Telecentrando na Floresta com internet Banda larga

13 de abril de 2010 por Jardson Melo

Telecentro Comunitário de Inclusão  de Suruacá. Uma iniciativa de Inclusão Digital no núcleo da Amazônia que vem dando certo, com compromissos e responsabilidades sociais. Idealizado pela Organização Não Governamental – Projeto Saúde de Alegria em meados de 2003, sendo inaugurado no dia 13 de Dezembro do referido ano, com uma festa de apropriação do Telecentro inesquecível.

Por que inclusão Digital na Amazônia? Talvez você já tenha ouvido essa pergunta, não é mesmo? Toda pessoa tem direito a Comunicação e Informação. Com a chegada da Internet nas comunidades o acesso a informação cresce muito, e fica muito fácil  se  comunicar e conhecer pessoas por todo o mundo. Isso ainda é um privilégio para poucos e um sonho de consumo para milhares de pessoas, principalmente para as populações tradicionais da floresta, para os povos que vivem nos campos e nos bairros e periferias pobres de cidades.

O uso da Internet nas comunidades  não se limita no enviou de correios eletrônicos, chat ou pesquisas de músicas. A Banda Larga é muito utilizada pelos alunos da escola João Franco Sarmento e demais comunidades vizinhas nas proximidades de Suruacá. Muito últil nas publicações de conteúdos disseminados para o blog comunitário local www.suruaca.redemocoronga.org.br, a partir deste blogue os acontecimentos locais ganham o mundo com o poder da velocidade da informação que as tecnologias obtém.

Então você agora já sabe que fazer Inclusão Digital, é fazer o uso de políticas públicas no que desrespeita o acesso  de pessoas aos meios de comunicação do mundo moderno. Incluir digitalmente significa alfabetizar digitalmente cidadãos para o manuseio das tecnologia  digitais.

Continua manifestação na sede do Sindicato

12 de abril de 2010 por Monica de Almeida



Mais de 100 trabalhadores rurais do município de Belterra continuam acampados na sede do seu sindicato. O protesto inicou ontem, com a Plenária organizada pela FETAGRI – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará. O objetivo é contestar a decisão da 1ª vara da Justiça do trabalho que cancelou a eleição do Sindicato e instalou uma junta administrativa para coordenar as atividades do Sindicato até a realização de novas eleições no mês de julho. A junta provisória é composta pelos presidentes e vice-presidentes das duas chapas que concorreram no último pleito.

Segundo o Sr. Neilton Miranda, delegado sindical da comunidade de São Jorge na BR 163, os prejuízos causados com a decisão são grandes. “O Sindicato ficará sem direção oficial e com isso serão paralisadas todas as atividades do STR como o atendimento previdenciário e  outras já marcadas”.

Na manhã desta segunda-feira, os membros da junta provisória foram impedidos de abrirem as portas do Sindicato. A Senhora Juracy Peres, associada do sindicato na delegacia da Estrada um, nos informou que uma das revoltas é que dois dos integrantes da junta provisória não foram eleitos e que não há motivos para assumirem a direção do Sindicato.

O pedido de impugnação da eleição foi movida pelos Senhores Adailton Santana e Moisés Cristino, derrotados na ultima eleição do sindicato que ocorreu em novembro e que integram a junta provisória.

Trabalho da CLIS na comunidade

12 de abril de 2010 por Elis Lucien

A coordenação da CLIS (Comisão Local Integrada de Saúde), estão promovendo um projeto que será aplicado a partir do mês de maio na comunidade, com as crianças de 0 à 7 anos e 8 à 12 anos. Este projeto chama-se “Sorriso Bonito” que será realizado na escola Santa Filomena.

A CLIS realizará sua primeira visita de Abril, junto com a ACs (Agente Comunitário de Saúde), que tornará ao reconhecimento do trabalho do agente. O primeiro evento  será realizado pela coordenação da CLIS, será sobre Mudanças Climáticas que contará com o apoio do Projeto Saúde e Alegria com a realização no dia 21 de Abril de 2010, na escola Santa Filomena com a participação dos alunos, escola e comunitários. Este evento terá a participação também do Movimento Jovem de Belterra e entidades da comunidade.

Como sabemos, o mundo esta voltado para as mudanças climáticas ambientais que o mundo todo já esta sofrendo com a mudança do clima. Por isso, convido você leitor para agarrar essa bandeira e ajudar no combate ao desmatamento.

Jornal Tapajós, 1ª edição,  comunidade de Prainha.

Repórter: Ivanice Pereira

Eleição do Sindicato é anulada

11 de abril de 2010 por Mizael Santos

É realizada neste momento na Sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Belterra uma Plenária da FETAGRI – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará. O objetivo da plenária é discutir a descisão judicial do dia 07/04/2010, que cancelou a eleição da atual diretoria do STTRB realizada no dia 15 de novembro de 2009.

