Festa de Santo Inácio de Loyola contagia Boim

24 de julho de 2013 por Maickson Bhoim



Shows acontecem no fim de julho; bingo faz parte da programação.
Banda católica, Paz na Terra, fará show na terça (30).

A programação das festividades de Santo Inácio de Loyola conta com missas, show católico, derruba do mastro, venda de bebidas e comidas típicas, bingo e festa dançante. Ontem (21) aconteceu o tradicional Círio que marca o início dos festejos do padroeiro da vila de Boim. Devido às fortes chuvas, o Círio que é realizado pela manhã foi transferido para a tarde.

Todas as noites às 20h haverá  missa eucarística, seguido de arraial com a cobertura da Rádio Comunitária Integração. A festa de Santo Inácio acontece até o dia 31 de julho e esse ano tem como tema:”Vida em juventude” e lema: “Santo Inácio ensine-nos a sermos sempre jovens!”

Conheça quem foi Santo Inácio

Inácio, natural de Loyola na Espanha, era de família nobre. Seguiu a carreira militar, onde ainda jovem se entregou às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Converteu-se á Igreja após um acidente, onde seguiu o exemplo de São Francisco de Assis doando tudo o que tinha “Para a Maior Glória de Deus”. Fundou a Companhia de Jesus contribuindo na salvação e perfeição da alma do próximo.

Programação
De 22 a 26 -20h Missa Eucarística

Dia 27 – 20h Missa Eucarística

23h – Festa Dançante com a super Banda Transamérica

Dia 28 – 20h Batizados e casamentos

Dia 29 – 20h Missa Eucarística

23h Seresta com Banda Estrutura

Dia 30 – 20h Missa Eucarística

21h Show de louvor com a Banda Paz na Terra.

23h Festa Dançante com Banda Transamérica

Dia 31 – Dia de Santo Inácio

04h – Alvorada festiva

07h – Procissão

08h30 – Missa campal

10h – Derruba do mastro

12h – Manhã de sol com Banda Transamérica e Forrozão .Com

20h – Bingão do Santo Inácio

23h – Festa dançante com Banda Energia Show

 

 

 

Assembleia da Resex Tapajós/Arapiuns

15 de julho de 2013 por gabriellamonike



.A Tapajoara é um sonho de quase 15 anos as 74 comunidades que compõem essa Unidade de Preservação . Nos dias 8 e 9 de Julho de 2013,  em Vila Franca aconteceu a Assembleia geral da Reserva extrativista Tapajós Arapiuns conhecida como popularmente como: Tapajoara.

Encontram-se de mais de cem lideranças ribeirinhas do Tapajós e Arapiuns .Com a presença de instituições parceiras dentre os quais o ICMbio , STTR-STM, PSA, STTR-AVEIRO .

Implementação de Dez Computadores no Telecentro de Castanhal

8 de julho de 2013 por vamilsonsilva

O Ministério das Comunicação autorizou até que em fim Saúde Alegria a instalar os Dez Computadores que a mais de Um Ano estavam encaixotados…

A vila de Castanhal vem em publico agradecer o Saúde Alegria, especialmente ao Gabriel Abreu e ao Sr. Paulo Lima Coordenador dos telecentros, pelo empenho. E também junto a coordenação e os monitores que desde ontem estão unindo forças para que isso possa sim crescer ainda mais e estar prestando serviço a comunidade… hoje pela tarde esta acontecendo uma capacitação para os monitores, encerrando com um CiniMocoronga…

os nossos agradecimentos,. Manoel Marialva, Marisa Amaral, Marta Paiva, Gedson Marinho, Vamilson Silva, Ciane Silva, Amanda Cristina, Catila Pinheiro, Elém Soares, Alex Amaral, Gustavo Silva, Dedé Matias.

os nossos agradecimentos,. Manoel Marialva, Marisa Amaral, Marta Paiva, Gedson Marinho, Vamilson Silva, Ciane Silva, Amanda Cristina, Catila Pinheiro, Elém Soares, Alex Amaral, Gustavo Silva, Dedé Matias.


Curso Empreendorismo – Inscrições Prorrogadas até 07/07

18 de junho de 2013 por Gabriel Abreu

Curso Jovens Empreendedores do Tapajós -2013 – Inscrições Prorrogadas até 07/07

O Projeto Saúde & Alegria com apoio Fundação Telefônica / Vivo apresenta o Edital de Seleção para o Curso Jovens Empreendedores do Tapajós 2013.

