Cenas do Fórum: índios em ritual pela proteção da mãe terra
26 de novembro de 2010 por Fábio Pena[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=82NaMxgXW8k[/youtube]
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O dia 25 de novembro marcou os santarenos com a abertura do Fórum Social Pan-Amazônico que vai até o dia 29 com uma vasta programação reunindo representantes de povos da amazônia brasileira e da Bolívia, Colômbia, Venezuela, Suriname, Equador, Perú, Guiana, além da Guiana Francesa, que clamam pela defesa da floresta e consequentemente pela vida de seus habitantes e por mais justiça social.
Um animado cortejo saiu da concentração no Parque da Cidade, por volta das 16:30 h após um show de músicos regionais com o tradicional ritmo paraense, o carimbó, conduzido pelo movimento Roda de Carimbó de Alter do Chão.
Um ritual indígena organizado pelos índios Wai Wai juntou as demais etnias presentes no evento em uma celebração que demonstrou a espiritualidade e o respeito à natureza, alguns dos valores que embasam a luta desses povos.

Os movimentos de mulheres, aproveitando o mesmo dia de luta contra a violência contra as mulheres, também soltaram sua voz. Apesar do assunto sério, o protesto foi cheio de alegria. O Toré do movimento feminista entoava: “João, faz o teu feijão! Zeca, lava a tua cueca! Hernestro, aprenda a fazer sexo! Zequinha, só com camisinha! Simone, bota a boca no trombone. Cristina, olha a tua vagina! Mulher, seja o que quiser!
A marcha foi tomando conta das ruas da cidade e por onde passavam, os participantes entoavam gritos de protestos e festejavam a diversidade cultural da Pan-Amazônia.
Entre faixas de protestos de indígenas, quilombolas, ribeirinhos, afetados por barragens e militantes de movimentos sociais, destacavam os protestos contra a construção das usinas hidroelétricas de Belo Monte, em Altamira e no rio Tapajós. “Águas para a vida e não para a morte”, ouvia-se entre os sons de tambores e músicas.
Os moradores das ruas onde o movimento passava, observavam e participavam de forma bastante receptiva, mesmo a maioria não entendendo muito do bem do que se tratava. “Não to entendendo nada, mas tô achando muito bonito. Amanhã vou no parque pra saber mais”, disse dona Eloiza Baltazar, na porta de sua casa.
Na chegada à orla de Santarém, o colorida do movimento se encontrou no mesmo ponto onde o rio Amazonas se encontra com o rio Tapajós, que banha Santarém. Lá a festa da mobilização social continuou com várias apresentações artísticas e rituais.
O grupo Roda de Carimbó, coordenador pelo cantor Chico Malta, se uniu ao tradicional grupo “espanta-cão” de alter do chão para continuar Carimbó.
Uma voz forte e vibrante da Dona Ana Cleide da Cruz, que veio do quilombo do Arapemã, mostrou a beleza da cultura afro.
Os índios Mundurukus encerraram a programação com um ritual que, segundo um dos seus líderes, Adriano Gabriel, trazia um canção que convidava todos para a defesa da mãe terra”.
Coletar, secar, trançar e tingir é uma das tradições mais antigas da Amazônia. Construir objetos com palha de tucumã e cipó é um artesanato que já faz parte da cultura dentro da nossa região. Os artesãos e artesãs das comunidades de: Urucureá, Vila Amazonas, Arimum, Vila Brasil e São Miguel estão com a exposição e vendas de suas peças no V Fórum Social Pan-Amazônico em Santarém/PA.
O grupo no decorrer do ano de 2010, contou com oficinas locais que vão desde do manejo adequado das espécies utilizado nos trançados até o desenvolvimento de técnicas de utilização com diferentes fibras criando uma nova linha de produto, seguindo suas próprias características de cada comunidade. Transformando o trançar do dia-dia em lucro certo nas várias exposições que o grupo já participou.
