Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia nas comunidades de Aracampina e Aldeia Solimões

24 de julho de 2018 por Elis Lucien

O Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia irá implementar um local piloto para testar a abordagem de ciência cidadã, utilizando o aplicativo Ictio envolvendo escolas de comunidades tradicionais, integradas em um programa de educação ambiental ou de ciência, em que professores e alunos monitorem a diversidade de peixes catalogados nessa etapa pelos pescadores e pescadoras selecionadas.

O projeto será realizado de Maio a Dezembro nas Bacias do Tapajós e Amazonas em parceria com alunos, professores, pescadores e pescadoras das comunidades de: Aracampina que fica localizada no Projeto de Assentamento Ituqui (PAE-Ituqui), às margens do rio Amazonas, com seus 260 habitantes, com 16 lagos e 3 igarapés e a Aldeia Solimões localizada na margem esquerda do Rio Tapajós afluente do rio Amazonas, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns que é uma das maiores Unidades de Conservação no Brasil.

A Sociedade para a Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (SAPOPEMA), Projeto Saúde e Alegria (PSA) e outras Instituições convidadas durante seis meses irão incentivar o engajamento de jovens e moradores no monitoramento dos recursos pesqueiros da região e ajudar a formar uma nova geração de lideranças comunitárias comprometidas com a conservação dos recursos pesqueiros.

No último 20, o lançamento ocorreu em Aracampina na sala da Escola São Sebastião com a presença de lideranças, diretor, professores, alunos que falaram da importância desse projeto na área ambiental para aquela região, pois já havia algum tempo um projeto desse porte na área de várzea. Na aldeia Solimões o Cacique Lenoir deu as boas vindas a equipe no Barracão Comunitário falando da parceria com o Projeto Saúde e Alegria que já atua na região a 30 anos, trazendo projetos para desenvolvimento comunitário partindo da realidade local oportunizando as futuras gerações dentro de cada comunidade que atua.

 

 

Jovens debatem conflitos territoriais no Oeste do Pará

13 de junho de 2018 por Ana Costa

O Coletivo Jovem Rede Mocoronga (CJRM), é um grupo jovem multiplicador de informações que visa discutir as problemáticas associadas a temáticas sociais, como Clima e Território, uma iniciativa de vários coletivos jovens nacionais preocupados com o território ao qual estão inseridos. O CJRM conta com o apoio da ONG Projeto Saúde e Alegria (PSA), e realizou no ultimo dia 11, na sede do PSA, o I Debate Amazônias: Territórios e Conflitos Socioambientais do Oeste do Pará trazendo como subtema “Território: você conhece o seu?”.

O debate contou com a participação de jovens oriundos de comunidades tradicionais, em sua maioria acadêmicos, entre eles, Luana Kumaruara, 32, da Aldeia Solimões na Reserva Extrativista (RESEX) Tapajós-Arapiuns, que abordou a questão dos conflitos existentes para a garantia de seus direitos territoriais, ao que diz respeito à demarcação de terras indígenas. “Quando se fala de demarcação de terra é algo que sufoca a população indígena porque estão limitando o nosso território”, afirmou.

O jovem Benezildo Costa, 25, de São Pedro – RESEX Tapajós-Arapiuns, falou sobre as madeireiras, enfatizando a luta de muitos anos contra a extração ilegal dentro de sua região. Ele faz um apelo: “os jovens da Amazônia tem que ter uma causa para lutar (…), os projetos de empreendimentos afetam diretamente nossa gente, nossas culturas, nossos saberes e a biodiversidade”.

Outra convidada para o debate foi a jovem Delcilene Rocha, 21, vindo da comunidade de Santos da Boa Fé, no Planalto Santareno, contando sua experiência e luta contra a expansão da Soja e dos Agrotóxicos. Delcilene desabafa “infelizmente a gente acordou tarde demais na minha região, a quantidade de mata é mínima e é usada como máscara, só tem floresta na beira da estrada”.

A ideia do debate foi trazer à tona as violações dos direitos territoriais na Amazônia, ocasionados por grandes empreendimentos que ameaçam a biodiversidade dessa região. Para Walter Oliveira, 21, um dos jovens coordenadores do CJRM “a divulgação da informação através dos jovens locais, é um meio de abranger a população como um todo”.

Território: você conhece o seu?

