Calha Norte promove Curso de Rádio Comunitária em Santarém

14 de agosto de 2014 por Adriane Gama

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Foto: Adriane Gama

Nos dias 22, 23 e 24 de agosto, o Projeto Calha Norte realizará em Santarém, uma oficina de Rádio Comunitária, sendo dois dias de capacitação e um dia de gravação. A ideia da oficina é criar spots e programetes de rádio para divulgar as áreas protegidas da Região da Calha Norte – Rio Amazonas, para conscientizar seus moradores e vizinhos.

Este encontro terá a participação de 30 representantes de municípios envolvidos (Alenquer, Almeirim, Curuá, Faro, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha,Terra Santa, Santarém e Laranjal do Jari) envolvendo radialistas, comunicadores e jornalistas interessados no tema de preservação da floresta amazônica.

A Calha Norte paraense inclusive possui cerca de 28 milhões de hectares e ocupa 23% do Estado do Pará. A região possui o maior conjunto de áreas protegidas (Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Terras Quilombolas) do mundo.

A Oficina acontecerá na Rádio Rural de Santarém será facilitada pela radialista Mara Régia, apresentadora do programa Natureza Viva – Rádio Nacional, a qual tem a missão de preparar comunicadores para falar e discutir em seus programas, temas relacionados à preservação do meio ambiente e território, às Unidades de Conservação e aos direitos dos Povos da Floresta.

A Rede Mocoronga do PSA juntamente com as redes parceiras de comunicação comunitária ribeirinha da Resex Tapajós – Arapiuns, Lago Grande e da Flona – Tapajós, foram convidadas a participar deste encontro, confirmando presença: Rádio Arariuá (Samaúma), Rádio Integração FM Beta (Vila de Boim), Rádio Raio de Sol (Muratuba), Rádio Japiim (Surucuá), Rádio São Pedro (São Pedro – Rio Arapiuns), Rádio Cabocla (Urucureá – PAE Lago Grande Rio Arapiuns) e Rádio Duas Ilhas (Comunidade Prainha).

Os spots e programas pretendem atingir a três objetivos:

– Fazer com que os moradores dos municípios da região conheçam melhor o seu território e os povos da floresta, que vivem da terra e a mantém preservada;

– Mostrar os benefícios trazidos pela floresta (preservada nas Unidades de Conservação) como por exemplo: água potável, ar puro, recursos não-madeireiros (Castanha do Pará, óleo de Andiroba, entre outros);

– Buscar a valorização da floresta em pé e das populações que nela habitam (riberinhos, quilombolas, indígenas);

Para maiores informações e dúvidas, falar com Iara Vicente, pesquisadora Trainee do Programa de Política e Economia Florestal IMAZON – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, pelos contatos (91) 3075-6392 / (61) 8173-0722.

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