Semana de Agroecologia

10 de maio de 2010 por Elis Lucien

A 5ª Semana de Agroecologia é uma realização do Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária (CEAPAC). Com o tema Produção Familiar Agroecológica e Segurança Alimentar no Baixo Amazonas começou hoje dia 10 estendendo-se até o dia 15 de maio de 2010.

Um dos objetivos é a disseminação das experiências agroecológicas realizadas pelo CEAPAC e demais entidades e órgãos parceiros junto a comunidades e grupos de pequenos produtores da região.

A programação vai desde feira de produtos agroecológico, oficinas, seminário, torneio e encera com seresta e Feira Agroecológica a ser realizada na comunidade de Irurama dia 15/05/10.

A farra do jornalismo oportunista?

6 de maio de 2010 por Fábio Pena

Esse é título do contraponto feito do movimento contra o racismo ambiental, assinado por Rafel  Barbi – Mestrando em Antropologia pelo PPGAN/UFMG, em relação à reportagem mentirosa da revista VEJA: a farra da antropologia oportunista.

Segue trechos interessantes:

A revista Veja dessa semana publicou uma matéria intitulada “A farra da antropologia oportunista”. Aparentemente os jornalistas Leonardo Coutinho, Júlia de Medeiros e Igor Paulin desejavam denunciar o que seria uma espécie de “esquema” entre ONGs internacionais, antropólogos e o Governo Federal para extinguir a propriedade privada de imóveis rurais no Brasil através da demarcação de terras indígenas e terras de quilombo, além da criação de unidades de conservação.

Comento a matéria aqui sem entrar no mérito de outras questões mais profundas, abordando dois aspectos da reportagem que são absolutamente hediondos para os padrões de qualquer tipo de jornalismo.

A falácia

Os repórteres abrem a matéria com a seguinte afirmação:

“Áreas de preservação ecológica, reservas indígenas e supostos antigos quilombos abarcam, hoje, 77,6% da extensão do Brasil”.
Qualquer alma com dois dedos de bom senso questionaria essa afirmação, uma vez que as terras indígenas correspondem a 13% da área do país, sobretudo na região amazônica. Coloco aqui dados do Instituto Socioambiental acerca dessa extensão:

“O Brasil tem uma extensão territorial de 851.196.500 hectares, ou seja, 8.511.965 km2. As terras indígenas (TIs) somam 653 áreas, ocupando uma extensão total de 110.500.556 hectares ( 1.105.006  km2). Assim, 13% das terras do país são reservados aos povos indígenas.

A maior parte das TIs concentra-se na Amazônia Legal: são 409 áreas, 108.720.018 hectares, representando 21.67% do território amazônico e 98.61% da extensão de todas as TIs do país. O restante, 1.39%, espalha-se pelas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e estado do Mato Grosso do Sul”.
(…)

A fraude

A reportagem é escrita como se fosse um conto, uma peça de ficção, parte de um panfleto, não havendo fonte citada para qualquer uma das informações presentes. Também parece-me estranho que uma reportagem com uma denúncia tão severa, que basicamente implica o fim da propriedade privada de imóveis rurais no Brasil, não conte com qualquer tipo de mobilização contrária por parte de geógrafos, agrônomos, professores ou políticos. Não haveriam centenas de pessoas se manifestando contra tamanha mudança na questão fundiária brasileira? Essas pessoas não dariam sua opinião à Veja? A ausência de opiniões contrárias parece justificada pela suposição da reportagem de que a demarcação de terras indígenas e terras de quilombo seria parte de um “esquema” do qual a população em geral e até setores do Estado não saberiam – uma “conspiração” absolutamente inverossímil.

A reportagem traz, no entanto, duas supostas afirmações de antropólogos conhecidos no Brasil. Uma seria de Eduardo Viveiros de Castro, professor do Museu Nacional, e outra de Mércio Pereira Gomes, ex-presidente da FUNAI e professor da Universidade Federal Fluminense. Ambos se manifestaram dizendo que não foram entrevistados pela revista, e que esta distorceu suas palavras.

Reproduzo as frases aqui:

– Frase atribuída a Mércio Gomes

“Diante desse quadro, é preciso dar um basta imediato nos processos de demarcação“, como já advertiu há quatro anos o antropólogo Mércio Pereira Gomes, ex-presidente da Funai e professor da Universidade Federal Fluminense.

– Resposta de Mércio Gomes

Denego-lhe o falso direito jornalístico de atribuir a mim uma frase impronunciada e um sentido desvirtuante daquilo que penso sobre a questão indígena brasileira.

– Frase atribuída a Viveiros de Castro

“Casos assim escandalizam até estudiosos benevolentes, que aceitam a tese dos “índios ressurgidos”. “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente de cultura indígena original“, diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, do Museu Nacional, no Rio de Janeiro”.

– Resposta de Eduardo Viveiros de Castro

Na matéria “A farra da antropologia oportunista” (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010), seus autores colocam em minha boca a seguinte afirmação: “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente cultural original”. Gostaria de saber quando e a quem eu disse isso, uma vez que (1) nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; (2) não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma. Na verdade, a frase a mim mentirosamente atribuída contradiz o espírito de todas declarações que já tive ocasião de fazer sobre o tema. Assim sendo, cabe perguntar o que mais existiria de “montado” ou de simplesmente inventado na matéria. A qual, se me permitem a opinião, achei repugnante.