Se você acredita nas suas idéias, tem vontade de aprender e inovar e tem conhecimentos do uso das tecnologias de informação e comunicação e cultura digital, você pode apresentar sua candidatura.

Serão selecionados 25 jovens para participar de um curso sobre empreendedorismo com tecnologias de informação e comunicação na cidade de Santarém, na Sede do Projeto Saúde e Alegria.   Os selecionados receberão cinco meses de bolsa de estudos no valor de R$ 350,00 e seus projetos concorrerão a um apoio financeiro semente para viabilizar o início das atividades de seu empreendimento.

Sobre a participação:

• Poderão concorrer jovens entre 18 e 29 anos que hoje vivam em Santarém ou que possam vir à cidade para participar das atividades do curso (encontros mensais e algumas atividades de até 5 dias de duração);

• Jovens de origem de comunidades ribeirinhas dos rios Amazonas, Arapiuns e Tapajós e que já participaram de atividades formativas da Rede Mocoronga de Comunicação Popular do Projeto Saúde & Alegria terão reconhecimento em pontuação na seleção;

Para participar o jovem terá de apresentar, conforme formulário linkado abaixo, uma proposta de empreendimento sociais e/ou econômicos a ser implementado em sua comunidade ou em seu bairro com as seguintes características:

• iniciativas que sejam de impacto social e de viabilidade econômica;

• ideias inovadoras e replicáveis;

• que promovam o engajamento de jovens;

• com potencial de viralização por meio de redes sociais e tecnologia.

Cronograma parcial de atividades:

Datas

Atividades

17 de junho a 07 de julho

Edital aberto para recebimento de projetos

08 a 10 de julho

Análise das propostas, entrevistas e seleção final

12 de julho

Divulgação dos selecionados

Agosto

Primeiro encontro do Curso

Para participar:

Leia atentamente o EDITAL, preencha o FORMULÁRIO DE PROPOSTA até o dia 07 de JULHO de 2013.

Se tiver algum material (textos, vídeos, fotografias e projetos) já produzido de suas ideias de empreendimento junte à documentação, com seu Currículo Vitae e envie para gabriel@saudeealegria.org.br

O Projeto Saúde & Alegria entrará em contato com as propostas pré-aprovadas para agendamento das entrevistas.

Os jovens aprovados serão comunicados por telefone e/ou e-mail e formalizarão sua participação com a assinatura de um Termo de Responsabilidade.

Clique aqui para se inscrever!

Mais informações:

Projeto Saúde & Alegria

Av. Mendonça Furtado, 3979

Liberdade, Santarém, Pará

Telefones: (93) 3067.8023 / (93) 3067.8024/ (93) 9158.7800

Email: plima@saudeealegria.org.br

 

CASO ABARÉ: audiência mediada pelo Ministério Público dá esperança para saúde dos ribeirinhos do tapajós

13 de junho de 2013 por Fábio Pena

Preocupado com a situação dos ribeirinhos do Tapajós, o Ministério Publico Estadual – MPE – vem acompanhando de perto o Caso Abaré, buscando esclarecimentos, agendando reuniões, convocando audiências, entre outras medidas que possam contribuir na busca de soluções para o impasse.

O promotor Túlio Chaves Novaes é quem está na linha de frente do processo. No mês passado, convocou uma primeira reunião com a atual Secretária de Saúde de Santarém, Dra. Valdenira Cunha, para esclarecimentos preliminares. Já nesta manhã do último dia 11 de junho, a audiência foi mais ampla. Além da atual titular da pasta de Saúde de Santarém, participaram também os representantes dos dois outros Municípios da área de abrangência do Abaré, como a Prefeita de Belterra, Sra. Dilma Serrão, e o Secretário Municipal de Saúde de Aveiro, Dr. Marco Aurélio Xavier. A reunião contou ainda com representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SESPA) e de outras Instituições como o Projeto Saúde e Alegria (PSA), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Stm), além dos assessores técnicos e jurídicos dos Municípios.

Os principais assuntos giraram em torno do cumprimento da Portaria 2.191 do Ministério da Saúde para região do Tapajós, que credenciou o Abaré I em dezembro de 2010 como a primeira Unidade de Saúde da Família Fluvial para atender as duas margens do rio, zonas rurais dos três municípios: Santarém (proponente da Portaria), Belterra e Aveiro, sendo que os ribeirinhos destes dois últimos se encontram sem atendimentos desde o ano passado, foco de insatisfação dos gestores presentes. O outro assunto tratado foi sobre a perspectiva aberta pelo Ministério da Saúde para aquisição em definitivo do Abaré – ainda de propriedade da ONG holandesa Terre Des Hommes, o que gera insegurança na continuidade dos serviços no médio-longo prazos.

