Reunião no Ministério da Saúde define a permanência do Abaré I no Tapajós

20 de outubro de 2013 por Fábio Pena

fotoabarepadilha1

O principal resultado da reunião foi o encaminhamento da compra do Barco Abaré I pelo Ministério da Saúde, a ser repassado para a UFOPA para gerir de forma consorciada com outras Universidades e as Prefeituras Municipais de Santarém, Belterra e Aveiro, garantindo sua permanência em definitivo na região e a diversificação dos serviços prestados aos ribeirinhos do Tapajós.

Uma reunião realizada ontem, 18/10 em Brasília, no Ministério da Saúde, com participação de um grupo de atores empenhados na busca de uma solução para a continuidade dos serviços de atendimento em saúde às populações ribeirinhas do rio Tapajós através do barco hospital Abaré 1, rendeu importantes encaminhamentos.

Entre os presentes estavam a Secretária de Saúde de Santarém, Valdenira Cunha, o Secretário de Saúde de Belterra, José Antônio Rocha, o Promotor Público Estadual, Túlio Novaes, a Representante da Secretaria Estadual de Saúde, Eliane Caldas, a presidente do Conselho Municipal de Saúde de Santarém, Conceição Menezes, o Reitor da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA, Seixas Lourenço, o diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP, MarcosBoulos, e o diretor do curso de medicina da Universidade do Estado do Pará – UEPA, Fábio Tozzi, também representando o Projeto Saúde e Alegria. Após conversa mediada pelo diretor adjunto do Departamento de Atenção Básica, Alexandre Florêncio, o grupo se encontrou com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Foi a primeira vez em que praticamente todos os órgãos interessados na continuidade do Abaré 1 estiveram reunidos.

Na reunião, ficou decidido que o barco (ainda em propriedade da fundação holandesa Terre des Hommes) será comprado pelo Ministério da Saúde e repassado à Universidade Federal do Oeste do Pará, facilitando os tramites burocráticos, pois trata-se de um órgão federal com atuação na área de interesse local, bem como com previsão de iniciar o curso de saúde coletiva. A Ufopa atuará em consórcio com as demais Universidades, como a UEPA e a USP para desenvolver programas de formação e residência médica, transformando a unidade em um “barco hospital escola” dentro do tripé da universidade de ensino, pesquisa e extensão. As Secretarias Municipais de Saúde continuaram também utilizando a embarcação para o atendimento regular das comunidades.

Este encaminhamento aponta positivamente tanto para a permanência definitiva do barco na região, gerido por entidades públicas, quanto para a possibilidade de novos aportes financeiros que garantam sua manutenção. Por ser uma embarcação com instalações acima do padrão das demais Unidades, o Abaré I tem um custeio superior aos recursos repassados através Portaria de Saúde Fluvial aos municípios. Por isso, a entrada de novos atores como as Universidades pode diversificar a oferta de serviços e agregar mais recursos para sua sustentação.

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, empenhado em garantir o sucesso da Política de Saúde da Família Fluvial, foi o primeiro a anunciar o resultado da reunião através de sua conta no twitter, na qual também explicou a integração do Abaré ao programa Mais Médicos : “Com a Coop FMUSP, UFOPA, UEPA, o Abaré1 será campo de prática para #MaisMédicos, PSF Stm, Aveiro e Belterra; e Residência UEPA, UFOPA, USP”, escreveu o ministro.

Saiba mais sobre o caso Abaré 1 clicando:

Audiência pública sobre o Abaré 1

Conselho de Saúde sobra solução sobre caso Abaré 1

Abaré 1: uma novela sem fim

Deixe um comentário