Foto: Bob Barbosa

Encontro Juvenil de Midiativismo da Rede Mocoronga

29 de fevereiro de 2016 por Adriane Gama

Um Encontro Local de Midiativismo realizado na sede do Projeto Saúde e Alegria – PSA, contou com a presença, na maioria, de jovens comunicadores da Rede Mocoronga, da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns: Carão, Pedra Branca, Suruacá, Aldeia de Muratuba, Vila do Amorim, Tucumatuba, Parauá, Vila de Boim – Rádio Integração, São Pedro e Prainha I, da FLONA. O evento promovido pela Educom/PSA, no dia 22 de fevereiro, mediado pela ativista social Márcia Gama, teve ainda a participação do coordenador do Greenpeace, Danicley de Aguiar, com intuito de dialogar acerca dos impactos do complexo hidrelétrico na Bacia do Tapajós.

Fábio Pena, coordenador pedagógico do PSA apresentou o objetivo da oficina e falou da importância dos jovens tornarem-se formadores de opinião em suas comunidades, buscando informações reais com base técnica, científica e jurídica, como no caso do projeto Complexo Hidrelétrico do Tapajós (São Lúís/PA) e seus esclarecimentos quanto ao EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental/ Relatório de Impacto Ambiental). A oficina teve como ferramentas de pesquisa, a revista do Greenpeace lançada sobre o tema, A Luta pelo Rio da Vida, além de outras mídias jornalísticas.

Pela tarde, as atividades foram conduzidas pelas educomunicadores do PSA, Elis Lucien, Leila Verçosa e Adriane Gama. A metodologia utilizada foi uma apreciação crítica de vídeos com diversos pareceres em torno do tema das Hidrelétricas no Tapajós. Após a verificação midiática, os jovens defenderam suas opiniões e lançaram vários questionamentos sobre o assunto. O debate mais enfático foi sobre o posicionamento dos jovens das Unidades de Conservações situadas no Rio Tapajós como atingidas pelo complexo, mesmo estando localizadas no baixo Tapajós, e não no médio e alto Tapajós, como as outras comunidades mais próximas ao Complexo Hidrelétrico de São Luís. A conscientização da causa e busca de assessorias idôneas foi uma das pautas do encontro.

Por fim, uma atividade foi desenvolvida pelos jovens em trabalho de grupos para realizarem propostas de produtos criativos de midiativismo com matérias para suas rádios comunitárias ou jornal formativo local. A ideia do encontro foi buscar a acessibilidade e democratização de informações sobre temas relevantes da região, a fim de pesquisar por mais informações para maior esclarecimento das causas e replicá-las em suas comunidades e em entorno.

Para o jovem Benezildo Costa, da comunidade de São Pedro, ressaltou que “o encontro foi além de um grande esclarecimento, uma formação para nós jovens na disseminação de conhecimentos sobre o empreendimento, assim como compreender a força dos atores sociais e suas lutas da causa.

Carta de incentivo às iniciativas juvenis ribeirinhas

29 de setembro de 2015 por Adriane Gama

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Alô, jovens ativos ribeirinhos! Você e seu grupo, que tem uma boa ideia para realizar, mas sem apoio para fazer, chegou a hora! Coloque sua ideia em prática pois está aberta a 2ª Chamada de Apoio a Iniciativas Juvenis Comunitárias. O PSA e seus parceiros vão selecionar as melhores ideias e ajudar com capacitação, apoio técnico e material para o seu projeto funcionar.

Esta é mais uma oportunidade para os jovens que se preocupam com a sua realidade local e entendem que seus desafios são também compartilhados por outros jovens na comunidade. Podem se inscrever projetos de grupos/ coletivos das comunidades da Resex Tapajós-Arapiuns, margem esquerda do Rio Arapiuns e Floresta Nacional do Tapajós. Serão selecionados 20 projetos que tenham por objetivo promover ações colaborativas que envolvam crianças, adolescentes e jovens. Sua comunidade pode inscrever mais de um projeto, mas só um será selecionado e apoiado para esta etapa.

A novidade da vez é que também poderão ser apoiados projeto de redes de grupos de jovens que envolvam mais de uma comunidade, desde que haja engajamento e a mobilização da juventude em seu território como um todo. Por exemplo, se o grupo de jovens de duas ou mais comunidades quiserem realizar uma iniciativa/ação integrada, podem apresentar um projeto coletivamente, desde que tenha caráter educativo e relacionado aos direitos das crianças e jovens.

