Encontro intercomunitário de Arrranjos Educativos Locais – Projeto Juvenil no município de Belterra

30 de abril de 2015 por Gabriel Abreu

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No último sábado, dia 18, a equipe da Educom do Projeto Saúde e Alegria, formada por Elis Lucien, Gabriel Abreu, Lílian Campelo e Adriane Gama, facilitaram o Encontro Intercomunitário de Arranjos Educativos Locais – Projeto Juvenil, que foi realizado na Escola Santo Antônio, no município de Belterra.

Participaram os jovens dos projetos socioeducativos “Vem pra Rede”, de Belterra; “Microfone Juvenil”, da comunidade de Maguari e “Mojop na Era Digital” de Prainha.

O encontro é uma forma de acompanhar os projetos que estão recebendo o apoio do Saúde e Alegria através da Chamada de Apoio às Iniciativas Juvenis. Nessa etapa a equipe do PSA estará dando apoio, orientação e incentivo aos jovens. O resultado já rendeu frutos, como é o caso da comunidade de Maguari que essa semana conversou com a comunidade escolar para envolver professores e alunos no projeto Microfone Juvenil. Na quarta-feira, dia 29, a jovem Iana Helem, 17 anos, da comunidade de Prainha, esteve na sede do PSA para realizar o orçamento dos materiais.

O próximo Encontro Intercomunitário de Arranjos Educativos Locais será no período de 7 a 9 de maio nas comunidades de Vila de Boim, Parauá e Vila do Amorim.

Além do acompanhamento a equipe do Saúde e Alegria também deu inicio as oficinas de apoio técnico. Na comunidade de São Pedro nos dias 12 e 13 de maio irá ocorrer a oficina prática em produção de vídeo. O projeto “Doc São Pedro” tem por objetivo contar a história da comunidade e os desafios enfrentados, dentre os vários temas que são abordados, educação é uma das temáticas que será apresentada no vídeo que será produzido pelos jovens da comunidade.

Comunitários inauguram cooperativa no dia 01 de maio

24 de abril de 2015 por Lilian Campelo

oficina_cooperativismoNo dia 01 de maio, dia em que se comemora o dia Mundial do Trabalho, será realizada a assembleia de fundação da Cooperativa de Ecoturismo e Artesanato da Floresta. O evento ocorrerá na comunidade de Atodi, rio Arapiuns.

Este é um importante passo para as comunidades que conquistam maior autonomia em seus empreendimentos, seja para a comercialização de seus produtos e serviços, seja na formalização do seu trabalho e no fortalecimento econômico e social das comunidades envolvidas.

Turismo e Artesanato

No segmento de Turismo de Base Comunitária quatro comunidades estão envolvidas na atividade: Anã, Atodi, Arimum e Vila Amazonas, sendo que duas delas, Anã e Atodi, possuem pousadas comunitárias em funcionamento no rio Arapiuns com rendário para 20 pessoas cada, o que proporciona as 93 pessoas envolvidas na atividade das 04 comunidades, valorização da autoestima e geração de emprego e renda.

De acordo com os dados repassados pelas lideranças de Anã e Atodi, somente no ano de 2011, as duas comunidades receberam cerca 98 turistas, e em 2014 foram registrados 333 visitantes, dos quais 256 brasileiros e 77 estrangeiros, movimentando um montante de 68 mil nas duas.

O trabalho de artesanato da floresta vem sendo apoiado pelo Saúde e Alegria desde meados dos anos 90, através do projeto “Mulher Cabocla”. Atualmente existem 6 grupos que produzem uma diversidade de produtos oriundos da cultura tradicional confeccionados pelas comunidades de São Miguel (grupo Arte Palha), Vila Gorete, (Grupo Sacaí), Vila Brasil (Grupo Brasil), Arimum (Grupo Jararaca), Urucureá (Grupo Tucumarte) e Vila Amazonas (Grupo Jacitara).

Ao todo são 102 artesãos, sendo 90 mulheres e 12 homens, produzindo mais de 60 artigos com vendas diretas aos visitantes nas comunidades, na sede do Saúde & Alegria, pela Internet e lojas em diversas cidades do Brasil, além de exposições em eventos nacionais contribuindo com a geração de renda familiar dos comunitários.

