Vagas para trabalhar no Projeto Saúde e Alegria

6 de setembro de 2018 por Fábio Pena

O Projeto Saúde e Alegria está contratando profissionais para atuar em seu novo projeto Floresta Ativa, que será apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, com recursos do Fundo Amazônia.

São três vagas:

1 Coordenador (a) do Programa Floresta Ativa;

1 Gestor (a) do Centro Experimental Floresta Ativa – CEFA;

1 Gestor (a) Executivo (a) do Programa Floresta Ativa

Veja os editais nos links abaixo:

Seleção Coordenador FA 2018

Seleção Gestor do CEFA 2018

Seleção Gestor Executivo floresta ativa 2018 (1)

 

I Happy Hour Amazônico – Um Encontro Ambiental Tapajônico

25 de maio de 2016 por Adriane Gama

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Um happy hour é um evento informal por meio do qual, após um árduo expediente de trabalho, colegas ou amigos se reúnem para comer, beber e descontrair. Assim como nos grandes centros urbanos, aqui em Santarém, no interior do Pará, essas ocasiões acontecem em vários espaços sociais. Embora o happy hour não seja a única maneira de estreitar relações, é uma ótima oportunidade de conhecer pessoas, explorar afinidades e descobrir interesses em comum.

É esta a motivação que levou um grupo de ativistas locais a criar o inédito Happy Hour Amazônico. A inspiração veio do Projeto de Jornalismo Ambiental Media*, idealizado pelo jornalista paulista Thiago Medaglia em parceria com a Rede InfoAmazônia. Trata-se de um movimento que tem, como uma de suas propostas fundamentais, unir profissionais de mídia e pesquisadores. O ponto de encontro virtual para essa comunidade inovadora é um grupo virtual no Facebook (chamado Ambiental Media), criado para conectar cientistas a jornalistas, fotógrafos, designers, programadores, cinegrafistas, ilustradores e outros. No grupo, os membros são os protagonistas e, por iniciativa própria, já organizaram um primeiro Happy Hour Ambiental em São Paulo. Outros eventos do tipo estão a caminho no Rio de Janeiro e em Florianópolis.

No caso do Encontro Tapajônico, queremos envolver protagonistas engajados em contribuir com a difusão do conhecimento ambiental livre e consciente na região amazônica. Uma feliz hora de reunir organizações sociais e ambientais, coletivos culturais e digitais, universidades e comunicadores, experimentando um espaço interativo e livre, bem ao lado do encontro dos Rios Tapajós e Amazonas, que dialoga tecnologia, ciência, jornalismo, mídia e cultura. Enfim, um convite para debater sobre os desafios atuais e futuros da Amazônia.

E esse evento vai muito além de um encontro casual e animado entre os protagonistas locais. Do Happy Santarém pode surgir alternativas criativas de rede de comunicação comunitária ou mesmo juntar-se ao próprio grupo da Ambiental Media no Facebook, interagindo com pessoas que estão fazendo a diferença em outros territórios do planeta e por aqui mesmo na Amazônia.

Para isso o evento trará a participação on line, de Thiago, Fundador da Ambiental para apresentar o seu case jornalístico e suas percepções sobre como podemos potencializar nossas ações socioambientais e digitais em redes colaborativas. “Acredito que as redes sociais são um poderoso motor para gerar impacto socioambiental por meio do jornalismo e da difusão do conhecimento”, afirma Thiago.

Este especial encontro ainda terá outros momentos marcantes com intervenções sociais de parceiros e participantes, apresentação de fotografias amazônicas, boa música ambiente e regional, e finalizando com apresentações musicais de talentosos artistas ativistas genuinamente paraense: Priscila Caetano, Nato Aguiar, Cristina Caetano e Livaldo Sarmento. Este evento coletivo tem o apoio colaborativo da Secretaria Municipal de Cultura, do Projeto Saude e Alegria e do Coletivo Puraqué.

O Coletivo EcoLógicas, coordenado pelas ativistas ambientais: Adriane Gama, Elis Lucien e Leila Verçosa, organizadoras locais desse encontro amazônico juntamente com colaboradores engajados, em estado de entusiasmo e compromisso, fica muito feliz em contribuir com essa ponte de conexões de midiativismo ambiental e aproveita para convidar as pessoas a participarem desse descontraído Happy, aberto ao público!