Túlio Novaes informou que “a atuação do MPE nesse caso não se resume às reuniões, mas que o Órgão está mergulhado na busca de uma solução para esse problema. O MPE está colocando em prática várias ações visando contribuir nessa discussão da permanência da embarcação em Santarém, e do atendimento eficiente às populações ribeirinhas da região”.

Na audiência, os representantes das organizações presentes puderam apresentar seus posicionamentos e documentações para fundamentar o MPE na condução desse processo de mediação.  A Prefeita de Belterra, Dilma Serrão, comentou que “cerca de 740 famílias ribeirinhas da margem direita do Tapajós dependem do atendimento prestado pelo Abaré e que no período que deixou de fazer a assistência àquela população, a situação de saúde ficou precária”.

O mesmo tem acontecido com os ribeirinhos de Aveiro, segundo Marco Aurélio Xavier, Secretário de Saúde daquele município. “Sem o Abaré, nós não temos condições de oferecer um atendimento adequado para a população. As comunidades estão nos cobrando, com razão, uma solução para a volta do Abaré ao nosso município”.

Desde que assumiu a atual gestão de Santarém em 2013, os serviços prestados à bordo do Abaré I vem enfrentando dificuldades. A Secretária de Saúde, Valdenira da Cunha, argumenta que “em nenhum momento a SEMSA aventou a possibilidade de ficar sem o atendimento do Abaré I. Desde janeiro, não estamos medindo esforços na manutenção do serviço. Não tem nenhuma possibilidade de ficarmos sem essa embarcação na nossa região ribeirinha”. Porém, a própria secretária informou que desde o começo do ano apenas duas viagens foram realizadas. “O atendimento da população ribeirinha está sendo feito. Houve uma viagem em maio, está tendo outra viagem agora, saindo dia 3 com previsão de retornar dia 13, fazendo toda a Resex” [zona rural de Santarém].

Na audiência, a Dra. Valdenira confirmou o acordo de aluguel do Abaré com validade de um ano [2013] com a organização TDH, como uma forma de assegurar a embarcação no Município, e que os holandeses não estavam cobrando os pagamentos. Confirmou também que o Abaré estava atendendo somente as comunidades de Santarém, pois legalmente a Prefeitura não podia realizar gastos com os demais municípios. No entanto, foi informada pelo Dr. Fábio Tozzi, que acompanhou todo o processo de construção da política pública ainda como coordenador de Saúde do PSA, que já havia instrumento legal estabelecido desde 2010 junto à CIB [Comissão Intergestores Bipartite], que ampara legalmente o arranjo intermunicipal, caso contrário o Ministério da Saúde não estaria repassando mensalmente as verbas federais há mais de dois anos para Santarém, que por ser o Município-polo é o responsável em administrar os recursos recebidos. E que na ocasião foi inclusive assinado um Termo de Cooperação entre os parceiros que define a responsabilidade de cada um.

Caetano Scannavino, coordenador do PSA, fez críticas não ao acordo em si com os holandeses, mas à forma com que ele se deu, pois teria sido mais prudente se Santarém tivesse se municiado antes das informações e documentações, conversado com Belterra e Aveiro, além do Ministério da Saúde tendo em vista as boas perspectivas oferecidas por Brasília.   “Sabemos das dificuldades de inicio de mandato, mas teríamos evitado todo este desgaste, o risco de bloqueio das verbas federais, assim como a interrupção dos atendimentos junto a esses 5 mil ribeirinhos da margem direita do Tapajós se o acordo estivesse em conformidade com a Portaria Ministerial do Tapajós. Mas antes tarde do que nunca, passado quase meio ano, temos que reconhecer alguns avanços no últimos dias e agora é pensar para frente”.

Para isso, um dos encaminhamentos da audiência foi o resgate dessa documentação comprobatória –  sobretudo a resolução da CIB – e ao mesmo tempo, o restabelecimento do diálogo entre os três municípios para a repactuação de suas responsabilidades.  A Prefeita de Belterra, por exemplo, confirmou o interesse e manter a parceria com Santarém. “Mesmo que nós não tenhamos sido informados sobre o porquê da paralisação dos atendimentos do Abaré em Belterra, nós viemos aqui manifestar nosso interesse no diálogo para continuidade desse serviço, que é fundamental pra nossa população”.