Novo Cronograma do curso Jovens Empreendedores do Tapajós

6 de abril de 2015 por Lilian Campelo

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Para realizar as atividades da Plataforma de Desenvolvimento de Empreendedores dentro do no de 2015 o Projeto Saúde & Alegria e a Fundação Telefônica organizaram um novo cronograma de atividades. As inscrições agora serão feitas durante um grande evento temático sobre Empreendedorismo, o Beiradão de Oportunidades que será realizado em Santarém. Aos jovens que já enviaram os formulários se candidatando a vaga, essas inscrições continuam válidas.

A proposta do Beiradão de Oportunidades é que os jovens possam conhecer melhor sobre o curso, sua metodologia e os temas que serão apresentados e seus objetivos. Estarão presentes ex-alunos para relatar as experiências que tiveram durante todo o curso de empreendedorismo que teve início em 2013.

Aqui pelo blog da Rede Mocoronga, pelas redes sociais e pelo programa na Rádio Rural de Santarém, aos sábados, as 10 horas, manteremos você atualizado.

14º Edição da Teia Cabocla começa hoje

25 de março de 2015 por Lilian Campelo
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Foto de divulgação

Com o intuito de promover o encontro de várias iniciativas que estão sendo realizadas nas comunidades ribeirinhas pelos jovens com o apoio do Saúde e Alegria, de hoje até sábado ocorre a 14ª edição da Teia Cabocla. O evento será realizado na Chácara A&C no Mararú, na cidade de Santarém.

O Festival de Iniciativas Jovens da Floresta, assim denominado o tema deste ano, reunirá lideranças juvenis da Flona do Tapajós e Resex Tapajós-Arapiuns. A expectativa é que cerca de 80 jovens de 44 comunidades estejam participando da Teia.

O evento irá agregar jovens que estão envolvidos nas diversas iniciativas empreendidas pelo Saúde e Alegria, além de grupos já existentes nas comunidades como os grupos de jovens e rádios comunitárias.

A proposta da Teia Cabocla, desde a primeira edição, é fortalecer os jovens das comunidades a partir do intercâmbio das experiências e o reconhecimento do seu território.

E o palhaço, o que é?

18 de março de 2015 por Adriane Gama
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Esio Magalhães e as artes-educadoras do PSA.

Ser palhaço vai além do riso”! Esio Magalhães

Neste último final de semana, 14 e 15 de março, na Casa de Cultura aconteceu a oficina “O palhaço o que que é”, facilitada pelo artista circense mineiro Esio Magalhães (Palhaço Zabobrim). O público participante foi veteranos na área cultural e iniciantes que queriam conhecer um pouco da linguagem e da arte de como ser um palhaço.

A proposta central da oficina foi trabalhar com o poder, no sentido de atrair o público. Esio ressalta que “palhaço não é um personagem. Não faz teatro. Ele só vive quando tem pessoas”. As aulas abordaram o encontro da arte com o público, do prazer e do risco do jogo do palhaço, destacando os quatro pontos fundamentais de um palhaço: apresentar, convidar, transformar e despedir-se.

O artista ressaltou que: “você não acorda, não nasce palhaço, tem que ter um esforço para se chegar lá, é claro que tem um lado importante de ver o mundo de maneira risonha, mas ao mesmo tempo é trabalhar para fazer o outro rir. Por exemplo, vamos apresentar um espetáculo em abril, então a gente precisa ensaiar a semana toda, quatro horas por dia, além de executar outras demandas de produção, enfim mas do que tudo é um trabalho que exige empenho e precisa de dedicação”.

Durante esses dois dias, o foco, o interesse e a ação foram pontos determinantes nas práticas com exercícios, jogos e demonstrações, sempre conduzidas para um formato vivencial. Assim, a ideia era propor aos participantes que entrasse em contato com o seu ridículo através da relação com o desejo e o poder.