II_enc_tipitiEntão, que tal agora deixar a criatividade fluir, reunir um grupo de adolescentes e jovens da sua comunidade e buscar apoio de algum educador, liderança ou grupo da comunidade. Fique ligado pois o prazo de entrega de projeto é até o dia 12 de outubro de 2015. Aproveite esta chance e siga as orientações do folheto da Chamada que vem com uma proposta de roteiro. Boa sorte e seja mais um protagonista juvenil!

Contato: Envie o projeto para: jovem@saudeealegria.org.br ou entregue no escritório do PSA, em nome de Fábio Pena, na Av. Mendonça Furtado, 3979, Bairro da Liberdade, Santarém-PA.

Para tirar dúvidas, entre em contato com nossa equipe na sede do PSA ou por telefone: 3067-8000 ou 99147-5104.

Jovens ribeirinhos participam de audiência pública sobre ensino médio em Santarém

25 de setembro de 2015 por Paulo Lima

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Por Ingrid Natália Godinho e Ádria Fernandes

A audiência ocorreu na última quarta-feira, dia 23 de setembro de 2015, na Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA, e foi conduzida pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará-ALEPA, que constituiu uma Comissão de Estudos da Reforma do Ensino Médio, com o objetivo de coletar dados, propostas para que o legislativo estadual crie um projeto que colabore com a reforma do ensino médio no Estado do Pará.

Na oportunidade, representantes de organizações e instituições, professores, alunos e ex alunos manifestaram seus anseios, suas propostas e suas indignações relacionadas a atual realidade da Educação do Ensino Médio aqui na Região.

No Oeste do Pará, são constantes as manifestações, reclamações da comunidade escolar e da sociedade sobre o abandono em que se encontra o ensino médio. Na cidade de Santarém, são prédios com mais de 20 anos sem reforma, e nos casos em que são feitas, as obras ficam paralisadas ou com muito tempo sem conclusão. As graves dos professores são recorrentes, reivindicando melhores condições salariais e melhor estrutura para o trabalho. Essa situação se reflete nos péssimos indicadores do ensino médio no estado. Segundo informações da Agência A Publica, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB de 2009, por exemplo, o Pará tinha apenas 69,9% de aprovação, enquanto a média nacional foi de 87,6%. Do total de alunos, 12,4% reprovaram, enquanto a média nacional era de 9,6%. E o mais grave, 17,7% dos alunos abandonaram os estudos, enquanto no Brasil como um todo a media era de apenas 2,8%.

Essa precarização tem levado o Governo do Estado a justificar a privatização do ensino médio no Estado, o que de fato pode representar um abandono do poder público de sua função ao transformar a educação em produto no mercado, onde o povo como sempre vai pagar a conta duas vezes.

Se essa realidade é difícil na cidade, pior ainda é no interior, em comunidades rurais onde poucas comunidades tem acesso ao ensino médio, e quanto tem, em sua maioria é feito através do SOME – Sistema Modular do Ensino Médio, criado como uma solução temporária para ofertar o ensino às zona rural, que acabou se tornando a única maneira de acesso.

Em boa parte das comunidades onde o SOME atua, as reclamações são constantes quanto a carência de professores, que tem que se deslocar até às comunidades. O calendário das aulas é quase sempre instável. E as estruturas onde são ministradas as aulas ficam dependentes das escolas municipais.

A jovem Ingrid Natália Godinho, atualmente estudante de Serviço Social, e ex aluna do SOME na Comunidade de Vila Anã, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, participou da audiência e manifestou sua opinião.

“O SOME não é a melhor opção de ensino. Mas para nós que moramos em lugares distantes ainda é tudo. Ruim com ele, pior sem ele, ou seja, por enquanto deve ser mantido. Mas o Estado deveria pelo menos cumprir sua função como Estado, porque não basta somente ter um professor na sala de aula, é preciso professores qualificados, efetivos, infraestrutura adequada, material pedagógico , merenda escolar de qualidade e acima de tudo acessibilidade para alunos e professores. Queremos apenas que o sistema melhore”, comentou a estudante.

Natália propôs ainda, que o Ensino Médio fosse mais adequado à realidade das comunidades rurais, “que seja transformado em um ensino tecnológico voltado para o campo, para nossa realidade, onde os alunos sejam preparados para o trabalho e que não precisem sair de sua comunidade, ou coisa parecida, para ter estabilidade financeira e, que os investimentos apareçam de fato numa educação de qualidade”.

Ao final da audiência foram encaminhadas diversas propostas que seguem agora para avaliação da Comissão e do Legislativo Paraense.