“Estamos verificando de que maneira, pactuando via CIB, o Abaré possa estar prestando serviço a esses dois municípios [Belterra e Aveiro], com cada um com sua responsabilidade fiscal e jurídica, cada um em sua área de atuação”, informou a Dra. Valdenira Cunha.

Quanto à propriedade do barco, visando garantir sua permanência como patrimônio municipal, após  as recomendações do Conselho Municipal de Saúde, bem como das manifestações públicas do Ministério da Saúde sobre o interesse na compra da embarcação, houve um importante progresso que foi a retomada do diálogo entre Santarém e Brasília sobre o tema. “Nós estivemos dia 6 de junho no Ministério da Saúde para avaliar a possibilidade de compra ou manutenção da parceria com Fundação Terre Des Hommes. O Ministério vai entrar em contato diretamente com eles para verificar a isso. Havendo interesse, o Ministério tem o recurso para comprar o Abaré e continuarmos prestando o serviço à população ribeirinha”, disse Valdenira.

Para o promotor Túlio Chaves Novaes, “as reuniões tem caminhado muito bem, estamos conseguindo estabelecer um diálogo entre todos os atores envolvidos, os interessados, e eu penso que quem tem a ganhar com isso realmente é a população que é a ponta dessa cadeia toda. O enfoque não é só a garantia do atendimento em saúde aos ribeirinhos, mas também o aprimoramento desse serviço. Que possamos ter uma medicina de ponta prestada na região amazônica para a população carente”.

O coordenador do PSA disse que saiu satisfeito da reunião. “Fico feliz porque instituições como o Ministério Público funcionam nesse país, e esta audiência deu um sinal de esperança. Sabemos que ainda tem muita coisa para acontecer, é importante que as comunidades se mantenham mobilizadas, mas estamos mais otimistas para que o Abaré possa guinar novamente para a saúde ribeirinha nas duas margens do rio Tapajós. Esperamos o restabelecimento imediato dos atendimentos na Flona Tapajós [margem direita] e o início das tratativas junto ao Ministério da Saúde para a aquisição em definitivo do Abaré para que este permaneça na região à serviço dos ribeirinhos, que ajudaram na construção desse modelo, que merecem e tem direito à saúde como qualquer outro brasileiro”.

Outra audiência está agendada para o dia 16 de julho. Até lá, espera-se que os encaminhamentos tomados surtam efeitos positivos para sacramentar o modelo de Saúde da Família Fluvial do Tapajós, por meio do Abaré, não só no atendimento das populações locais, mas também como inspiração para as demais Unidades que estão começando a ser construídas por toda a Amazônia.

Atualização:

Ainda na tarde do dia 11, como previsto na ata da reunião de forma de agilizar a retomada dos atendimentos nas duas margens dos rios, o Projeto Saúde e Alegria encaminhou ao MPE a Resolução 214 da CIB que aprova a parceria  intermunicipal entre Santarém, Belterra e Aveiro, datada de 29 de novembro de 2010.

Lenda do Lago da Velha

11 de junho de 2013 por Elis Lucien

No igarapé que divide a comunidade de Samaúma a Andurú existe um lago, não muito grande, onde os moradores das duas comunidades costumava ver uma velha que sempre ia com uma cabaça, conhecida também como Jamarir. As pessoas que avistavam a misteriosa velha em um segundo de descuido, a velha sumia, e então,  as pessoas sentiam uma forte dor de cabeça que só passava quando o curandeiro da época ia até a pessoa e benzia.

Ainda hoje, o lago continua intacto. As pessoas que habitam as comunidades não vão lá,  porque existe esta velha que protege o lago. Neste lago existe bastante tracajá, pirarucu, mas ninguém tem coragem de capiturá-los. Dizem que a velha é muito má com quem vai lá. O lago está como era há muitos anos.

Jornal Folha de Samaúma, ed. 19ª, ano VII.

Reportagem: Lana Rodrigues Xavier.

Conselho de Saúde cobra solução ao Abaré

6 de junho de 2013 por Fábio Pena

Conceição Menezes, Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Santarém, em entrevista à Rede Mocoronga.