Estamos com uma página de evento no Facebook, onde lá já começa as interações entre os ativistas, e logo serão convidados a responder a nossa pergunta chave, a nossa hastag: Afinal de contas, qual é #atuanaamazonia

Programação do Happy Hour Amazônico

18h – Abertura

  • Intervenções sociais e exposições de fotografia da Amazônia e Djs.

  • Fala on line do jornalista Thiago Medaglia (Ambiental Media)

20:30h – Apresentações de cantores ativistas: Priscila Castro, Nato Aguiar, Cristina Caetano e Livaldo Sarmento.

Local: Praça do Mirante

Data: 30 de maio (segunda-feira)

Confirme sua presença no evento Happy Hour Amazônico: https://www.facebook.com/

Vamos! Aguardamos por todos vocês! Um abraço e até lá!

*”O Ambiental Media, idealizado pelo jornalista Thiago Medagllia, é um espaço onde jornalistas, programadores, fotógrafos e pesquisadores podem encontrar interesses em comum e discutir tendências em tecnologia, jornalismo e difusão do conhecimento. A ideia é explorar ao máximo os pontos convergentes: ferramentas de mídia para os pesquisadores e fontes consistentes de conteúdo para jornalistas e entusiastas.” https://www.facebook.com/

Mais sobre o projeto Ambiental Media aqui (em inglês): https://medium.com/journalism-innovation/we-created-a-facebook-group-and-that-is-generating-news-4bd9a39aa709#.wq3skxor7

Chamado da Floresta traz governo para falar com extrativistas e tem protesto indígena

3 de novembro de 2015 por Patrícia Kalil

As reivindicações dos povos da floresta no Brasil e a importância do desenvolvimento sustentável na Amazônia

“No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras, depois pensei que estava lutando para salvar a Floresta Amazônica. Agora, percebo que estou lutando pela humanidade”. — Chico Mendes

Patrícia Kalil
— especial para Rede Mocoronga

fimdatarde1Embarcações que levaram participantes para o III Chamado da Floresta no pontão de areia da comunidade de São Pedro, na Resex Tapajós-Arapiuns.

“Como movimento extrativista, não queremos marchar até Brasília, queremos que Brasília marche até a floresta. O que os olhos veem, o coração sente” — Joaquim Belo, presidente CNS

A oito horas de barco de Santarém, o III CHAMADO DA FLORESTA reuniu cerca de 2 mil lideranças amazônicas, além da juventude ribeirinha, para debater reivindicações sobre as condições extrativistas e a importância do fortalecimento e resistência das famílias que vivem na floresta para a conservação do meio-ambiente.

O encontro organizado pelo Conselho Nacional de Populações Extrativistas (CNS) aconteceu dentro de uma das maiores unidades de conservação do país, a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, na Amazônia paraense, representando o grito de 1 milhão de brasileiros e cerca de 150 mil famílias extrativistas que pedem pelo reconhecimento de assentamentos como áreas protegidas, com plano de manejo florestal comunitário e familiar, políticas de geração de renda com crédito para uso sustentável, processamento e distribuição de diversos produtos amazônicos, políticas de educação técnica-profissionalizante e superior voltada para a floresta, certificação especial, além das demandas básicas para infraestrutura de abastecimento, esgoto, coleta de lixo, energia e comunicação/internet.

Diversos políticos estavam presentes, entre eles prefeitos de municípios do oeste do Pará, além de secretários e técnicos de cinco ministérios e ministros.

ministraterezacampelloMinistra Tereza Campello do Ministério do Desenvolvimento Social na comunidade de São Pedro, da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, durante o evento

“Meu primeiro recado é que não aceitamos hidrelétricas no Tapajós. Nós queremos nossa floresta em pé e embaixo dessa floresta existe gente” — Auricelia Arapiun, líder do Movimento Indígena na mesa com ministros

Tapando os ouvidos ao recado dado pelas lideranças indígenas presentes no encontro, Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social (MDS), abriu seu discurso dizendo que os povos da floresta não podem ser tratados como invisíveis e que essa é uma luta histórica hoje reconhecida pelo governo. Como o mesmo governo que ignora consecutivos desastres socioambientais com a construção de hidrelétricas na Amazônia (um, dois, três, quatro…) se diz atento às demandas desses povos que nascem, crescem e vivem há séculos com a cultura da floresta? Como o mesmo governo que impulsiona e dá força à mineração, ao agronegócio e à agropecuária na Amazônia se diz ao lado do pequeno produtor, da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável?

