Campus Party Brasil 2010

29 de janeiro de 2010 por Jardson Melo

Campus Party, a maior feira de inovação tecnológica, internet e entretenimento eletrônico em Rede do mundo! Parece mentira, mas, é verdade. A festa começa e não tem hora para encerrar, assim se resumi o conjuto de pessoas em rede na #cpartybr. Muito já foi celebrado e muito ainda tem para celebrar. Programadores, colaboradoes, palestrante de todo canto do país, compartinham conhecimentos e desenvolvem dezenas de atividades relacionados em tecnologia da informação e comunicação eletrônica. No stand da vivo uma pergunta não cala ninguém, a cada rodada de conversa sobre o mesmo assunto com pessoas diferentes. Você conectado, você está em rede seja virtual ou pessoal?

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Rede Mocoronga está no Campus Party Brasil

26 de janeiro de 2010 por Fábio Pena

Representantes do Projeto Saúde e Alegria e participantes da Rede Mocoronga e projeto Conexão Belterra estão participando do Campus Party Brasil, considerado o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede do mundo. Um encontro anual realizado desde 1997, que reúne, durante sete dias, milhares de participantes com seus computadores com a finalidade de compartilhar conhecimento, trocar experiências e realizar todo o tipo de atividades relacionadas a computadores, às comunicações e às novas tecnologias.

Paulo Lima, coordenador de inclusão digital do PSA e os jovens Mônica Almeida, de Belterra, e Jardson Melo, de Suruacá, estão participando do evento.

Amanhã, às 09 hs, no Espaço Design – Arena dos Campuseiros, Paulo Lima vai ministrar a palestra sobre o Projeto Conexão Belterra promovido pelo PSA e Vivo. Como ir muito além da conexão 3G nas comunidades ribeirinhas da Amazônia? Uma apresentação seguida de debate que se propõe a investigar os potenciais humanos e tecnológicos possibilitados pela experiência da Vivo na ativação de sua Estação Rádio Base (ERB) em Belterra, uma cidade de 12 mil habitantes no oeste do Pará. Garantindo as telecomunicações móveis com tecnologia de terceira geração (3G) para transmissão de voz e dados às populações ribeirinhas de dezenas de localidades na região, a Vivo convida especialistas e grande público para um debate criativo acerca dos possíveis desdobramentos socialmente positivos desta iniciativa.

Outra atividade agendada para dia 21, quinta-feira, das 09h às 11h, tem como título Construção da Rede de Desenvolvedores Voluntários de Belterra. Espaço de encontro entre participantes da Rede Mocoronga (Belterra-PA) e desenvolvedores presentes na Campus Party, com o objetivo de criar uma rede de desenvolvedores voluntários que possam atender as demandas das populações ribeirinhas.

Turismo comunitário na Amazônia: uma oportunidade única!

25 de janeiro de 2010 por Elis Lucien

Desde 2001 o Projeto Saúde e Alegria (PSA), vem estruturando sua ação neste campo de atuação. A experiência de facilitar e mediar a interação entre visitantes e comunidades ribeirinhas decorre da prática constante de receber parceiros e financiadores para viagens de trabalho. Foi nesse mesmo ano que se realizou a primeira expedição do Roteiro Amazônia Ribeirinha em parceira com o Projeto Bagagem, e a partir daí o PSA promoveu outras parcerias.

Em Agosto de 2008 o Ministério do Turismo, por meio de um edital publicado no Diário Oficial, selecionou 50 projetos de apoio a atividade ecoturística distribuídos em 19 Unidades da Federação. Entre esses encontra-se o Projeto de Ecoturismo de Base Comunitária no Pólo Tapajós que está sendo executado no Núcleo de Economia da Floresta do PSA.

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Porto de madeireira é fechado na Reserva Renascer no Pará

20 de janeiro de 2010 por Fábio Pena

Na localidade de Santa Maria do Uruará, município de Prainha (PA), na Reserva Extrativista (Resex) Renascer, foram apreendidos na manhã deste sábado (16) 6.400 metros cúbicos de madeira em tora e serrada, segundo informa o governo do estado. O volume seria suficiente para encher mais de 250 caminhões.