Leiam o texto completo clicando aqui: http://racismoambiental.net.br/2010/05/a-farra-do-jornalismo-oportunista/

Matéria mentirosa da revista VEJA causa indignação e reação de antropólogos

6 de maio de 2010 por Fábio Pena

Fotos:Revista Veja

Na edição 2163 deste 5 de maio de 2010, a revista Veja publicou a reportagem especial “A farra da antropologia oportunista”, em que difama a comunidade dos cientistas da antropologia e promove uma visão discriminatória de grupos minoritários que buscam sua auto-afirmação e seus direitos historicamente negados.

A reportagem afirma que “critérios frouxos para a delimitação de reservas indígenas e quilombos ajudam a engordar as contas de organizações não governamentais e diminuem ainda mais o território destinado aos brasileiros que querem produzir”.

Nem precisaria ler os diversos parágrafos da reportagem para entender o tom discriminatório, elitista e preconceituoso da turma de jornalistas que fazem parte do apelidado PIG – Partido da Imprensa Golpista. A reportagem mistura ao mesmo tempo política com antropologia e direitos sociais, colocando logo na capa a foto do Presidente Lula que decretou a reserva indígena Raposa Serra do Sol, até agora não engolida pela turma do agronegócio de Roraima.

Já nos títulos é possível entender o que a VEJA pretende desconsiderando lutas sociais históricas: os novos canibais, macumbeiros de cocar, made in Paraguai, índio bom é índio pobre, problema dos brancos. São adjetivos  pejorativamente utilizados.

Na narrativa “diminuem território destinado aos brasileiros que querem produzir”, a matéria cita o caso dos índios boraris de Santarém que lutam pela demarcação de suas terras na Gleba Nova Olinda. Mostrando uma foto de Odair Borari (ao lado), a Veja ironiza o movimento em defesa da vida e da cultura do Arapiuns como um “teatrinho na praia”. Cabe apenas perguntar, qual foi a lei que determinou que, neste caso, o território é daqueles que vieram de fora, muitas vezes de outros estados ou países, para explorar os recursos naturais às custas da destruição da floresta e da vida de comunidades tradicionais que vivem ali por dezenas de gerações?

A matéria provocou indignação da Associação Brasileira de Antropologia – ABA, que divulgou nota em que “clama pelo exercício de jornalismo responsável, exigindo respeito à atuação profissional do quadro de antropólogos disponível no Brasil, formados pelos mais rigorosos cânones científicos e regidos por estritas diretrizes éticas, teóricas, epistemológicas e metodológicas, reconhecidas internacionalmente e avaliadas por pares da mais elevada estatura cientifica, bem como por autoridades de áreas afins”.

Já não é novidade, mas antropólos citados na matéria, dizem que a revista MENTIU. No blog do jornalista Luis Nassif, o renomado antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, afirmou que os autores da Veja: “colocam em minha boca a seguinte afirmação: “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente cultural original” . Gostaria de saber quando e a quem eu disse isso, uma vez que (1) nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; (2) não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma. Na verdade, a frase a mim mentirosamente atribuída contradiz o espírito de todas declarações que já tive ocasião de fazer sobre o tema. Assim sendo, cabe perguntar o que mais existiria de “montado” ou de simplesmente inventado na matéria. A qual, se me permitem a opinião, achei repugnante”.

Leiam aqui a famigerada reportagem da Veja:
A nota de repúdio da Associação Brasileira de Antropologia – ABA
E mais algumas pistas que mostram que VEJA MENTE

A trajetória de luta dos índios do Rio Xingu

4 de maio de 2010 por Fábio Pena

A trajetória de luta dos índios do Rio Xingu contra a construção da usina de Belo Monte e de outras, planejadas para o Rio Xingu, é o tema do vídeo produzido pelo ISA. O documentário reúne cenas históricas desse processo, iniciado em Altamira (PA), em 1989, e resgata os principais acontecimentos, até os dias de hoje, de uma batalha que se arrasta há mais de 20 anos. Direção: André Villas-Bôas e Beto Ricardo

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=8uMte7NR8k8&feature=player_embedded[/youtube]

Saúde e Alegria é destaque em campanha da Vivo

4 de maio de 2010 por Fábio Pena

A nova campanha da VIVO, Brasil Conectado, destaca as iniciativas do Projeto Saúde e Alegria nos Municípios de Belterra em Santarém. A agência de publicidade de São Paulo, DPZ, produziu os vídeos que já estão sendo divulgados pela internet, no hotsite da campanha.