Sem dar luz a assuntos polêmicos ou falhas do governo na gestão e proteção dos recursos naturais e florestais, a ministra falou sobre a importância estratégica do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e de incentivo à agricultura familiar nas reservas extrativistas.

Na mesma mesa, a secretaria executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Maria Fernanda Coelho, falou sobre a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) na Amazônia e recursos federais para agroindustrialização de negócios de geração de renda na região.

alexandrevonNo microfone, Alexandre Von (PSDB), prefeito de Santarém. À esquerda, o Secretário de Desenvolvimento Rural Sustentável e Extrativismo do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Guedes. À direita, o presidente da CNS, Joaquim Belo, a vice-presidente do CNS Edel Moraes e o presidente do ICMBio, Claudio Maretti.

plateiaPrefeita Dilma Serrão (PT) no Chamado da Floresta. Outros prefeitos também estavam no público.

PEC215 e Hidrelétricas no Tapajós

coverCacique Emanoel Abraão da Aldeia Muratuba, durante III Encontro da Floresta

“Temos um sol maravilhoso, não precisamos de barragem. Chega de matança dos povos indígenas e lideranças dos povos da floresta. O governo não faz nada para amenizar a situação da gente” — Auricelia Arapiun, líder do Movimento Indígena

O encontro começou um dia depois da bancada ruralista conseguir a primeira aprovação da PEC215 na Câmara de Deputados para alterar a Constituição e dar ao Congresso a atribuição de definir Terras Indígenas, Unidades de Conservação e quilombos, além de permitir empreendimentos econômicos nessas áreas.

As lideranças indígenas presentes no encontro manifestaram-se para pedir reconhecimento e demarcação de terras, falar em nome dos Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul, dos Guajajara e Awá-Guajá do Maranhão, dos Araweté, Assurini, Kayapó, Kraô, Apinajés, Gavião, Munduruku, Arara, Xipaya, Xicrin, Juruna, Guarani, Tupinambá, Tembé, Ka’apor, Tupinambá, Tapajós, Arapyun, Maytapeí, Cumaruara e Karajas, representando populações indígenas que sofrem com a tragédia de Belo Monte e outras populações ameaçadas por projetos hidrelétricos na Amazônia.

Sem citar a questão indígena, Cláudio Maretti, presidente do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), defendeu a importância da criação das reservas extrativistas de uso sustentável no país, mas lembrou que a gestão delas só é possível com a participação das famílias que vivem em cada uma delas.

indigenas1Contra a PEC215 e a construção de hidrelétricas no Tapajós

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Contra a PEC215 e a construção de hidrelétricas no Tapajós

ONGs atendem ao chamado

Diversas ongs estavam presentes no evento, entre elas o Projeto Saúde e Alegria (PSA), que tem forte atuação na Resex Tapajós-Arapiuns. Além da presença da trupe do circo, jovens da rede de jornalismo comunitário da Rede Mocoronga fizeram a cobertura em vídeo e rádio do evento, que foi ao ar na Rádio Rural AM (http://www.radioruraldesantarem.com.br/). Na página do Facebook do projeto, também é possível acompanhar vídeos feitos pelos jovens da comunidade: https://www.facebook.com/saudeealegria/?fref=ts.

grancircoA equipe de arte educadores e circo do Projeto Saúde e Alegria, que tem mais de grande atuação na Reserva Tapajós-Arapiuns

Grupos de trabalho durante III Chamado


professoresOs professores do Sistema Modular de Ensino Médio Ilana Melo de Souza e Eder Clay Araújo no evento

Durante a primeira tarde do encontro, os participantes se dividiram em grupos de trabalho temáticos para levantar propostas que serão enviadas ao governo federal na próxima semana. Acompanhe abaixo um resumo das propostas debatidas em cada grupo de trabalho.