Ser palhaço é colocar o meu ridículo a serviço do riso das pessoas. De certa maneira, fazendo isso, acho que consigo dizer para pessoas que não tem jeito certo de ser. Ser palhaço é o antagônico do heroísmo, ou seja, é dizer que o pequeno, feio, o baixinho, o fraco também tem sua importância. Porque o herói sempre é uma figura inatingível, o palhaço não, é o menor de todos, mas é importante, pois o que importa para gente é que ele traz o riso”, reforça o artista. “Através do olhar para o pequeno, para desajustado, o palhaço tem a possibilidade de falar sobre as questões sociais importantes da humanidade”, conclui Esio.

As arte-educadoras da Educom do Projeto Saúde e Alegria, Elis Lucien, Leila Verçosa e Adriane Gama, também marcaram presença nestas aulas com intuito de somar esses conhecimentos com as atividades de arte-educação do Circo Mocorongo desenvolvidas pelo PSA, uma vez que o trabalho de Esio é reconhecido em âmbito nacional, além de aproveitar a oportunidade de participar de uma formação gratuita e praticar artes circenses.

A temporada de espetáculos do Palhaço Zabobrim, iniciou-se no final de fevereiro, na Praça Barão de Santarém, com a apresentação do “Circo do Só Êu!”, e em março, na Praça do Sairé em Alter do Chão até chegar nas comunidades ribeirinhas como: São Pedro, no Rio Arapiuns, em Maguari, na Flona e em Nazaré, Vila de Boim e Suruacá, no Rio Tapajós.

Esta ação faz parte do projeto denominado “Ri beirando o rio”, contemplado em 2013, pelo Prêmio Funarte Caixa Carequinha de Estímulo ao Circo. A oficina foi apoiada localmente pelo Grupo de Teatro Las Cabaças e Associação de Teatro de Santarém (Atas).

* Esio Magalhães – Ator, diretor e palhaço Zabobrim, indicado ao premiou Shell como melhor ator em 2007 e 2008. Foi Integrante dos Doutores da Alegria e é sócio fundador do Barracão Teatro em Campinas. Foi considerado o melhor palhaço de todos os tempos por sua mãe.

Jovens ribeirinhos participam de oficina de Jornalismo Cidadão em Santarém

13 de março de 2015 por Adriane Gama

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As oficinas de Jornalismo Cidadão e Tecnologias Livres para jovens e lideranças das comunidades ribeirinhas da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns (Resex) e Floresta Nacional (Flona) têm como ojetivo fomar monitores para acompanhar a qualidade da água nestas localidades.

A primeira dessas oficinas foi realizada na Escola do Parque, no último dia 05, e faz parte de uma série que acontecerá em Santarém, na Resex e em Belterra. Realizada pela InfoAmazônia, em parceria com o Projeto Saúde e Alegria e Secretarias Municipais de Meio Ambiente, as oficinas visam implantar uma ação piloto de monitoramento da qualidade da água, prevista para acontecer em julho, e assim identificar pessoas que estejam interessadas em representar suas comunidades.

A oficina, mediada pelo jornalista Giovanny Veras e pelo pesquisador Ricardo Guimarães, ambos do InfoAmazônia, teve suas atividades divididas em duas partes.

Pela manhã, houveram diálogos sobre produções independentes de conteúdos jornalísticos. Midiativismo, tecnologias livres eofic_infoamazonia jornalismo cidadão foram temas convergentes para estimular a participação de cidadãos comuns, sem formação jornalística, do processo de coleta à veiculação das reportagens, produzindo assim, conteúdos em seus próprios blogs.

De acordo com Giovanny, o jornalismo digital pode ser uma das ferramentas que estimula e permite que moradores, jornalistas, pesquisadores, ongs e universidades possam gerar narrativas e compartilhar análises de dados. Assim, “cria-se mais conhecimento sobre os problemas e soluções na Amazônia”, ressalta o jornalista.

À tarde, o pesquisador Ricardo Guimarães apresentou a ideia central do projeto: aplicar um sistema de monitoramento da qualidade da água nas comunidades, onde cada sensor medirá oito parâmetros, como pH, temperatura e turbidez. Os jovens irão aprender a metodologia do trabalho desde a instalação dos kits das caixas módulos em reservatórios para medição, até como enviar dados e enfrentar desafios em casos de impossiblidades de conexão.

