Tucumarte

17 de maio de 2010 por Elis Lucien

Jornal Cabocla,1ª edição/2010.

Repórter: Rosemara Tapajós

O TUCUMARTE no dia 30 de Abril de 2007, pelas mãos do senhor Domingos Cândido, presidente da associação assinou a certificação (FSC), que é uma garantia de que a palha que é utilizada na fabricação dos artesanatos provem de florestas que são gerenciadas de acordo com as normas ambientais, correta, justa e economicamente viável. Garante que as próximas gerações também usufruirão de florestas e de uma qualidade de vida sustentável.

O grupo trabalha de forma coletiva: fazendo a coleta e o tingimento das palhas, a limpeza das áreas de manejo e outras atividades. Desde que ganharam certificação o grupo recebe a visita de um profissional do IMAFLORA.

Para maiores esclarecimentos sobre essa visita conversamos com Ândria Colares que trabalha no Projeto Saúde e Alegria e acompanhou a visita.

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Participação Feminina na luta Sindical

16 de maio de 2010 por Raquel Fernandes



Visando fortalecer cada vez mais a organização e a participação dos associados da delegacia sindical de Muratuba, no último dia 11 de abril, foi eleita a nova coordenação , composta por uma equipe de quatro mulheres, ficando como delelgada sindical, a senhora Marilene Guedes Fernandes; Secretária, Valcilene Oliveira Santos; Suplente, Cleidiane dos Santos Rodrigues e tesoureira, Silvana Silva Fernandes.

A comunidade continua confiante na atuação dessa mulherada que está enfrente do movimento sindical na referida delegacia.

O Jornal Arte Vida, entrevistou a nova coordenadora da Delegacia Sindical de Muratuba Marilene Guedes.

JAV: Esses últimos três mandatos da delegacia Sindical, foi composto somente por mulheres. Pra você, qual  a importância da participação da mulher no movimento social?

MARILENE: Para mim a importância é que hoje as mulheres já conseguem perceber qual é o seu papel e seus valores nos movimentos sociais. Por isso, acredito que somos capazes de  assumir responsabilidades que venham fortalecer a organização da comunidade e de todos os sindicalizados.

JAV: Quais as propostas de  trabalho que essa coordenação pretende desenvolver juntamente com os associados da delegacia Sindical?

MARILENE: A proposta é trazer mais sócios para a delegacia sindical, principalmente que já tem idade e ainda não são enganjados no sindicato. O outro  plano é pedir ajuda para os associados  visando movimentar a caixinha sindical que fica na comunidade, essa ajuda poderá ser através da doação de prẽmios para bingos que serão realizados nas reuniões e também buscar cada vez mais a participação na organização sindical.

Essa reportagem, foi retirada diretamente do Jornal Comunitário Arte Vida de Muratuba

Repórter: Rosivethe Castro Fernandes

Em nota, SBPC repudia reportagem de ‘Veja’

16 de maio de 2010 por Fábio Pena

Fonte: Jornal da Ciência

Reportagem trata da demarcação de terras indígenas e é acusada de distorcer informações

Intitulada “A farra da antropologia oportunista”, a reportagem foi publicada na edição de 5 de maio da revista semanal. O texto já havia sido objeto de nota da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Leia a nota da ABA em http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=70689

No domingo, a coluna do jornalista Marcelo Leite, no caderno “Mais!”, da “Folha de SP”, também tratou da polêmica reportagem e da reação de membros da comunidade científica da antropologia. Leia a coluna em http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=70771

A reportagem da “Veja” pode ser lida no acervo digital da revista, em http://www.veja.com.br/acervodigital/home.aspx

Leia abaixo a íntegra da nota da SBPC:

“A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) vem a público hipotecar inteira solidariedade a sua filiada, a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), que em notas de sua diretoria e da Comissão de Assuntos Indígenas repudiou cabalmente matéria publicada pela revista ‘Veja’ em sua edição de 5 de maio do corrente, intitulada “Farra da Antropologia Oportunista”.

Registra, também, que a referida matéria vem sendo objeto de repulsa por parte de cientistas e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, os quais inclusive registram precedentes de jornalismo irresponsável por parte da referida revista, caracterizando assim um movimento de indignação que alcança o conjunto da comunidade científica nacional.

