Festival sobre Comunicação Comunitária, em Minas Gerais, destaca vídeos ribeirinhos

18 de novembro de 2013 por Bob Barbosa

Aramanaí 2

Dois vídeos de comunidades parceiras do Projeto Saúde & Alegria foram selecionados para o Festival Imagem Comunitária e Transformação Cultural, que rola entre 20 e 24 de novembro em Belo Horizonte.

Aramanaí, no município de Belterra, e Pedra Branca, uma comunidade da Resex Tapajós-Arapiuns, no município de Santarém, estão representadas, respectivamente, por Iaras de Aramanaí e Farinhada da Pedra Branca.

As duas produções são as únicas da Amazônia Brasileira na Mostra de Vídeos do evento, que apresentará trabalhos de coletivos que utilizam a produção audiovisual como instrumento de transformação social, em comunidades na América do Sul.

Na programação do Festival Imagem Comunitária e Transformação Cultural haverá também um Seminário, com participação de pesquisadores, comunicadores e ativistas sociais, que debaterão sobre comunicação comunitária, democracia e diversidade cultural.

No Seminário sou um dos convidados da mesa de debates “Novos Territórios da Cultura”, onde dialogarei sobre as experiências comunitárias e audiovisuais do Projeto Saúde & Alegria nos beiradões do Tapajós e Arapiuns.

Outro destaque será uma Exposição, um “varal de afetos”, com roupas, tecidos e estampas impressas a partir de “Diários de Bordo” de pessoas que fizeram parte dos 20 anos de história da realizadora do evento: a Associação Imagem Comunitária.

Os dois vídeos ribeirinhos que serão exibidos na Mostra do Festival, foram gravados em celular e editados nas comunidades em 2011, através de oficinas conduzidas por Bob Barbosa e Gabriel Abreu, e coordenadas por Paulo Lima e Fabio Pena, do Projeto Saúde e Alegria, com apoio da Vivo / Fundação Telefônica.

Abaixo você confere as produções, com roteiro, elenco e equipe formada por moradores das comunidades onde foram gravadas:

http://www.youtube.com/watch?v=H-h5s8v4_hs

http://www.youtube.com/watch?v=FahzdW_PExE&feature=plcp

Jovens Empreendedores Participam de Curso de Comunicação Escrita

18 de outubro de 2013 por Adriane Gama

 

O Projeto Conoficina_portuguesexão Amazônia em parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA, realiza a partir de hoje pela manhã, o curso de Comunicação Escrita Eficaz: Sistematização da Expressão do Pensamento, facilitada pelo professor Roberto Paiva1 para os jovens empreendedores do Tapajós, no auditório do Projeto Saúde e Alegria.

A finalidade deste curso é incentivar os participantes a desenvolver habilidade na leitura, escrita e produção de textos, contribuindo com as ideias de cada empreendedor social, na elaboração de seus projetos, planos de negócio e currículo. Este curso terá a duração de 40h e acontecerá somente pela manhã, de 8 às 12h, de 18 a 29 de outubro.

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Quem lembra desta data em Suruacá ? 20 de outubro…

15 de outubro de 2013 por jerffeson

É … neste dia 20 de outubro de 2013 esta fazendo 4 anos que o  apresentador da Rede Globo LUCIANO HUCK chegava em Suruacá, para fazer uma parte de seu programa CALDEIRÃO DO HUCK que na época mostrava uma família de São Paulo que veio para Amazônia para vivenciar  uma realidade totalmente diferente. Suruacá parou na quele momento para assistir Luciano…

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Escola de Suruacá inicia jogos internos

15 de outubro de 2013 por jerffeson

Neste dia 15 de outubro iniciou na Escola João Franco Sarmento o 7º jogos internos. A programação iniciou às 7:30 com  apresentação das equipes verde, azul, vermelho e amarela, teve palavras das autoridades da comunidade e as 8:00hs execução do Hino Nacional Brasileiro, logo após começaram as disputas das modalidades como: Ciclismo, cabo de guerra e corrida de velocidade.

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Ribeirinhos no Esquenta, neste domingo dia 8!