O técnico ainda ressalta que no final desse processo, um servidor da InfoAmazônia, após o recebimento desses dados em tempo real, irá conferi-los, gerando um índice sobre a característica da água. Caso algum sensor apontar uma situação potencial de contaminação, uma análise laboratorial será feita detalhadamente.

pratica_analise_aguaNa parte prática da oficina, a turma testou o parâmetro do pH de algumas amostras de água, utilizando o protótipo do sensor. No final do evento, os participantes receberam certificados e ficaram responsáveis de enviar notícias comunitárias para começar a alimentar as informações no site da InfoAmazônia e sites parceiros.

Para o participante Mauro Duarte, da comunidade de Maguari – Flona, esse projeto levanta a bandeira coletiva de luta pela mesma causa para chegar à uma mudança, e “através da conexão entre água e jornalismo, coloca os direitos e problemas relativos à qualidade da água, em evidência”.

A jovem Natalina Oliveira, da Vila de Boim, lembrou que “nós, da comunidade, temos medo de represália se fomos fazer denúncias, mas com esse projeto podemos ter mais segurança de repassar nossas noticias, corretas e verdadeiras, com uso de recursos de multimídia.”

*O projeto Rede InfoAmazonia é uma plataforma digital que agrega jornalismo e dados geográficos, produzindo mapas interativos e gráficos através de tecnologias livres com objetivo de difundir informações locais da Amazônia.

Fotos: Elis Lucien

É Plantando que se Colhe incentiva a criação de hortas comunitárias

12 de março de 2015 por Lilian Campelo

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O projeto foi aprovado na Chamada de Apoio às Iniciativas Juvenis realizado pelo Saúde e Alegria

 

Preocupados com o meio ambiente, jovens acadêmicos da UFOPA se prontificaram a semear e compartilhar de seus conhecimentos para construção de boas práticas alimentares e ambientais em uma escola no interior da Amazônia.

O Projeto ‘É Plantando que se Colhe!’ tem como objetivo sensibilizar alunos da escola Santa Terezinha na comunidade de Maripá, localizada na Resex Tapajós-Arapiuns, sobre a importância da preservação ambiental e conservação do solo, por meio da reutilização de resíduos orgânicos na produção de hortaliças.

A iniciativa visa envolver crianças de 09 a 16 anos nas atividades que a equipe Sementes do Bem desenvolverá na comunidade. Será realizada a construção de novos canteiros nas dependências da escola, onde serão plantadas diversas hortaliças como tomate, pepino, pimentinha, couve, alface, cebolinha, pimentão entre outras leguminosas.

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As atividades iniciaram com a apresentação da proposta para o Conselho e Comunidade Escolar: pais, alunos e funcionários. Nessas pequenas reuniões foi feito o convite aos jovens da comunidade para que pudessem participar como voluntários e apoiar o projeto no decorrer dos quatro meses de trabalho. O projeto é um iniciativa apoiada pelo Saúde e Alegria através da Chamada de Apoio às Iniciativas Juvenis.

O próximo passo da equipe Semente do Bem será uma noite cultural, que acontecerá no dia 14 de março e contará com muitas brincadeiras lúdicas e uma palestra sobre gestão de resíduos, ministrada pela professora Amanda Ferreira, Engenheira Agrônoma da UFOPA. Os trabalhos continuarão com muita empolgação e dedicação nos próximos meses; aguardem!

Texto e Fotos: Ana Daiane

Edição: Lilian Campelo

 

 

Vila de Boim dá gol pela cidadania

9 de março de 2015 por Lilian Campelo
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Foto ilustrativa: o futebol é uma das principais brincadeiras entre meninos e meninas

Projeto socioeducativo Gol de Cidadania na Floresta realizará oficinas educativas com crianças e adolescentes mobilizadas através do futebol

 

Um grupo de jovens da Vila de Boim, localizado no município de Santarém, resolveram aliar a paixão nacional, o futebol, com iniciativas de cidadania. Eles elaboraram um projeto socioeducativo que será desenvolvido junto às crianças e adolescentes. O objetivo é preencher a lacuna de falta de políticas públicas voltadas para o esporte e lazer na comunidade.