O Ministério da Saúde nos informou recentemente, através de documento oficial do DAB, que existe a manifestação do Ministério pela aquisição da embarcação, dependendo apenas do município. E que oficialmente o DAB não tinha qualquer manifestação da gestão municipal até aquele momento em relação ao interesse sobre a compra da embarcação, o que gerou outro debate no Conselho.”

Consideramos necessária a negociação direta com a Terre de Hommes pra que ela se manifeste se tem interesse de vender o barco. Caso não tenha, o CMS faz a opção pela desapropriação da embarcação para que ela continue tendo a sua finalidade. Porque essa finalidade inclusive está no projeto original para a embarcação trabalhar no Tapajós.”

A Presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Santarém, Conceição Menezes, esclarece nesta entrevista que o CMS está atuando em busca de uma solução para o impasse que envolve as operações do Barco Abaré I, no atendimento regular e permanente às populações ribeirinhas do Rio Tapajós, nos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro.

Em reunião nesta última quarta, com a presença do Prefeito Alexandre Von e da Secretária Municipal de Saúde, Dra. Valdenira Cunha, o Conselho encaminhou pelo cumprimento da Portaria 2.191 do Ministério da Saúde, portaria que credenciou o Abaré I como a primeira Unidade de Saúde da Família Fluvial, para atendimento de quinze mil ribeirinhos, nas duas margens do Tapajós.

O impasse está principalmente no descumprimento das condicionantes da Portaria, que determinam atendimento em Saúde inclusive nas comunidades da margem direita do Rio Tapajós, localizadas nos municípios de Belterra e Aveiro, e desatendidas desde o ano passado. E também no que se refere às perspectivas abertas pelo Ministério da Saúde para aquisição em definitivo do Abaré, ainda de propriedade da ONG holandesa Terre Des Hommes.

Rede Moc: Nos últimos tempos, tem se falado muito na situação do barco hospital Abaré I. Como o Conselho Municipal de Saúde, que é o responsável pelo acompanhamento e fiscalização da política municipal de saúde, está acompanhando o caso?

Conceição: Desde o ano passado, quando o Abaré l começou a ter entraves sobre a permanência no Município de Santarém, o Conselho Municipal de Saúde (CMS) vem se envolvendo junto com a gestão municipal no debate pela permanência da embarcação e na oferta deste serviço, bem como no cumprimento da Portaria que estabelece o Abaré I como unidade credenciada de Saúde da Família Fluvial na Amazônia. Desde então, fundamentamos a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) pra que esta pudesse levar à Organização Terre des Hommes os documentos aprovados aqui no CMS relacionados a questão do Abare, da sua construção até a transformação em Unidade Básica de Saúde Fluvial, que foi a primeira experiência no Brasil.

O Conselho Municipal de Saúde (CMS) tem provocado cada vez mais a gestão municipal para que desenrole os imbróglios na área jurídica, na área de representação pública municipal junto ao Ministério da Saúde e para que defina se o Abaré I permanece aqui e continua prestando serviço à população. Com isso, logo no início dessa gestão, nós demos ciência de todo o processo, cobramos um posicionamento, e no mês de março voltamos a botar o assunto em pauta, colocando que o Governo Municipal não havia tomado ainda um posicionamento de procurar o Ministério para dar sequência à discussão relacionada ao Abaré.

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Abaré: 29 anos de lutas e sonhos

3 de junho de 2013 por Eugenio Scannavino

 


Como um dos coordenadores gerais do Projeto Saúde e Alegria (PSA), diante dos últimos acontecimentos sobre o Abaré, acho o momento oportuno também para trazer um pouco do resgate histórico disso tudo.

Sou médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, fiz residência na UFF e vim para a Amazônia para trabalhar no hospital da Universidade em Oriximiná, por ser desde aquela época apaixonado pela região e suas comunidades, e querer atuar em áreas onde poderia ser mais útil na minha profissão. 

Cheguei em Santarém em 1984, a convite do então prefeito Ronan Liberal, para atender as comunidades ribeirinhas, na época 800 localidades sem nenhum tipo de assistência de saúde. Muitos comunitários nunca haviam visto um médico, ainda mais vindo até suas casas. Encontramos uma situação drástica com crianças morrendo a rodo por simples diarreias pelo fato de beberem água direto dos rios sem tratamento, ausência de sanitários nos domicílios, anemia e parasitoses, feridas na pele, dentes ruins e infectados, índices de vacinação baixíssimos, etc. Doenças primárias e simples que por falta de ações básicas e preventivas nas comunidades, acabavam por se agravar e levar a um quadro emergencial de saúde na região.