26 de agosto de 2013 por Álvaro Rodrigues Tapajós

Alô galera da Rede Mocoronga!

Estou aqui para contar como foi a minha participação, juntamente com Eugenio Scannavino, Fabio Pena e Elise Mayara, no programa Esquenta, da Globo.

A gravação foi no Projac, Rio de Janeiro, em 07 de agosto de 2013.  Mostramos no Programa Esquenta como é que nós fazemos comunicação através das rádios comunitarias nas nossas comunidades.

O Fabio, que é coordenador da Rede Mocoronga, falou por que quem nasce aqui em Santarém é considerado mocorongo.

O Eugenio falou sobre o começo do Projeto Saúde e Alegria nos três rios: Tapajos, Arapiuns e Amazonas.  Falou também sobre a atuação do barco hospital Abaré que atende as pessoas das comunidades ribeirinhas.

Quero convidar então todas as comunidades ribeirinhas para assistirem o programa Esquenta neste domingo 8 de setembro às 14:15.

Vejo vocês do outro lado da tela.

Álvaro Tapajós, comunitário de Urucureá.

Campo do conhecimento

2 de agosto de 2013 por Elis Lucien

Desenho retirado do jornal Aminã Hoje, 5ª ed.

A escola São Jorge da Aldeia do Aminã continua em atividade. Os funcionarios da escola e do projeto Mais Educação estão sempre juntos para execução de trabalhos à exemplo o  Canteiro Sustentável que há pimentões amarelos, verdes e tomate todos já em ponto de colheita e serem apreciados na merenda escolar.

Enquanto que o campo do conhecimento e arte literatura os alunos estão animados. pois conseguem ver a natureza de perto através dos binóculos, microscópios e realizam várias atividades de acordo com os materiais propostos. Já no esporte e lazer o futsal e os alunos estão e vão com tudo. Brincam e ficam animados e assim participam de todas as modalidades.

História de Jornalista: Hoje é dia do Santo Namorador de Boim

31 de julho de 2013 por Paulo Lima

Com autorização do Prof. Manuel Dutra, republicamos aqui a Matéria que saiu no Jornal O Liberal de Belém em 9 de agosto de 1987. A matéria não retrata a realidade atual da Vila de Boim e busca ressaltar a originalidade e grande criatividade que a caracteriza. É um texto rico de histórias e lendas da Amazônia, de seus habitantes, de suas dificuldades e seu imaginário.

Fonte: Blog do Prof. Manuel Dutra

História de jornalista: hoje é dia do santo namorador de Boim

À noite, quando todos dormiam, exceto o boto conquistador, Inácio Lopez de Loyola deixava o seu pedestal e, viajando algumas léguas Tapajós abaixo, em pouco tempo estava ao lado de Nossa Senhora da Saúde, na Vila de Alter do Chão. Não foi uma nem duas vezes que os fiéis, ao chegarem para a reza matinal, assustaram-se ao perceber as vestes do santo úmidas pelo orvalho e a orla de seu manto apinhada dos carrapichos do mato por onde andara na noite anterior. 

J. Bosco, para o libro Ramal dos Doidos

Reportagem publicada no jornal O Liberal, de Belém, em 9 de agosto de 1987, constante do livro Ramal dos Doidos. Portanto, os dados aqui publicados (menos os históricos) referem-se àquela data . A parte do relato sobre a mitologia local não tem a intenção de depor contra os moradores de Boim, afinal  histórias parecidas fazem parte do imaginário amazônico e integram nosso quadro cultural.

Por M. Dutra – Pouco lugar no mundo tem tanta história para contar. Cada esquina da vila, cada vereda, cada árvore centenária, cada touceira de tucumã representam, na cabeça dos moradores de Boim, especialmente dos mais velhos, ‘causos’ materializados em tempos idos ou que se repetem no presente. As frestas abertas pelo progresso distante eliminaram da convivência diária, e “real”, personagens como o velho boto de mil tropelias, o jurupari, o patauí, o padre-sem-cabeça, o bicho-do-mato, os assobios misteriosos que assustavam a vila nas madrugadas quentes de verão.

