Como ser um Grileiro na Amazônia
2 de fevereiro de 2010 por Fábio PenaFonte: Greenpeace
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=0Vz-56Ei9Aw&feature=player_embedded[/youtube]
Fonte: Greenpeace
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=0Vz-56Ei9Aw&feature=player_embedded[/youtube]
Defesa do Tapajós é uma música do cantor e compositor belterrense Dico Tapajós. Ele nasceu e cresceu às margens do Rio Tapajós, na comunidade de Piquiatuba, município de Belterra e em 1992 participou da Eco 92 no Rio de Janeiro. Sua primeira música foi Proteção à Vida que compôs logo após a viagem e desde então não parou mais de compor. As letras falam da proteção à floresta, aos rios, aos animais e do seu amor pela vida amazônica. Este ano prepara um novo CD com músicas populares, que ainda não tem patrocínio. Disponibilizo uma de suas músicas em parceria com Antonia Arcanjo.
Campus Party, a maior feira de inovação tecnológica, internet e entretenimento eletrônico em Rede do mundo! Parece mentira, mas, é verdade. A festa começa e não tem hora para encerrar, assim se resumi o conjuto de pessoas em rede na #cpartybr. Muito já foi celebrado e muito ainda tem para celebrar. Programadores, colaboradoes, palestrante de todo canto do país, compartinham conhecimentos e desenvolvem dezenas de atividades relacionados em tecnologia da informação e comunicação eletrônica. No stand da vivo uma pergunta não cala ninguém, a cada rodada de conversa sobre o mesmo assunto com pessoas diferentes. Você conectado, você está em rede seja virtual ou pessoal?
Desde 2001 o Projeto Saúde e Alegria (PSA), vem estruturando sua ação neste campo de atuação. A experiência de facilitar e mediar a interação entre visitantes e comunidades ribeirinhas decorre da prática constante de receber parceiros e financiadores para viagens de trabalho. Foi nesse mesmo ano que se realizou a primeira expedição do Roteiro Amazônia Ribeirinha em parceira com o Projeto Bagagem, e a partir daí o PSA promoveu outras parcerias.
Em Agosto de 2008 o Ministério do Turismo, por meio de um edital publicado no Diário Oficial, selecionou 50 projetos de apoio a atividade ecoturística distribuídos em 19 Unidades da Federação. Entre esses encontra-se o Projeto de Ecoturismo de Base Comunitária no Pólo Tapajós que está sendo executado no Núcleo de Economia da Floresta do PSA.
O vídeo participativo vem de uma parceria da Rede Mocoronga de Comunicação Popular do Projeto Saúde e Alegria com o curso de Vídeo Participativo da Escola Nórdica da Suécia. Já estamos com a terceira turma desse curso, tendo como objetivo dos alunos repassar os conhecimentos em vídeo participativo adquiridos em sala de aula e a meta é fazer no final das oficinas um filme com os participantes de cada oficina.
Temos aqui no projeto um grupo de quatro estudantes que já estão realizando essas oficinas para os grupos de jovens das comunidades. Essas produções são realizadas nas comunidades que tem o Telecentro Comunitário visando a infraestrutura do próprio ambiente para melhor aproveitamentos das ferramentas que o espaço oferece. As oficinas são básicas e práticas visando um produto final que é o filme e este será apresentado numa Mostra de Vídeo Participativo no final desse trabalho, lembrando que os temas, as imagens, as músicas e todos os detalhes dessa produção é de escolha do grupo que está fazendo a oficina.
Os primeiros curtas metragem tiveram de dois a dezesseis minutos de muitas histórias, relatos, lendas e belezas naturais que encantaram o público presente na entrega do MocorOscar versão amazônida do Oscar do cinema mundial. Em 2008 e 2009, participaram dessas oficinas jovens das comunidades de: Maguari, Piquiatuba, Muratuba, Suruacá, Cachoeira do Aruã, Vila de Boim, Urucureá e o Telecentro de Belterra.
Elis Lucien
Através dessa carta aberta nós comunitários de Takuara, Bragança e Marituba do município de Belterra-PA, gostaríamos de informar e esclarecer o processo da regularização das terras indígenas (TI) dentro da Flona Tapajós (Processo FUNAI 1302/2009 e FUNAI 1307/2009).
O Povo Munduruku mora na região do Baixo Tapajós desde a primeira metade do Século XVIII, sempre em harmonia e respeito com a natureza.
Desde o inicio do processo da demarcação da terra indígena na FLONA Tapajós, no ano de 2001 até hoje, existe a participação dos órgãos governamentais FUNAI, IBAMA (hoje ICMBIO), INCRA, Ministério Público e ITERPA. Todo processo acontece de maneira transparente e participativo.
