Nas águas ou nas nuvens

11 de janeiro de 2013 por Elis Lucien

Comunicação na ponta nas nuvens!Epa!Essa expressão não tá soando um pouco estranho, não seria na ponta do lápis ou na ponta da língua. É isso mesmo, mas precisamente nas nuvens uma tecnologia de ponta utilizada à quatro anos no Brasil e que só agora chega com um nome could computing (computação em nuvens) decolando nas empresas. Que diz: “*a partir de qualquer computador e em qualquer lugar, pode-se ter acesso a informações, arquivos e programas num sistema único, independente de plataforma”.

Mas isso, nossas vós já diziam: “Esse menino parece que tá andando nas nuvens”, mal ela sabia que era um pensamento à frente de seu tempo. Hoje, “nossos meninos” vivem conectados nas redes sociais e um pouco “nas nuvens” também, num contexto de saber tudo e de todos ao mesmo tempo.

Olha já!!Nesses lados da Amazônia temos uma ramificação de uma tecnologia que funciona perfeitamente “In the waters of the amazon” (nas águas da Amazônia), através de uma ferramenta em grande abundancia: os barcos motores conhecidos como B/M. Fazendo a comunicação fluir sem nenhuma interferência brusca ou falha. Levando e trazendo nossos recados e todas as informações necessárias para o cotidiano amazônico. A could computing está chegando, mas irá fazer umas paradas.

Então, não despreze nosso meio de comunicação amazônico, os barcos.

Sementes de uma Floresta

7 de janeiro de 2013 por Bob Barbosa

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=oCzD_9-PwoA[/youtube]

A Amazônia, maior floresta tropical do mundo, e que ocupa grande parte do território brasileiro, é um mosaico de experiências econômicas – a maioria sem preocupações ou cuidados ambientais. Porém as experiências sustentáveis na região merecem ser valorizadas e mais divulgadas. Na Comunidade de Solimões por exemplo, na margem esquerda do Rio Tapajós, uma semente é plantada.  Na verdade são várias sementes.

A união de professoras e professores, pais e mães, alunos e alunas, em torno de um Viveiro de Mudas Nativas que funciona há 11 anos no meio da floresta, é o foco deste vídeo, realizado em parceria entre o Distrito do Reno-Sieg, a Lateinamerika-Zentrum da Alemanha, a União Européia, e o Projeto Saúde e Alegria em Santarém.

O vídeo foi gravado em outubro de 2012 na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, onde só se chega de barco e onde vivem 20 mil pessoas em 73 comunidades, entre elas Solimões.

Com direção, roteiro, câmera e edição de Bob Barbosa e assistência de produção de Gabriel Abreu, o vídeo Sementes de uma Floresta tem como fonte de pesquisa a Análise Conjunta Brasil – Reino Unido sobre os impactos das mudanças climáticas e do desmatamento na Amazônia (2011), um projeto colaborativo realizado pelo Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do Brasil e o Met Office Hadley Centre (MOHC) do Reino Unido.

As cenas das lavouras de soja e das queimadas na Amazônia foram gentilmente cedidas pelo Greenpeace Brasil. As cenas das madeiras em balsas foram gentilmente cedidas pelo Movimento em Defesa do Rio Arapiuns.

As músicas e os vocais são de Chico Malta, acompanhado por Fábio Cavalcante na flauta e violão solo, Elder Catraca nas percussões e Milady Feitosa na voz feminina. As músicas foram gravadas no Estúdio Livre do Coletivo Puraqué e podem ser baixadas no www.blog.fabiocavalcante.com

O vídeo foi produzido no contexto de um projeto de conscientização sobre mudanças climáticas, intitulado “2 graus a mais – e daí? Proteção do clima a nível local, como parte da luta contra a pobreza“ coordenado pelo Distrito do Reno-Sieg (Rhein-Sieg-Kreis) em cooperação com a ONG alemã Lateinamerika-Zentrum e.V. (Centro América Latina).  O Projeto Saúde e Alegria é o parceiro no Brasil.

Capacitação dos monitores de Juruti.

27 de dezembro de 2012 por martapaiva

Dia 20 de dezembro uma quinta feira 17 pessoas da cidade do município de juruti vieram fazer um curso de capacitação de monitores dos telecentros, os assuntos abordados foram montagem e desmontagem de computadores e entendendo um pouco mais sobre suas funcionalidades. Logo em seguida deu-se inicio a elaboração de textos e como usar as ferramentas de escritórios tais como editor de texto, planilha e criação de slide. A monitora do telecentros do castanhal Katila Pinheiro afirmou que: “É importante haver essas capacitações para se manter atualizada das novas tecnologias para exercer dentro da comunidade”.O curso irá até domingo dia 23 de dezembro até ao meio dia.