A ação foi uma resposta ao confronto ocorrido na semana passada, na confluência dos Rios Uruará e Tamuataí, em que dezenas de famílias de 7 das 13 comunidades que vivem na reserva e acampam no local para evitar a saída dali de madeira ilegal, foram, segundo o governo estadual, atacadas a bala por seguranças ligados à madeireira, deixando dois agricultores feridos.

O porto da madeireira Jaraú, que já estava sob embargo judicial, de acordo com o governo paraense, foi fechado durante a ação. A empresa está proibida de retirar a madeira do local até que apresente documentos que comprovem a legalidade da extração.

Caso seja ilegal, como alegam os comunitários da Renascer, a empresa terá de pagar multa de R$ 3,4 milhões. A madeira será leiloada e sua renda revertida para as comunidades da Resex.

MPs Estadual e Federal recomendam a não autorização de novos planos de manejo na gleba Nova Olinda

20 de janeiro de 2010 por Fábio Pena

Por: Assessoria de Imprensa (14/01/201)

Em Santarém, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal emitiram recomendação conjunta ao secretário de Estado de Meio Ambiente e ao diretor do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor), para que não autorizem novos planos de manejo florestal na gleba Nova Olinda I, até que seja concluído o processo de regularização fundiária da área, onde ocorreram conflitos em 2009, por esse motivo.

A recomendação foi assinada pela promotora de justiça do Meio Ambiente, Lilian Regina Furtado Braga, e o procurador da república, Claudio Henrique Dias. A destinação fundiária da gleba está sendo conduzida pelo Iterpa desde 2008.

Em 2009, os comunitários protestaram contra a exploração ilegal na área, que culminou na queima de duas balsas contendo madeira, no mês de novembro.

Ao emitir a recomendação, o MP considera que desde agosto de 2009, configura-se conflito social no local, com denúncias de exploração ilegal, insegurança dos empresários madeireiros em realizar sua atividade econômica e ameaças à integridade física de algumas lideranças das comunidades tradicionais.

A área da gleba é “bastante requisitada para a execução de planos de manejo florestal”, diz a recomendação, de acordo com relatório da SEMA. O MP considera que está em andamento na Funai o processo administrativo de demarcação da terra indígena Maró, que poderá resultar no reconhecimento de uma área da região como sendo tradicionalmente ocupada pelos índios.

Por esses motivos, a autorização para planos de manejo florestal ou contratos de transição para os manejos, nesse momento de conflito e destinação fundiária, está “em dissonância com as cautelas que esse processo exige, colocando em risco a paz social”, diz o documento.

Caso a recomendação não seja atendida, o MP poderá ingressar com medidas judiciais cabíveis.

Vídeo participativo na Rede Mocoronga

20 de janeiro de 2010 por Elis Lucien

O vídeo participativo vem de uma parceria da Rede Mocoronga de Comunicação Popular do Projeto Saúde e Alegria com o curso de Vídeo Participativo da Escola Nórdica da Suécia. Já estamos com a terceira turma desse curso, tendo como objetivo dos alunos repassar os conhecimentos em vídeo participativo adquiridos em sala de aula e a meta é fazer no final das oficinas um filme com os participantes de cada oficina.
Temos aqui no projeto um grupo de quatro estudantes que já estão realizando essas oficinas para os grupos de jovens das comunidades. Essas produções são realizadas nas comunidades que tem o Telecentro Comunitário visando a infraestrutura do próprio ambiente para melhor aproveitamentos das ferramentas que o espaço oferece. As oficinas são básicas e práticas visando um produto final que é o filme e este será apresentado numa Mostra de Vídeo Participativo no final desse trabalho, lembrando que os temas, as imagens, as músicas e todos os detalhes dessa produção é de escolha do grupo que está fazendo a oficina.
Os primeiros curtas metragem tiveram de dois a dezesseis minutos de muitas histórias, relatos, lendas e belezas naturais que encantaram o público presente na entrega do MocorOscar versão amazônida do Oscar do cinema mundial. Em 2008 e 2009, participaram dessas oficinas jovens das comunidades de: Maguari, Piquiatuba, Muratuba, Suruacá, Cachoeira do Aruã, Vila de Boim, Urucureá e o Telecentro de Belterra.