Cerca de 500 associados, das várias regiões do município de Belterra, e entidade de outros municipios como: Santarém, Mujui dos Campos e Óbidos, estão presentes.

A Federação entende que o acordo firmada em 07/04/2010 perante a Justiça do Trabalho atenta contra a autonomia sindical e sua organização, garantida pela Constituição Federal, em seu art. 8, inciso I, razão pela qual não o conhece, nem tampouco a junta governativa instituída em audiência judical.

A plenária discute, inclusive permanecer na Sede do Sindicato por prazo indeterminado, em forma de protesto pela descisão judical que anulou a eleição e que nomeou uma junta provisória para ficar a frente do STTRB até a realização de novas eleições.

Moeda Social pode fortalecer economia na comunidade

9 de abril de 2010 por Juliane Oliveira

Pensar em economia forte e que some no crescimento da comunidade foi um dos temas do debate sobre Economia Solidária e Cultura Digital na I Feira Cultura Digital dos Bairros que reuniu os artesãos que estão vendendo seus produtos na feira e ativistas da Cultura Digital dos estados de Roraima, Pará e Amazonas.

A principal proposta apresentada no debate foi a Moeda Social Muiraquitã. De acordo com Jader Gama, do projeto Puraqué, o objetivo da moeda é motivar a comunidade no fortalecimento das suas iniciativas e gerar renda dentro da propria comunidade. Uma das idéias levantadas é o uso da moeda na relação entre as organizações presentes no evento, a exemplo do que já vem sendo realizado pelo Projeto Puraqué. Qualquer pessoa interessada em participar dos cursos de informática e software livre oferecidos pelo projeto podem fazer a matricula que custam até R$ 30,00 usando as moedas sociais Muiraquitã que estão sendo trocadas durante a feira por garrafas pets. Posteriormente essas garrafas serão vendidas e o dinheiro revestido nas atividades do projeto.

A comunidade conheceu a moeda já na I Feira Cultura Digital dos Bairros e já aprovou o movimento. “A moeda é um símbolo muito forte porque vai trabalhar essa relação interpessoal e faz com que busquemos parcerias para crescimento da comunidade. É simples entender o método que estamos aplicando aqui [na Feira Cultura Digital de Bairros] vai nos dar subsidios para a relação com a economia solidaria.

Apoio

Prova de que o uso da Moeda Social MUiraquitã é possível, é o apoio recebido da Ótica Xingú. A empresa de atuação no mercado santareno conheceu o projeto e deciciu fazer parte. Por telefone, Marco Aurélio – gerente da ótica, anunciou que acreditou na credibilidade da moeda e por isso resolveu apoiar o projeto. “Aceitamos o projeto para valorizar a iniciativa desses pessoas de estarem recolhendo essas garrafas pets. E assim garantir que tenham mais acesso a essas iniciativas” – disse.

De inicio, cada moeda vai valer um real e quando atingido o valor dos produtos ofertados na empresa, o cliente poderá utilizar dos seus muiraquitãs para efetuar o pagamento.

20 pets = 1 muiraquitã

Quase três mil pets já foram entregues durante a feira e trocados pela Moeda Social Muiraquitã. A cada 20 pets o ‘contribuinte’ recebe uma moeda no valor de um real. As moedas podem ser trocadas por rifas pra concorrer a pendrives ou um computador. Ou então guarda e junta com novas moedas para participar de cursos oferecidos pelo Projeo Puraqué ou em outras entidades parceiras da iniciativa.

Cyber Xibé? Na feira tem pra todo mundo

9 de abril de 2010 por Fábio Pena

Cyber Xibé é nome do telecentro montado no meio da Feira de Cultura Digital para proporcionar o acesso livre à internet para a comunidade. Xibé é uma comida típica do povo ribeirinho. Basta um pouco de farinha, água e sal e pimenta de cheiro que está pronta a sopa mais energética do caboclo.

A receita simples e barata inspirou os organizadores da feira. Com alguns computadores novos conseguidos em parceria com infocentros e várias máquinas metarecicladas, foi montado um laboratório conectado com internet banda larga do Programa Navegapá.

Desde que foi aberto no dia 07 à noite até hoje, dia 09, já passaram por lá mais de 1500 crianças, jovens e adultos. Muitos que usaram o cyber xiibé, já tinham contato com a tecnologia e estavam lá aproveitando o acesso gratuito. É o caso do jovem Marlon Silva. “Eu gosto de estar conectado, mas aqui no bairro eu tenho que pagar uma lan hause, mas aqui é de graça e estou aproveitado”. Outros estavam lá para conhecer e aprender a usar.