O projeto foi um dos selecionados da I Chamada de Apoio às Iniciativas Juvenis Comunitárias, lançado pelo Saúde e Alegria e que incentiva a criação de projetos voltados a defesa dos direitos das crianças e adolescentes dentro de diferentes temáticas.

Participaram da chamada 30 projetos, com 14 selecionados. Gol de Cidadania na Floresta terá, inicialmente, a duração de seis meses, atendendo 100 crianças e adolescentes de 10 a 12 anos, de ambos os sexos. A iniciativa consiste em uma escolinha de futebol aliando ainda palestras sobre drogas, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), Violência e Lixo.

Os responsáveis pelas atividades são os membros do Grupo de Jovens de Boim (JUSC – Jovens Unidos a Serviço da Comunidade), tendo à frente: Herculano Miranda, Diego Chaves, Lucenildo Lameira, Joedson Xavier e Natalina Oliveira.

O custeamento será de responsabilidade do Saúde e Alegria, como também apoio ao grupo que estará a frente do Projeto Gol de Cidadania na Floresta. Diego Oliveira, um dos jovens responsáveis pelo projeto, garante que o esporte, quando bem direcionado pode, fazer muita diferença na vida de muitos jovens.

 

Texto de Maickson Serrão   – Vila de Boim

Atividades de Meliponicultura mobilizam comunidades da Resex Tapajós

6 de março de 2015 por Adriane Gama

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Meliponicultura, um nome que cada vez mais vem se destacando na região, refere-se à criação de abelhas nativas sem ferrão, a qual pode contribuir muito com a diversificação e uso sustentável da terra na Amazônia. Essas abelhas, as quais produzem saboroso mel com propriedades medicinais, podem garantir a sobrevivência de plantas nativas e cultivadas, graças ao seu papel ecológico fundamental como polinizadoras.

Com intuito de difundir essa prática na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns (Resex), nos dias 26 e 27 de fevereiro, foi realizado um Curso de Meliponicultura, na Vila do Amorim, facilitada pelo técnico em manejo de abelhas do Projeto Saúde & Alegria (PSA), Alexandre Goudinho, com o apoio de uma equipe destacada do projeto formada pelo técnico em agropecuária, Silvano Martins e pelas biólogas Ândrea Colares e Adriane Gama. Esta oficina contou também com a colaboração da escola e de uma família local como apoio na alimentação. Para as práticas com as melíponas, foi usada a estrutura do meliponário cedido pelo participante da Vila do Amorim, Nilson Paz.

Este curso, faz parte das atividades técnicas sobre Boas Práticas de Produção, Beneficiamento e Fornecimento de Serviços, da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), no qual capacita beneficiários do INCRA interessados no manejo de abelhas sem ferrão com o objetivo de enfatizar a potencialidade desta atividade para a agricultura familiar nas comunidades ribeirinhas. Dessa forma, a Meliponicultura pode ser mais uma alternativa econômica que agrega renda extra aos comunitários, em sintonia com o uso racional e sustentável de recursos naturais, envolvendo outras iniciativas, como educação ambiental e turismo comunitário.

Estavam presentes neste curso, representantes de seis comunidades da região do Lote 10 do ATER – PSA: Cabeceira do Amorim, Brinco da Moças, Enseada do Amorim, Mapirizinho, Uquena, Limãotuba e Vila do Amorim. Foram dois dias de vivência na cultura das abelhas sem ferrão. Depois de muita chuva, no início das aulas na escola, o sol apareceu e manteve-se na maioria do tempo, contribuindo com as aulas de campo.

Os participantes tiveram aula teórica que abordava conteúdos referentes a morfologia das Meliponidae (abelha sem ferrão), sua distribuição geográfica, períodos de floração, tipos de ninho e alimentos, predadores naturais e estrutura das colônias de meliponídeos. Na parte prática, os agricultores com devidas roupas de proteção, tiveram orientações sobre técnicas de captura, transferência e divisão de colônias, tanto in natura (tronco da árvore) quanto nas caixas, construção e posição de meliponários, como alimentar artificialmente determinadas espécies e por fim, coleta e armazenamento do mel das abelhas.