Como publicado no despacho nº 52 de 29/10/2009 a TI Bragança-Marituba é de 13.515 há (aproximadamente 2% da área da FLONA inteira) com 231 habitantes (Portaria nº 799/PRES, de 13/08/2003, e Portaria nº 284/PRES, 24/03/2008).
A área da TI Takuara é de 25.323 ha (4% da FLONA Tapajós) com 171 habitantes (Despacho nº 51, 29/10/2009, Portaria nº 799/PRES, de 13/08/2003, e Portaria nº 284/PRES, 24/03/2008).
As duas terras indígenas dentro da FLONA Tapajós não vão interferir nas outras comunidades da FLONA, nem nos terrenos e na população, como está sendo divulgado atualmente nas comunidades.
Na TI Bragança-Marituba existem oito famílias não-indígenas, e na TI Takuara tem três famílias não-indígenas (Conforme Publicação no Diário Oficial da União de 29/10/09).
Estes moradores sempre foram informados sobre todo o processo.
Através da regularização das duas TI na FLONA Tapajós, nós indígenas Munduruku queremos que a floresta do baixo Tapajós permaneça em pé e nossas atividades têm sido desenvolvidas de maneira sustentável, sem destruir a flora e fauna. Nossa intenção é que as futuras gerações convivam com a floresta intacta.
Nos anos passados observamos que os projetos de manejo sustentável de diversas instituições estão sendo desenvolvidos dentro da FLONA Tapajós e que esses empreendimentos não contribuem para as comunidades locais, nem para a preservação da floresta.
Desde o inicio do processo sempre estivemos dispostos ao dialogo e a cooperação. Gostaríamos de continuar dessa maneira. Para esclarecimento ou explicação, estamos à disposição.
Belterra-PA, 06 de janeiro de 2010.
Povo Munduruku do Município de Belterra.
Para prestar uma homenagem a médica sanitarista Dra. Zilda Arns. A Rede Mocoronga busca em seus arquivos uma reportagem feita pelo jornal O Seringueiro, 2ª edição, ano 2004, da comunidade de São Domingos. A desnutrição era combatida nas diversas comunidades pelos grupos de jovens, de mulheres e de uma Comisão Integrada de Saúde que realizavam constantes campanhas no combate à desnutrição em suas comunidades com o apoio do Projeto Saúde e Alegria.E o famoso Caldo Verde não podia faltar ( que era feito com todas as verduras verdes que a comunidade tinha naquele momento).
Reportagem: Rai Brito
“A desnutrição é uma doença causada pela falta de allimentos. Esta falta pode ser porque a pessoa não tem o alimento ou porque ele tem, mas o seu organismo não absorve como deveria ou a própria pessoa utiliza de maneira correta.
A desnutrição pode matar, por isso a gestante deve se alimentar bem para que seu filho não fique desnutrido na fase do seu desenvolvimento. A mãe deve amamentar seu filho no seio, pois a criança dificilmente fica doente e caso contrário afetará seu rendimento no crescimento motor e escolar.
Os Alimentos de maneira geral são constituido de proteínas, hidratados, carbono e gordura indispensável ao organismo.
• Proteínas – precisa de pouca quantidade (carnes, ovos, leite, etc…)
• Calorias – é necessariamente uma quantidade muito grande (arroz, feijão, farinhas e principalmente óleo).
Aqui em São Domingos, as crianças bebem o caldo-verde toda semana e as grávidas não deixam de participar. o Caldo verde tem o apoio do grupo de jovens da comunidade”.
No semestre passado andei pesquisando a história de Jamaraquá, comunidade que fica na Floresta Nacional do Tapajós, no município de Belterra/PA e fui atrás:
“Tinha uma ilha pra lí, que tinha muito jamaracaru, então ninguém entrava lá porque jamaracaru é um espinho – mas ele se torna um medicamento pra coar a água dele pra picada de cobra, xarope pra asma então tinha uma ilha que era cheio de Jamaracaru aí passou a ser chamada de Jamaraquá pra não ser chamada de jamaracaru. Outros dizem que Jamaraquá era um Tuchauá, que morava lá encima da Serra (que tem aquela terra preta de índio) e eles pegavam água lá trás da serra quando ele morreu, passaram a chamar Jamaraquá o igarapé. Como essa comunidade era chamada de São Benedito e aí depois que ele morreu e a população aumentou mais antes tinha apenas uma casa que era do meu avô e que meu avô Marcelino Monteiro da Fonseca que era filho de um português Diogo da Fonseca, o Marcelino nasceu em 1880, aqui se chamava São Benedito e aí ele casou em 1901, com uma moça de Marai que era uma índia lá de Marai e aí passou a ser chamada de Jamaraquá porque o índio que enchia água lá no igarapé, chamava São Benedito aqui e Jamaraquá no igarapé. E aí, como foi evoluindo mais passaram a chamar de Jamaraquá aqui, da comunidade porque o igarapé era bem pertinho e passou a ser chamado de Jamaraquá que era o nome do Tuchauá”.
