De tudo um pouco: Comunidade de São Pedro

1 de junho de 2011 por Paulo Lima

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=hqsOuVBXHPI[/youtube]

Jovens moradores da Comunidade de São Pedro, Rio Arapiuns, no município de Santarém (PA), fazem com câmeras de telefones celulares uma apresentação das belezas, da história e da vida cotidiana do seu lugar.  O vídeo com algumas imagens filmadas do alto de uma torre de telefonia fixa de 60 metros é narrado parcialmente de lá.  A distância, ao alto, faz com que o olhar dos jovens nos mostre a beleza e a generosidade da natureza no Rio Arapiuns.

São Pedro é uma comunidade grande para os padrões da nossa região, com cerca de 135 famílias. É uma comunidade que reúne Escola e Posto de Saúde que atende outras comunidades próximas.  Lá também tem uma Rádio Comunitária que transmite as informações de interesse da localidade por alto falantes afixados em postes.  Outro destaque é o Telecentro Comunitário. Apesar de ainda não estar conectado à Internet  já nos mostra o quanto é útil para a comunidade. O vídeo, que foi inteiramente produzido, editado e finalizado pelos jovens, foi trabalhado com os equipamentos e pela turma que participa das atividades do Telecentro.

São Pedro foi destaque na imprensa nacional em outubro de 2010 quando, nas suas praias, movimentos sociais e comunitários, unidos no Movimento em Defesa da Vida e da Cultura do Rio Arapiuns, se reuniram para pressionar pela preservação da Floresta.

Conheça um pouco do que é viver na Amazônia com esse vídeo da juventude de São Pedro.

O Projeto Saúde & Alegria conta com o apoio da Vivo e do Instituto Vivo para realizar essa iniciativa.

São João na roça

1 de junho de 2011 por Elis Lucien

São João na roça é uma época de muita comida típica regional, danças folclóricas, bandeirinhas, chapéu de palha, vestido colorido e claro Miss Caipira. Um verdadeiro arraial deve ter: apresentações de quadrilha, lundum, dança de roda, casamento na roça, bingos, vendas de rifas (para concurso de Miss Caipira), leilões de prendas, cordão de pássaro, fogueira, cadeia do amor, banca do beijo, quebra-pote, adivinhações e a derruba do mastro.

Vatapá, milho assado, maçã do amor, salada de frutas, tacacá, canjica, bolo de milho,  munguzá, tarubá, chopinho, pipoca e outras guloseimas farão parte do cardápio junino nos diversos arraiais espalhados nas cidades e nas comunidades  da Amazônia também. Pedreira – comunidade da flona Tapajós, planeja sua festa para o dia 25 de Junho, regada de torneio esportivo, apresentações de carimbó, dança das crianças, e a famosa quadrilha VIVA MARIA e ainda festa dançante para o público presente.

Dança Povo Amazônida

31 de maio de 2011 por Bob Barbosa

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=WKtKKduHE4E[/youtube]

Na mesma semana em que quatro lideranças amazônidas, ligadas afetiva e efetivamente às questões sócio-ambientais, eram apagadas;

na mesma semana em que o Congresso Nacional aprovava a aberração de um código florestal feito sob medida para a elite ruralista,

uma comunidade no meio da Amazônia fazia um vídeo que deveria ser visto pela Presidente Dilma Rousseff, principalmente se a ela for dada a responsabilidade de vetar ou não esse Código Anti-florestal.

Realizado através da Oficina de Vídeo com Celulares, o filmete “Povo Amazônidas”, gravado no dia 25 de maio, mostra os ensaios de uma dança que está sendo coreografada pelos comunitários da Vila de Anã, margem direita do Rio Arapiuns.

Assim como as funções no espetáculo de dança, também as do vídeo foram exercidas pelos moradores da Vila de Anã.

A liderança comunitária Alexandre Goudinho fez a edição, Sara Juliene e Larissa Godinho as entrevistas. Eliane Goudinho além da coreografia e da música, fez o texto e a locução.

Nas câmeras, melhor dizendo nos celulares, estavam Natália Cardoso, Kézia Amorim, Pablo Cardoso, Alexandre Goudinho, Lilian Godinho e Francidelton Imbiriba.

Na equipe de produção, mais anauenses: Alessandra Imbiriba, Lucas Amorim, Francidelton Imbiriba, Francimara Guimarães, Tiago Cardoso e Robson Goudinho.

Ivanilson Pereira, um dos responsáveis pelo figurino, falou, juntamente com Eliane Goudinho, sobre os materiais usados na confecção das vestimentas dos bailarinos.

No corpo de dança estavam boa parte dos trinta componentes do grupo: Sara, Alessandra, Larissa, Francimara, Erivaldo, Eliane, Audenira, Ananias, Diego, Diorlando, Mateus, Augusto, Elaine, Taiza e Ivanilson.

A Oficina, conduzida por Bob Barbosa e Gabriel Abreu, é uma realização do Saúde & Alegria, com apoio do Instituto Vivo.

