A farra do jornalismo oportunista?

6 de maio de 2010 por Fábio Pena

Esse é título do contraponto feito do movimento contra o racismo ambiental, assinado por Rafel  Barbi – Mestrando em Antropologia pelo PPGAN/UFMG, em relação à reportagem mentirosa da revista VEJA: a farra da antropologia oportunista.

Segue trechos interessantes:

A revista Veja dessa semana publicou uma matéria intitulada “A farra da antropologia oportunista”. Aparentemente os jornalistas Leonardo Coutinho, Júlia de Medeiros e Igor Paulin desejavam denunciar o que seria uma espécie de “esquema” entre ONGs internacionais, antropólogos e o Governo Federal para extinguir a propriedade privada de imóveis rurais no Brasil através da demarcação de terras indígenas e terras de quilombo, além da criação de unidades de conservação.

Comento a matéria aqui sem entrar no mérito de outras questões mais profundas, abordando dois aspectos da reportagem que são absolutamente hediondos para os padrões de qualquer tipo de jornalismo.

A falácia

Os repórteres abrem a matéria com a seguinte afirmação:

“Áreas de preservação ecológica, reservas indígenas e supostos antigos quilombos abarcam, hoje, 77,6% da extensão do Brasil”.
Qualquer alma com dois dedos de bom senso questionaria essa afirmação, uma vez que as terras indígenas correspondem a 13% da área do país, sobretudo na região amazônica. Coloco aqui dados do Instituto Socioambiental acerca dessa extensão:

“O Brasil tem uma extensão territorial de 851.196.500 hectares, ou seja, 8.511.965 km2. As terras indígenas (TIs) somam 653 áreas, ocupando uma extensão total de 110.500.556 hectares ( 1.105.006  km2). Assim, 13% das terras do país são reservados aos povos indígenas.

A maior parte das TIs concentra-se na Amazônia Legal: são 409 áreas, 108.720.018 hectares, representando 21.67% do território amazônico e 98.61% da extensão de todas as TIs do país. O restante, 1.39%, espalha-se pelas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e estado do Mato Grosso do Sul”.
(…)

A fraude

A reportagem é escrita como se fosse um conto, uma peça de ficção, parte de um panfleto, não havendo fonte citada para qualquer uma das informações presentes. Também parece-me estranho que uma reportagem com uma denúncia tão severa, que basicamente implica o fim da propriedade privada de imóveis rurais no Brasil, não conte com qualquer tipo de mobilização contrária por parte de geógrafos, agrônomos, professores ou políticos. Não haveriam centenas de pessoas se manifestando contra tamanha mudança na questão fundiária brasileira? Essas pessoas não dariam sua opinião à Veja? A ausência de opiniões contrárias parece justificada pela suposição da reportagem de que a demarcação de terras indígenas e terras de quilombo seria parte de um “esquema” do qual a população em geral e até setores do Estado não saberiam – uma “conspiração” absolutamente inverossímil.

A reportagem traz, no entanto, duas supostas afirmações de antropólogos conhecidos no Brasil. Uma seria de Eduardo Viveiros de Castro, professor do Museu Nacional, e outra de Mércio Pereira Gomes, ex-presidente da FUNAI e professor da Universidade Federal Fluminense. Ambos se manifestaram dizendo que não foram entrevistados pela revista, e que esta distorceu suas palavras.

Reproduzo as frases aqui:

– Frase atribuída a Mércio Gomes

“Diante desse quadro, é preciso dar um basta imediato nos processos de demarcação“, como já advertiu há quatro anos o antropólogo Mércio Pereira Gomes, ex-presidente da Funai e professor da Universidade Federal Fluminense.

– Resposta de Mércio Gomes

Denego-lhe o falso direito jornalístico de atribuir a mim uma frase impronunciada e um sentido desvirtuante daquilo que penso sobre a questão indígena brasileira.

– Frase atribuída a Viveiros de Castro

“Casos assim escandalizam até estudiosos benevolentes, que aceitam a tese dos “índios ressurgidos”. “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente de cultura indígena original“, diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, do Museu Nacional, no Rio de Janeiro”.

– Resposta de Eduardo Viveiros de Castro

Na matéria “A farra da antropologia oportunista” (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010), seus autores colocam em minha boca a seguinte afirmação: “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente cultural original”. Gostaria de saber quando e a quem eu disse isso, uma vez que (1) nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; (2) não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma. Na verdade, a frase a mim mentirosamente atribuída contradiz o espírito de todas declarações que já tive ocasião de fazer sobre o tema. Assim sendo, cabe perguntar o que mais existiria de “montado” ou de simplesmente inventado na matéria. A qual, se me permitem a opinião, achei repugnante.