Dona Maria Rodrigues da Silva, estava acompanhando seus dois filhos. “Nunca tinha visto um computador de perto. Vim aqui porque eles assistiram na TV e queriam estar aqui de qualquer jeito”, disse com simplicidade. Seu filho Manoel da Silva, estudante da 6a série da escola Heilá Gentil estava empolgado com o computador. No pouco tempo que parou de mexer no computador para dar entrevista, Manoel conclui o sentido mais bacana de ter acesso à internet. “Minha professora passa exercícios de inglês e na internet é mais fácil traduzir”, afirmou.

Teatro, música e carimbó marcam segunda noite da Feira Cultura Digital

9 de abril de 2010 por Fábio Pena

A noite de ontem (08) foi intensa na programação da Feira de Cultura Digital dos Bairros e Comunidades, no bairro do Santarenzinho. Prestigiados por um público caloroso de mais de 700 pessoas, os cantores calouros tiveram a oportunidade de subir no palco para mostrar seu talento.

O objetivo da programação cultural foi exatamente essa: valorizar a arte e a cultura presentes na grande área do Santarenzinho. Esta região da cidade, de onde muitas vezes ouvimos notícias ruins relacionadas à violência e outros problemas sociais, estereotipados na mídia comercial, foi vista, filmada e fotografada sob um ângulo diferenciado, mostrando as pessoas e seus talentos. “Santarenzinho com orgulho”! Assim gritou o jovem José Antônio Neto, ao começar sua apresentação.

A noite começou com a apresentação teatral do grupo da Casa Brasil, com a peça “deu a louca nos contos de fada”, com um simpático curupira que tentava salvar a floresta, encantando a criançada.

Depois seguiram-se 16 apresentações de calouros que interpretaram desde músicas conhecidas da MPB até canções evangélicas, numa diversidade entre crianças, jovens e adultos. “Essa feira está sendo maravilhosa para nós, porque está dando oportunidade de mostrarmos nosso talento. Meu sonho é cantar assim para um público grande”, disse a cantora mirim Sara Santiago.

Um juri composto por músicos de Santarém e outras regiões do Brasil ficou responsável de eleger os melhores calouros da noite que vão ganhar como prêmio a gravação de seu primeiro CD, através do Pontão de Cultura Digital do Tapajós.

E quando a noite parecia ter terminado, ainda teve a Banda Consciência Roots, jovens talentos que “mostraram que debaixo da floresta da gente também tem reggae”, afirmou o animador Magnólio de Oliveira. E onde a cultura digital entre nessa história? Os meninos da Consciência Roots são os mesmos que estão realizando experimentações musicais com cantores populares utilizando as tecnologias digitais com software livre para gravar o novo CD do Pontão Tapajós.

Mas o reggae logo deu espaço para o ritmo tradicional paraense, o carimbó. O Grupo Bailado de Carimbó do Bairro da Conquista, realmente conquistou mostrando nossas raízes culturais e encerrando mais uma noite da feira.

Feira de Economia Solidária

9 de abril de 2010 por Juliane Oliveira

O que Cultura Digital e Economia Solidária tem em comum? Essa é uma pergunta que a gente se faz quando tenta entender o que dois mundo tão diferentes fazem em um mesmo espaço. Mas não é tão dificil entender quando lembramos que os dois trabalham com a mesma ferramenta: a criatividade humana.

Elaisa Santos é moradora do bairro do Amparo, que fica na grande área do Santarenzinho, e pela primeira vez expõe os biscuit (massa fria feita com cola branca e maisena) que já confecciona há mais de três anos. Desde que soube da feira, Elisa, começou a se organizar para participar. “No começou foi meio dificil. Mas agora a gente está com mais esperanças de vendas”, disse.

Outros expositores

Além das peças de biscuit da Elaisa, outros artistas locais estão presentes na I Feira Cultura Digital dos Bairros, e expondo seus produtos e contribuindo para a divulgação do potencial econômico do bairro.

Muitos dos expositores já se organizam em grupos de trabalho, fortalecendo a rede de cooperativismo entre eles. Um dos destaques da feira é o projeto Santa Flor que apresenta ao publico mais de 100 espécies de plantas diferentes e já ganharam a credibilidade do santareno. O grupo é formado por moradores de todas as áreas de Santarém e planalto e tem como base o cooperativismo entre as partes.

A renda familiar da Elisa Santos e de muitos outros expositores na Feira de Economia Solidária é baseada na produção artesanal.