Elis Lucien

Carta aberta do Povo Munduruku do município de Belterra

19 de janeiro de 2010 por Mizael Santos



Através dessa carta aberta nós comunitários de Takuara, Bragança e Marituba do município de Belterra-PA, gostaríamos de informar e esclarecer o processo da regularização das terras indígenas (TI) dentro da Flona Tapajós (Processo FUNAI 1302/2009 e FUNAI 1307/2009).

O Povo Munduruku mora na região do Baixo Tapajós desde a primeira metade do Século XVIII, sempre em harmonia e respeito com a natureza.

Desde o inicio do processo da demarcação da terra indígena na FLONA Tapajós, no ano de 2001 até hoje, existe a participação dos órgãos governamentais FUNAI, IBAMA (hoje ICMBIO), INCRA, Ministério Público e ITERPA. Todo processo acontece de maneira transparente e participativo.

Como publicado no despacho nº 52 de 29/10/2009 a TI Bragança-Marituba é de 13.515 há (aproximadamente 2% da área da FLONA inteira) com 231 habitantes (Portaria nº 799/PRES, de 13/08/2003, e Portaria nº 284/PRES, 24/03/2008).

A área da TI Takuara é de 25.323 ha (4% da FLONA Tapajós) com 171 habitantes (Despacho nº 51, 29/10/2009, Portaria nº 799/PRES, de 13/08/2003, e Portaria nº 284/PRES, 24/03/2008).

As duas terras indígenas dentro da FLONA Tapajós não vão interferir nas outras comunidades da FLONA, nem nos terrenos e na população, como está sendo divulgado atualmente nas comunidades.

Na TI Bragança-Marituba existem oito famílias não-indígenas, e na TI Takuara tem três famílias não-indígenas (Conforme Publicação no Diário Oficial da União de 29/10/09).

Estes moradores sempre foram informados sobre todo o processo.

Através da regularização das duas TI na FLONA Tapajós, nós indígenas Munduruku queremos que a floresta do baixo Tapajós permaneça em pé e nossas atividades têm sido desenvolvidas de maneira sustentável, sem destruir a flora e fauna. Nossa intenção é que as futuras gerações convivam com a floresta intacta.

Nos anos passados observamos que os projetos de manejo sustentável de diversas instituições estão sendo desenvolvidos dentro da FLONA Tapajós e que esses empreendimentos não contribuem para as comunidades locais, nem para a preservação da floresta.

Desde o inicio do processo sempre estivemos dispostos ao dialogo e a cooperação. Gostaríamos de continuar dessa maneira. Para esclarecimento ou explicação, estamos à disposição.

Belterra-PA, 06 de janeiro de 2010.

Povo Munduruku do Município de Belterra.

Economia da floresta, retorna com suas atividades nas comunidades ribeirinhas

15 de janeiro de 2010 por Raquel Fernandes

Por: Ândrea Colares, Núcleo de Economia da Floresta

A equipe do Núcleo de Economia da Floresta, iniciará suas atividades de campo, entre os dias 17 a 20 de janeiro, com os trabalhos para o manejo da matéria-prima em duas comunidades, onde se desenvolve o Programa de “Artesanato Sustentável”. Trata-se das comunidades de Arimum e Vila Brasil, localizadas na margem esquerda do Rio Arapiuns, no Assentamento Agroextrativista Lago Grande.

Os técnicos ficarão dois dias em cada um desses lugares trabalhando nas áreas de manejo onde os Grupos de Artesanato irão manter sustentavelmente as espécies fontes de matéria-prima para os seus produtos. Em Arimum essa fonte é o tucumã (Astrocaryum vulgare) e em Vila Brasil é também o tucumã, além do arumã (Ischnosiphon sp.)