Políticas agrárias

Os participantes levantaram a necessidade de regularização fundiária imediata das unidades de conservação e reversas extrativistas para combater a violência no campo; o encaminhamento dos processos de criação de novas reservas que estão praticamente concluídas no ICMBio e INCRA; o reconhecimento de territórios tradicionalmente ocupados; a agilização de planos de manejos comunitários e elaboração dos planos de uso; a fiscalização para evitar invasão e proteção dos povos da floresta ameaçados por fazendeiros e madeireiros; a promoção de um programa de incentivo ao ecoturismo de base comunitária em unidades de conservação de uso sustentável.

Geração de Renda

Os participantes pediram a criação urgente de políticas públicas para a produção extrativista em vez de incluir a população extrativista dentro da políticas para a agricultura familiar. Também foi levantada a necessidade de uso de incentivo fiscal e possibilidade de um sistema de registro e monitoramento da produção pelas próprias populações extrativistas que possa servir como certificação.

Educação

Os professores do Sistema Modular de Ensino Médio fizeram severas críticas à infraestrutura pública para o ensino de jovens nas reservas, dizendo que falta a parceria das prefeituras para sala de aulas adequadas no ensino médio. Também foram pedidos a inclusão de educação ambiental como matéria obrigatória no ensino básico; um modelo de “pronatec extrativista” para as populações de reservas; a realização de vestibulares e exames nacionais adaptados para os conhecimentos da floresta de modo a valorizar e incluir a juventude ribeirinha no ensino superior; extensão de polós universitários em reservas evitando que o jovem deixe sua comunidade e vá para cidade e implantação de telecentros comunitários que funcionem e com banda larga em todas as comunidades.

Gestão de unidades de conservação

Além da reivindicação pela criação de conselhos deliberativos em todas as unidades, extrativistas pediram participação das comunidades na elaboração dos planos de manejo e gestão. Os participantes exigiram mais fiscalização do ICMbio para combater a ação de madeireiros, grilheiros e pistoleiros, principalmente frente às ameaças de morte sofridas por líderes extrativistas e indígenas. Listaram também a necessiadade de um canal de denúncias da exploração de madeira ilegal através de rádio-telefone-internet.


Salve São Pedroabre2

Acompanhar todas as atividades exigiu dos participantes coragem para enfrentar o sol e a distância das caminhadas de ponta a ponta do vilarejo para ir ao galpão de eventos à área com embarcações-dormitórios.

O corre-corre de milhares de pessoas chamava atenção. Os moradores de São Pedro receberam com alegria todos os visitantes e abriram as portas de suas casas para quem precisasse de ajuda.

O questão do lixo em Santarém

Para receber mais de 2 mil pessoas, a prefeitura de Santarém enviou uma equipe de coleta de lixo para a comunidade. Mesmo assim, faltou orientação sobre o local adequado para lavar as lixeiras longe dos banhistas participantes.

Questionado no fim do evento sobre o problema de coleta de lixo em áreas de proteção ambiental, o prefeito Alexandre Von disse que precisa de mais trabalho na área e que sabe do problema do lixo de todas os distritos e comunidades de Santarém.

lixeiros

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No fim da tarde, os lixeiros da prefeitura de Santarém deslocados para o evento lavavam as lixeiras no rio em que os visitantes se banhavam…

Santarém e Belterra implantam rede piloto de monitoramento de qualidade da água

2 de outubro de 2015 por Adriane Gama
Desenvolvido pelo Rede InfoAmazonia. http://infoamazonia.org

Desenvolvido pelo Rede InfoAmazonia. http://infoamazonia.org

 

Entre os dias 16 e 31 de outubro, o Projeto Rede InfoAmazonia iniciará a implantação de uma rede piloto de monitoramento de qualidade da água para consumo humano na regiões paraenses de Santarém, Belterra, Floresta Nacional (FLONA) Tapajós e Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns.

O sistema de monitoramento será implementado em articulação com o Projeto Saúde e Alegria, e as Secretarias de Meio Ambiente de Belterra e Santarém e as comunidades. Os resultados das análises serão apresentados em tempo real na plataforma InfoAmazonia. Além das informações publicadas no site, serão enviados alertas à autoridades, organizações e população através de mensagens SMS.

A definição dos vinte pontos onde serão instalados os dispositivos para o monitoramento será feita em um ciclo de oficinas com a população local, onde também serão formadas as equipes locais e haverá treinamentos e discussões sobre a relação entre meio ambiente, cidadania, comunicação e tecnologia. O ciclo de oficinas é destinado às pessoas que participaram do primeiro ciclo de oficinas do projeto em março de 2015.