Por outro lado, a maneira pela qual foram inventadas declarações, o tratamento irônico e preconceituoso no que diz respeito às populações indígenas e quilombolas e a utilização de dados inverídicos evidenciam o exercício de um jornalismo irresponsável, incitam atitudes preconceituosas, revelam uma falta total de consideração pelos profissionais antropólogos – cuja atuação muito honra o conjunto da comunidade científica brasileira – e mostram profundo e inconcebível desrespeito pelas coletividades subalternizadas e o direito de buscarem os seus próprios caminhos.

Tudo isso indo em direção contrária ao fortalecimento da democracia e da justiça social entre nós e à constituição de uma sociedade que verdadeiramente se nutra e se orgulhe da sua diversidade cultural.

Adicionalmente, a SBPC declara-se pronta a acompanhar a ABA nas medidas que julgar apropriadas no campo jurídico e a levar o seu repúdio ao âmbito da 4ª. Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que se realizará no final deste mês de maio em Brasília.”

Cenários Participativos PAE Lago Grande

13 de maio de 2010 por Elis Lucien

Pesquisadores de diversas instituições¹, ligados aos projetos PIME (Projeto integrado MCT e Embrapa), Violência, Dependência Social e Espaço Público (FINEP), LUA/IAM (FAPESP), e à Rede GEOMA de Modelagem Ambiental, realizaram no dia 13 de maio de 2010, no Amazônia Boulevard Hotel o encontro Cenários Participativos PAE Lago Grande.

Objetivo dos pesquisadores é adaptar métodos participativos de construção de cenários para a realidade da Amazônia, em diferentes escalas e contextos socioeconômicos é mostrar os resultados das várias oficinas e discusões.

Desde 2009, esse grupo junto com as comunidades que fazem parte do projeto, buscaram um cenário de futuro para Projeto de Assentamento Agro-extrativista (PAE) para o Lago grande em Santarém .

O fundo de discussões foram o uso da terra, os aspectos fundiários, o modo de vida etc. Esta atividade foi liderada pela Dra. Ana Paula Aguiar, do Centro de Ciências do Sistema (CST), INPE. Está sendo desenvolvido nas comunidades de Aracy, Vila Brasil e Retiro, com parceria do Projeto Saúde e Alegria.

1 INPE/CST (Ana Paula Aguiar, Angélica Giarolla, Patrícia Pinho, Pedro Andrade, Roberto Araújo), UFPA (Otávio do, Ricardo Folhes/PG), IDESP (Andréa Coelho).

Dia das mães!

11 de maio de 2010 por Luiz Lobo

No dia 08 de maio deste ano a escola Nossa Senhora de Nazaré com o objetivo de proporcionar as mães um dia de lazer, aumentando a auto estima e uma forma das mesmas pudessem interagir mais com a comunidade escolar.

O dia foi marcado por homenagens dos alunos e docentes da escola. Durante a semana que antecedeu esse momento, professores e alunos organizaram lembrancinhas, versos, paródias, peça de teatro, mensagens, poesias e frases que culminavam com o tema. A programação aconteceu na área livre da escola com a presença das mães dos alunos além da presença maciça dos mesmos. Ao decorrer da programação foi ofertado um delicioso café da manhã com iguarias da região, houve sorteio pra escolha de duas mães, como premiação um dia de rainha, com direito a transformação no salão de beleza e em seguida a entrega de um kit de beleza a cada mãe sorteada, ofertada pelos funcionários da escola.

A escola Nossa Senhora de Nazaré parabeniza todas as mães pela passagem do seu dia!

Meio ambiente e reciclagem

11 de maio de 2010 por Elis Lucien

As comunidades ribeirinhas em 2009, sofreram bastante com as alterações climáticas.

O jornal comunitário O Diário, da comunidade de Pedreira (Floresta Nacional do Tapajós), passa sua mensagem para ajudar o meio ambiente.

Repórter: Wanderson Sousa.

Semana de Agroecologia

10 de maio de 2010 por Elis Lucien

A 5ª Semana de Agroecologia é uma realização do Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária (CEAPAC). Com o tema Produção Familiar Agroecológica e Segurança Alimentar no Baixo Amazonas começou hoje dia 10 estendendo-se até o dia 15 de maio de 2010.

Um dos objetivos é a disseminação das experiências agroecológicas realizadas pelo CEAPAC e demais entidades e órgãos parceiros junto a comunidades e grupos de pequenos produtores da região.

A programação vai desde feira de produtos agroecológico, oficinas, seminário, torneio e encera com seresta e Feira Agroecológica a ser realizada na comunidade de Irurama dia 15/05/10.

