Fuja da arraia: baixa das águas no verão aumenta número de acidentes

30 de junho de 2008 por Fabienne Simenel

No verão, de junho a dezembro, acidentes com arraias tornam-se comuns. Grande parte desses animais vive no fundo, repousando na areia. Com a estiagem, o fundo vira raso, daí o perigo. Embora sejam animais de natureza dócil, acabam se tornando agressivas, usando seu instinto de proteção.

O ferrão da arraia é um espinho serrilhado e pontudo, semelhante a um osso, coberto por uma pele e um muco onde se encontra o veneno. A ferroada resulta em sangramento e corte profundo na pele, provocado pelo ferrão, dor e inchaço causados pelo veneno. Pode haver infecção, formação de pus e até apodrecimento da pele.

Em caso de acidente, a primeira providência é lavar bem a ferida com sabão e água morna, que diminui a dor. Em seguida, procurar atendimento médico para fazer o curativo na ferida e verificar a necessidade do uso de remédios para controlar a dor e infecção.

Além de dor intensa por cerca de duas horas, aparecem muitas vezes sintomas como febre, suores, náusea, agitação e vômitos. A recuperação sempre exige o repouso.

Como evitar a ferroada de arraia?

  • Andar com cuidado na água, arrastando o pé sobre a areia ou no lodo
  • Antes de colocar o pé na água, verificar se há arraias ou marcas de sua presença na areia ou envolta do barco
  • Fazer sococa com um pau mexendo na água para espantar as arraias
     

Regina Ramoska – jornalista / PSA

Fonte: Instituto Butantan

 

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