D. Conceição – presidente da comunidade.
E só pra lembrar:
Precisa passar no IBAMA e pegar uma autorização, pois é uma Unidade de Conservação e trazer muitas fotos e saudades de todos.
Elis Lucien
A votação Iniciou no dia 30/12/2009 às 8:37. O primeiro a votar foi Armando Paz. A eleição foi acirrada com os candidatos, da coordenação da comunidade e a comissão da àgua e luz. O término da votação foi às 11:15. Em seguida veio a contagem dos votos, com as pessoas que estavam na mesa contribuindo na contagem dos votos que foram: Laurivan, Marlison, Celiana, Jefferson, Ednaldo. Ficou como presidente da comunidade em 2010 o Srº. Ericom Santos, com a importância de 35 votos e a segunda mais votada foi a Srª Cristina Santos e o terceiro foi o jovem Fabio Santos. Um voto nulo.
Para a coordenação da àgua e luz, ficou em 2010 o Srº. Marlison Cesar Colares Lima com a importância de 61 votos, o segundo foi o Srº. Antonio farias com 12 votos, o terceiro a Srª. Eliane com 11 votos , o quarto foi o jovem Nilson Corrêa . E um voto nulo. Participaram da cidadania 93 pessoas, esses 2 candidatos que foram escolhidos pela comunidade tem pela frente desafios muito grandes. Primeiro não deixar a organização cair e levar adiante os trabalhos que estão em obra e outros, agora vamos montar as duas equipes, e mão a obra, o Jornal Japiim e a Clis desejam boa sorte.
O adolescente Djalma Colares Lima participou digitando a ata no computador, isso já é um fruto do telecentro e curso a noite que ele e seus colegas fazem .
Repórter : Djalma Moreira Lima
Ao que se mostra, não é somente em Santarém, na região do Rio Arapiuns (Nova Olinda) que interesses comunitários se chocam com interesses econômicos particulares. Vejam o que está acontecendo no Município de Prainha. A informação foi divulgada através da assessoria de comunicação da Rede Faor – Fórum da Amazônia Oriental, de Belém.
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Acabo de receber uma ligação de um morador do Município de Prainha, na região Oeste do Pará pedindo ajuda. Por motivos óbvios ele prefere não ser identificado. Abaixo um resumo da coneversa:
A vários anos a madeireira Jaurú vem extraindo madeira onde hoje é a área da Reserva Renascer no Município de Prainha. A comunidade entende que a extração é ilegal por dois motivos: 1) a madeira é tirada de uma área que não está no plano de manejo e 2) o plano de manejo é da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e a reserva é área Federal,portanto não tem validade.
No dia 25 de novembro de 2009, aproximadamente 500 moradores da Reserva Renascer, entre mulheres e homens adultos, crianças, jovens e idosos resolveram fazer um empate de forma a não permitir a decida das balsas com a madeira ilegal. Montaram acampamento na boca do rio Uruará com o Tamatai próximo a fazenda Porto Alegre no município de Prainha.
Com as festas de fim de ano o acampamento teve uma redução no número de ocupantes e ficou com aproximadamente 180 pessoas. Aproveitando a diminuição dos resistentes, a madeireira Jaurú, na madrugada do dia 03 de janeiro de 2010 (às 04:00h da manhã) desceu com uma balsa carregada de madeira empurrada pelo B/M Silva Guedes III. Ao passarem em frente ao acampamento, vários tiros foram disparados de dentro do barco em direção aos acampados, sendo que um companheiro foi ferido no joelho e outro levou dois tiros, um na coxa e outro no peito. Os dois foram levados para o hospital. Apenas um continua internado.
Nos dias que se seguiram chegaram a Prainha uma guarnição de aproximadamente 50 PM’s que segundo a minha fonte vieram para, acreditem, dar segurança ao B/M Silva Guedes III (que quando não está transportando pistoleiros de madeireiros, faz linha para as comunidades do rio Uruará e Tamatai) e para, acreditem mais uma vez, desarmar @s acampad@s.
Se a situação permanecer como está, certamente trabalhadores e trabalhadoras irão pagar com a vida pela ausência do Estado nesse conflito. Vale a pena ressaltar que já foram feitas varias reuniões com autoridades em Santarém sobre o assunto e nada foi feito até o momento, para pelo menos amenizar a situação. Mas antes de tombarem @s trabalhadoras/es prometem reagir.