Sobre o sistema de monitoramento

O sistema irá utilizar como ferramenta de monitoramento um hardware batizado como “Mãe d’Água”, que pode detectar possíveis alterações de características da água como acidez, temperatura, condutividade elétrica, potencial de redução da oxidação e pressão barométrica. A modificação destes atributos podem ser provenientes do despejo inadequado de resíduos domésticos, industriais e metais pesados, e com o “Mãe d’Água” é possível distinguir a água potável da água contaminada. O dispositivo usado pelo Rede InfoAmazonia pode ser instalado em águas superficiais de mananciais menores, em caixas d´água e cisternas.

O desenvolvimento dos sensores é realizado em parceria com a rede norte-americana de ciência cidadã Public Lab e a start-up Dev Tecnologia, empresa incubada na Universidade de São Paulo.

Atividade aberta ao público

Como parte do ciclo de atividades, acontecerá a oficina de Jornalismo Cidadão focado na área ambiental, realizada pelo jornalista Gustavo Faleiros. A atividade é aberta ao público, e acontecerá na UFOPA nos dias 23 de outubro (14 às 17h30) e 24 de outubro (8h30 às 12h). As inscrições serão realizadas com o Projeto Saúde e Alegria. A oficina e visa discutir a produção de conteúdo informativo a partir de questões das próprias comunidades, a construção da pauta, coberturas e levantamento de informação com dispositivos móveis, alimentação jornalística de redes sociais, produção e edição de conteúdo multimídia (vídeos, áudios, fotos, mapas e transmissões ao vivo) e publicação para web.

Mais informações sobre o projeto Rede InfoAmazonia:

http://infoamazonia.org/pt/projects/infoamazonia-network/

Prestação de serviços InfoAmazônia em Santarém:

16 de outubro – Oficina Mãe d´Água (Flona, Belterra e Santarém). Ufopa (Boulevard)

23 de outubro – Oficina de Jornalismo Cidadão (14 às 17h30) e 24 de outubro (8h30 às 12h). Local: Ufopa (Boulevard)

Gina Leite

Assessora executiva

Projeto Infoamazonia

gina@memelab.com.br

Skype: Geijineana

(71) 8836 5112 (Vivo / Whatsapp)

Carta de incentivo às iniciativas juvenis ribeirinhas

29 de setembro de 2015 por Adriane Gama

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Alô, jovens ativos ribeirinhos! Você e seu grupo, que tem uma boa ideia para realizar, mas sem apoio para fazer, chegou a hora! Coloque sua ideia em prática pois está aberta a 2ª Chamada de Apoio a Iniciativas Juvenis Comunitárias. O PSA e seus parceiros vão selecionar as melhores ideias e ajudar com capacitação, apoio técnico e material para o seu projeto funcionar.

Esta é mais uma oportunidade para os jovens que se preocupam com a sua realidade local e entendem que seus desafios são também compartilhados por outros jovens na comunidade. Podem se inscrever projetos de grupos/ coletivos das comunidades da Resex Tapajós-Arapiuns, margem esquerda do Rio Arapiuns e Floresta Nacional do Tapajós. Serão selecionados 20 projetos que tenham por objetivo promover ações colaborativas que envolvam crianças, adolescentes e jovens. Sua comunidade pode inscrever mais de um projeto, mas só um será selecionado e apoiado para esta etapa.

A novidade da vez é que também poderão ser apoiados projeto de redes de grupos de jovens que envolvam mais de uma comunidade, desde que haja engajamento e a mobilização da juventude em seu território como um todo. Por exemplo, se o grupo de jovens de duas ou mais comunidades quiserem realizar uma iniciativa/ação integrada, podem apresentar um projeto coletivamente, desde que tenha caráter educativo e relacionado aos direitos das crianças e jovens.

II_enc_tipitiEntão, que tal agora deixar a criatividade fluir, reunir um grupo de adolescentes e jovens da sua comunidade e buscar apoio de algum educador, liderança ou grupo da comunidade. Fique ligado pois o prazo de entrega de projeto é até o dia 12 de outubro de 2015. Aproveite esta chance e siga as orientações do folheto da Chamada que vem com uma proposta de roteiro. Boa sorte e seja mais um protagonista juvenil!

