Turismo Comunitário

10 de agosto de 2009 por Raquel Fernandes

Geração de renda e emprego com turismo responsável
Nos dias 25 à 31 de julho foi realizada mais uma viagem de ecoturismo de base comunitária. O Projeto Saúde e Alegria, junto com o Projeto Bagagem, acompanhou 13 pessoas de países diferentes que queriam conhecer a vida ribeirinha da Amazônia.

Durante uma semana, houve passeios de canoa, produção de farinha, aprendizagens com artesãs comunitários, noites culturais e intercâmbios culturais entre os visitantes e comunitários. As comunidades visitadas foram: Jamaraquá, Anã, Urucureá, Bom Jesus e Atodi.

No programa de rádio Rede Mocoronga, que vai ao ar aos sábados e domingos na rádio rural, a responsável pelo programa de Ecoturismo de base comunitária Luciane Lima, falou sobre essa atividade.

Confira a entrevista com Luciane Lima:

Fabienne: Na semana houve um grande roteiro de viagem de Ecotursimo de base comunitária no rios Arapiuns e Tapajós, como foi essa viagem?

Luciane: Essa viagem durou uma semana, eu estive acompanhando um grupo de 13 pessoas que vieram de alguns estados do Brasil, do Espírito Santo, Minas Gerais. Além disso havia pessoas  também de fora do Brasil, (Itália e Espanha) viajando junto conosco  conhecendo um pouco da vida ribeirinha pelo Tapajós e Arapiuns.

Fabienne: Essa foi a primeira viagem do ano que faz parte de um programa de parceria entre o Saúde e Alegria e o Projeto Bagagem?

Luciane: O Projeto Bagagem é uma iniciativa que leva pessoas para conhecer comunidades em todo o Brasil.  Desde 2007 não recebíamos esses bagageiros. O que eles tem de mas especial é que são pessoas que vem interessada em conhecer realmente, conversam e apreendem com os comunitários. É diferente de um turismo de simplesmente olhar e tirar fotos, são pessoas que vem para conviver mesmo.

Fabienne:Quais são os benefícios para as comunidades que participam desse programa?

Luciane: As pessoas que participam desse programa são organizadas por uma comissão de ecoturismo.  Um grupo da comunidade fica responsável em organizar o que vai acontecer naquele dia em que os turistas vão estar na comunidade. A comunidade toda participa a comissão só é responsável pela organização. Pelo que  se vê, os benefícios vão desde conhecer as pessoas de outros lugares, aprender outros costumes, fortalecer a organização comunitária, gerar trabalho na comunidade, trazer renda, enfim são vários benefícios. Quem vem para cá, também se beneficia muito aprende bastante sobre o Brasil, sobre a Amazônia e vive uma experiência única.

Todos benefícios destas ações se voltam para a comunidade. Afinal, o turista vai passar pouco tempo por lá e quem vai desfrutar mesmo é quem mora dentro da comunidade, todos os dias!

Fabienne:  Estamos falando sobre ecoturismo. Qual é a parte ecológica dessa viagem?

Luciane: Entendemos a parte ecológica como respeito ao meio ambiente. O meio ambiente não é só a  natureza selvagem, são pessoas, os animais e tudo o que esta a nossa volta. Quando falamos em Ecoturismo, estamos tratando com turistas que querem vim conhecer com respeito. A pessoa que tem o pensamento ecológico  respeita o meio ambiente. Com relação ao lixo, recolhemos todo o lixo que é gerado durante a viagem. Como exemplo: Tudo o que é de lixo de cozinha, o lixo orgânico, as cascas de frutas, verduras, folhas, separamos e deixamos nas comunidades para fazer o adubo.

Fiquei contente e queria agradecer o carinho com que sempre somos recebidos, passamos por jamaraquá, Urucureá, Bom Jesus, Anã e Atodi e todos essas comunidades demonstraram muita competência e organização comunitária. Aproveitando gostaria de dar os parabéns pela mobilização de todos.

Raquel Fernandes

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