O resultado foi bastante satisfatório para todos os alunos neste segundo encontro (o primeiro aconteceu no final do ano passado no Centro Experimental Floresta Ativa do PSA na Resex). Todos estavam muito empenhados e cuidadosos a seguir todas as etapas do manejo destas abelhas, aliando suas experiências com as técnicas da meliponicultura. No final, os participantes receberam um material de aprendizagem, e por comunidade, foi doada uma caixa modelo montada para que cada um possa iniciar suas atividades em seus meliponários. Ainda houve um brinde coletivo com direito a degustação de mel.

De acordo com o técnico Alexandre, meliponicultor há 10 anos, esta realização foi positiva pela forte presença das comunidades, atendendo a meta do projeto de desenvolver atividades do ATER para os moradores que se inscreveram na oficina. “Com relação às aulas, conseguimos exercitar uma atividade considerada nova na Resex, que tem dado certo em algumas comunidades, apresentando um modelo, levando em consideração a prática do dia a dia do morador”, aponta o produtor.

O técnico ainda pontua que “o curso foi completo, trabalhando paralelamente com o social, ambiental, comercialização do produto e organização do grupo. O fator principal disso, foi desenvolver uma atividade recente, que se fala em preservação ambiental, melhoramento da renda familiar, com abordagem na organização social, como acontece dentro de uma colmeia. Inclusive, dentro dessa prática de manejo, a gente pode verificar durante todo o curso, como esse processo está sendo discutido no projeto de ATER”.

Por sua vez, os participantes estavam muito entusiasmados. Para Ronaldo Lopes, produtor da comunidade de Uquena, disse que “o curso serviu para aprimorar mais meus conhecimentos e que a partir de agora, é colocar em prática o que nós aprendemos para poder repassar com mais segurança, as técnicas e vivências com essas espécies, para os iniciantes”.

Já para a moradora de Brinco da Moça, Dona Mercedes Farias, suas expectativas foram alcançadas sendo que o mais interessante para ela foi conhecer a organização social das abelhas e como retirar o mel diretamente dos potes, seja ele do interior das árvores ou do meliponário. A produtora ainda disse que “esta atividade com as abelhas sem ferrão pode ser uma boa opção para o desenvolvimento econômico da minha comunidade sem causar danos ao meio ambiente”.

Fotos: Adriane Gama, Ândrea Colares e Silvano Martins

Projeto Territórios de Aprendizagem lança Guia Pedagógico

27 de fevereiro de 2015 por Fábio Pena

fotoFoi lançado hoje, 27/02, na Escola do Parque da Cidade em Santarém, o Guia Pedagógico do Projeto Territórios de Aprendizagem, que busca valorizar os saberes e conhecimentos das comunidades tradicionais no currículo escolar visando melhorar a qualidade do ensino.

O Projeto Territórios de Aprendizagem é fruto da parceria entre o Projeto Saúde e Alegria – PSA e a Secretaria Municipal de Educação de Santarém com apoio do Programa Norte de Saberes da Fundação Carlos Chagas e Fundo Vale. Surgiu em 2012 com o intuito de trazer referências pedagógicas que possam contribuir com a melhoria da qualidade da educação no contexto amazônico. O programa compreende a escola a partir do conceito de território – espaço marcado não apenas pelas características geográficas, como também pelas relações humanas – auxiliando os sujeitos na compreensão de sua realidade, para que se tornem cidadãos mais críticos e reflexivos e que possam assim agir sobre ela.

O projeto se propôs a ajudar no fortalecimento da função social das escolas especialmente no território da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (Resex), o qual demanda processos educativos capazes de fortalecer o senso de territorialidade de sua população, especialmente das novas gerações.

Em seu primeiro ciclo de atuação, foram selecionadas quatro escolas na Resex, e um núcleo no planalto Santareno, para uma experiência piloto: no Eixo Forte, a Escola municipal de tempo integral Irmã Dorothi, da comunidade do Caranazal; e na Resex – Escola Nossa Senhora de Fátima, da comunidade do Anã; a Escola João Franco Sarmento, da comunidade Suruacá; a Escola São Pedro, da comunidade São Pedro; a Escola St. Ingnácio de Loyola, da comunidade de Boim.

