Feira de Economia Solidária

9 de abril de 2010 por Juliane Oliveira

O que Cultura Digital e Economia Solidária tem em comum? Essa é uma pergunta que a gente se faz quando tenta entender o que dois mundo tão diferentes fazem em um mesmo espaço. Mas não é tão dificil entender quando lembramos que os dois trabalham com a mesma ferramenta: a criatividade humana.

Elaisa Santos é moradora do bairro do Amparo, que fica na grande área do Santarenzinho, e pela primeira vez expõe os biscuit (massa fria feita com cola branca e maisena) que já confecciona há mais de três anos. Desde que soube da feira, Elisa, começou a se organizar para participar. “No começou foi meio dificil. Mas agora a gente está com mais esperanças de vendas”, disse.

Outros expositores

Além das peças de biscuit da Elaisa, outros artistas locais estão presentes na I Feira Cultura Digital dos Bairros, e expondo seus produtos e contribuindo para a divulgação do potencial econômico do bairro.

Muitos dos expositores já se organizam em grupos de trabalho, fortalecendo a rede de cooperativismo entre eles. Um dos destaques da feira é o projeto Santa Flor que apresenta ao publico mais de 100 espécies de plantas diferentes e já ganharam a credibilidade do santareno. O grupo é formado por moradores de todas as áreas de Santarém e planalto e tem como base o cooperativismo entre as partes.

A renda familiar da Elisa Santos e de muitos outros expositores na Feira de Economia Solidária é baseada na produção artesanal.

‘Roda de Conversa’ discute Fórum Social Pan-Amazônico

8 de abril de 2010 por Juliane Oliveira

No mês de novembro Santarém (PA) vai receber a 5ª edição do Fórum Social Pan-Amazônico e como   as comunidades vão participar desse processo foi assunto na ‘Roda de Conversa’ agora a tarde na Feira Cultura Digital de Bairros.

O bate-papo contou ainda com a presença de lideres do movimento, entre eles o Padre Edilberto Sena (Rádio Rural), Valéria Bentes (Grupo de Defesa da Amazônia) e Mel Mendes (União de Estudantes de Santarém), comunitários da grande área do Santarenzinho e ativistas da Cultura Digital dos estados do Pará, Amazonas e Roraima.

A Fórum tem como objetivo principal construir e fortalecer as alianças  em  defesa da Amazônia e de seus povos,  definindo estratégias e ações concretas  de enfrentamento ao sistema que tem contribuindo para a diminuição de nossas riquezas naturais, Durante a roda de conversa os presentes conheceram ainda as entidades que estão a frente do Forum Social em Santarém. São elas: GDA, FAMCOS, UNECOS, UES,  FDA,CEAPAC, Z-20, STTR, CEFT-BAM,  AOMT-BAM, AMDS, Pastoral Social,  Rádio Rural, PSA e Projeto Puraqué.

De acordo com a coordenadora do Grupo de Defesa da Amazônia, Valéria Bentes, outras entidades ainda podem participar da organização do fórum social. “A gente tem convidados as entidades a colocarem em suas atividades discussões sobre o Fórum Social e até pensarem algumas atividades para serem feitas  ” – disse.

Os paises que fazem parte da Pan-Amazônia são: Brasil, Venezuela, Equador, Peru, Colômbia, Bolívia, Suriname, República Cooperativa da Guiana e Guiana Francesa

Serviço:

O debate foi transmitido ao vivo pela Rádio Amnésia (88, 5 FM).

Comunidade participa do lançamento da Moeda Social Muiraquitã

8 de abril de 2010 por Juliane Oliveira

Ativistas da cultura digital, comunitários da grande área do Santarenzinho e convidados participaram ontem (07) do lançamento da Moeda Social Muiraquitã durante a abertura da Feira da Cultura Digital dos Bairros e Comunidades.

A proposta une o conceito de economia solidária, educação ambiental e cultura digital, incentivando as pessoas a pensarem novas formas de economia que sejam mais justas, que respeitem o meio ambiente e novas formas de inclusão social.

O nome dado à moeda, Muiraquitã, valoriza a cultura local, pois o Muirauitã era produzido pelos índios da região como pequenos objetos, geralmente representando uma rã, símbolo de sorte e fertilidade.