Multirão Comunitário em Suruacá

27 de maio de 2011 por




Muita disposição, força, coragem e união…, é assim que os comunitários de Suruacá trabalham sempre, e principalmente quando se fala em organizar aquilo que é necessário para o desenvolvimento da comunidade.
Como já é tradição todas as segunda-feiras realizar o multirão na vila, comunitários vão em busca de seus esforços para adquirir aquilo que é prioridade, e é nesse rítimo assim que Suruacá tem conquistado seus objetivos, e para que a comunidade cresça cada vez mais e tenha uma visão melhor para as pessoas que as visitam, comunitários vem desempenhando um trabalho árduo , que é dar continuidade na estrutura da Rede de energia elétrica da Comunidade.

Sabe-se que Suruacá tem desenvolvido bastante nos últimos anos, pra isso algumas ruas estão precisando colocar novos postes , trabalho como esse que depende de muito “ querer”, assim também da força de vontade dos comunitários, um trabalho que é bastante dificultoso que eles vem realizando, tirar madeira, carregar vários quilômetros até chegar no local adequado, não é tarefa fácil, tem que ter mesmo muita coragem e disponibilidade, ainda mais quando não se tem um meio para conduzir o material, nesse caso a única solução mesmo é usar os próprios ombros, e é isso que vem acontecendo por tanto o povo suruacaense mais um vez vai a luta, pois é através de seus esforços e do seu próprio suor, que conseguem alcansar suas conquistas.

Boim e mais 91 comunidades próximas do sonho de energia 24 horas

26 de maio de 2011 por Maickson Bhoim



Segundo Elísio Éden Cohen, historiador e líder boinense, Boim e mais 91 comunidades que compõem a Resex – Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns finalmente foram incluídas no programa Luz Para Todos do governo federal. Ainda segundo ele, a execução do projeto se dará a partir do final deste ano.

A energia que abastecerá a Resex vem de Tucuruí e o “linhão” está quase em frente à cidade de Aveiro, na margem esquerda do rio Tapajós.

Situação atual

A maioria das comunidades da reserva, assim como a vila de Boim, possui um gerador de energia a diesel comunitário.  Boim é uma vila grande, o gerador é “guloso” de combustível, portanto os moradores conseguem ter apenas duas horas de energia diária.

Apenas alguns moradores e comerciantes possuem pequenos geradores de energia. Para a conservação de alimentos os boinenses precisam comprar gelo nas embarcações, a preços altíssimos.

Com energia 24 horas, haverá melhoria na qualidade de vida nas comunidades ribeirinhas. Os moradores poderão criar algum negócio e dessa forma, ter novas fontes de renda, as escolas poderão ter aulas à noite, não compraremos mais gelo, enfim a energia só trará benefícios pra gente, garante Charles Lameira, comunitário boinense.

Zé Claudio denunciou que estava sendo ameaçado

24 de maio de 2011 por Fábio Pena

Veja no vídeo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=XO2pwnrji8I[/youtube]

Líderes de Projeto Extrativista são assassinados em Nova Ipixuna, PA

24 de maio de 2011 por Fábio Pena

Foto: Felipe Milanez

No mesmo dia em que a Câmara dos Deputados tentar votar a revisão do Código Florestal Brasileiro, que mesmo antes de ser votado já provocou aumento do desmatamento na Amazônia, mais uma triste notícia veio para quem defende a vida. O assassinato de mais líder comunitário e sua esposa, por  defender a preservação da floresta.

Informações do Conselho Nacional dos Seringueiros:

Maria do Espírito Santo da Silva e José Claudio Ribeiro da Silva, líderes do Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, foram assassinados na manhã desta terça feira (24), a 50 km do município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará, na comunidade de Maçaranduba.

As ameaças contra a vida do casal de extrativistas começaram por volta de 2008. Segundo familiares, desconhecidos rondavam a casa de Maria e José Cláudio, geralmente à noite, disparando tiros para o alto. Algumas vezes, chegaram a alvejar animais da propriedade do casal. O momento das intimidações coincidiu com a denúncia dos líderes extrativistas contra madeireiros da região, que constantemente avançam na área do PAEX, para extrair espécies madeireiras como castanheira, angelim e jatobá.

Para Atanagildo Matos, Diretor da Regional Belém do CNS, a morte de José Cláudio e Maria da Silva é uma perda irreparável. “Eles nos deixam uma lição, que é o ideal dos extrativistas da Amazônia: permitir que o ‘povo da floresta’ possa viver com qualidade, de forma sustentável com o meio ambiente”, diz Matos. “Já estamos em contato com o Ministério Público Federal, Polícia Federal e outras instituições. Apoiaremos fortemente as investigações, para que esse crime não fique impune”, afirma o Diretor do CNS.

Trabalho – Maria e José Cláudio viviam há 24 anos em Nova Ipixuna. Integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes, foram um exemplo para toda a comunidade. Desde que começaram a viver juntos, mostravam que era possível viver em harmonia com a floresta, de forma sustentável. “O terreno deles tinha aproximadamente 20 hectares, mas 80% era área verde preservada”, conta Clara Santos, sobrinha de José Cláudio Silva.