Adotou-se como principal objetivo colaborar para a redução do espaço entre o ensino formal e a realidade sociocultural e ambiental dos alunos, possibilitando a construção de uma aprendizagem significativa que resulte na melhoria dos indicadores de sucesso escolar.
Os professores e gestores destas escolas participaram de diversas oficinas, nas quais tiveram contato com novas referências conceituais sobre educação do campo, educação ambiental, territorialidade, e sobre metodologias a serem utilizadas nas escolas.

O saber comunitário dando sabor à escola

As escolas participantes mobilizaram as comunidades num processo de mapeamento participativo de seu território, e dos conhecimentos e saberes tradicionais da população local.  Deste forma, os alunos com apoio de professores e pedagogos do projeto, percorreram as comunidades identificando elementos expressivos, levantando o perfil social, econômico e ambiental a partir de sua própria sua visão infanto-juvenil.

IMG_2224Os mapas elaborados contemplaram aspectos como a cartografia da comunidade em si – com as especificações territoriais, geográficas; a biodiversidade – identificando a fauna, flora, pesca, coleta, extrativismo.  Os alunos foram motivados também a pesquisarem sobre o conhecimento tradicional, os saberes populares, os mitos e lendas, a história local e regional, a culinária local, manifestações culturais coletivas, brincadeiras infantis, além de valorizar os talentos locais, como músicos, poetas, artesãos. O trabalho realizado construiu-se num rico banco de conhecimentos amazônicos que foram sistematizados e que agora estão disponíveis no Guia de Apoio Pedagógico do Projeto.

CapaGuiaO Guia resume o passo a passo percorrido pelo projeto até o momento, com suas metodologias e atividades para que outras escolas possam experimentar, e também apresenta dicas pedagógicas sobre como unir esses saberes aos conteúdos escolares, do 1o ao 6o ano do ensino fundamental. “Partimos da idéia de que a criança pode aprender melhor quando o ensino contempla suas formas de viver na comunidade, quando o professor passa a utilizar elementos simbólicos e materiais que a criança domina para que o conteúdo das disciplinas ganhe significados para a criança”, explica Fábio Pena, coordenador do projeto.

No evento de lançamento do Guia, os professores e diretores das escolas participantes comemoraram mais um passo alcançado. “Esse Guia será de grande importância para o enriquecimento do nosso conteúdo programático. Nossa escola dá muita importância para os conhecimentos locais mas ainda hoje os livros que são oferecidos para nossas escolas,  retratam realidades distantes da nossa, então isso dificulta o entendimento da criança. Com esse guia pedagógico, que é feito de dentro dessa nossa realidade, vai facilitar bastante trazendo mais motivação para a aprendizagem”, comenta a Diretora da Escola Nossa Senhora de Fátima, da comunidade do Anã, Renata Godinho.

A professora Eliana Amorim que leciona língua portuguesa aos alunos do 5o ano do Ensino Fundamental na mesma escola, também acredita que o Guia “só vai somar ao que a gente já vinha desenvolvendo com as primeiras experiência do projeto na escola. Buscamos sempre introduzir a pesquisa como parte  do processo pedagógico, levando os alunos a conhecerem mais a fundo a comunidade. E com esse guia vamos aprimorar mais o nosso trabalho e fazer com que os alunos tenham um maior desenvolvimento nos estudos”.

Já o coordenador das escolas da região de rios, da SEMED, João Magalhães, disse que “trata-se de um material muito bom que vai motivar os professores e alunos, principalmente por ele ter sido construído pelas próprias comunidades, retratando a vivência, a cultura dessas comunidades”, avalia.

No evento de lançamento também foram anunciados os próximos passos do projeto. “Após este lançamento é que temos um longo trabalho pela frente. Vamos incentivar o uso do material nas escolas e avaliar os resultados para ir cada vez mais melhorando a proposta pedagógica”, explicou Davirley Sampaio, coordenador de Educação Ambiental da SEMED.

“Nosso interesse é contribuir com experiências como essa para ajudar as políticas públicas no grande desafio que é promover a melhoria da educação nas comunidade rurais. Esperamos que esta se torne uma experiência consolidada para que depois possa ser expandida para mais escolas pela rede de ensino” , afirmou o coordenador do PSA, Caetano Scannavino.