Comunidade que bloqueou balsas de madeireiros faz denúncias ao MPF
28 de outubro de 2009 por Fábio PenaMoradores dos rios Maró e Arapiuns foram recebidos na Procuradoria da República em Santarém. Eles mantém balsas carregadas de madeira bloqueadas há 10 dias
Uma das balsas apreendidas em frente da comunidade de São Pedro
Comunidades ribeirinhas e indígenas que vivem na gleba Nova Olinda I, em Santarém, oeste do Pará, denunciaram ao Ministério Público Federal a extração descontrolada de madeira em seus territórios. Eles foram recebidos ontem (26) para apresentar suas reivindicações após iniciarem um protesto com a retenção de balsas carregadas de madeira. As balsas estão paradas desde o último dia 17 no rio Arapiuns.
Na reunião, que contou com a participação da procuradora da República Nayana Fadul da Silva e o antropólogo Raphael Frederico Acioli Moreira da Silva, os representantes dos movimentos sociais expressaram sua preocupação com o intenso volume de madeira extraída da região e escoada pelos rios Maró e Arapiuns, e o impacto dessa atividade para os povos indígenas e comunidades tradicionais que vivem na região. Manifestaram também o seu descontentamento com os atuais procedimentos de licenciamento ambiental e fiscalização realizados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
Os representantes indígenas do rio Maró, reivindicaram maior atuação da Funai em Brasília na defesa de seus interesses e maior agilidade no procedimento demarcatório de suas terras, onde vivem grupos das etnias Borari e Arapium (aldeias Novo Lugar, Cachoeira do Maró e São José III).
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