Iniciamos, eu e minha ex-esposa (a arte-educadora Márcia Gama) um enorme trabalho de educação e prevenção em saúde, mobilização dos moradores, construção de fossas sanitárias, tratamento da água, saúde da criança, e treinamento de agentes locais. As respostas foram imediatas e a melhoria na saúde significativa.

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Abaré: interiorização da medicina. Por que perdê-la?

31 de maio de 2013 por Dr. Fabio Tozzi

Por Fábio Tozzi

O debate sobre o Abaré I, que se tornou referência nacional de saúde nas regiões de rios da Amazônia, deve ser entendido não como um problema, mas como uma forma de mobilizar oportunidades para a interiorização da medicina na nossa região, como uma política pública integradora de atendimento e de ensino na área de saúde.

A discussão já vai longe e me manifesto trazendo à tona alguns elementos que considero importantes, como médico que vivenciou essa experiência por 4 anos, e atualmente como coordenador adjunto do curso de medicina UEPA – Universidade Estadual do Pará.

A construção do modelo de atendimento em saúde aos ribeirinhos por meio do Barco Abaré I trouxe não apenas a melhoria das condições de saúde da população que vive distante dos centros urbanos, que de fato sempre foi seu principal objetivo, mas também resultou em referências que devem ser levadas em consideração no atual contexto.

Especialmente num momento em que o Brasil discute a necessidade de interiorização dos médicos, dada a carência nas pequenas e médias cidade, principalmente no nordeste e norte do país, e mais ainda na realidade das zonas rurais.

A primeira delas é o fato de que, além do trabalho de atenção básica de saúde realizada no Abaré I, foi também possível, pelo caráter inovador do projeto, mobilizar diversas parcerias, para a realização de jornadas de cirurgias, que tiveram impacto positivo na demanda reprimida de patologias simples que hoje impactam o sistema de saúde, na área de oftalmologia (cataratas e pterígios), odontologia (caries e próteses) e hérnias.

Somente entre 2009 e 2011, foram realizadas uma média de 4 jornadas, com a realização de 600 cirurgias. Isto demonstra a capacidade que um projeto como esse tem ajudando na mobilização e atração de profissionais médicos para a região, mesmo que não de forma permanente, mas contribuindo para diminuir a grande demanda existente.

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Navio Hospital Abaré: Uma novela sem fim

31 de maio de 2013 por Caetano Scannavino

Publicado na Folha de São Paulo, 17 de maio de 2013

O Projeto Saúde e Alegria (PSA), ONG sediada em Santarém (PA), sempre procurou somar esforços a políticas públicas para assegurar o direito à saúde e reduzir os níveis de exclusão das populações ribeirinhas de áreas remotas da Amazônia.

Na busca pela construção de um modelo de atenção básica resoluto e adaptado, um passo foi dado, em 2006, com a implantação do navio-hospital Abaré, que viabilizou o acesso regular a serviços assistenciais para 15 mil ribeirinhos de mais de 70 comunidades das duas margens do Tapajós, nas zonas rurais dos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro.

Abaré/DivulgaçãoNavio-hospital Abaré

Navio-hospital Abaré: uma novela sem fim

Capítulo 1: O que pensávamos ser o mais difícil: a construção de uma solução de saúde básica para áreas remotas da Amazônia

Implantado pelo PSA em parceria com as prefeituras e apoio da ONG holandesa Terre Des Hommes (TDH), o Abaré funcionou nos moldes de um PSF (Programa Saúde da Família) itinerante, com serviços de saúde da criança, saúde oral, imunizações, pré-natal, PCCU, planejamento familiar, atendimentos médicos, ambulatoriais, exames de rotina e pequenas cirurgias.

Além de médicos, dentistas e profissionais de enfermagem, uma equipe de arte-educadores acompanhava as rodadas, realizando dinâmicas ludo-pedagógicas de mobilização e prevenção, como ações integradas e complementares às assistenciais.

Ao longo dos anos, os esforços conjuntos começaram a dar resultados, com uma rotina de retornos a cada 40 dias, mais de 20 mil procedimentos de saúde/ano, obtendo significativa melhora dos indicadores e resolutividade de 93%: somente 7 a cada 100 pacientes sendo encaminhados, em média, aos centros hospitalares urbanos.

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