Embora o jurupari não sugue mais o miolo das pessoas com a grande boca que tem acima do umbigo, nem o bicho-do-mato carregue mais as mocinhas para as capoeiras, o boto ainda dá o ar de sua graça. Hoje em Boim há dois filhos de boto, duas crianças albinas que não suportam a luz do sol, pela hipersensibilidade dos olhos à luz. Neste caso, os mais jovens preferem chamar, em vez de filhos do boto, a classificação mais realista de filhos de puta.

Contrastando com a exuberante beleza do Rio Tapajós, as comunidades situadas em suas margens caracterizam-se pela extrema pobreza. A antiga importância de Boim, como ponto de apoio dos regatões, concentrou no lugar a pecha de faminto. Ainda são correntes as histórias de quando um “gaiola” se aproximava para pegar lenha no Pau-de-Letra, uma ponta de areia próxima à vila, o vapor apitava: “Boiiiimmm, Boiiimmm”, a que os cachorros do lugar respondiam, correndo para a beira do rio: “fome, fome, fome”. E o galo cantava: “sempre foi assiiimmm…” Tido e havido como um rio pobre, hoje sabe-se que essa pobreza caracteriza seus habitantes porque não dominam, ainda, as técnicas mínimas de pesca e não dispõem de meios para aproveitar os ricos cardumes da região.

Porém, a partir do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, eles começam a protestar contra a penetração de barcos-geleiras que adentram o rio para encher seus depósitos com o melhor tucunaré que existe no Baixo Amazonas, com o filhote e a dourada. O tracajá também atrai os pescadores de fora. A população sobrevive tradicionalmente da pequena produção da farinha de mandioca, da caça e da extração cada vez mais difíceis e da captura de pequenos peixes com os apetrechos os mais rudimentares.

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Lenda do Lago da Velha

11 de junho de 2013 por Elis Lucien

No igarapé que divide a comunidade de Samaúma a Andurú existe um lago, não muito grande, onde os moradores das duas comunidades costumava ver uma velha que sempre ia com uma cabaça, conhecida também como Jamarir. As pessoas que avistavam a misteriosa velha em um segundo de descuido, a velha sumia, e então,  as pessoas sentiam uma forte dor de cabeça que só passava quando o curandeiro da época ia até a pessoa e benzia.

Ainda hoje, o lago continua intacto. As pessoas que habitam as comunidades não vão lá,  porque existe esta velha que protege o lago. Neste lago existe bastante tracajá, pirarucu, mas ninguém tem coragem de capiturá-los. Dizem que a velha é muito má com quem vai lá. O lago está como era há muitos anos.

Jornal Folha de Samaúma, ed. 19ª, ano VII.

Reportagem: Lana Rodrigues Xavier.

Suruacá em festa

31 de maio de 2013 por lucinezio

Chegamos à mais uma festa da comunidade, este ano de 2013, deu inicio  no dia 28/05, primeiramente com a transladação do Sagrado para a residência da senhora Terezinha do Carmo e no dia 29 círio percorrendo as ruas da comunidade. Durante a semana, haverá programação todas às noites com vendas diversas feitas pelas equipes que conduzem os preparativos às candidatas a rainha da festa, que também sofreu alteração, será na sexta-feira dia 07 e não mais no sábado como era de costume. Mudanças essas porque houve a preocupação das coordenações e é claro com apoio da comunidade em separar o religioso do social, uma vez que nos anos anteriores  não vinha dando bons resultados. Dessa forma, o Suruacá a partir desse ano terá a festa do padroeiro e também uma festa da comunidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tributo ao Cacique Crisomar

28 de março de 2013 por Fábio Pena

Clique para assistir

Singela homenagem do Projeto Saúde e Alegria ao Cacique da Aldeia São José, na Terra Indígena Maró, o saudoso Crisomar.  “Tracajá” para alguns, cacique para muitos.

As imagens em vídeo foram gentilmente cedidas por Fausto Kutka, da Associação de Artes Curativas Himalaia (AACHA).  A edição realizada pela equipe do Projeto Saúde e Alegria.