A Moeda Muiraquitã foi confeccionada artesanalmente, com barro, mas seu principal valor está  no objetivo de sua utilização, como troca ou bônus que pode promover a educação ambiental ao mesmo tempo em que abre portas para novos conhecimentos no mundo da cultura digital.
É como explica um dos idealizadores da Moeda Social, Jader Gama, coordenador do Projeto Puraqué. “Nossa proposta é que a pessoa junte garrafas pets da sua casa, da sua rua, evitando aumentar a poluição ambiental.  A cada 20 pets, a pessoa pode trocar por uma moeda Muiraquitã que dá direito a uma rifa para concorrer a pendrives e a um computador que serão sorteados durante a feira”.

A moeda também vai valer para pagar matriculas e mensalidades das oficinas ofertadas no Projeto Puraqué e Pontão de Cultura do Tapajós, e em outras entidades que trabalham com inclusão digital. A idéia é garantir a circulação da moeda social mesmo depois da Feira da Cultura Digital nos Bairros.

Mais de 500 garrafas pets já foram entregues na Feira que continua até amanhã. Um espaço foi montado no Centro de Formação da Paróquia N. Sra. Do Rosário (ASAT) , bairro do Santarenzinho, para receber o trocar as moedas.

Mais informações

Aqui aqui para ter acesso a programação completa da feira. E acesse também o flickr e siga a Rede Mocoronga no twitter.

Começou a Feira. No palco, a cultura popular

7 de abril de 2010 por Fábio Pena

Na noite de hoje, (07), um show reunindo artistas populares marcou a abertura da I Feira Cultura Digital dos Bairros e Comunidades, no Bairro do Santarenzinho. Apresentado pelo diretor do Circo Mocorongo do Projeto Saúde e Alegria, Magnólio de Oliveira, após as palavras dos coordenadores do evento, perfilaram-se artistas especialmente convidados para o evento.

Alguns conhecidos, outros que saíram do anonimato, mas todos tendo em comum a valorização da nossa identidade amazônica. Em meio ao público em sua maioria juvenil, surgiram palmas para a primeira atração da noite, o Grupo Nossas Lembranças, formado por senhores da terceira idade. Tambores, reco-reco. Um violão e uma rabeca, confeccionados manualmente pelos próprios artistas, animaram a noite com músicas de autoria do próprio grupo, na maioria no ritmo paraense do carimbó e do marambiré.

Nossas Lembranças, grupo do bairro do Maracanã, com sua apresentação no início marcou a proposta da feira, afirmou o organizador da programação cultural, Fábio Cavalcante, da Casa Brasil do Santarenzinho. Quando perguntado se estava sendo gravado, foi enfático. “Estamos gravando tudo, todas as atrações vão  para um CD e um vídeo do evento”, contou animado. Filmadoras, gravadores, computadores documentando a cultura popular. Tradução clara do que pode representar a cultura digital.

Nem a distância fez com que o cantor e compositor Juvenal Imbiriba, o Juveco, vindo da comunidade de Aminam, no rio Arapiuns, a mais de oito horas de viagem de barco de Santarém, perdesse a oportunidade de se apresentar. Convidado pelo Pontão de Cultura do Tapajós, ele apresentou algumas músicas que está gravando para o CD do projeto. O carimbó da farinhada, mostrava o processo de produção de um dos mais típicos alimentos do povo ribeirinho.

A noite terminou com a apresentação do cantar e compositor Chico Malta, vindo do Ponto de Cultura da Oca, de Alter do Chão. A lenda do boto, o açaí e o tucumã, os mitos e lendas da floresta e os ditos populares estavam presentantes nas canções que animaram os participantes.

Muitas atrações ainda estão previstas para os próximos dois dias da Feira. Amanhã (8), a partir das 18:30 acontecerá o show de calouros, apresentações de grupos de carimbó, bandas de reggae e grupos de teatro da comunidade.

