Nossos Mitos

28 de setembro de 2009 por Raquel Fernandes

Diretamente do Jornal Comunitário Arte Vida, Comunidade de Muratuba

Dos antepassados  aprendemos também muitos mitos que enriquecem o nosso folclore e nos fazem respeitar os espíritos e segredos da mãe natureza.

Os Mitos das Mães:

Quando vocẽ vê um lago bonito e quieto, ou um igarapezinho no meio a mata, não consegue perceber que ali estão as mães. A mãe do igarapé não gosta d ebarulho e nem que seja jogado sangue de caça na água. Fica aborrecida e a pessoa que abusa fica doente. Isso acontece por que tudo na natureza tem mãe.

O Curupira:

É um menino pretinho que tem os pés voltados para trás e assusta os caçadores quando saem para perseguir os bichos da mata. Por isso, quem sair para caçar deve pedir icença ao Curupira e também pedir que conceda a caça. Quando não se faz isso, não consegue nada e se for com cachorro, muitas vezes o coitado é surrado. Quando o Curupira assovia é melhor o caçador voltar para casa, pois não vai caçar mais nada. Mora nos trancos das Samaumeiras. Lá é limpo como um terreiro.

O Giriboca:

Este transforma-se em homem e engravida as mulheres menstruadas e mulheres de parto que vão tomar banho no igarapé.

O Boto Vermelho:

Este ser faz parte do mundo dos encantados, por isso não se deve brincar com ele. O macho atrai as mulheres e a fêmea gosta dos homens. Se brincar de chamar o boto para enamorar ele vem trnsformado em gente conhecida e a pessoa nem percebe que é o boto. Costuma aparecer nas noites de festa para ançar com as moças. Muitas vezes quando as mulheres menstruadas ou de parto vão tomar banho no rio, sofrem dores de cabeça e podem ficar doidas. Só quem pode dar jeito é o pajé. A noite o boto passeia nas casas procurando meninas menstruadas para engravidá-las.

Repórter: Rosivethe Castro Fernandes, Muratuba

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