Contato: Envie o projeto para: jovem@saudeealegria.org.br ou entregue no escritório do PSA, em nome de Fábio Pena, na Av. Mendonça Furtado, 3979, Bairro da Liberdade, Santarém-PA.

Para tirar dúvidas, entre em contato com nossa equipe na sede do PSA ou por telefone: 3067-8000 ou 99147-5104.

Jovens amazônicos promovem cineclube na floresta

7 de julho de 2015 por Adriane Gama

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 Há quatro horas de viagem de barco de Santarém, uma comunidade indígena pertencente à Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, chamada Aldeia Solimões está sendo palco para a realização de sessões cineclubistas na floresta, promovidas pelo Grupo de Teatro Solimões em Ação – GRUTESA, através de suas atividades socioeducativas do projeto juvenil “Cine Comunitário”, em parceria com a ONG Projeto Saúde e Alegria – PSA, com apoio da Fundacção Mapfre e Patrocínio da Petrobras, voltadas para temas que estão relacionados com os direitos das crianças e adolescentes.

A ideia surgiu a partir da necessidade dos jovens buscarem novas oportunidades de lazer, entretenimento e conhecimentos em seu próprio território. Eles já tiveram anteriormente experiências com oficinas de vídeo em celular e de Stop Motion, uma técnica de animação com uso de câmera fotográfica, além de exibições de curtas produzidos por eles, no Cine Mocorongo do PSA. Diante dessas vivências audiovisuais coletivas, os jovens mobilizaram-se e colocaram em prática as ações cineclubistas na Aldeia, como uma forma de envolver toda a comunidade, em especial, a juventude ribeirinha.

Os jovens de Solimões recentemente passaram por uma formação cineclubista do PSA, facilitada pelos cineclubistas Adriane Gama e Kenned Oliveira, e puderam se encantar e exercitar-se com a linguagem cinematográfica. Aprendizados que vão desde a origem e evolução do cinema mundial até como preparar a programação completa de um cineclube com sessão de filme e roda de conversa no final do evento, levando em consideração desde a divulgação, equipamentos técnicos, acervos fílmicos, curadoria, direitos autorais e pós-produção cineclubista. Para o vice-coordenador do GRUTESA, Edilson Ray, 17 anos, disse que o cineclube na aldeia, trouxe mais interesse para ele e outros jovens a buscar mais motivação em compartilhar novos conhecimentos através do cinema.

Nesta oficina foi realizado um Cine Experimental na área externa da escola. Foi uma realização educativa feita pelos cineclube_cine_solimoesjovens do projeto juntamente com a equipe do PSA, com direito a exibição e discussão do filme, dialogando sobre o longa-metragem, sua mensagem e elementos principais do filme, como fotografoa, trilha sonora e sua misé-èn-scene (encenação ativa). Na ocasião houve a entrega de um computador, lona de projeção de pano e pendrive para o grupo de jovens, orçados no projeto juvenil, com a finalidade de usá-los como ferramentas básicas para a realização das ações cineclubistas na Aldeia e em outras comunidades.

Neste mês de julho, com o apoio de lideranças locais e da escola Nossa Senhora das Graças, os cineclubistas ribeirinhos irão promover na escola, três grandes exibições de películas de acordo com o acervo cineclubista voltado para os direitos infanto-juvenis, como por exemplo, a cultura indígena. A essência principal dos encontros cineclubistas na comunidade é estimular jovens, crianças e adultos a ter um contato mais próximo com o universo lúdico da sétima arte, despertando uma reflexão crítica dando-lhes a possibilidade de conhecer, participar e fazer cinema coletivamente.

E esses jovens cumaruaras*, através de suas ações cineclubistas, já deixam rastros de propagação em transformar a sua realidade através do novo brilho no olhos das crianças ao assistir o cinema mudo de Charles Chaplin, bem como tocar com os sentimentos de alguém que tem muita experiência de vida, como é o caso da Pajé da Aldeia, a senhora Maria Suzete, de 78 anos ao ressaltar que o cineclube “são portas que se abrem na paixão pelo cinema. Eu nunca tinha visto um cineclube e agora tenho muita admiração. Espero que continue isso na Aldeia e vamos aproveitar.”