Quinta-feira (dia 08), a partir das 18:30h

Street dance (Grupo de dança)
Grupo de Teatro Arte Amazônica
Fábio Cavalcante (Apresentação Musical)
Show de Calouros (Concurso musical)
Bailado de Carimbó (Grupo de dança)
Bandas de Reggae
Bandoca, de Alter do chão (Apresentação Musical)


Sexta-feira (dia 09), a partir das 18:30h

Carimbó Muiraquitã (Grupo de dança)
Coco de umbigada – PE (Apresentação Musical)
Dança Flamenca (Grupo de dança)
Festival de Música (Concurso musical)
Desfile de moda
Companhia Papo Show – Altamira (Apresentação Musical)

CARTA DE SANTARÉM

7 de abril de 2010 por Juliane Oliveira

Participantes do II Encontro de Conhecimentos Livres de Santarém, Juruti, Rondon do Pará, Altamira e Belém avaliaram a Carta de Santarém, que foi produzida em novembro de 2009 durante o I Encontro. Na época, 50 ativistas de software livre dos estados de Roraima, Amapá, Amazonas, Pará, monitores de Telecentros, lideranças, educadores, comunicadores populares e gestores de projetos sociais de Pontos e Pontões de Cultura, Infocentros e Casa Brasil participaram conjuntamente na produção da Carta.

A CARTA DE SANTARÉM foi revalidada e vai servir de parâmetro para a construção de políticas que atendam as necessidades dos Pontos, Infocentros, Telecentros, Casa Brasil e comunidades da região amazônica que trabalham com cultura digital e software livre.

Abaixo a CARTA DE SANTARÉM na íntegra

CARTA DE SANTARÉM
FÓRUM AMAZÔNICO DE CULTURA DIGITAL

Os Pontos e Pontões de Cultura, Telecentros, Infocentros, Casa Brasil e núcleo de informática educativa, reunidos no I Encontro de Conhecimentos Livres no Pontão de Cultura Digital do Tapajós, em Santarém, nos dias 4 a 6 de novembro de 2009, tem por consenso, as seguintes propostas para a implementação de uma política pública de incentivo às ações de cultura digital na Amazônia.
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NÃO ESQUEÇA A DENGUE SE COMBATE TODO DIA !!!

7 de abril de 2010 por Karla Reis



Aedes Aegypti, esse MOSQUITO mata, ele já matou muita gente e pode estar solto pelas ruas.  O que você esta fazendo para combater a DENGUE? Não se esqueça a DENGUE se combate todo dia, DENGUE aqui NÃO!!! TODOS CONTRA a DENGUE a guerra já começou participe você também

SAIBA TUDO SOBRE A DENGUE

Todo mundo sempre tem alguma dúvida sobre a dengue. O importante é tirar essas dúvidas para ficar um pouco mais tranqüilo.

1. A Dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti infectado com o vírus. Esse mosquito costuma picar durante o dia, principalmente no início da manhã e no final da tarde;

2. Os sintomas da dengue são febre, dor de cabeça, dor no corpo e dor por trás dos olhos. As pessoas com Dengue podem também apresentar dor nas juntas e manchas vermelhas na pele;

3. A pessoa que contrair a doença deve procurar o serviço de saúde, evitar o uso de medicamentos a base de Ácido Acetil Salicílico, como Aspirina, AAS, Melhoral, entre outros, e ingerir liquido em abundância;

4. A melhor maneira de prevenir a Dengue é impedir a reprodução do mosquito. O mosquito procura água acumulada para colocar seus ovos em recipientes como pneus, latas, garrafas plásticas, vasos de planta, caixa d’agua destampadas e piscinas não tratadas, entre outros.

O combate a Dengue tem que se tornar uma rotina diária, um habito saudável a ser praticado todos os dias. Não pode relaxar porque os ovos do mosquito da dengue continuam vivos por até um ano. Se agente não combater a dengue todos os dias, esse problema vai continuar


Jovens apresentaram a Paixão Morte, Ressurreição de Jesus Cristo

7 de abril de 2010 por Jardson Melo

Na sexta-feira, 02 de Abril, os jovens protagonista do Grupo de Teatral da comunidade de Suruacá, “Revelação de Suruacá”, apresentaram pela quinta vez a peça; Paixão, Morte, Ressurreição de Jesus Cristo. Leia o resto desse post »

Começa II Encontro de Conhecimentos Livres

7 de abril de 2010 por Juliane Oliveira

O Pontão de Cultura Digital do Tapajós realiza durante todo o dia de hoje, 7 de abril, o II Encontro de Conhecimentos Livres com a participação de jovens de diversas comunidades atendidas pelos Projetos Saude e Alegria, Puraqué, Telecentros e Pontos de Cultura da região amazônica.