“Eles extraíam principalmente óleos de andiroba e castanha, além de outros produtos da floresta para sua subsistência. Graças à iniciativa dos meus tios, atualmente o PAEX Praialta-Piranheira tem um convênio com Laboratório Sócio-Agronômico do Tocantins (LASAT – Universidade Federal do Pará), para produção sustentável de óleos vegetais, para que os moradores possam sustentar-se sem agredir a floresta”, revela Clara.

Assentamento – O Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAEX) Praialta Piranheira situa-se à margem do lago da hidrelétrica de Tucuruí. Foi criado em 1997 e possui atualmente uma área de 22 mil hectares, onde encontram-se aproximadamente 500 famílias. Além do óleos vegetais, o açaí e o cupuaçu, frutas típicas da região, garantem a renda de muitas famílias.

XI Gincana Cultural

23 de maio de 2011 por Carpeggeane Pantoja



Baseado no Tema da Campanha da Fraternidade, o Polo Maguari realizou a XI GINCANA CULTURAL. A mesma está sendo realizada à 11 anos, portanto  desde o ano 2000. A cada ano ela traz um tema diferente. E teve como tema: Responsabilidade Social e a Vida no Planeta.Faça sua Parte!

A disputa fica entre duas equipe formadas por alunos e comunitários, sendo que os moradores das comunidades de Revolta, Santa Cruz e São Domingos formam uma equipe chamada MANICUERA. E comunitários de Maguari, Jamaraquá e Acaratinga é a outra equipe que dar-se o nome de JAMARATINGA.

E foi neste sábado dia 21 Maio, que aconteceu a tradicional Gincana Cultural do Polo Maguari. Tendo como vencedora a Equipe Jamaratinga.

A Gincana tem como objetivo resgatar a cultura local, fazer com as pessoas possam refletir do que está acontecendo no nosso  planeta e fazer com que os alunos, pais e comunitários serem mais participativo.

Tá sujo

23 de maio de 2011 por Bob Barbosa

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=o0VzPDQ2pUs[/youtube]

Como pode Suruacá  fazer dois vídeos tão contraditórios entre si e ainda assim expressarem com verdade a situação do lixo na comunidade?

Djalma Lima, morador, liderança e Agente Comunitário de Saúde dá a pista: “A maioria das pessoas de Suruacá não conhece os lixões da comunidade onde moram!”

Quem anda em Suruacá de fato percebe o quanto a comunidade é limpa e organizada, como afirma o vídeo “Tá limpo”, postado semana passada na Rede Mocoronga.

Porém algo cheira mal quando a questão é o destino do lixo em Suruacá.

Suruacá, de uns anos pra cá, com a melhoria das condições de vida de seus moradores, começou a consumir mais produtos industrializados e como consequência começou a fazer mais lixo.

Até aí nada de anormal, mas por que não separar o lixo em Suruacá?

É esse o questionamento que Djalma Lima faz no vídeo “Esculacha o Lixo”, que vale para outras comunidades e, principalmente, para o município de Santarém.

Já é hora da Prefeitura estimular a separação do lixo através de algum programa de Coleta Seletiva que atenda, pelo menos inicialmente, parte da população.

Entretanto, é Djalma Moreira Lima, morador de uma distante comunidade, há 4 horas de barco do centro da cidade, antenado com o futuro e atento ao presente, quem nos provoca enquanto cidadãos, enquanto comunitários e claro, enquanto administradores da bela Santarém, a qual precisamos cuidar com mais carinho.

Este vídeo foi produzido, gravado e editado por Djalma Lima através da Oficina de Vídeo com Celulares, conduzida por Bob Barbosa e Gabriel Abreu, numa realização do Saúde & Alegria, com apoio do Instituto Vivo.

Boas notícias para os Telecentros da Rede Mocoronga

22 de maio de 2011 por Paulo Lima

Os Telecentros Culturais de Rede Mocoronga conquistaram um grande avanço neste primeiro semestre de 2011.  Apresentados numa seleção pública do Edital do Banco Itaú, programa Ecomudança, receberam o reconhecimento de sua importância comunitária e, nos próximos meses, terão renovados seus estoques de baterias estacionárias.  Sete dos doze telecentros da Rede Mocoronga serão beneficiados, são eles Suruacá, Muratuba, Urucureá, Nuquini, Vila de Boim e São Pedro no município de Santarém e Prainha, no município de Belterra.  Esses Telecentros receberão uma revisão técnica da instalação elétrica, 12 baterias estacionárias de 200 ampéres e capacitação para a gestão do sistema de geração de energia limpa.

Os recursos do Programa Ecomudança serão utilizados para recuperar os sistemas fotovoltaicos de sete telecentros nas comunidades dos rios Tapajós e Arapiuns comprando e instalando novas baterias. Cada telecentro tem um sistema fotovoltaico com placas solares, controladores de carga e inversores, mas as baterias estão vencidas e já não armazenam energia. Por isto as comunidades estão usando os geradores à gasolina, combustível que chega a atingir o preço de R$ 5,00 por litro em comunidades da região. Entre os benefícios deste projeto estão: a manutenção de um projeto de comunicação e inclusão social com tecnologias limpas e a redução das emissões de gases de efeito estufa pela substituição do uso de combustível fóssil.