Leiam o texto completo clicando aqui: http://racismoambiental.net.br/2010/05/a-farra-do-jornalismo-oportunista/

José Raimundo grava Globo Repórter em Belterra

4 de maio de 2010 por Mizael Santos



O jornalista José Raimundo(foto) com sua equipe do Globo Repórter (Tv Globo), esteve em Belterra no dia 01 de maio realizando reportagem sobre a cidade, na oportunidade entrevistaram a Dra. Fan Hui Wen(foto) do Instituto Butantan por conta da inauguração do Centro de Memória de Belterra.

A reportagem em Belterra faz parte da matéria que o Globo Repórter esta produzindo sobre o Rio Amazonas, desde a nacente no rio Apurímac (alto da parte ocidental da cordilheira dos Andes), no sul do Peru, até sua foz que deságua no Oceano Atlântico junto ao rio Tocantins no Delta do Amazonas, no norte brasileiro.

O objetivo é visitar as principais cidades ribeirinhas do Amazonas, relantando tudo que acontece às margens do rio. Sua vida, sua história, as lutas pela sobrevivência dos ribeirinhos, como vive seu povo, o crescimento econômico, além de cidades históricas que é o caso de Belterra que foi fundanda pelo Norte Americano Henry Ford em 1934, e que até hoje mantém seus patrimonio histórico preservado.

E o respeito aos associados do STTR de Belterra?

4 de maio de 2010 por Nataleuza Sousa



No dia 15 de novembro do corrente ano, foram até a sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais quatrocentos e trinta e oito associados que optaram em eleger como seus representantes na diretoria a chapa “Unir para Produzir”. Tudo ocorreu conforme rege o regimento eleitoral, a única contestação  apresentada pela chapa 2 refere-se a diferença de três dias à data de publicação do edital em logradouros, sendo que este foi um acordo proposto e aceito pelas duas chapas concorrentes, em virtude do aniversario do Sindicato.
Mesmo havendo varias manifestações por centenas de associados no sentido em que a chapa 1 eleita permanecesse exercendo suas atividades, de nada adiantou para a justiça, que formou um junta governativa provisória, para que atuem no STTR, sendo que esta junta não dispõe de poderes para despacho de inúmeras demandas dos associados.
Diante de fatos como estes, processos de encaminhamentos à aposentadorias, benefícios à maternidade e outros mais, acumulam-se, causando atraso e indignação da classe trabalhadora que sente-se ferida em seus direitos.

Centro de Memória

29 de abril de 2010 por Mizael Santos



Será inaugurado no dia 01 de maio de 2010 o CENTRO DE MEMÓRIA DE BELTERRA, fazendo parte da Programação dos 76 anos de Aniversário de fundação da Cidade, que acontece no período de 01 à 4 de maio.

O Centro de Memória de Belterra é um espaço exclusivamente dedicado ao estudo e pesquisa da memória do Município. Ele é fruto de um trabalho que vem sendo desenvolvido através da parceria entre Instituto Butantan e Prefeitura de Belterra desde 2007, que tem se dedicado a recolher diversos tipos de documentos como depoimentos, fotos, livros, objetos, entre outros.

Quando inaugurado, o espaço abrigará acervo de diferentes tipos voltados à preservação da história da cidade, abancando seus diferentes períodos.

Para a realização do projeto de restauração do espaço (antiga sede da Secretaria de Saúde) firmou-se também uma parceria com a Amabrasil.

A recuperação da casa coloca Belterra cada vez mais próxima ao projeto Plano do PAC das cidades históricas do IPHAN que prevê o tombamento de mais outras 13 edificações na área central do município

Folia dos pretos no Tapajós

28 de abril de 2010 por Fábio Pena

A TV Mocoronga apresenta a tradicional folia dos pretos da comunidade Pedra Branca, Rio Tapajós, apresentada durante visita do Projeto Saúde e Alegria com o Circo Mocorongo.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=5gdfy3rIMC0[/youtube]

TV Mocoronga grava vídeo-tema educativo

23 de abril de 2010 por Fábio Pena

Os arte-educadores Hermes e  Elis Lucien, ambos do Circo Mocorongo, encenaram a lenda do boto

Hoje a equipe da TV Mocoronga esteve em Belterra fazendo as gravações de uma série de vídeo-temas educativos a serem exibidos nas comunidades atendidas pelo Projeto Saúde e Alegria a distribuído a públicos interessados.

Nas gravações de hoje a pauta foi a prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis – DSTs. De forma bem humorada, o vídeo vai misturar o folclore local, através da Lenda do Boto, com informações reais e médicas visando sensibilizar os telespectadores sobre as formas de prevenção.

Juntamente com este assunto, outro vídeo vai abordar a importância do planejamento familiar, contando com a participação de atores das próprias comunidades participantes da Rede Mocoronga. Além deste tema, outro vídeo vai falar sobre educação ambiental, especialmente os cuidados com o lixo, mostrando exemplos de comunidades que já fazem uma boa destinação do seu lixo.