A farra do jornalismo oportunista?

6 de maio de 2010 por Fábio Pena

Esse é título do contraponto feito do movimento contra o racismo ambiental, assinado por Rafel  Barbi – Mestrando em Antropologia pelo PPGAN/UFMG, em relação à reportagem mentirosa da revista VEJA: a farra da antropologia oportunista.

Segue trechos interessantes:

A revista Veja dessa semana publicou uma matéria intitulada “A farra da antropologia oportunista”. Aparentemente os jornalistas Leonardo Coutinho, Júlia de Medeiros e Igor Paulin desejavam denunciar o que seria uma espécie de “esquema” entre ONGs internacionais, antropólogos e o Governo Federal para extinguir a propriedade privada de imóveis rurais no Brasil através da demarcação de terras indígenas e terras de quilombo, além da criação de unidades de conservação.

Comento a matéria aqui sem entrar no mérito de outras questões mais profundas, abordando dois aspectos da reportagem que são absolutamente hediondos para os padrões de qualquer tipo de jornalismo.

A falácia

Os repórteres abrem a matéria com a seguinte afirmação:

“Áreas de preservação ecológica, reservas indígenas e supostos antigos quilombos abarcam, hoje, 77,6% da extensão do Brasil”.
Qualquer alma com dois dedos de bom senso questionaria essa afirmação, uma vez que as terras indígenas correspondem a 13% da área do país, sobretudo na região amazônica. Coloco aqui dados do Instituto Socioambiental acerca dessa extensão:

“O Brasil tem uma extensão territorial de 851.196.500 hectares, ou seja, 8.511.965 km2. As terras indígenas (TIs) somam 653 áreas, ocupando uma extensão total de 110.500.556 hectares ( 1.105.006  km2). Assim, 13% das terras do país são reservados aos povos indígenas.

A maior parte das TIs concentra-se na Amazônia Legal: são 409 áreas, 108.720.018 hectares, representando 21.67% do território amazônico e 98.61% da extensão de todas as TIs do país. O restante, 1.39%, espalha-se pelas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e estado do Mato Grosso do Sul”.
(…)

A fraude

A reportagem é escrita como se fosse um conto, uma peça de ficção, parte de um panfleto, não havendo fonte citada para qualquer uma das informações presentes. Também parece-me estranho que uma reportagem com uma denúncia tão severa, que basicamente implica o fim da propriedade privada de imóveis rurais no Brasil, não conte com qualquer tipo de mobilização contrária por parte de geógrafos, agrônomos, professores ou políticos. Não haveriam centenas de pessoas se manifestando contra tamanha mudança na questão fundiária brasileira? Essas pessoas não dariam sua opinião à Veja? A ausência de opiniões contrárias parece justificada pela suposição da reportagem de que a demarcação de terras indígenas e terras de quilombo seria parte de um “esquema” do qual a população em geral e até setores do Estado não saberiam – uma “conspiração” absolutamente inverossímil.

A reportagem traz, no entanto, duas supostas afirmações de antropólogos conhecidos no Brasil. Uma seria de Eduardo Viveiros de Castro, professor do Museu Nacional, e outra de Mércio Pereira Gomes, ex-presidente da FUNAI e professor da Universidade Federal Fluminense. Ambos se manifestaram dizendo que não foram entrevistados pela revista, e que esta distorceu suas palavras.

Reproduzo as frases aqui:

– Frase atribuída a Mércio Gomes

“Diante desse quadro, é preciso dar um basta imediato nos processos de demarcação“, como já advertiu há quatro anos o antropólogo Mércio Pereira Gomes, ex-presidente da Funai e professor da Universidade Federal Fluminense.

– Resposta de Mércio Gomes

Denego-lhe o falso direito jornalístico de atribuir a mim uma frase impronunciada e um sentido desvirtuante daquilo que penso sobre a questão indígena brasileira.

– Frase atribuída a Viveiros de Castro

“Casos assim escandalizam até estudiosos benevolentes, que aceitam a tese dos “índios ressurgidos”. “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente de cultura indígena original“, diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, do Museu Nacional, no Rio de Janeiro”.