Jovens amazônicos promovem cineclube na floresta

7 de julho de 2015 por Adriane Gama

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 Há quatro horas de viagem de barco de Santarém, uma comunidade indígena pertencente à Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, chamada Aldeia Solimões está sendo palco para a realização de sessões cineclubistas na floresta, promovidas pelo Grupo de Teatro Solimões em Ação – GRUTESA, através de suas atividades socioeducativas do projeto juvenil “Cine Comunitário”, em parceria com a ONG Projeto Saúde e Alegria – PSA, com apoio da Fundacção Mapfre e Patrocínio da Petrobras, voltadas para temas que estão relacionados com os direitos das crianças e adolescentes.

A ideia surgiu a partir da necessidade dos jovens buscarem novas oportunidades de lazer, entretenimento e conhecimentos em seu próprio território. Eles já tiveram anteriormente experiências com oficinas de vídeo em celular e de Stop Motion, uma técnica de animação com uso de câmera fotográfica, além de exibições de curtas produzidos por eles, no Cine Mocorongo do PSA. Diante dessas vivências audiovisuais coletivas, os jovens mobilizaram-se e colocaram em prática as ações cineclubistas na Aldeia, como uma forma de envolver toda a comunidade, em especial, a juventude ribeirinha.

Os jovens de Solimões recentemente passaram por uma formação cineclubista do PSA, facilitada pelos cineclubistas Adriane Gama e Kenned Oliveira, e puderam se encantar e exercitar-se com a linguagem cinematográfica. Aprendizados que vão desde a origem e evolução do cinema mundial até como preparar a programação completa de um cineclube com sessão de filme e roda de conversa no final do evento, levando em consideração desde a divulgação, equipamentos técnicos, acervos fílmicos, curadoria, direitos autorais e pós-produção cineclubista. Para o vice-coordenador do GRUTESA, Edilson Ray, 17 anos, disse que o cineclube na aldeia, trouxe mais interesse para ele e outros jovens a buscar mais motivação em compartilhar novos conhecimentos através do cinema.

Nesta oficina foi realizado um Cine Experimental na área externa da escola. Foi uma realização educativa feita pelos cineclube_cine_solimoesjovens do projeto juntamente com a equipe do PSA, com direito a exibição e discussão do filme, dialogando sobre o longa-metragem, sua mensagem e elementos principais do filme, como fotografoa, trilha sonora e sua misé-èn-scene (encenação ativa). Na ocasião houve a entrega de um computador, lona de projeção de pano e pendrive para o grupo de jovens, orçados no projeto juvenil, com a finalidade de usá-los como ferramentas básicas para a realização das ações cineclubistas na Aldeia e em outras comunidades.

Neste mês de julho, com o apoio de lideranças locais e da escola Nossa Senhora das Graças, os cineclubistas ribeirinhos irão promover na escola, três grandes exibições de películas de acordo com o acervo cineclubista voltado para os direitos infanto-juvenis, como por exemplo, a cultura indígena. A essência principal dos encontros cineclubistas na comunidade é estimular jovens, crianças e adultos a ter um contato mais próximo com o universo lúdico da sétima arte, despertando uma reflexão crítica dando-lhes a possibilidade de conhecer, participar e fazer cinema coletivamente.

E esses jovens cumaruaras*, através de suas ações cineclubistas, já deixam rastros de propagação em transformar a sua realidade através do novo brilho no olhos das crianças ao assistir o cinema mudo de Charles Chaplin, bem como tocar com os sentimentos de alguém que tem muita experiência de vida, como é o caso da Pajé da Aldeia, a senhora Maria Suzete, de 78 anos ao ressaltar que o cineclube “são portas que se abrem na paixão pelo cinema. Eu nunca tinha visto um cineclube e agora tenho muita admiração. Espero que continue isso na Aldeia e vamos aproveitar.”

 *Etnia indígena que habitava a região do Rio Tapajós – margem esquerda

2ª Edição do Beiradão de Oportunidades

15 de junho de 2015 por Lilian Campelo

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Agora é a vez dos jovens que moram em Santarém

A segunda edição do Beiradão de Oportunidades começa dia 24 e vai até o dia 27. Nessa edição a proposta é convidar os jovens que são de comunidades ribeirinhas, mas que moram na cidade.

As inscrições para participar do Beiradão iniciam nessa segunda-feira, dia 15, e podem ser feitas na sede do Projeto Saúde e Alegria que fica na Av. Mendonça Furtado, 3979, Liberdade.