 

XII Teia Cabocla

18 de dezembro de 2012 por Rosemara Tapajós

Aconteceu no período de 10, 11 e 12 de Dezembro a XII Teia Cabocla com o tema: Juventude Território e Meio Ambiente, foi um encontro que reuniu  jovens dos três rios Tapajós, Arapiuns e Amazonas, e também contou com a presença de jovens de Santarém e Juruti. O encontro foi realizado em Santarém no Centro de Formação Emaús,  estiveram presentes também os conselheiros da TAPAJOARA, a associação das comunidades da Reserva Extrativista Tapajós/ Arapiuns. No encontro foi realizado o lançamento da cartilha PRAZER EM CONHECER, que demostra as várias características das comunidades ribeirinhas

No encontro as comunidades foram premiadas nas categorias de Rádio, Jornal, Arte mural e Blog. Essa premiação foi uma das propostas  da Teia Cabocla que aconteceu em Setembro em Vila Franca, cada comunidade tinha que levar uma produção relacionados a cultura local nessas categorias, os vencedores seriam premiados e tudo isso aconteceu como estava previsto as comunidades produziram seus  vídeos, reportagens e desenhos, criaram músicas e foram avaliadas por categoria e premiadas, essa premiação foi uma forma de incentivar as comunidades a continuarem a desenvolver os trabalho nas comunidades.

Também foram discutidos nesse encontro o que queremos? Como continuar balançando a nossa rede mocoronga,  e todos os grupos falaram sua visão de futuro para que a rede mocoronga possa continuar fortalecida.Tivemos também o circo mocorongo, que contou com a apresentação de pessoas das próprias comunidade mostrando suas músicas, teatro, e para finalizar no dia 11 depois da grande premiação das comunidades vencedoras do concurso tivemos o Baile de comemoração em que todos se divertiram bastante e comemoraram a premiação.

Jogos Olímpicos da Escola Dom Pedro I

18 de dezembro de 2012 por Rosemara Tapajós


A Escola Dom Pedro I, para finalizar em grande estilo suas atividades do ano letivo de 2012, iniciou hoje os jogos interno da escola, com a participação dos alunos do ensino fundamental e médio, os jogos vão contar com diversas modalidades como: Futebol, corrida, cabo de guerra, voleibol, serão três dias de competição, segunda,  terça e, na quarta-feira a grande final, onde conheceremos as turmas vencedoras.Temos as equipes do fundamental, Branca, Laranja, Lilás, Azul, Verde  e do médio Preta, Rosa, Amarela. Cada equipe participará de todas as modalidades de acordo com o sorteio feito, e no sábado, todos estão convidados para a colação de grau da turma do 9º ano de 2012.

 

 

 

 

Jovem desaparecido foi encontrado

17 de dezembro de 2012 por Benezildo Costa


Foi encontrado por volta das 4:00, da tarde deste domingo (16/12/2012) , o jovem Adalton Fonseca, de Nova Vista- Rio Arapiuns, que, desde a manhã última terça-feira (11/12) estava perdido nas mata após ter saído para caçar juntamente com três amigos, que em questão de poucos minutos se separou do grupo e acabou  perdendo o rumo. Em seguida seus amigos  preocupados  por conta da demora do companheiro, resolveram  procurá-lo.  Sem conseguirem nenhuma pista de onde ele poderia estar,  voltaram para a comunidade para avisar à família e logo  reuniram varias equipes para  procurá-lo.

Não conseguindo encontrá-lo, os comunitários de Nova Vista decidiram chamar o corpo de bombeiro que chegaram na comunidade na quarta-feira, e deram continuidade na  busca pelo rapaz junto com os comunitários  que após seis dias de busca  conseguiram  encontrá-lo com vida. O jovem teve ferimentos nos pés  mas passa bem  e já está em casa com sua família.

 

E a comunidade de São Pedro mais uma vez mostrou solidariedade atavés da Rádio Comunitária, ao fazer uma campanha  de arrecadação de alimentos para os comunitários de Nova Vista, que acompanharam a busca  do jovem. Dessa forma foi  arrecadado seis cestas básicas de alimento que já foi entregue ás lideranças para fazer a distribuição à essas famílias, sendo assim a Rádio Comunitária também participou desse grande momento.

 

Margens de Igarapé destruído pelo fogo

9 de dezembro de 2012 por Maickson Bhoim



No final de outubro, na comunidade de São Tomé que fica há aproximadamente cerca de uma hora da vila de Boim, aconteceu um incêndio às margens do igarapé da comunidade, destruindo uma grande área de um buritizal.
Buritizal, é o local que contém muitas árvores de buriti, fruta típica da região, apreciada tanto pelo homem quanto por animais.
O incêndio aconteceu na madrugada e ninguém sabe quem são os autores. O local era habitat de muitos animais, pássaros. Não se sabe como será a reação da natureza, como ficará o igarapé.
Os comunitários simplesmente ficaram sem saber que atitudes tomar, providências e, portanto jovens de Boim, resolveram mostrar in loco e, dessa forma, denunciar à sociedade mais esse crime ambiental à amazônia.
Confira abaixo o vídeo que mostra essa realidade deplorável. Estamos indignados diante de tal realidade.

[youtube]http://youtu.be/L6wH7rCVUwo[/youtube]

 

Nossa Gente Parte III – Fala Agricultor!