 *Etnia indígena que habitava a região do Rio Tapajós – margem esquerda

Mercados diferenciados é tema de oficina em Suruacá

19 de junho de 2015 por Lilian Campelo

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A Amazônia possui uma diversidade de produtos oriundos da floresta, e somado a esses produtos existe uma riqueza imaterial que envolve a cultura e a sabedoria dos povos tradicionais.

O tecido que é construído gera um patrimônio único e diferenciado, contudo como escoar esses produtos? Como atender as demandas de um mercado cada vez mais crescente?

Através do Programa Floresta Ativa, o Projeto Saúde e Alegria vem dando apoio aos agricultores e extrativistas da Resex Tapajós-Arapiuns por meio da assistência técnica rural e oficinas, como a que já ocorreu sobre mercados institucionais informando sobre o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA e o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE.

Desde o inicio desse mês está ocorrendo outro ciclo de oficinas nas comunidades, dessa vez informando sobre Mercados Diferenciados. Dentre os tópicos da oficina é destacado sobre a importância dos agroextrativistas, pois são eles que abastecem a mesa de muitas famílias, valorizando assim o papel desse profissional.

Outro ponto que será informado durante o encontro é sobre o grande potencial da biodiversidade (produtos da floresta) como fonte para geração de bens e serviços, e como funciona a comercialização de produtos e mercados diferenciados.

Neste sábado, dia 20, a oficina será na comunidade de Suruacá. Já ocorreram nas comunidades de Anumã, Amorim e Parauá.

Alexandre Goudinho, técnico do ATER no PSA explica mais sobre a oficina que será realizada.

Amanhã tem Programa de rádio Rede Mocoronga

5 de junho de 2015 por Lilian Campelo

Amanhã tem programa de rádio da Rede Mocoronga. Iremos falar sobre a segunda edição do Beiradão de Oportunidades que será realizado em Santarém para os jovens que são de comunidades ribeirinhas e que moram na cidade; vamos informar também sobre a oficina de Mercados Diferenciados que a equipe de ATER do Saúde e Alegria está realizando. Nessa mesma edição de sábado dia 6, iremos noticiar sobre as oficinas de apoio aos projetos socioeducativos- Tipiti que a equipe da Educom (Educação e Comunicação) irá fazer com os jovens que tiveram seus projetos aprovados na Chamada de Apoio às Iniciativas Juvenis….E muito mais como o bloco Correio Comunitário, ler as cartinhas das jovens Karine, Katrine e Iania Nubia, todas da comunidade Pau da Letra.

Então fique ligado no programa de amanhã que vai ao ar às 10hs pelas ondas da Rádio Rural

Cartinhas enviadas para o programa de rádio da Rede Mocoronga

Psa realiza oficinas de apoio para os projetos socioeducativos

3 de junho de 2015 por Lilian Campelo
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Em Maripá reunião com jovens da comunidade para implementar ações do projeto.

Desde abril o Saúde e Alegria vem realizando formações com os jovens que tiveram os projetos aprovados na Chamada de Apoio às Iniciativas Juvenis.

O apoio dado através das oficinas é uma forma de empoderar esses jovens para que possam realizar as atividades dos projetos nas comunidades onde moram junto com o público atendido, que são crianças e adolescentes.

Esse mês de junho as atividades do PSA estão bem intensas. Nos dias 9 e 10 será realizada uma oficina sobre radionovela com o grupo AMA – Adolescentes Mobilizados pela Amazônia da comunidade de Maguari, localizado na Floresta Nacional do Tapajós. O grupo está realizando o projeto denominado Microfone Juvenil que tem como objetivo produzir radionovelas com crianças e adolescentes da comunidade e irá abordar os direitos das Crianças e dos Adolescentes. Todos os 16 projetos aprovados na chamada visam empoderar jovens das comunidades para trabalhar com essa temática.

Da Flona pra Resex. Nos dias 12 e 13 a Aldeia de Solimões recebe a formação sobre cineclube. E dando continuidade na oficina sobre edição de vídeo documentário, irá ocorrer amanhã, dia 5, na sede do PSA, a segunda etapa da oficina com Benezildo Costa, um dos membros do projeto Doc. São Pedro. A oficina ainda continua no sábado e na segunda, nos dias 6 e 8, com Leila Verçosa ministrando a formação.