– Resposta de Eduardo Viveiros de Castro

Na matéria “A farra da antropologia oportunista” (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010), seus autores colocam em minha boca a seguinte afirmação: “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente cultural original”. Gostaria de saber quando e a quem eu disse isso, uma vez que (1) nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; (2) não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma. Na verdade, a frase a mim mentirosamente atribuída contradiz o espírito de todas declarações que já tive ocasião de fazer sobre o tema. Assim sendo, cabe perguntar o que mais existiria de “montado” ou de simplesmente inventado na matéria. A qual, se me permitem a opinião, achei repugnante.

Leiam o texto completo clicando aqui: http://racismoambiental.net.br/2010/05/a-farra-do-jornalismo-oportunista/

Matéria mentirosa da revista VEJA causa indignação e reação de antropólogos

6 de maio de 2010 por Fábio Pena

Fotos:Revista Veja

Na edição 2163 deste 5 de maio de 2010, a revista Veja publicou a reportagem especial “A farra da antropologia oportunista”, em que difama a comunidade dos cientistas da antropologia e promove uma visão discriminatória de grupos minoritários que buscam sua auto-afirmação e seus direitos historicamente negados.

A reportagem afirma que “critérios frouxos para a delimitação de reservas indígenas e quilombos ajudam a engordar as contas de organizações não governamentais e diminuem ainda mais o território destinado aos brasileiros que querem produzir”.

Nem precisaria ler os diversos parágrafos da reportagem para entender o tom discriminatório, elitista e preconceituoso da turma de jornalistas que fazem parte do apelidado PIG – Partido da Imprensa Golpista. A reportagem mistura ao mesmo tempo política com antropologia e direitos sociais, colocando logo na capa a foto do Presidente Lula que decretou a reserva indígena Raposa Serra do Sol, até agora não engolida pela turma do agronegócio de Roraima.

Já nos títulos é possível entender o que a VEJA pretende desconsiderando lutas sociais históricas: os novos canibais, macumbeiros de cocar, made in Paraguai, índio bom é índio pobre, problema dos brancos. São adjetivos  pejorativamente utilizados.

Na narrativa “diminuem território destinado aos brasileiros que querem produzir”, a matéria cita o caso dos índios boraris de Santarém que lutam pela demarcação de suas terras na Gleba Nova Olinda. Mostrando uma foto de Odair Borari (ao lado), a Veja ironiza o movimento em defesa da vida e da cultura do Arapiuns como um “teatrinho na praia”. Cabe apenas perguntar, qual foi a lei que determinou que, neste caso, o território é daqueles que vieram de fora, muitas vezes de outros estados ou países, para explorar os recursos naturais às custas da destruição da floresta e da vida de comunidades tradicionais que vivem ali por dezenas de gerações?

A matéria provocou indignação da Associação Brasileira de Antropologia – ABA, que divulgou nota em que “clama pelo exercício de jornalismo responsável, exigindo respeito à atuação profissional do quadro de antropólogos disponível no Brasil, formados pelos mais rigorosos cânones científicos e regidos por estritas diretrizes éticas, teóricas, epistemológicas e metodológicas, reconhecidas internacionalmente e avaliadas por pares da mais elevada estatura cientifica, bem como por autoridades de áreas afins”.

Já não é novidade, mas antropólos citados na matéria, dizem que a revista MENTIU. No blog do jornalista Luis Nassif, o renomado antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, afirmou que os autores da Veja: “colocam em minha boca a seguinte afirmação: “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente cultural original” . Gostaria de saber quando e a quem eu disse isso, uma vez que (1) nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; (2) não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma. Na verdade, a frase a mim mentirosamente atribuída contradiz o espírito de todas declarações que já tive ocasião de fazer sobre o tema. Assim sendo, cabe perguntar o que mais existiria de “montado” ou de simplesmente inventado na matéria. A qual, se me permitem a opinião, achei repugnante”.

Leiam aqui a famigerada reportagem da Veja:
A nota de repúdio da Associação Brasileira de Antropologia – ABA
E mais algumas pistas que mostram que VEJA MENTE

A trajetória de luta dos índios do Rio Xingu

4 de maio de 2010 por Fábio Pena

A trajetória de luta dos índios do Rio Xingu contra a construção da usina de Belo Monte e de outras, planejadas para o Rio Xingu, é o tema do vídeo produzido pelo ISA. O documentário reúne cenas históricas desse processo, iniciado em Altamira (PA), em 1989, e resgata os principais acontecimentos, até os dias de hoje, de uma batalha que se arrasta há mais de 20 anos. Direção: André Villas-Bôas e Beto Ricardo

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