8 de dezembro de 2012 por Maickson Bhoim



Voltamos! O Projeto Nossa Gente traz uma nova personalidade da vila de Boim. O entrevistado é o senhor Ofir Pereira Amaral, 65 anos, e referência como agricultor na comunidade.

Ofir é pai de 11 filhos, casado e, desde criança trabalha na agricultura, principalmente, na mandioca que é o principal produto cultivado nas comunidades do Tapajós.

Seu “Cachito”, como é popularmente conhecido, também trabalha com outros produtos, como o milho e feijão, por exemplo.

Sua farinha é uma das melhores, e devido a qualidade do produto, imprescindível na mesa do ribeirinho, é bastante requisitada.

Tinha, no passado, a agricultura como único sustento à família. Atualmente, embora aposentado, ainda trabalha nos seus roçados.

Faz parte da coordenação da associação comunitária da vila de Boim. No vídeo abaixo, o senhor Ofir Amaral conta sobre o seu trabalho e um pouco da sua história.

[youtube]http://youtu.be/su_vmXK11-U[/youtube]

História da comunidade de Urucureá

8 de dezembro de 2012 por Álvaro Rodrigues Tapajós

urucurm

PALMEIRA QUE É RETIRADO A GUIA PARA FAZER ARTESANATO     

Para fazer o retrato da nossa comunidade e mostrar a História de Urucureá entrevistamos dois moradores mais antigos da nossa comunidade que foram:  Alvina Ferreira de 88 anos e o professor Valdemar de 55 anos de idade e juntando as entrevistas conseguirmos chegar ao historico da comunidade que dis assim:

HISTÓRICO DA COMUNIDADE DE URUCUREÁ

Ocupação Indígena

Em meados do século XIX, habitava em uma área da atual comunidade, uma tribo indígena denominado Patachós que trabalhava plantação e colheita de urucum, de milho e mandiocas. Alimentavam-se da própria agricultura, da caça e da pesca que praticavam nos rios Arapiuns e no rio Amazonas, tendo como ponto de referencia no Arapiuns uma cabeceira onde havia um igapó, lugar adequado para abrigar botes, caniços arcos e flechas. No rio Amazonas, o ponto referencial fora a enseada que os índios deram o nome de “Patacho” que também servira de abrigo para os apetrechos da pesca e da caça.

Após várias décadas residindo nesse lugar os indígenas abandonaram a área de trabalho e emigraram para outras regiões em busca de algo melhor por exemplo: terra abundantes e férteis que oferecessem boas colheitas. A habitação dos nativos foram comprovadas através da observação de pessoas que chegaram mais tarde a comunidade com intuito de fixar residencias. Os novos habitantes encontraram vestígios de muitos artefatos fabricados pelos retirantes nativos, a essa área habitada pelos índios, os novos residentes deram o nome da terra preta por ser terra fértil e própria para a agricultura. Vale salientar que a nova habitação ocorreu aproximadamente nas últimas décadas do século XIX.

História de ocupação

As primeiras famílias a chegarem à comunidade foram: da senhora Ami, Maria, Aninha, Delu, Didi, Oliveira e José Francisco Nordestino. Com o passar dos tempos as famílias observaram que existiam coisas admiráveis por exemplo: um grande igapó com grande diversidade de peixes, pássaros, mamíferos e insetos.

Origem do nome

Entre essas espécies havia um tipo de pássaro que os habitantes chamaram “Urucureá”, por serem de porte avantajados e seu canto muito forte que parecia um coral sinfônico, bem organizado. Era uma espécie de Coruja. A partir de então, o nome da comunidade passou a se chamar “URUCUREÁ” baseando se nessa origem, foi que o cantor e compositor da comunidade, Antônio Ferreira Rodrigues desenvolver com muita propriedade em uma de suas músicas sobre a célebre história de URUCUREÁ assim:

“Será de coruja ?

Ou de urucum. Seilá !

Eu só sei que o nome do meu paraíso é Urucureá”

dessa forma foi possível compreender que com a contribuição dos indígenas, as primeiras famílias e as demais tornou-se viável resgatar o memorial de nossa comunidade.

Agente de Saúde na era digital

5 de dezembro de 2012 por Gabriel Abreu

Terminou na tarde dessa quarta-feira 05 de Dezembro, a Oficina de formação para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), no uso das Tecnologias de Informação e Comunicação, o encontro teve como temas; o que é um computador, seus componentes básicos o que são hardware e software além dos domínio básico das ferramentas de escritório em plataforma livre.

Segundo um dos participantes Sr. Eracto da Silva ACS a mais de 15 anos da Vila Franca; “A oficina abriu a mente para as novas tecnologias, que antes eu tinha até medo de apertar o botão de liga e desliga do computador.” Estamos em plena na era digital e que ainda exites pessoas que estão ausente dessa inclusão, e esse é o papel do Projeto Saúde Alegria atuar com facilitador nesse processo.

Foram 3 dias de formação com ACS das comunidade de Surucá, Surucua, Capixauã, Parauá, Solimões, Paricatuba, Vila Franca e Vila de Amorim, um primeiro passo na era da informática.