No sábado, dia 6, será a vez das comunidades de Cabeceira e Vila do Amorim. Elis Lucien e Adriana Gama estarão fazendo uma visita nas comunidades para acompanhar os projetos: Criança Saudável é Criança Feliz e A felicidade é uma escolha, das comunidades acima, respectivamente.

 

E o palhaço, o que é?

18 de março de 2015 por Adriane Gama
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Esio Magalhães e as artes-educadoras do PSA.

Ser palhaço vai além do riso”! Esio Magalhães

Neste último final de semana, 14 e 15 de março, na Casa de Cultura aconteceu a oficina “O palhaço o que que é”, facilitada pelo artista circense mineiro Esio Magalhães (Palhaço Zabobrim). O público participante foi veteranos na área cultural e iniciantes que queriam conhecer um pouco da linguagem e da arte de como ser um palhaço.

A proposta central da oficina foi trabalhar com o poder, no sentido de atrair o público. Esio ressalta que “palhaço não é um personagem. Não faz teatro. Ele só vive quando tem pessoas”. As aulas abordaram o encontro da arte com o público, do prazer e do risco do jogo do palhaço, destacando os quatro pontos fundamentais de um palhaço: apresentar, convidar, transformar e despedir-se.

O artista ressaltou que: “você não acorda, não nasce palhaço, tem que ter um esforço para se chegar lá, é claro que tem um lado importante de ver o mundo de maneira risonha, mas ao mesmo tempo é trabalhar para fazer o outro rir. Por exemplo, vamos apresentar um espetáculo em abril, então a gente precisa ensaiar a semana toda, quatro horas por dia, além de executar outras demandas de produção, enfim mas do que tudo é um trabalho que exige empenho e precisa de dedicação”.

Durante esses dois dias, o foco, o interesse e a ação foram pontos determinantes nas práticas com exercícios, jogos e demonstrações, sempre conduzidas para um formato vivencial. Assim, a ideia era propor aos participantes que entrasse em contato com o seu ridículo através da relação com o desejo e o poder.

Ser palhaço é colocar o meu ridículo a serviço do riso das pessoas. De certa maneira, fazendo isso, acho que consigo dizer para pessoas que não tem jeito certo de ser. Ser palhaço é o antagônico do heroísmo, ou seja, é dizer que o pequeno, feio, o baixinho, o fraco também tem sua importância. Porque o herói sempre é uma figura inatingível, o palhaço não, é o menor de todos, mas é importante, pois o que importa para gente é que ele traz o riso”, reforça o artista. “Através do olhar para o pequeno, para desajustado, o palhaço tem a possibilidade de falar sobre as questões sociais importantes da humanidade”, conclui Esio.

As arte-educadoras da Educom do Projeto Saúde e Alegria, Elis Lucien, Leila Verçosa e Adriane Gama, também marcaram presença nestas aulas com intuito de somar esses conhecimentos com as atividades de arte-educação do Circo Mocorongo desenvolvidas pelo PSA, uma vez que o trabalho de Esio é reconhecido em âmbito nacional, além de aproveitar a oportunidade de participar de uma formação gratuita e praticar artes circenses.

A temporada de espetáculos do Palhaço Zabobrim, iniciou-se no final de fevereiro, na Praça Barão de Santarém, com a apresentação do “Circo do Só Êu!”, e em março, na Praça do Sairé em Alter do Chão até chegar nas comunidades ribeirinhas como: São Pedro, no Rio Arapiuns, em Maguari, na Flona e em Nazaré, Vila de Boim e Suruacá, no Rio Tapajós.

Esta ação faz parte do projeto denominado “Ri beirando o rio”, contemplado em 2013, pelo Prêmio Funarte Caixa Carequinha de Estímulo ao Circo. A oficina foi apoiada localmente pelo Grupo de Teatro Las Cabaças e Associação de Teatro de Santarém (Atas).

* Esio Magalhães – Ator, diretor e palhaço Zabobrim, indicado ao premiou Shell como melhor ator em 2007 e 2008. Foi Integrante dos Doutores da Alegria e é sócio fundador do Barracão Teatro em Campinas. Foi considerado o melhor palhaço de todos os tempos por sua mãe.