A produção dá enfoque especial ao projeto Conexão Belterra, parceria da Vivo, Ericson, Saúde e Alegria e Prefeitura de Belterra, sendo a jovem blogueira da Rede Mocoronga, Monica Almeida, a personagem principal:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=jJw7sMe1Tp8&feature=player_embedded[/youtube]

Já em outro vídeo, o trabalho de atendimento médico e as possibilidades que a conectividade pode oferecer são apresentados, tendo o médico fundador do PSA, Eugênio Scannavino como destaque:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=yJa7iC7_Doo&feature=player_embedded[/youtube]

José Raimundo grava Globo Repórter em Belterra

4 de maio de 2010 por Mizael Santos



O jornalista José Raimundo(foto) com sua equipe do Globo Repórter (Tv Globo), esteve em Belterra no dia 01 de maio realizando reportagem sobre a cidade, na oportunidade entrevistaram a Dra. Fan Hui Wen(foto) do Instituto Butantan por conta da inauguração do Centro de Memória de Belterra.

A reportagem em Belterra faz parte da matéria que o Globo Repórter esta produzindo sobre o Rio Amazonas, desde a nacente no rio Apurímac (alto da parte ocidental da cordilheira dos Andes), no sul do Peru, até sua foz que deságua no Oceano Atlântico junto ao rio Tocantins no Delta do Amazonas, no norte brasileiro.

O objetivo é visitar as principais cidades ribeirinhas do Amazonas, relantando tudo que acontece às margens do rio. Sua vida, sua história, as lutas pela sobrevivência dos ribeirinhos, como vive seu povo, o crescimento econômico, além de cidades históricas que é o caso de Belterra que foi fundanda pelo Norte Americano Henry Ford em 1934, e que até hoje mantém seus patrimonio histórico preservado.

E o respeito aos associados do STTR de Belterra?

4 de maio de 2010 por Nataleuza Sousa



No dia 15 de novembro do corrente ano, foram até a sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais quatrocentos e trinta e oito associados que optaram em eleger como seus representantes na diretoria a chapa “Unir para Produzir”. Tudo ocorreu conforme rege o regimento eleitoral, a única contestação  apresentada pela chapa 2 refere-se a diferença de três dias à data de publicação do edital em logradouros, sendo que este foi um acordo proposto e aceito pelas duas chapas concorrentes, em virtude do aniversario do Sindicato.
Mesmo havendo varias manifestações por centenas de associados no sentido em que a chapa 1 eleita permanecesse exercendo suas atividades, de nada adiantou para a justiça, que formou um junta governativa provisória, para que atuem no STTR, sendo que esta junta não dispõe de poderes para despacho de inúmeras demandas dos associados.
Diante de fatos como estes, processos de encaminhamentos à aposentadorias, benefícios à maternidade e outros mais, acumulam-se, causando atraso e indignação da classe trabalhadora que sente-se ferida em seus direitos.

Justiça manda arrombar Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Belterra

30 de abril de 2010 por Mizael Santos

Mandado Judicial autoriza o arrobamento da Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Belterra, que desde o dia 07 de abril encontra-se sobre o comando de uma junta governativa instituída em audiência judical.

Em plenária realizada no dia 11 de abril, com a presença de representantes da FETAGRI – Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará, foi dicidido por cerca de 500 associados que estavam no local, a permanência na Sede do Sindicato por prazo indeterminado, em forma de protesto pela decisão judical que anulou a eleição e que nomeou uma junta provisória para ficar a frente do STTRB até a realização de novas eleições. Hoje essas pessoas foram supreendidas com a chegada da Juiza que estava acompanhada pela Polícia Federal, onde cumpriram o Mandado Judicial expedido pela Juiza Federal do Trabalho da 1 Vara do Trabalho de Santarém, Doutora Anna Laura Coelho Pereira.

Encontro Pedagógico no Suruacá

29 de abril de 2010 por Djalma Lima

Aconteceu na comunidade de suruacá o encontro pedagógico do Pólo João Franco Sarmento, nos dias 23, 24 e 25 de abril. Ponto principal a ser discutido foi sobre o PDE, o programa Rádio Pela Educação. No dia 24 a coodenadora Rosa Rodrigues do Rádio pela Educação ministrou uma palestra pela manhã para os professores e tinha como assunto principal a utilização do programa como uma ferramenta para o professor trabalhar e  enriquecer suas aulas.

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Centro de Memória

29 de abril de 2010 por Mizael Santos



Será inaugurado no dia 01 de maio de 2010 o CENTRO DE MEMÓRIA DE BELTERRA, fazendo parte da Programação dos 76 anos de Aniversário de fundação da Cidade, que acontece no período de 01 à 4 de maio.

O Centro de Memória de Belterra é um espaço exclusivamente dedicado ao estudo e pesquisa da memória do Município. Ele é fruto de um trabalho que vem sendo desenvolvido através da parceria entre Instituto Butantan e Prefeitura de Belterra desde 2007, que tem se dedicado a recolher diversos tipos de documentos como depoimentos, fotos, livros, objetos, entre outros.

Quando inaugurado, o espaço abrigará acervo de diferentes tipos voltados à preservação da história da cidade, abancando seus diferentes períodos.

Para a realização do projeto de restauração do espaço (antiga sede da Secretaria de Saúde) firmou-se também uma parceria com a Amabrasil.

A recuperação da casa coloca Belterra cada vez mais próxima ao projeto Plano do PAC das cidades históricas do IPHAN que prevê o tombamento de mais outras 13 edificações na área central do município