AIDS no Brasil

1 de dezembro de 2008 por Fabienne Simenel

Hoje é o Dia Mundial de Luta contra a AIDS. Como está a situação no Brasil? E na região norte? O Diário do Pará publicou um artigo que mostra que:

Os casos de AIDS triplicam no Pará e voltam a assustar

Diario do Pará 26/11/2008

De 1980 a junho de 2008 foram registrados 506.499 casos de Aids no Brasil.  Durante esses anos, 205.409 mortes ocorreram em decorrência da doença.  A epidemia no país é considerada estável.  A média de casos anual entre 2000 e 2006 é de 35.384. Em relação ao HIV, a estimativa é de que existam 630 mil pessoas infectadas.  Os dados do Boletim Epidemiológico da Aids/DST 2008 divulgado ontem pelo Ministério da Saúde.

O aumento mais acentuado ocorreu na região Norte, onde os índices subiram de 6,8 para 14, praticamente dobrando a incidência de casos entre os anos de 2000 e 2006.  No Pará, a incidência mais que dobrou, passando de 4,7 casos para cada 100 mil habitantes para 13,1 casos em 2006, colocando nosso Estado em quinto lugar em número de ocorrências, ficando atrás do Amazonas (18,2), Roraima (17,6), Rondônia (17,1) e Amapá (14,5).

A região Sul segue a tendência de estabilização do país, porém em patamares elevados ­ a cada 100 mil habitantes em 2000, existiam 26,3 casos.  Em 2006, a taxa passou para 28,3.  No Sudeste, há discreta queda: de 24,4 em 2000 para 22,5 em 2006.  No Centro-Oeste, essa queda se apresenta a partir de 2003.  Eram 21,3 casos a cada 100 mil habitantes em 2003 e 17,1 em 2006.  No Nordeste, a taxa também aumentou, passando de 6,9 para 10,6.

O boletim também trouxe um dado alarmante: a taxa de incidência de Aids entre pessoas acima dos 50 anos dobrou entre 1996 e 2006, passando dos 7,5 casos por 100 mil habitantes para 15,7.  A maioria dos casos de Aids, porém, ainda está na faixa etária de 25 a 49 anos.  Os motivos para esse aumento estão principalmente nos preconceitos que cercam a vivência da sexualidade em pessoas acima dos 50 anos e que limitam a abordagem sobre o HIV, dificultando o combate à doença.

Dos 47.437 casos de Aids notificados desde o início da epidemia em pessoas acima dos 50 anos, 29.393 (62%) foram registrados de 2001 a junho de 2008.  Desse último grupo, 37% são mulheres e 63%, homens.

Alerta para feminização da epidemia
Da população diagnosticada com Aids desde o início da epidemia até junho de 2008,foram identificados 333.485 (66%) casos de Aids em homens e 172.995 (34%) em mulheres.A razão de sexo no Brasil diminui ao longo da série histórica ­ em 1986 eram 15 casos no sexo masculino para um no sexo feminino.Desde 2000,há 15 casos entre eles para 10 entre elas.Essa aproximação na razão de sexo, reflete a feminização da epidemia.

Alguns fatores que contribuem para a vulnerabilidade das mulheres são: desigualdade nas relações de poder; maior dificuldade de negociação das mulheres quanto ao uso de preservativo; violência doméstica e sexual; discriminação e preconceito relacionados à raça,etnia e orientação sexual.  A forma de transmissão predominante é por via heterossexual tanto em mulheres (90,4%dos casos) como em homens (29,7% dos casos).  Entre os homens, a segunda principal forma de transmissão é homossexual (20,7% dos casos), seguida de usuários de drogas injetáveis (19%).

Comentários
  • Adriano da Silva Bogea fevereiro 17, 2009 at 1:08 pm

    É de fato lamentavel ver que o nosso país avança de forma tão agressiva para a insidencia de casos de aids.A sociedade Brasileira precisa, necessita alertar-se quanto ao que diz respeito a conscientização em massa pois somente assim é que podemos de fato pelo menos tentar estabilizaros casos de hiv já que não existe cura.

  • anônimo março 3, 2009 at 12:17 am

    Acredito que não vai existir uma cura científica em relação a AIDS,ou seja, que futuramente será desenvolvido uma vacina contra ela. A AIDS é muito mais um processo mental e inconsciente do ser humano. Sabemos que a natureza é sábia, creio que o surgimento da AIDS veio pelo fato do aumento populacional e acredito que relacionado ao próprio estilo de vida que está cada vez mais crescente no atual momento que é baseado no “Carpe Diem”. A AIDS representa, principalmente, a falta de cuidado, respeito, amor, dignidade e responsabilidade que o ser humano vem perdendo a séculos, tantos homens quanto mulheres não se valorizam e por isso que muitos não acreditam em um relacionamento verdadeiro e acham que podem curtir nas baladas o resto da vida. A AIDS é um alerta para nós, humanos, a nos valorizarmos e perceber que somos muito mais do que instinto animal e evoluirmos e assim a verdadeira cura acontecerá.

  • tico setembro 17, 2009 at 4:44 pm

    achei muito bom bjocassss ♥♥add no msn ae

  • eliana setembro 24, 2009 at 3:07 pm

    lamentavel
    tantas vitimas dessa doença…

  • [...] A forma de transmissão predominante da AIDS é por via heterossexual tanto em mulheres (90,4%dos casos) como em homens (29,7% dos casos).  Entre os homens, a segunda principal forma de transmissão é homossexual (20,7% dos casos), seguida de usuários de drogas injetáveis (19%). http://redemocoronga.org.br/2008/12/01/aids-no-brasil/ [...]