O evento, além de proporcionar o intercâmbio entre os infocentros, telecentros e pontões de cultura que atuam na região, vai aprofundar o fórum amazônico de cultura digital para possibilitar o debate sobre inclusão digital no contexto amazônico e identificar “como nós pensamos as nossas dificuldades e potencialidades de trabalhar cultura digital na nossa região”, de acordo com Paulo Lima, coordenador de inclusão digital do PSA.

Estão presentes no II Encontro de Conhecimentos Livres mais de 50 protagonistas do movimento pela cultura digital na região amazônica. Entre eles, representantes os Infocentros do Fundac, do Pontão Tapajós, da Famcos,  Infocentro Padre Manuel Albuquerque, STTR, Casa Brasil, Telecentro de Belterra, Nuquini, Muratuba, Vila de Boim, Urucureá, Cachoeira do Aruã, Vila Castanhal (Juruti – PA) e  Pontos de Cultura do Aritapera, Ponto de Cultura Tocaia (Altamira – PA), Galpão de Artes (Marabá-PA), COMVIDA (Rondon do Pará), Pontão de Cultura Rede Juvenil (Belém – PA).

Serviço

O II Encontro de Conhecimentos Livres está sendo realizado no Pontão de Cultura Digital do Tapajós (Rua Barjonas de Miranda, 434 – bairro da Aldeia).

Horário: 9h – 17:30

Data: 7 de abril de 2009

Continuação da programação

Hoje a noite ainda será realizada a abertura Feira Cultura Digital e o lançamento da Moeda Social Muiraquitã no Centro de Formação da Paróquia N. Sra. Do Rosário (ASAT) , bairro do Santarenzinho, a partir das 18h.

II Encontro de Conhecimentos Livres / Fórum Amazônico de Cultura Digital

5 de abril de 2010 por Paulo Lima

Vem aí a Feira Cultura Digital dos Bairros, um projeto do Pontão de Cultura Digital do Tapajós que pretende reunir diversas iniciativas da cultura digital numa feira com oficinas, rodas de conversa, cineclubismo, apresentações musicais, serviços, jogos e brincadeiras, uma produtora multimídia comunitária, uma feira de economia solidária, acesso livre à internet e muito mais.

A Feira vai acontecer nos dias 7, 8 e 9 de abril, no Centro de Formação da Paróquia Nossa Senhora do Rosário (Av. Olavo Bilac com Trav. Tomé de Souza. Bairro: Santarenzinho).

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Arranjos Educativos Locais em Belterra

3 de abril de 2010 por Nataleuza Sousa



O que é um AEL-Arranjo Educativo Local?

Começo dizendo o que não é.

Não é uma escola e nem algo parecido.
Trata-se de uma rede de aprendizagem onde não há hierarquia. São pessoas conectadas para troca de aprendizados a partir do potencial educativo da localidade. É uma idéia interessante onde a educação é vista a partir do conhecimento adquirido na vivências das pessoas.
Em Belterra já inciamos o processo de implantação do AEL com a Oficina de Capacitação de Agentes Comunitários de Educação-ACEs que ocorreu no dia 01 de abril de 2010 das 10 às 16 horas no Barracão de capoeira do Telecentro de Belterra. Após muitas leituras e debates, cada participante saiu da Oficina com a missão de se conectar à mais duas pessoas para dar continuidade nos próximos passos do AEL.
O local escolhido como referência do Arranjo Educativo Local é o Telecentro de Belterra. Um espaço que envolve em suas atividades muitas crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos nas áreas de inclusão digital, música e capoeira.
Há muita expectativa quanto aos resultados do Programa de Aprendizagem. Não há ainda, um entendimento total do assunto, mas há uma certeza na cabeça de todos: A idéia é boa.