Começou a Feira. No palco, a cultura popular

7 de abril de 2010 por Fábio Pena

Na noite de hoje, (07), um show reunindo artistas populares marcou a abertura da I Feira Cultura Digital dos Bairros e Comunidades, no Bairro do Santarenzinho. Apresentado pelo diretor do Circo Mocorongo do Projeto Saúde e Alegria, Magnólio de Oliveira, após as palavras dos coordenadores do evento, perfilaram-se artistas especialmente convidados para o evento.

Alguns conhecidos, outros que saíram do anonimato, mas todos tendo em comum a valorização da nossa identidade amazônica. Em meio ao público em sua maioria juvenil, surgiram palmas para a primeira atração da noite, o Grupo Nossas Lembranças, formado por senhores da terceira idade. Tambores, reco-reco. Um violão e uma rabeca, confeccionados manualmente pelos próprios artistas, animaram a noite com músicas de autoria do próprio grupo, na maioria no ritmo paraense do carimbó e do marambiré.

Nossas Lembranças, grupo do bairro do Maracanã, com sua apresentação no início marcou a proposta da feira, afirmou o organizador da programação cultural, Fábio Cavalcante, da Casa Brasil do Santarenzinho. Quando perguntado se estava sendo gravado, foi enfático. “Estamos gravando tudo, todas as atrações vão  para um CD e um vídeo do evento”, contou animado. Filmadoras, gravadores, computadores documentando a cultura popular. Tradução clara do que pode representar a cultura digital.

Nem a distância fez com que o cantor e compositor Juvenal Imbiriba, o Juveco, vindo da comunidade de Aminam, no rio Arapiuns, a mais de oito horas de viagem de barco de Santarém, perdesse a oportunidade de se apresentar. Convidado pelo Pontão de Cultura do Tapajós, ele apresentou algumas músicas que está gravando para o CD do projeto. O carimbó da farinhada, mostrava o processo de produção de um dos mais típicos alimentos do povo ribeirinho.

A noite terminou com a apresentação do cantar e compositor Chico Malta, vindo do Ponto de Cultura da Oca, de Alter do Chão. A lenda do boto, o açaí e o tucumã, os mitos e lendas da floresta e os ditos populares estavam presentantes nas canções que animaram os participantes.

Muitas atrações ainda estão previstas para os próximos dois dias da Feira. Amanhã (8), a partir das 18:30 acontecerá o show de calouros, apresentações de grupos de carimbó, bandas de reggae e grupos de teatro da comunidade.

Quinta-feira (dia 08), a partir das 18:30h

Street dance (Grupo de dança)
Grupo de Teatro Arte Amazônica
Fábio Cavalcante (Apresentação Musical)
Show de Calouros (Concurso musical)
Bailado de Carimbó (Grupo de dança)
Bandas de Reggae
Bandoca, de Alter do chão (Apresentação Musical)


Sexta-feira (dia 09), a partir das 18:30h

Carimbó Muiraquitã (Grupo de dança)
Coco de umbigada – PE (Apresentação Musical)
Dança Flamenca (Grupo de dança)
Festival de Música (Concurso musical)
Desfile de moda
Companhia Papo Show – Altamira (Apresentação Musical)

NÃO ESQUEÇA A DENGUE SE COMBATE TODO DIA !!!

7 de abril de 2010 por Karla Reis



Aedes Aegypti, esse MOSQUITO mata, ele já matou muita gente e pode estar solto pelas ruas.  O que você esta fazendo para combater a DENGUE? Não se esqueça a DENGUE se combate todo dia, DENGUE aqui NÃO!!! TODOS CONTRA a DENGUE a guerra já começou participe você também

SAIBA TUDO SOBRE A DENGUE

Todo mundo sempre tem alguma dúvida sobre a dengue. O importante é tirar essas dúvidas para ficar um pouco mais tranqüilo.

1. A Dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti infectado com o vírus. Esse mosquito costuma picar durante o dia, principalmente no início da manhã e no final da tarde;

2. Os sintomas da dengue são febre, dor de cabeça, dor no corpo e dor por trás dos olhos. As pessoas com Dengue podem também apresentar dor nas juntas e manchas vermelhas na pele;

3. A pessoa que contrair a doença deve procurar o serviço de saúde, evitar o uso de medicamentos a base de Ácido Acetil Salicílico, como Aspirina, AAS, Melhoral, entre outros, e ingerir liquido em abundância;

4. A melhor maneira de prevenir a Dengue é impedir a reprodução do mosquito. O mosquito procura água acumulada para colocar seus ovos em recipientes como pneus, latas, garrafas plásticas, vasos de planta, caixa d’agua destampadas e piscinas não tratadas, entre outros.

O combate a Dengue tem que se tornar uma rotina diária, um habito saudável a ser praticado todos os dias. Não pode relaxar porque os ovos do mosquito da dengue continuam vivos por até um ano. Se agente não combater a dengue todos os dias, esse problema vai continuar