A Banda Chaqualho da Vila Amazonas foi uma das selecionadas da chamada “O quê é a música?”, convocada pela Eletrocooperativa.Foram enviadas 450 criações entre videos, músicas, imagens e podcasts; a Banda Chaqualho foi um dos cinco vencedores na categoria “música”.
A Banda chaqualho é formada por 8 jovens da comunidade de Vila Amazonas na margem do Rio Amazonas, em plena Floresta Amazônica. Todos os intrumentos da banda foram feitos artesanalmente pela turma, e com muita criatividade eles fazem a festa. Com apoio do Pontão de Cultura Digital do Tapajós e do Saúde e Alegria os jovens da Banda Chaqualho gravaram músicas para participar do concurso.
A Eletrocooperativa é um coletivo de cultura livre, baseado em Salvador da Bahia. Para mais informações, acesse o site.
Veja a Banda Chaqualho aqui, ou assista o vídeo no Youtube.
Parabéns aos jovens de Vila Amazonas!!
No dia 01 de Setembro a Fanfarra Inter Colegial de Belterra participou do III Festival de Bandas e Fanfarras realizado no município de Santarém.
Participaram alunos de escolas Estaduais e Municipais de Santarém e Alenquer, que fizeram um grande espetáculo na Orla de Santarém, com a presença maciça do público que prestigiou o evento
A Fanfarra de Belterra fez uma apresentação empolgante, não deixando a desejar a nenhuma de suas concorrentes. As escolas vencedoras foram: na categoria fanfarra simples quem ficou em primeiro foi a Escola Diocesana São Francisco; na categoria fanfarra com melodia o troféu foi para a Escola Almirante Soares Dutra.
As três primeiras colocadas, em cada categoria, terá como premiação instrumentos musicais para fortalecer as bandas e fanfarras.
Através de pesquisas feitas por alunos da Escola Santa Filomena e repórteres da Rede Mocoronga, constatou-se que a comunidade de Prainha, na Floresta Nacional do Tapajós, foi fundada no dia 16 Setembro de 1888 por um comunitário chamado Francisco Serrão, conhecido como “Chico Tucu”, o mesmo chegou nessa margem do rio Tapajós através de um batelão, meio de transporte mais utilizado naquela época.
Em resposta à convocação para participar do Concurso Mocorongo – TEMA ARTESANATO, recebemos várias entrevistas gravadas, matérias escritas, fotos e peças de artesanato dos nossos repórteres comunitários. Obrigado pela participação! Os vencedores do concurso são:
Mauro Artur da comunidade de Capixauã que fez uma entrevista com três pessoas que fazem uma grande variedade de artesanato na comunidade.
“Conversamos com o sr. Antônio Rodrigues que tece tala e palha fazendo paneiro, tipiti, esteira, peneira, esteira e abanos, e as artesãs a senhora Marilene e a senhora Maria Gorete que tecem em palha de buruti e tucumã fazendo cesta, balaios, porta-garrafa, porta- jóias, porta- guardanapo e algumas roupas que tecido de palha para danças indígenas que acontecem nas comunidades.”
Gorete Zulair da comunidade de Urucureá entrevistou duas idosas da comunidade sobre o artesanato de palha de tucumã. A dona Zeneide Tapajós e a dona Alvina Ferreira fazem parte do grupo TucumArte. Gorete também colocou a “Música do paneiro”, cantada por Zeneide Tapajós e Alvina Ferreira:
Paneiro é coisa comum,
que em todo barraco tem
Não custa muito dinheiro,
nem custa fazer também
Mas quero levar comigo,
pra sempre no coração
A lição que o paneiro ensina,
como é bela a união
As talas estavam no mato ,
a ufa sem serventia
As agora de mãos dadas todas tem força e valia
Wanderson Souza da comunidade de Pedreira falou com o jovem Elinei Souza, de 22 anos, sobre o artesanato que ele faz de madeira:
Em Muratuba além de existir uma rica cultura, existe também muita criatividade e diversão. Os comunitários sempre estão trabalhando juntos e realizando programações que envolvam toda a comunidade.
Durante o aniversário da rádio comunitária Raio de Sol, que acontece no dia 04 de dezembro, a comunidade de Muratuba realiza o Concurso do Dog Fashion, a única comunidade que apresenta esse tipo de espetáculo.
Em todos os aniversários da rádio comunitária, os cachorros são as principais atrações. E por incrível que pareça o mais esperado por todos.
A comunidade de Samaúma, na resex Tapajós, está se mobilizando para realizar o 2º Festival da mandioca, produto de maior consumo da população ribeirinha e muito utilizada para a fabricação de farinha.
Atendendo a solicitação do leitor Alfredo, estou postando um resumo da história de Belterra.
A data de 04 de maio de 1934, foi primordial na história de Belterra. Momento em que chegou por estas bandas a Companhia Ford, do magnata norte-americano Henry Ford (foto) a qual enfrentou diversos problemas, entre eles o clima, impossibilitando o avanço tecnológico. Época dos barões e baronesas, diferenciando-se por residir em vilas diferentes, de acordo com a renda de cada morador. Nos meados de 1945 o Projeto inicial de plantações de seringas fracassou, e o governo brasileiro, para manter a área já plantada, iniciou a exploração do seringal, tornando-se o maior produtor de látex da região.
Lenda do Jacurututu-taú taú
Logo que os Portugueses chegaram na região do tapajós, precisamente na comunidade de Pinhel, no tapajós, eles se alojaram nessa localidade e montaram um comércio. Um dos objetivos deles era explorar seringa. Arrumaram vinte homens e mandaram para a mata, para tirar borracha.
Chegando na mata, começaram a fazer a exploração do seringal. Com uma semana de muito trabalho, em uma certa tarde apareceu um senhor velhinho, com uma melancia na mão, chegou até o lugar onde eles estavam e entregou ao cozinheiro. O cozinheiro pegou a melancia e guardou.
Quando foi a tarde chegou os vinte trabalhadores que estavam trabalhando na mata, e ai ele disse:
Olha, ai tem uma melancia que um senhor trouxe aqui. Mais é bom vocês não comerem por que eu to cismando que essa melancia não é de gente boa não!
Pesquisas, feitas pelo repórter do jornal Bela Vista junto com os antigos moradores da comunidade, relatam que Nova Vista surgiu em 1910. Seu primeiro nome foi Cajual, depois Bela Vista e atualmente Nova Vista. Segundo Esbertes Xavier, hoje com 85 anos e morador da comunidade desde o seu nascimento, contou que os primeiros moradores foram a Sra. Guiomar Rocha, que era muito conhecida por ser curandeira, seu esposo Antonio Rodrigues e Abraão Panelada, que era avô do conhecido Eden Cohen, hoje residente de Vila de Boim.
Desde essa época já havia rezas de 30 a 31 de agosto ao padroeiro de Dona Guiomar. Com o passar do tempo, as rezas se tornaram festejos com direito a juiz de mastro e mordomos. O curioso é que o juiz doava um boi e seus seguidores doavam quatro bois. Com isso convidavam as comunidades vizinhas. Também eram escolhdos cafeteiras, cozinheiras, lenheiros, carregador de àgua e o mestre sala. Quando a comida estava pronta, era distribuída entre os participantes, assim como a cachaça, o tarubá, vinho e biscoito assado na folha de bananeira.
Aldinei do Carmo
Jornal Bela Vista
Comunidade de Nova Vista - RESEX Tapajós
NB: o núcleo de Educomunicação do PSA se alegra com a entrada do grupo de jovens MOJONOV da Nova Vista em nossa Rede Mocoronga de Comunicação. Sejam bem-vindos!