A Escola Getúlio Vargas da Vila Castanhal comemorou dia 19 de Novembro o dia da Consciência Negra. Os alunos participaram de varias apresentações juntamente com seus professores os principais idealizadores do projeto “Relações Étnicas Raciais”, que tinha como objetivo garantir a todos , respeito aos direitos legais e a valorização da identidade. Foi muito importante para a nossa Vila conhecer melhor os direitos que temos e respeitar os direitos de outros cidadãos, conhecendo um pouco da história da Raça Negra, seus costumes, a comida típica da região, como viviam, enfim a cultura em geral de uma sociedade que contribuiu muito com o desenvolvimento de nosso país.
Nesta sexta (26), como parte das atividades do Fórum Social Panamazônico que acontece de 25 a 29 de novembro em Santarém, no Pará, cerca de mil estudantes das escolas estaduais Frei Othmar, Maria Imaculada, Rio Tapajós, Antônio Batista Belo de Carvalho, Frei Ambrosio e Rodrigues dos Santos farão uma caminhada pacífica contra a construção de hidrelétricas na Amazônia.
O destino final será a praia que fica em frente ao museu da Praça São Sebastião, onde pelo menos 500 deles formarão, juntos, uma faixa humana idealizada pelas organizações 350.org e Amazon Watch, ONG que também organizou uma faixa humana na abertura do Fórum Social Mundial de 2009, em Belém. Os jovens foram mobilizados pela União de Grêmios Estudantes Livres (UGEL) e a imagem escolhida para a faixa é da indígena Yara segurando uma cuia com o corpo voltado para o rio Tapajós. A mensagem central da ação é “Rios Vivos”.
Durante o trajeto, os jovens segurarão faixas com dizeres que remetem à luta de povos indígenas, ribeirinhos, movimentos sociais e ambientalistas contra a construção de grandes usinas hidrelétricas na região. “Não a grandes hidrelétricas, sim a energias alternativas” será a frase de uma delas.
Ação global
Por volta de 11h20, um satélite sobrevoará a faixa humana com o objetivo de fotografá-la do espaço. Ao mesmo tempo, outras ações como essa também ocorrerão simultaneamente em mais de 188 países em todo o mundo, em uma manifestação pública global contra a crise climática, organizada pela 350.org.
AGENDA
Caminhada: saída às 10h30 da Rua dos Artistas rumo à praia em frente ao museu João Fona, praça São Sebastião
Faixa humana: entre 11h10 e 11h35
Local: praia em frente ao museu João Fona, praça São Sebastião
Amanhã começa o V Fórum Social Pan-Amazônico que será realizado em Santarém, no Estado do Pará na Amazônia Brasileira no período de 25 e 29 de novembro de 2010. Será um passo adiante para união dos povos indígenas, comunidades tradicionais, ribeirinhos, quilombolas, extrativistas, camponeses, trabalhadores da cidade e do campo no rumo da construção de uma Pan-Amazonia que pertença efetivamente aos seus povos.
Os principais eixos temáticos do fórum serão: Em Defesa Da Mãe – Terra e Dos Territórios, Poder Para Os Povos Pan-Amazonicos, Direitos Humanos (Dhescas), Cultura, Comunicação e Educação Popular. A partir destes grandes temas, muitas oficinas, encontros, seminários irão acontecer reunindo participantes de diferentes regiões da amazônia brasileira e da Bolívia, Colômbia, Venezuela, Suriname, Equador, Perú, Guiana, além da Guiana Francesa.
Hoje pela manhã, no Parque da Cidade, palco principal do evento, muita gente trabalhava nos preparativos, e as primeiras delegações já começavam a chegar. É o caso deste grupo de jovens vindo de Macapá, Amapá.
Dizem os mais velhos, que para valorizar uma história é preciso ter alguns artifícios para criar um ambiente propício para que o público alvo realmente acredite nessa “história”. Então, vamos listar alguns deles. Primeiro precisamos de um bom pescador ou caçador, um fato e claro uma excelente História para quem ouvir acreditar no ocorrido.