Todo este trabalho é feito em parceria com alunos da Escola Nórdica em cooperação com o PSA.

A equipe da Tv Mocoronga em ação


Nesta semana ocorre no Maguari a catequese 2010

23 de abril de 2010 por Rene Arcanjo

Nesta semana acontece de 19 de abril, segunda-feira até 24, sábado o encontro e cursos para as comunidades e catequeses de cada paróquia no Tapajós.

Objetivo do grupo consiste em compreender a realidade das pessoas da comunidade e através dos multiplicadores (catequistas) que passam uma palavra de de vida para população.

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Águas na Amazônia

19 de abril de 2010 por Elis Lucien

Segundo  a ONU (Organização das Nações Unidas), em documento intitulado “Declaração Universal dos Direitos da Água” redigido em 22 de Março de 1992 em seu artigo I:

“A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos”. Com essa afirmação o Fórum de Pesquisadores das Instituições de Ensino Superior e de Pesquisas Científicas de Santarém (FOPIESS), realizaram nos dias 15 e 16 de Abril no auditório das Faculdades Integradas do Tapajós o VIII Encontro de Estudos e Debates sobre Águas Doces do Baixo Amazonas.

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Luz, som, câmera, Ação e atividades de rotinas

15 de abril de 2010 por Jardson Melo

Hoje, dia 13 de Abril, a comunidade de Suruacá. Viveu mais um dia de muita agitação nos quatros canto da vila. Mais de 25 pessoas em grupos totalmente diversos e toda a equipe da Unidade Móvel de Saúde (Abaré – Amigo, cuidador), protagonizador do Projeto Saúde na Floresta nos rios Amazonas, Arapiuns e Tapajós, estiveram realizando trabalhos distintos um do outro, e acima de tudo levaram lembranças e deixaram saudades em Suruacá.

A Vivo, empresa de telecomunicações esteve gravando uma parte de seu novo comercial aqui em Suruacá no coração da Floresta Amazônica. Este comercial é fruto do Projeto Conexão Belterra instalado no final de 2009 no município de Belterra-Pá. Também três jovens oriundos da Suécia estiveram manifestando seus profissionalismo gravando uma tele-novela com os jovens, cujo o tema foi DST/ Aids – Doenças  Sexualmente Transmissíveis, um assunto muito importante nos dias atuais da sociedade sem distinção de raça, cor, religião, etnia, etc. Cinco Italianos no comando de Ângelo Bonelli, (contribuidor do Saúde e Alegria na Itália), estiveram fazendo uma filmagem sobre a ultilização do Telecentro Cultural, Internet e a participação da comunidade  na Rede Mocoronga de comunicação Popular. Para fechar o quadro de visitantes deste dia 13, comunitários receberam mais uma vez a Unidade Móvel de Saúde – Abaré. O Amigo Cuidador, desenvolveu seu trabalho de rotina; Atendimentos médicos, odontologia, consultas, PCCU e mais…

O fluxo de trabalho foi muito, muitos produtos foram colhidos numa jornada de trabalho relâmpago, seja, por trás da câmeras, seja nos consultórios médicos do Abaré, seja em qualquer canto da comunidade de Suruacá. O importante que todos foram almejados conforme as expectativas previstas por todas as pessoas envolvidas nos diferentes trabalhos, entretanto, todos com um só objetivo, fazer  valer a importância do profissional e do profissionalismo.

Hoje teve circo e cultura popular no Tapajós

14 de abril de 2010 por Fábio Pena

Hoje, em mais uma das apresentações do Circo Mocorongo de Saúde e Alegria, desta vez na comunidade de Pedra Branca, rio Tapajós, assistimos a uma verdadeira da euforia cultural. Enquanto a equipe da Tv Record filmava cenas para seu programa Aprendiz, a equipe de palhaços Pimenta, Macaxeira e Tucupi, apresentaram brincadeiras e esquetes educativas. Mas a comunidade já tinha programado várias apresentações tradicionais do local.

Crianças encenaram lendas amazônicas e adultos, as danças tradicionais. As encenações da lenda da Iara, do Boto, da Cobra Grande e do Curupira, passavam a mensagem da preservação da floresta.

Mas quando o Circo parecia ter acabado, ouviam-se os batuques vindos em direção ao público, em frente à escola da comunidade. Era a folia de N. Sra.  Aparecida, trazendo os “pretos velhos”, dançando ao som dos tambores e reco-recos. A tradição do “pau de mastro”, enfeitado com bandeirinhas e frutas, foi disputado pelas crianças.

Foi bom ver a tradição viva no meio da floresta. E melhor ainda saber que o Circo Mocorongo anima a cultura popular de nossas comunidades. Em breve teremos aqui um pequeno vídeo desse dia.