Como o próprio nome já diz, o evento será uma oportunidade para que muitos jovens possam desenvolver e aprimorar a criatividade para a geração de ideais, para isso durante quatro dias serão realizadas atividades que irão estimular sua energia criativa direcionada a encontrar soluções inovadoras aos problemas existentes em suas comunidades, utilizado a tecnologia como ferramenta para empreendedorismo social.

Curso

Este ano o curso Jovens Empreendedores do Tapajós terá duas turmas, uma para os jovens que moram nas comunidades e outra destinada para os que são de comunidades ribeirinhas, mas que moram em Santarém. O curso é um projeto apoiado pela Fundação Telefônica e Saúde e Alegria.

O curso é dividido em dez módulos com carga horária de 20hs semanais que ocorrem de quinta à sexta-feira de 8hs às 12hs e das 14hs às 18hs; aos sábados de 9hs às 12hs. As aulas incluem assuntos ligados ao universo do empreendedorismo como gestão de negócios, aplicativos móveis, publicidade e marketing, ferramentas tecnológicas, entre outros.

SERVIÇOS

DATA: 24 a 27 de junho

LOCAL: Auditório Boulevard – UFOPA

INSCRIÇÕES: Sede do PSA Av. Mendonça Furtado, 3979, Liberdade.

PARA MAIS INFORMAÇÕES: 93 3067 8000 / 93 9 9149 4801

Psa realiza oficinas de apoio para os projetos socioeducativos

3 de junho de 2015 por Lilian Campelo
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Em Maripá reunião com jovens da comunidade para implementar ações do projeto.

Desde abril o Saúde e Alegria vem realizando formações com os jovens que tiveram os projetos aprovados na Chamada de Apoio às Iniciativas Juvenis.

O apoio dado através das oficinas é uma forma de empoderar esses jovens para que possam realizar as atividades dos projetos nas comunidades onde moram junto com o público atendido, que são crianças e adolescentes.

Esse mês de junho as atividades do PSA estão bem intensas. Nos dias 9 e 10 será realizada uma oficina sobre radionovela com o grupo AMA – Adolescentes Mobilizados pela Amazônia da comunidade de Maguari, localizado na Floresta Nacional do Tapajós. O grupo está realizando o projeto denominado Microfone Juvenil que tem como objetivo produzir radionovelas com crianças e adolescentes da comunidade e irá abordar os direitos das Crianças e dos Adolescentes. Todos os 16 projetos aprovados na chamada visam empoderar jovens das comunidades para trabalhar com essa temática.

Da Flona pra Resex. Nos dias 12 e 13 a Aldeia de Solimões recebe a formação sobre cineclube. E dando continuidade na oficina sobre edição de vídeo documentário, irá ocorrer amanhã, dia 5, na sede do PSA, a segunda etapa da oficina com Benezildo Costa, um dos membros do projeto Doc. São Pedro. A oficina ainda continua no sábado e na segunda, nos dias 6 e 8, com Leila Verçosa ministrando a formação.

No sábado, dia 6, será a vez das comunidades de Cabeceira e Vila do Amorim. Elis Lucien e Adriana Gama estarão fazendo uma visita nas comunidades para acompanhar os projetos: Criança Saudável é Criança Feliz e A felicidade é uma escolha, das comunidades acima, respectivamente.

 

Modalidades Educativas em destaque na Copa Floresta Ativa

18 de agosto de 2014 por Adriane Gama
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Mascotes classificados para a grande final da Copa Floresta Ativa.

Assim como a Copa do Mundo reuniu povos do mundo inteiro através da imagética bola, a Copa Floresta Ativa 2014, do Projeto Saúde & Alegria em parceria com a Tapajoara e ICMBIO, mobilizou as comunidades ribeirinhas da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, interior da floresta mais conhecida do planeta, com simplicidade, criatividade e muita ginga no pé. Durante o início desse ano, foram 4 eliminatórias sediadas em comunidades da Resex: em Anumã e Surucuá, no mês de abril e São Pedro e Vila de Boim, em maio.

Mas nem só de futebol se faz uma copa na floresta. Este evento tem como características marcantes, as atividades e campanhas educativas. Como nas edições anteriores, a Final da Copa terá dois dias intensos de ações educativas e esportivas, sendo que no primeiro dia, na sexta pela manhã, acontecerá um seminário reunindo a juventude e lideranças comunitárias e pela tarde, grupos de trabalhos entrarão em cena com produções sócio-educativas. Durante todo o sábado, as seleções de futebol classificadas disputarão a grande final. À noite, para fechar com grande estilo e muita alegria, Circo Mocorongo com sua trupe circense e premiações das modalidades educativas.