Essa é de pescador verdadeira. “Um belo dia, na região da Amazônia mas precisamente na Floresta Nacional do Tapajós, município de Belterra/PA. Segue para mas um trabalho em campo a equipe de Educação, equipe de enfermagem da Faculdades Integradas do Tapajós e Volúntaria abordo de uma lancha. Saímos em direção da comunidade de Itapiúna em época de seca (muita seca, com lama pela canela, isso não vem ao caso), bom!!! o lancheiro foi levando a lancha em direção de uma pessoa que estava na beira do rio uns 200 metros, foi quando sentiu algo raspando em sua orelha e em seguida bateu nas costas e região lombar de uma pessoa da equipe, automaticamente debatendo-se entre os pés dos outros tripulantes. Um Tucunaré !!!!!UM Tucunaré pulou para dentro de nossa lancha, não acredita?!!Pois é, um tucunaré. Peixe muito apreciado na culinária regional amazônica, foi uma pescaria de primeira, não foi!? Contada por filha de pescador de verdade!!!!Vamos as fotos.
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De: JOSÉ CESARINO DAS CHAGAS
Assunto: Um belterrense saudoso
Sou belterrense e carrego a nostalgia da minha distante, inesquecível e feliz infância. Fico emocionado com as notícias que vocês dão da minha bela e saudosa terra. Creiam, a emoção que vocês proporcionam a este velho de 78 anos é inenarrável. Aqui, na cidade do Rio de Janeiro onde moro, leio os grandes jornais brasileiros on line e quero sugerir-lhes, caso ainda não tenham acessado, a TRIBUNA ON LINE aqui do Rio, onde pontifica Hélio Fernandes o decano, íntegro e muito bem informado colunista do jornalismo brasileiro. Aceitem os efusivos parabéns pela criação do MOCORONGO, e votos de longa e exitosa vida.
José Cesarino das Chagas, filho do mestre Arcílio
O Grupo de Jovens de Pedreira denominado GRUJOP, foi fundado no dia 05 de Maio de 1987, pela equipe de comunicação do Saúde e Alegria e logo foi escolhido a sua primeira coordenação. Tivemos muitos trabalhos e todos foram desenvolvidos com a organização do grupo. Fomos contemplados com uma Rádio Comunitária, máquina de escrever, miniográfo e o jornal que até hoje está circulando. Durante todos esses anos, o grupo realizou eventos, promoções, bingos, trabalhos comunitários e hoje, quase sem apoio o grupo não desistiu e continua trabalhando somente com o jornal na coordenação do jovem Narlison Almeida.
Nosso grupo tem 22 sócios firmes e fortes para vencer. Jovens unidos e alegres.
Reportagem: Everson Sousa
O Navio Abaré – Amigo Cuidador – é uma Unidade de Saúde Móvel Fluvial realizado um cronograma de atendimentos na região do rio Tapajós que abrange as comunidades dos municípios de Santarém, Aveiro e Belterra. Neste mês de Novembro estará realizando suas últimas viagens do ano de 2010.
Os atendimentos são realizados em parceria com as prefeituras desses municípios e voluntários das várias Universidades. Os pacientes são pré-selecionados pelos Agentes Comunitários de Saúde de cada região agilizando os encaminhamentos na recepção do Abaré. Há também os casos de emergências peculiares neste período, à exemplo: ferrada de arraia, picadas de cobra, partos antecipados e outros são encaminhados para as Unidades Hospitalares do município de acordo com a demanda. Então, vamos conferir a penúltima viagem do Abaré na região do Tapajós:
Município de Belterra
Dia 12/11/2010 – Atendimento à tarde em Itapaiúna;
Dia 13/11/2010 – Atendimento nas comunidades de Prainha I e Prainha II pela manhã e à tarde em Taquara;
Dia 14/11/2010 – Atendimento em Pini pela manhã e pela tarde Tauri e Chibé;
Dia 15/11/2010 – Atendimento em Bragança e Marituba de manhã e Marai e Nazaré à tarde;
Dia 16/11/2010 – Atendimento em Piquiatuba pela manhã e à tarde em Pedreira;
Dia 17/11/2010 – Atendimento em Jaguarari e Acaratinga pela manhã e a tarde em Jamaraquá e Maguari à tarde;
Dia 18/11/2010 – Atendimento em São Domingos, retornando à Santarém.