da Cruz, que veio do quilombo do Arapemã, mostrou a beleza da cultura afro.

Os índios Mundurukus encerraram a programação com um ritual que, segundo um dos seus líderes, Adriano Gabriel, trazia um canção que convidava todos para a defesa da mãe terra”.

Caminhada e faixa humana reunirão mil estudantes na orla de Santarém

25 de novembro de 2010 por Fábio Pena

Nesta sexta (26), como parte das atividades do Fórum Social Panamazônico que acontece de 25 a 29 de novembro em Santarém, no Pará, cerca de mil estudantes das escolas estaduais Frei Othmar, Maria Imaculada, Rio Tapajós, Antônio Batista Belo de Carvalho, Frei Ambrosio e Rodrigues dos Santos farão uma caminhada pacífica contra a construção de hidrelétricas na Amazônia.

O destino final será a praia que fica em frente ao museu da Praça São Sebastião, onde pelo menos 500 deles formarão, juntos, uma faixa humana idealizada pelas organizações 350.org e Amazon Watch, ONG que também organizou uma faixa humana na abertura do Fórum Social Mundial de 2009, em Belém. Os jovens foram mobilizados pela União de Grêmios Estudantes Livres (UGEL) e a imagem escolhida para a faixa é da indígena Yara segurando uma cuia com o corpo voltado para o rio Tapajós. A mensagem central da ação é “Rios Vivos”.

Durante o trajeto, os jovens segurarão faixas com dizeres que remetem à luta de povos indígenas, ribeirinhos, movimentos sociais e ambientalistas contra a construção de grandes usinas hidrelétricas na região. “Não a grandes hidrelétricas, sim a energias alternativas” será a frase de uma delas.

Ação global

Por volta de 11h20, um satélite sobrevoará a faixa humana com o objetivo de fotografá-la do espaço. Ao mesmo tempo, outras ações como essa também ocorrerão simultaneamente em mais de 188 países em todo o mundo, em uma manifestação pública global contra a crise climática, organizada pela 350.org.

AGENDA
Caminhada: saída às 10h30 da Rua dos Artistas rumo à praia em frente ao museu João Fona, praça São Sebastião
Faixa humana: entre 11h10 e 11h35
Local: praia em frente ao museu João Fona, praça São Sebastião

Quase tudo pronto para o Fórum Social Pan-Amazônico

24 de novembro de 2010 por Fábio Pena

Amanhã começa o V Fórum Social Pan-Amazônico que será realizado em Santarém, no Estado do Pará na Amazônia Brasileira no período de 25 e 29 de novembro de 2010. Será um passo adiante para união dos povos indígenas, comunidades tradicionais, ribeirinhos, quilombolas, extrativistas, camponeses, trabalhadores da cidade e do campo no rumo da construção de uma Pan-Amazonia que pertença efetivamente aos seus povos.

Os principais eixos temáticos do fórum serão: Em Defesa Da Mãe – Terra e Dos Territórios, Poder Para Os Povos Pan-Amazonicos, Direitos Humanos (Dhescas), Cultura, Comunicação e Educação Popular. A partir destes grandes temas, muitas oficinas, encontros, seminários irão acontecer reunindo participantes de diferentes regiões da amazônia brasileira e da Bolívia, Colômbia, Venezuela, Suriname, Equador, Perú, Guiana, além da Guiana Francesa.

Hoje pela manhã, no Parque da Cidade, palco principal do evento, muita gente trabalhava nos preparativos, e as primeiras delegações já começavam a chegar. É o caso deste grupo de jovens vindo de Macapá, Amapá.