Neste mesmo dia, paralelamente aos jogos, um espaço sócio-cultural será montado, com o objetivo de atrair a atenção dos visitantes e esportistas, os quais estarão torcendo também pelas produções artísticas realizadas por suas comunidades. Esta sala de exposição apresentará as produções filnalistas das nove modalidades educativas: Mascote, Música, Paródia, Esquete Circense, Foto, Cartaz Educativo, Reportagem, Rádio (melhor reportagem, vinheta ou entrevista), Jornal Impresso e Vídeo.

Serão esperados 58 produções das modalidades educativas, cujos seus artistas finalistas receberam nas eliminatórias, passaporte com direito a transporte e alimentação para participar da grande final que acontecerá nos dias 22 e 23 de agosto, na Vila de Anã, Rio Arapiuns. Um comitê de jurados independentes avaliarão os trabalhos classificados, a partir de quatro critérios básicos: Mensagem Educativa, Criatividade, Qualidade e Comunicativo.

As premiações dos campeões das categorias educativas da Grande Final da Copa Floresta Ativa, segundo o seu edital, são as seguintes: Mascote – Jogo de camisas, Música e Paródia – Violão, Esquete circense – Kit com materiais de circo, Foto – Máquina fotográfica, Cartaz – Kit com materiais de pintura, Melhor reportagem impressa/jornal – Máquina fotográfica, Programa de rádio (vinheta, entrevista ou reportagem) – Gravador digital e Vídeo – Tablet.

Confira abaixo, os vencendores das eliminatórias que estarão na Grande Final da Copa Floresta Ativa. Parabéns a todas comunidades participantes!

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Encontro reúne PSA com o Conselhos Infanto-Juvenis de Belterra

8 de julho de 2014 por Adriane Gama

cons_tutelar_beltPela manhã do dia 25 de junho, em Belterra, município vizinho de Santarém, aconteceu uma reunião entre o Projeto Saúde e Alegria – PSA, Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA e Conselho Tutelar. Estiveram ainda presentes, representantes do Conselho Municipal de Assistência Social – CMAS, Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, Prefeitura de Belterra e Associação Comunitária de Aramanaí – ASCA.

O objetivo do encontro foi articular uma parceria intermunicipal entre a região de Santarém e Belterra, visando ativar o programa Projeto Adolescentes Comunicadores pela Cidadania na Amazônia do PSA, com apoio da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), baseado nas competências da vida como: auto estima, valorização da sua identidade e do seu corpo, aprender a conviver em grupo, conhecer seus próprios direitos, formando assim, grupos coletivos de jovens educadores populares, com planos de ação voltados para escolas e comunidades.

O coordenador de educação Fábio Pena e sua equipe de arte-educadoras do PSA, Adriane Gama e Elis Lucien apresentaram este trabalho ligado às causas infanto juvenil e ressaltaram tratar-se de um trabalho de educomunicação que acontecerá na sede de Belterra e em três comunidades rurais ribeirinhas, utilizando como metodologia, oficinas de educação e comunicação comunitária com práticas de uso de ferramentas tecnológicas multimidiáticas direcionadas para adolescentes e jovens.

Durante este período, acontecerão quatro ciclos de oficinas de educomunicação integradas à campanhas e conteúdos educativos, com apoio da Prefeitura, incentivando e valorizando o perfil de liderança juvenil local, sendo que as iniciativas sócio-educativas juvenis terão apoio logístico, alimentação e material didático. Por sua vez, o CMDCA de Belterra convidou o PSA a participar da elaboração do plano de ações dos Conselhos, sendo que estas propostas do Projeto poderiam fazer parte deste documento.

Na ocasião, Silmara Rodrigues, do gabinete da Prefeitura e articuladora do SELO Unicef em Belterra, aproveitou o momento para informar sobre a realização do I Fórum Comunitário, compromisso firmado pelos governos da Amazônia. A finalidade do evento é levantar um diagnóstico municipal que envolva toda a sociedade belterrense com debates coletivos sobre políticas públicas e indicadores sociais que garantem os direitos das crianças.

Os encaminhamentos finais ficaram para os conselhos mobilizarem a participação juvenil e indicarem como propostas de trabalho, temas ligados às situações problemas mais enfrentados no município, como: violência contra as crianças, abusos e drogas ilícitas (consumo).