O manejo da matéria-prima é uma das etapas do “Artesanato Sustentável” e será desenvolvida nas demais comunidades componentes do Programa. Esse trabalho tem grande importância junto dos Grupos de Artesãos. A partir dela, definiremos em conjunto, formas sustentáveis da floresta oferecer o produto, respeitando a capacidade de regeneração natural , além de incentivar o manutenção da diversidade e dos ecossistemas que integram as áreas das comunidades.

Desnutrição nunca mais

15 de janeiro de 2010 por Elis Lucien

Para prestar uma homenagem a médica sanitarista Dra. Zilda Arns. A Rede Mocoronga busca em seus arquivos uma reportagem feita pelo jornal O Seringueiro, 2ª edição, ano 2004, da comunidade de São Domingos. A desnutrição era combatida nas diversas comunidades pelos grupos de jovens, de mulheres e de uma Comisão Integrada de Saúde que realizavam constantes campanhas no combate  à desnutrição em suas comunidades com o apoio do Projeto Saúde e Alegria.E  o famoso Caldo Verde não podia faltar ( que era feito com todas as verduras verdes que a comunidade tinha naquele momento).

Reportagem: Rai Brito

“A desnutrição é uma doença causada pela falta de allimentos. Esta falta pode ser porque a pessoa não tem o alimento ou porque ele tem, mas o seu organismo não absorve como deveria ou a própria pessoa utiliza de maneira correta.

A desnutrição pode matar, por isso a gestante  deve se alimentar bem para que seu filho não fique desnutrido na fase do seu desenvolvimento. A mãe deve amamentar seu filho no seio, pois a criança dificilmente fica doente e caso contrário afetará seu rendimento no crescimento motor e escolar.

Os Alimentos de maneira geral são constituido de proteínas, hidratados, carbono e gordura indispensável ao organismo.

• Proteínas – precisa de pouca quantidade (carnes, ovos, leite, etc…)

• Calorias – é necessariamente uma quantidade muito grande (arroz, feijão, farinhas e principalmente óleo).

Aqui em São Domingos, as crianças bebem o caldo-verde toda semana e as grávidas não deixam de participar. o Caldo verde tem o apoio do grupo de jovens da comunidade”.

Jamaraquá

11 de janeiro de 2010 por Elis Lucien

No semestre passado andei pesquisando a história de Jamaraquá, comunidade que fica na Floresta Nacional do Tapajós, no município de Belterra/PA e fui atrás:

“Tinha uma ilha pra lí, que tinha muito jamaracaru, então ninguém entrava lá porque jamaracaru é um espinho – mas ele se torna um medicamento pra coar a água dele pra picada de cobra, xarope pra asma então tinha uma ilha que era cheio de Jamaracaru aí passou a ser chamada de Jamaraquá pra não ser chamada de jamaracaru. Outros dizem que Jamaraquá era um Tuchauá, que morava lá encima da Serra (que tem aquela terra preta de índio) e eles pegavam água lá trás da serra quando ele morreu, passaram a chamar Jamaraquá o igarapé. Como essa comunidade era chamada de São Benedito e aí depois que ele morreu e a população aumentou mais antes tinha apenas uma casa que era do meu avô e que meu avô Marcelino Monteiro da Fonseca que era filho de um português Diogo da Fonseca, o Marcelino nasceu em 1880, aqui se chamava São Benedito e aí ele casou em 1901, com uma moça de Marai que era uma índia lá de Marai e aí passou a ser chamada de Jamaraquá porque o índio que enchia água lá no igarapé, chamava São Benedito aqui e Jamaraquá no igarapé. E aí, como foi evoluindo mais passaram a chamar de Jamaraquá aqui, da comunidade porque o igarapé era bem pertinho e passou a ser chamado de Jamaraquá que era o nome do Tuchauá”.

D. Conceição – presidente da comunidade.

E só pra lembrar:

Precisa passar no IBAMA e pegar uma autorização, pois é uma Unidade de Conservação e trazer muitas fotos e saudades de todos.

Elis Lucien